Semanário Litúrgico - 6º Domingo do Tempo Comum


Pontifícia Comissão para os Textos Litúrgicos
Subsídios Litúrgicos

Semanário Litúrgico
6º Domingo do Tempo Comum

A Palavra de Deus que nos é proposta neste domingo leva-nos a refletir sobre o protagonismo que Deus e as suas propostas têm na nossa existência. A primeira leitura põe frente a frente a autossuficiência daqueles que prescindem de Deus e escolhem viver à margem das suas propostas, com a atitude dos que escolhem confiar em Deus e entregar-se nas suas mãos. O profeta Jeremias avisa que prescindir de Deus é percorrer um caminho de morte e renunciar à felicidade e à vida plenas. O Evangelho proclama “felizes” esses que constroem a sua vida à luz dos valores propostos por Deus e infelizes os que preferem o egoísmo, o orgulho e a autossuficiência. Sugere que os preferidos de Deus são os que vivem na simplicidade, na humildade e na debilidade, mesmo que, à luz dos critérios do mundo, eles sejam desgraçados, marginais, incapazes de fazer ouvir a sua voz diante do trono dos poderosos que presidem aos destinos do mundo. A segunda leitura, falando da nossa ressurreição – consequência da ressurreição de Cristo –, sugere que a nossa vida não pode ser lida exclusivamente à luz dos critérios deste mundo: ela atinge o seu sentido pleno e total quando, pela ressurreição, desabrocharmos para o Homem Novo. Ora, isso só acontecerá se não nos conformarmos com a lógica deste mundo, mas apontarmos a nossa existência para Deus e para a vida plena que Ele tem para nós.

Entrada

1. Reunido o povo, o sacerdote dirige-se ao altar com os ministros, durante o canto de entrada.

2. Chegando ao altar e feita a devida reverência, beija-o em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa-o. Em seguida, todos se dirigem às cadeiras.

(Sl 30, 3-4)
Antífona de Entrada: Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais.

Canto de Entrada

SEDE O ROCHEDO QUE ME ABRIGA,
A CASA BEM DEFENDIDA QUE ME SALVA.
SOIS MINHA FORTALEZA E MINHA ROCHA;
PARA HONRA DO VOSSO NOME,
VÓS ME CONDUZIS E ALIMENTAIS.


1. SENHOR, EU PONHO EM VÓS MINHA ESPERANÇA;
QUE EU NÃO FIQUE ENVERGONHADO ETERNAMENTE.

2. PORQUE SOIS JUSTO, DEFENDEI-ME E LIBERTAI-ME,
INCLINAI O VOSSO OUVIDO PARA MIM.

3. MOSTRAI SERENA A VOSSA FACE AO VOSSO SERVO
E SALVAI-ME PELA VOSSA COMPAIXÃO.

4. COMO É GRANDE, Ó SENHOR, VOSSA BONDADE,
QUE RESERVASTES PARA AQUELES QUE VOS TEMEM!

Saudação

Terminado o cântico de entrada, toda a assembleia, de pé, faz o sinal da cruz, enquanto o sacerdote diz:
V.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
O povo responde:
T.: Amém.

(Rm 15,13)
O sacerdote, voltado para o povo e abrindo os braços, saúda-o:
V.: O Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco. 
O povo responde:
T.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Ou então pode-se escolher outra formula:
V.: O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
T.: Ele está no meio de nós.

Ato Penitencial

Segue-se para o ato penitencial, o sacerdote convida os fiéis a penitência.
V.: Irmãos, reconheçamos nossas faltas e peçamos a misericórdia do Pai.

Após um momento de silêncio o sacerdote, diz:
V.: Tende compaixão de nós, Senhor.
T.: Porque somos pecadores.

V.: Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia.
T.: E dai-nos a vossa salvação.

Estendendo as mãos sobre o povo, segue-se para a absolvição:
V.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
T.: Amém.

4. Segue-se as invocações ''Kýrie Eleison'' ou a seguinte formúla, omite-se caso já tenha ocorrido durante o Ato Penitencial:

a) Recitado:
V.: Senhor, tende piedade de nós.
T.: Senhor, tende piedade de nós.

