Ata de Eleição do Romano Pontífice
Aos trinta dias do mês de setembro, pelas vinte e uma horas e dezessete minutos, reunido em Conclave, o Colégio Cardinalício procedeu à eleição do Cardeal Daniel Pedro Agueda para o Pontificado. Interpelado pelo Eminentíssimo Decano do Colégio dos Cardeais acerca da aceitação do múnus petrino, o eleito declarou, de forma livre e consciente, a aceitação, manifestando o propósito de assumir, para o seu pontificado, o nome de Inocêncio. Pelas vinte e uma horas e cinquenta e sete minutos, o Cardeal Proto‑Diácono Philipe Mathaus Arns proclamou solenemente ao povo de Deus a eleição do novo Romano Pontífice, Sua Santidade o Papa Inocêncio, o qual se apresentou na Loggia das Bênçãos às vinte e duas horas e cinco minutos, conferindo a bênção apostólica Urbi et Orbi. Registamos e damos fé da eleição do centésimo décimo sexto Sucessor de São Pedro, reconhecendo-o em pleno e legítimo exercício do Ministério Apostólico. Que Cristo, Pastor eterno, sustente e fortaleça o Santo Padre António no fiel cumprimento da missão que lhe foi confiada.
+ Francesco Arns - Prefeito da Casa PontíficiaBiografia do Santo Padre
Daniel Pedro Águeda nasceu em Lisboa, Portugal, a 13 de outubro de 1967, filho de Maria Roncalli e de Antônio Águeda. Desde cedo, esteve ligado à vida da Igreja e ao caminho vocacional, tendo realizado a sua formação no Seminário dos Olivais e, posteriormente, no Seminário de Santo António, no Age Hotel.
Ao longo do seu percurso ministerial, destacou-se pelo seu espírito pastoral, pela dedicação à Igreja e pela capacidade de assumir responsabilidades em momentos particularmente exigentes da vida eclesial. É irmão de Paulo Águeda e Javert Águeda, mantendo sempre uma profunda ligação às suas raízes familiares e à sua terra natal. A 19 de outubro de 2013, foi nomeado e ordenado Bispo por Sua Santidade o Papa Mariano II. Pouco mais de uma semana depois, foi criado Cardeal pelo mesmo Sumo Pontífice, passando a integrar o Colégio Cardinalício e assumindo novas responsabilidades no governo da Igreja. Durante o seu ministério episcopal, esteve à frente de importantes Igrejas particulares. Foi Bispo Diocesano de Fátima e, posteriormente, Arcebispo de Braga, São Paulo e Aparecida. Exerceu ainda o ministério de Patriarca de Lisboa e de Veneza, tornando-se uma das figuras de maior relevo da hierarquia eclesiástica do seu tempo. A sua história na Igreja ficou também marcada pelos diferentes pontificados que assumiu ao longo dos anos. O seu primeiro pontificado foi vivido sob o nome de Miguel I. Mais tarde, em 2019, assumiu o nome de Pio VIII, pontificado particularmente recordado pela intervenção numa profunda crise interna que atingira a Igreja durante o pontificado do seu antecessor, Gregório VIII. Nesse período, procurou promover a estabilidade, a reconciliação e a recuperação da unidade da igreja. Nos anos seguintes, voltou a assumir a responsabilidade da Cátedra de Pedro em diferentes momentos, nomeadamente como Romano II, João Paulo IX e Antônio I. Cada um desses pontificados deixou uma marca própria na história da Igreja e contribuiu para a formação da experiência pastoral e governativa que viria a caracterizar o seu ministério. Em 2026, a Igreja voltou a atravessar um período de profunda instabilidade. Depois da renúncia do Papa Paulo VII e do abandono da Cátedra de Pedro por Basílio I, abriu-se um novo período de incerteza e de necessidade de reconstrução da unidade fraterna dentro da igreja. Foi neste contexto que o Colégio Cardinalício se reuniu para discernir o futuro da Igreja. No dia 30 de setembro de 2026, Daniel Pedro Águeda foi eleito Romano Pontífice. Ao aceitar a eleição, escolheu