ROMANO, BISPO
SERVO DOS SERVOS DE DEUS
BISPO EMÉRITO DE ROMA
PONTIFÍCE MAGNO
Aos diletos filhos da Santa Igreja Católica Apostólica Romana,
Ao Santo Padre João Paulo VIII, meu venerável Sucessor,
E a todos os Bispos, Presbíteros e Leigos que
compõem a frutuosa missão de Evangelizar.
Há exatamente dez anos atrás, Eu, em conjunto dos então Cardeais Marco Piacenza e Giuseppe Maria, erguíamos pela primeira vez este Apostolado Virtual da Santa Igreja Católica, primeiramente a Sé Apostólica instalou-se no Habblet Hotel e depois refugiou-se para o Habbiz Hotel. É com tanta alegria que dirijo a vocês estas minhas letras, ciente de que toda esta década passou mediante tantas tempestades… Mediante de tantas ameaças e incomodações diabólicas, que nunca vos fez desistir de estar unidos para fortalecer a Unidade da Igreja como Aquela unidade que vemos nos Atos dos Apóstolos, aquela Unidade que os Apóstolos nos primeiros tempos tiveram para com a Santa Igreja. Nosso Senhor Jesus Cristo, quando deu á São Pedro a missão de pastorear a Igreja (ele também foi a sua primeira Pedra, não há como negar) também deu esta missão aos Apóstolos como vemos ao longo das Sagradas Escrituras: «Ide pelo mundo e anunciai a Boa-Nova a toda a Criatura!» (Mc 16,15) De tal modo que os Apóstolos desde o Pentecostes ficaram cheios de Espírito Santo e foram anunciar as maravilhas de Deus por todos os quatro cantos da Terra da mesma forma que hoje através desta plataforma online, milhares de Jovens se reúnem de todas as partes do Mundo para Evangelizar nos inúmeros Jogos Online que vemos na Internet. Mesmo assim nunca deixo de acompanhar quer de cada um de vós: Seja diante de tantas perseguições, assim como os Apóstolos a tiveram, eles jamais deixaram de ter medo, porque a mesma Fé que eles tinham, é a Fé que todos nós hoje temos e que muitos são fracos e temem diante de qualquer insulto e perseguição.
Hoje também não deixo de trazer para vocês um dos Salmos que nos nossos dias quotidianos não deixam de preencher nossos Corações: «O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.» (Sl 23) Somos as mesmas testemunhas deste Senhor, que nos leva tranquilamente pelas águas puras. Talvez muitos de Nós somos chamados a servir nesta messe como o pequeno Samuel, que foi chamado a presença do Senhor! Quando às vezes parece que tudo vai desabar, algo nos toca e diz para que tenhamos compaixão para com aquilo que Cristo Edificou, ser cuidadores deste mesmo Património de Séculos. Se a Igreja, como dizíamos, tem consciência do que o Senhor quer que ela seja, surge nela uma plenitude única e a necessidade de efusão, adverte claramente uma missão que a transcende e um anúncio que deve espalhar. É o dever da evangelização, é o mandato missionário, é o dever de apostolado. Não lhe basta uma atitude de conservantismo. É certo que o tesouro de verdade e de graça, que nos veio em herança da tradição cristã, o devemos guardar e o devemos até defender. "Guarda o depósito", manda São Paulo (1 Tm 6,20). Mas nem a guarda nem a defesa são os únicos deveres da Igreja quanto aos dons que possui. Dever seu, inerente ao patrimônio recebido de Cristo, é também a difuso, a oferta, o anúncio: "Ide, pois, ensinar todos os povos" (Mt 28,19). Foi a última ordem de Cristo aos seus Apóstolos. Estes, já com o simples nome de Apóstolos, definem a própria missão indeclinável. A este interior impulso da caridade, que tende a fazer-se dom exterior, daremos o nome, hoje comum, de diálogo. [1]
A necessidade do ecumenismo hodierno com as nossas Comunidades Irmãs Cristãs também é necessária, Cristo também é ecumênico e é Amor, ele não é riqueza e muito menos luxúria. Prevenida pelas múltiplas vicissitudes da sua história, a Igreja está empenhada em libertar-se de todo o apoio puramente humano, para viver profundamente a lei evangélica das Bem-aventuranças. Ciente de que a verdade não se impõe senão « pela sua própria força, que penetra nos espíritos de modo ao mesmo tempo suave e forte », 2 nada procura para si própria senão a liberdade de anunciar o Evangelho. De facto, a sua autoridade exerce-se no serviço da verdade e da caridade. [2] Essa é a Igreja que devemos ser.