V.: Cristo, tende piedade de nós.
T.: Cristo, tende piedade de nós.

V.: Senhor, tende piedade de nós.
T.: Senhor, tende piedade de nós.

b) Cantado:

KYRIE ELEISON 
KYRIE ELEISON 

CHRISTE ELEISON 
CHRISTE ELEISON

KYRIE ELEISON 
KYRIE ELEISON 

Hino de Louvor

5. Quando prescrito na Liturgia, cante-se ou recite-se o Hino de Louvor.

a) Recitado:
T.: Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, Rei dos Céus, Deus Pai todo-poderoso: nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças, por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo, só vós o Senhor, só vós o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.

b) Cantado:
GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS
E PAZ NA TERRA
AOS HOMENS POR ELE AMADOS!
SENHOR DEUS, REI DOS CÉUS,
DEUS PAI TODO PODEROSO
NÓS VOS LOUVAMOS
NÓS VOS BENDIZEMOS
NÓS VOS ADORAMOS
NÓS VOS GLORIFICAMOS
NÓS VOS DAMOS GRAÇAS,
POR VOSSA IMENSA GLÓRIA.
SENHOR JESUS CRISTO,
FILHO UNIGÊNITO
SENHOR DEUS,
CORDEIRO DE DEUS,
FILHO DE DEUS PAI
VÓS QUE TIRAIS
O PECADO DO MUNDO,
TENDE PIEDADE DE NÓS
VÓS QUE TIRAIS
O PECADO DO MUNDO, 
ACOLHEI
A NOSSA SÚPLICA
VÓS QUE ESTAIS
À DIREITA DO PAI, 
TENDE PIEDADE
TENDE PIEDADE DE NÓS!
SÓ VÓS SOIS SANTO
SÓ VÓS SOIS O SENHOR
SÓ VÓS O ALTÍSSIMO, JESUS CRISTO
COM O ESPÍRITO SANTO
NA GLÓRIA DE DEUS PAI. 
AMÉM, AMÉM!

Oração do Dia

6. Terminado o hino de louvor, de braços abertos diz:
V.: Oremos
E todos oram em silêncio durante alguns momentos:
Depois, o sacerdote, de braços abertos, reza conforme abaixo em Oração da Coleta:
V.: Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Phor nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Ao concluir, o povo responde:
T.: Amém

Na Missa diz-se sempre uma só oração coleta, exceto em outros ritos aprovados pela igreja que a liturgia determinar.

Primeira Leitura
Jr 17, 5-8

7. Em seguida, o leitor dirige-se ao ambão e lê a primeira leitura, que todos ouvem sentados.

Leitura do Livro do profeta Jeremias

Isto diz o Senhor: “Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor; como os cardos no deserto, ele não vê chegar a floração, prefere vegetar na secura do ermo, em região salobra e desabitada. Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor; é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes em busca de umidade; por isso não teme a chegada do calor: sua folhagem mantém-se verde, não sofre míngua em tempo de seca e nunca deixa de dar frutos”.

Ao término da leitura, o leitor diz: 
L.: Palavra do Senhor
Todos aclamam: 
T.: Graças a Deus.

Responsório
Sl 1

8. O salmista ou cantor canta ou recita o salmo, ao qual o povo responde o estribilho.

É feliz quem a Deus se confia!

— Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar. 

— Eis que ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.  

— Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte. 

Segunda Leitura
1Cor 15, 12. 16-20

9. Se houver a segunda leitura antes do Evangelho, o leitor fará no ambão, como acima.

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

Irmãos: Se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos, como podem alguns dizer entre vós que não há ressurreição dos mortos? Pois, se os mortos não ressuscitam, então Cristo também não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados. Então, também os que morreram em Cristo pereceram. Se é para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, nós somos — de todos os homens — os mais dignos de compaixão. Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram.

No fim da leitura, o leitor diz: 
L.: Palavra do Senhor
Todos aclamam: 
T.: Graças a Deus.

Aclamação ao Evangelho
Lc 6, 23ab

10. Segue-se o Aleluia ou outro canto. 

ALELUIA, ALELUIA!
ALELUIA, ALELUIA!
ALELUIA, ALELUIA!
ALELUIA, ALELUIA!