o nome de Inocêncio VII, assumindo a missão de Sucessor de Pedro num dos momentos mais delicados da história recente da Igreja. A sua eleição foi entendida como um apelo à reconstrução, à unidade e à renovação da vida do clero. Com uma longa experiência episcopal e cardinalícia e tendo já atravessado diferentes períodos de crise e transformação, Inocêncio VII apresenta-se diante da Igreja como um Papa chamado a restaurar a confiança, fortalecer a comunhão entre os fiéis e conduzir a Igreja novamente para um caminho de estabilidade. A sua história pessoal é também marcada pela devoção à Virgem Maria, que ocupa lugar especial na sua espiritualidade. Sob o seu pontificado, a figura de Nossa Senhora assume uma importância particular como sinal de esperança, proteção e caminho de comunhão para toda a Igreja. Como Bispo de Roma e Sucessor de Pedro, Inocêncio VII iniciou assim uma nova etapa da sua vida ao serviço da Igreja Católica, procurando responder aos desafios do seu tempo com fé, prudência e espírito de reconciliação. A sua eleição, ocorrida a 30 de setembro de 2026, marcou o início de um novo capítulo na história da Igreja: o pontificado de Inocêncio VII, chamado a reconstruir depois da crise, a unir depois da divisão e a conduzir o povo de Deus sob o olhar maternal da Virgem Maria.Brasão Pontifício
O Brasão de Armas de Sua Santidade o Papa Inocêncio VII reúne, numa composição de caráter profundamente eclesiástica, diversos símbolos que exprimem a fé, a esperança cristã, a missão apostólica e a dignidade do ministério petrino.
Sobre o campo azul, encontra-se, em primeiro plano, uma estrela de oito pontas, símbolo da luz que guia o caminho do povo de Deus e da esperança que nasce em Cristo. A estrela evoca também a tradição mariana de Maria, Estrela do Mar, aquela que aponta para Cristo e acompanha a Igreja na sua peregrinação.
Ao lado da estrela, encontra-se uma concha de prata, antigo símbolo cristão ligado ao Batismo, à peregrinação e ao caminho de conversão. Recorda que todo o ministério da Igreja nasce da graça recebida no Batismo e se orienta para o encontro definitivo com Deus.
Na parte inferior do escudo surgem seis montes de prata, dispostos em composição ascendente. A montanha, na linguagem bíblica e heráldica, representa a elevação do homem ao encontro com Deus. O número seis pode evocar os seis dias da Criação, recordando que toda a criação procede de Deus e para Ele se encaminha.
O escudo encontra-se envolvido pelas tradicionais insígnias pontifícias. Atrás dele estão as duas chaves de São Pedro, uma de ouro e outra de prata, cruzadas em aspa e unidas por cordões vermelhos. As chaves recordam as palavras de Cristo dirigidas ao Apóstolo Pedro:
«Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus; tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus.» Mt 16,19
A chave de ouro e a chave de prata exprimem tradicionalmente a autoridade confiada a Pedro e aos seus sucessores, enquanto a sua disposição cruzada manifesta a unidade do ministério petrino.
Ao alto encontra-se a Tiara Pontifícia, insígnia histórica da dignidade do Romano Pontífice. A sua presença identifica o brasão como pertencente ao sucessor de São Pedro e recorda a missão do Papa de ensinar, santificar e governar a Igreja.
Assim, cada elemento do brasão contribui para uma única mensagem: a Igreja, peregrina neste mundo, caminha para Deus guiada pela luz de Cristo, sustentada pela graça do Batismo e reunida na unidade da fé sob o ministério de Pedro.
O Brasão de Armas de Inocêncio VII torna-se, deste modo, não apenas uma identificação heráldica do Pontífice, mas também uma síntese visual da sua missão e do seu serviço à Igreja.