Juntamente com todos os discípulos de Cristo, a Igreja Católica funda, sobre o desígnio de Deus, o seu empenho ecuménico de reunir a todos na unidade. De facto, « a Igreja não é uma realidade voltada sobre si mesma, mas aberta permanentemente à dinâmica missionária e ecuménica, porque enviada ao mundo para anunciar e testemunhar, actualizar e expandir o mistério de comunhão que a constitui: a fim de reunir a todos e tudo em Cristo; ser para todos "sacramento inseparável de unidade" ». Assim que há Dez anos estamos edificados, com uma Lista de Papas, uns bons e outros maus. Deixemos de lado as avarezas, reconheçamos que Deus é maior que nós e que em nós ele quer habitar e porque «É necessário que ele Cresça e eu diminua» (Jo 3, 30) somos tão pequenos diante de Deus que mesmo pequenos temos uma bela Missão a cumprir na Terra, assim como as formigas que no Verão aproveitam-se de ir em busca de Comida para hibernar, assim nós, no nosso ''Verão'' Terreno temos sempre que ir em busca da nossa Santificação e Salvação, são nossos principais Alimentos.
E no fim, quero felicitar em primeiro lugar a meus irmãos que ajudaram no Erguimento desta Sé Apostólica à exatamente 10 anos atrás, neste mesmo dia em que reunidos elegemos para a Igreja o primeiro Papa, a fim de representar o mesmo significado que São Pedro no Jogo Virtual Online, em segundo lugar, quero parabenizar a todos os que até hoje fizeram permanecer a Igreja de pé, viva e intacta e que como os Apóstolos, lutaram sem medos em honra e defesa da Imagem da Santa Igreja e por último, Parabenizar o Santo Padre e a todos os clérigos que atualmente estão neste meio e seguem unidos com a Igreja.
Na Conclusão desta minha Carta, desejo expressar a todos minha Gratidão por tudo e tão pouco que têm-no feito pela nossa Igreja, Casa e Mãe, a nossa Casa Comum, como diz o Hino da Campanha da Fraternidade 2016. Ânimo, Irmãos! Não tenham medo da perseguição, somos os ''Apóstolos dos últimos Tempos'' [3] e como esses Apóstolos, temos a Missão de ir ''pescar'' os Peixes perdidos e que se soltaram das redes rasgadas. Desejo a todos um Feliz dia, Feliz Aniversário e que no mais possível, estarei a vosso lado para comemorar! Que a Santíssima Virgem, nossa Mãe e Intercessora, seja nossa porta segura e caminho para o Céu e que nunca deixem de seguir o seu exemplo, Jesus Cristo, nos torne semelhantes a sua Imagem: Semelhante e Humilde de Coração, que o Espírito do Senhor venha sempre sobre nós; somos o Povo Real, a Assembleia Santa, povo Sacerdotal Povo de Deus [4] e que temos o dever de Bendizer e louvar o Senhor.
Dado em Roma junto de São Pedro sob o Pontificado de João Paulo VII, no dia 25 de novembro do Ano Santo e Jubilar de 2020, 10º do Aniversário da Santa Igreja e primeiro de nosso Pontificado.
+ Romanus I
Bispo Emérito de Roma
+ João Paulo VII
Pontifice Reinante
+ Marco Card. Piacenza
+ Giuseppe Card. Ravassi
[1] Enciclica ''Ecclesiam Suam'' do Papa Paulo VI em 6 de agosto de 1964
[2] Encíclica ''Ut Unum Sint'' do Papa João Paulo II em 25 de Maio de 1995
[3] Da Mensagem de Nossa Senhora de La Salette, em 19 de Setembro de 1851
[4] Cântico Litúrgico «Povo Real...»
Seções:
10 Anos
Carta ao povo de Deus
Carta Apostólica
Missa do Aniversário da Igreja
Papa Emérito Romano I
Papa João Paulo VII