ALEGREM-SE E SALTEM VOCÊS DE ALEGRIA,
PORQUE TEM UM PREMIO BEM GRANDE NOS CÉUS,
ALEGREM-SE E SALTEM VOCÊS DE ALEGRIA,
AMÉM, ALELUIA, ALELUIA!

Evangelho
Lc 6, 17. 20-26

12. A seguir, o diácono ou o sacerdote, dirige-se para o ambão, acompanhado dos ministros que podem levar o incenso e as velas, e diz:
V.: O Senhor esteja convosco. 
O povo responde: 
T.: Ele está no meio de nós. 

O diácono, ou o sacerdote, fazendo o sinal da cruz no livro e, depois, na fronte, na boca e no peito, diz: 
V.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas.
T.: Glória a vós, Senhor. 

Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho. 
Naquele tempo, Jesus desceu da montanha com os discípulos e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. E, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir! Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”.

13. Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote diz: 
V.: Palavra da Salvação. 
O povo aclama: 
T.: Glória a vós, Senhor.

Em seguida, beija o livro, dizendo em silêncio:
Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.

Homilia

14. Depois, segue-se a homilia que deve ser feita todos os domingos e festas de preceito, e é recomendada nos outros dias.

Profissão da Fé

T.: Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor;
(Todos se inclinam)
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu na Virgem Maria,
(Todos erguem-se)
padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

Preces da Assembléia

V.: Irmãos e irmãs caríssimos: invoquemos Jesus Cristo, que prometeu a bem-aventurança aos que têm fome e sede de justiça, e digamos (ou: e cantemos), confiantes:
T.: Ouvi-nos, ó Rei da glória

L.: Para que o Papa Leão , os bispos a ele unidos e os presbíteros dêem testemunho, por palavras e por obras, da santidade a que Deus os chama dia após dia, oremos. 

L.: Pelos pobres, para que o Senhor lhes dê esperança, e pelos ricos, para que lhes converta o coração e lhes dê gosto de repartir com quem não tem, oremos

L.: Pelos que têm fome, para que encontrem o pão de cada dia, e pelos que vivem na abundância, para que tenham fome de Deus e da sua justiça, oremos.

L.: Pelos que choram enquanto vivem neste mundo, para que o Senhor os console no seu amor, e pelos que riem, para que lhes purifique os sentimentos, oremos.

L.: Pelos que são rejeitados e insultados, para que Jesus os una à sua Paixão, e lhes revele o mistério da sua Cruz gloriosa, oremos.

V.: Senhor Jesus Cristo, que quisestes experimentar a perseguição e a pobreza, a fome, a incompreensão e a dor, dai-nos a graça de sentir a força da vossa ressurreição e ensinai-nos a falar da felicidade que a todos prometeis. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos.
O povo aclama:
T.: Amém

Canto do Ofertório

16. Inicia-se o canto do ofertório. O diácono colocam no altar o corporal, o pão e o vinho para serem oferecidos.

NESTA PRECE, SENHOR,
VENHO TE OFERECER,
O CREPITAR DA CHAMA,
A CERTEZA DE DAR!

EU TE OFEREÇO O SOL QUE BRILHA FORTE,
TE OFEREÇO A DOR DO MEU IRMÃO.
A  FÉ  NA ESPERANÇA, E O MEU AMOR!

EU TE OFEREÇO AS MÃOS QUE ESTÃO ABERTAS,
O CANSAÇO DO PASSO MANTIDO,
MEU GRITO MAIS FORTE DE LOUVOR!

EU TE OFEREÇO O QUE VI DE BELO,
NO INTERIOR DOS CORAÇÕES,
A CORAGEM DE ME TRANSFORMAR!
Ofertório

17. Convém que os fiéis manifestem a sua participação, apresentando o pão e o vinho para a celebração da Eucaristia, e mesmo outros dons para ocorrer às necessidades da Igreja e dos pobres.

18. O sacerdote, junto do altar, toma a patena com o pão e, elevando-a um pouco acima do altar, diz em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.
Em seguida, depõe a patena com o pão sobre o corporal. 

Se não houver cântico do ofertório, o sacerdote pode proferir estas palavras em voz alta. No fim o povo pode aclamar:
T.: Bendito seja Deus para sempre!

19. O diácono ou o sacerdote deita vinho e um pouco de água no cálice, dizendo em silêncio:
Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.

20. Em seguida, o sacerdote toma o cálice e, elevando-o um pouco acima do altar, diz em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos e que para nós se vai tornar vinho da salvação.
Em seguida, depõe o cálice sobre o corporal. 

Se não houver cântico do ofertório, o sacerdote pode proferir estas palavras em voz alta. No fim o povo pode aclamar:
T.: Bendito seja Deus para sempre!

21. A seguir, o sacerdote inclina-se e diz em silêncio:
De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.

22. Depois, se oportuno, incensa as oblatas e o altar. A seguir, o diácono ou o ministro incensa o sacerdote e o povo.

23. Em seguida, o sacerdote, estando ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados.

Oração sobre as Oferendas

24. Depois, estando ao meio do altar e, voltado para o povo, abrindo e juntando as mãos, diz:
V.: Orai, irmãos e irmãs, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
O povo responde: 
T.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para a glória do seu nome, para o nosso bem e de toda a santa Igreja.

25. Em seguida, de braços abertos, o sacerdote reza a Oração sobre as oferendas;
V.: Ó Deus, que este sacrifício nos purifique e renove, e seja fonte de eterna recompensa para os que fazem a vossa vontade. Por Cristo, nosso Senhor.
Ao terminar, o povo aclama:
T.: Amém.

Oração Eucarística VI-C
c/ Prefácio Próprio

Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz:
V.: O Senhor esteja convosco.
T.: Ele está no meio de nós.

Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
V.: Corações ao alto.
T.: O nosso coração está em Deus.

O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
V.: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
T.: É nosso dever e nossa salvação.

O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.
V.: Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação, dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Pai santo, Senhor do céu e da terra, por Cristo, Senhor nosso. Pela vossa palavra criastes o universo e em vossa justiça tudo governais. Tendo-se encarnado, vós nos destes o vosso Filho como mediador. Ele nos dirigiu a vossa palavra, convidando-nos a seguir seus passos. Ele é o caminho que conduz para vós, a verdade que nos liberta e ávida que nos enche de alegria. Por vosso filho, reunis em uma só família os homens e as mulheres criados para a glória de vosso nome, reunidos pelo sangue de sua cruz e marcados com o selo do vosso Espírito. Por esta razão, com todas as virtudes do céu, nós vos celebramos na terra, cantando (dizendo) com toda a Igreja a uma só voz:
Ao final, une as mãos e, com o povo, canta ou diz em voz alta:
a) Recitado:
T.: Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

b) Cantado:

SANTO, SANTO, SANTO, SENHOR
DEUS DO UNIVERSO!
SANTO, SANTO, SANTO, SENHOR
DEUS DO UNIVERSO!

CÉUS E TERRA PROCLAMAM A VOSSA GLÓRIA:
HOSANA, HOSANA, HOSANA NAS ALTURAS!

BENDITO O QUE VEM, EM NOME DO SENHOR!
HOSANA, HOSANA, HOSANA, NAS ALTURAS!

SANTO, SANTO, SANTO, SENHOR
DEUS DO UNIVERSO!
SANTO, SANTO, SANTO, SENHOR
DEUS DO UNIVERSO!

O sacerdote, de braços abertos, diz:
V.: Na verdade, vós sois santo e digno de louvor, ó Deus, que amais os seres humanos e sempre os assistis no caminho da vida. Na verdade, é bendito o vosso Filho, presente no meio de nós, quando nos reunimos por seu amor. Como outrora aos discípulos, ele nos revela as Escrituras e parte o pão para nós.
T.: O vosso Filho permaneça entre nós!
O sacerdote uneas mãos e as estende sobre as oferendas dizendo:
Nós vos suplicamos, Pai de bondade, que envieis o vosso Espírito Santo para santificar estes dons do pão e do vinho,
Une as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo:
a fim de que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo.
T.: Mandai o vosso Espírito Santo!

Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
V.: Na véspera de sua paixão, durante a última ceia,
toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar,inclina-se levemente, e prossegue:
ele tomou o pão, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la.

Então prossegue:
V.: Do mesmo modo, ao fim da ceia,
toma o cálice nas mãos, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, inclina-se levemente, e prossegue:
ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente e o entregou a seus discípulos.
Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e faz genuflexão para adorá-lo.

Em seguida diz:
V.: Eis o mistério da fé!
T.: Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição!

O sacerdote, de braços abertos, diz:
V.: Celebrando, pois, ó Pai santo, a memória de Cristo, vosso Filho, nosso salvador, que pela paixão e morte de cruz fizestes entrar na glória da ressurreição e colocastes à vossa direita, anunciamos a obra do vosso amor até que ele venha e vos oferecemos o pão da vida e o cálice da bênção. Olhai com bondade para a oferta da vossa Igreja. Nela vos apresentamos o sacrifício pascal de Cristo, que vos foi entregue. E concedei que, pela força do Espírito do vosso amor, sejamos contados, agora e por toda a eternidade, entre os membros do vosso Filho, cujo Corpo e Sangue comungamos.
T.: Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!

1C: Pela participação neste mistério, ó Pai todo-poderoso, santificai-nos pelo Espírito e concedei que nos tornemos semelhantes à imagem de vosso filho. Fortalecei-nos na unidade, em comunhão com o nosso papa Leão e o nosso bispo N., com todos os bispos, presbíteros e diáconos e todo o vosso povo.
T.: O vosso Espírito nos una num só corpo!

2C: Fazei que todos os membros da Igreja, à luz da fé, saibam reconhecer os sinais dos tempos e empenhe-se, de verdade, no serviço do evangelho. Tornai-nos abertos e disponíveis para todos, para que possamos partilhar as dores e as angústias, as alegrias e as esperanças, e andar juntos no caminho do vosso reino.
T.: Caminhamos no amor e na alegria!

3C: Lembrai-vos dos nossos irmãos e irmãs, que adormeceram na paz do vosso Cristo, e de todos os falecidos, cuja fé só vós conhecestes: acolhei-os na luz da vossa face e concedei-lhes, no dia da ressurreição, a plenitude da vida.
T.: Concedei-lhes, ó Senhor, a luz eterna!

4C: Concedei-nos ainda, no fim da nossa peregrinação terrestre, chegarmos todos à morada eterna, onde viveremos para sempre convosco. E em comunhão com a bem-aventurada virgem Maria, com os apóstolos e mártires e todos os santos, vos louvaremos e glorificaremos,
Une as mãos.
por Jesus Cristo, vosso Filho.

Ergue o cálice e a patena com a hóstia, dizendo:
V.: Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.
T.: Amém!

Oração do Pai Nosso


125. Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz unindo as mãos:
V.: Guiados pelo Espírito de Jesus e iluminados pela sabedoria do Evangelho, ousamos dizer:
O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
T.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade,  assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

126. O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
V.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador.
O sacerdote une as mãos. O povo conclui a oração aclamando:
T.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

Oração da Paz

127. O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
V.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
O povo responde:
T.: Amém.

128.O sacerdote, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
V.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
O povo responde:
T.: O amor de Cristo nos uniu.

129. Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote acrescenta estas palavras ou outras semelhantes:
Diác: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.
E todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz e a caridade; o sacerdote saúda o diácono ou o ministro.

130. Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
V.: Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.

131. Enquanto isso, canta-se ou recita-se:
a) Recitado:
T.: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
Essas palavras podem ser repetidas várias vezes, se a fração do pão se prolonga. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.

b) Cantado:

CORDEIRO DE DEUS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO
TENDE PIEDADE DE NÓS! TENDE PIEDADE DE NÓS!

CORDEIRO DE DEUS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO
TENDE PIEDADE DE NÓS! TENDE PIEDADE DE NÓS!

CORDEIRO DE DEUS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO
DAI-NOS A VOSSA PAZ, DAI-NOS A VOSSA PAZ!

132. O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
V.: Senhor Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tonem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento e remédio para a minha vida.

133. O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia, elevando-a sobre a patena, diz em voz alta, voltado para o povo:
V.: Provai e vede como o Senhor é bom, feliz de quem nele encontra o seu refugio. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
T.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

Comunhão

(Jo 3, 16)
Antífona de Comunhão: Deus amou tanto o mundo, que lhe deu o seu Filho único; quem nele crê não perece, mas possui a vida eterna. 

134. O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Sangue de Cristo.

135. Toma a patena ou o cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão comungar e diz a cada um:
O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
Amém.
O diácono, ao distribuir a sagrada comunhão, procede do mesmo modo.

136. Se houver comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito.

137. Enquanto o sacerdote comunga do Corpo de Cristo, inicia-se o canto da comunhão.

Canto de Comunhão

1. Ó PÃO DA VIDA NOVA, QUAL BANQUETE DADO AOS HOMENS,
ALIMENTO QUE SUSTENTA O MUNDO, DOM ESPLENDIDO DA GRAÇA.
ÉS O SUBLIME FRUTO DAQUELA ÁRVORE DA VIDA
QUE ADÃO NÃO PODE TOCAR: E QUE EM CRISTO NOS É DADO.

ÉS O PÃO DA VIDA, SANGUE QUE NOS SALVA.
JESUS CRISTO NA EUCARISTIA,
FONTE DE GRAÇA PARA O MUNDO.


2. Ó CORDEIRO IMOLADO, COM TEU SANGUE NOS SALVASTES.
CELEBRAMOS O TEU SACRIFÍCIO, EIS A NOVA ALIANÇA.
MANÁ QUE NO DESERTO NUTRIU O POVO A CAMINHO,
ÉS SUSTENTO E FORÇA NESTA PROVA DA IGREJA EM MEIO AO MUNDO.

Ação de Graças

138. Terminada a comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.
Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Fazei, Senhor,que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal e transforme para nós em remédio eterno.

139. O sacerdote pode voltar a cadeira. É aconselhável guardar um momento de silêncio ou recitar algum salmo ou canto de louvor.

Oração depois da Comunhão

140.De pé, junto à cadeira ou ao altar, o sacerdote diz:
V.: Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo de silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida o sacerdote abrindo os braços diz a oração ''Depois da comunhão''.
V.: Ó Deus, que nos fizestes provar as alegrias do céu, dai-nos desejar sempre o alimento que nos traz a verdadeira vida. Por Cristo, nosso Senhor.
Ao terminar, o povo aclama:
T.: Amém.

Bênção Final

141. Se necessário, façam-se breves comunicações ao povo.

142. Segue-se o rito de despedida. O sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo:
V.: O Senhor esteja convosco.
T.: Ele está no meio de nós.
O diácono diz:
Inclinai-vos para receber a bênção.

E estendendo os braços diz:
V.: O Senhor vos abençoe e vos guarde.
T.: Amém.

V.: Ele vos mostre seu rosto e se compadeça de vós.
T.: Amém.

V.: Volte para vós o seu olhar, e vos dê a sua paz.
T.: Amém.

O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
V.: Abençoe-vos o Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.
T.: Amém.

143. Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
V.: Glorificai o Senhor com a vossa vida; ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
O povo responde:
T.: Graças a Deus.

144. Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita a devida reverência, retira-se com os ministros.
145. Caso ocorra ainda alguma ação litúrgica, omite-se o rito de despedida.

Canto Final

QUANDO O DIA DA PAZ RENASCER,
QUANDO O SOL DA ESPERANÇA BRILHAR, EU VOU CANTAR.
QUANDO O POVO NAS RUAS SORRIR,
E A ROSEIRA DE NOVO FLORIR, EU VOU CANTAR.
QUANDO AS CERCAS CAÍREM NO CHÃO,
QUANDO AS MESAS SE ENCHEREM DE PÃO, EU VOU CANTAR.
QUANDO OS MUROS QUE CERCAM OS JARDINS,
DESTRUÍDOS ENTÃO OS JASMINS, VÃO PERFUMAR.

VAI SER TÃO BONITO SE OUVIR A CANÇÃO,
CANTADA, DE NOVO.
NO OLHAR DO HOMEM A CERTEZA DO IRMÃO.
REINADO, DO POVO.
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