Diretório Litúrgico - para a Semana Santa

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CONGREGATIO DE CULTU DIVINO ET DISCIPLINA SACRAMENTORUM

DIRECTORIUM LITURGICUM IN HEBDOMADA SANCTA

Na Semana Santa, a Igreja por tradição e obediência celebra o Memóriam Christus em seus Mistérios da Salvação perante os últimos dias de Christus Filius, desde a sua entrada Messiânica em Jerusalém, até a ‘demonstroza’ sua Paixão e Ressurreição.

DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR

O Domingo de Ramos marca em nós Igreja e na Igreja o início dos Mistérios do Senhor que foi morto, foi sepultado e ressuscitou.

A entrada de Christus em Jerusalém é ‘comemorada’ com a Procissão Solene, em que o povo, imitando os Hebreus, aclamam “Hosana” e “Bendito o que vem” ao Senhor.

Atentar-se:

- Cor Litúrgica Vermelho.

- Usa-se o incenso.

- A procissão é única e feita antes da Missa, com maior participação do povo, quer nas horas noturnas do Sábado ou no próprio dia do Domingo da Paixão.

- Seja preparado Folhas de Palmeiras para o povo, onde deve reunir-se em local adequado e percorrem as ruas até onde a Missa será celebrada.

- As Folhas de Palmeiras são abençoadas antes da procissão, para serem transportadas e pós ser levadas aos seus aposentos, como Fé de que Cristo está em vossos próprios meio.

- Missas de Vigília ou Própria do Dia onde se faz somente o modo proposto do Missal Romano: “Entrada simples”, é Missa ‘como de costume’, normalmente o Ato Penitencial, sem Glória, não fazendo o Evangelho da Entrada em Jerusalém, mas obrigatoriamente o da Paixão do Domingo.

- Na Missa Conventual, isto é, a Missa Solene da Entrada, onde se faz a “Entrada Solene”, siga-se o Rito proposto, com Entrada, benção dos Ramos, Evangelho da Entrada em Jerusalém, Procissão, Missa, omitindo-se o Ato Penitencial e seguindo já para a Oração de Coleta e Evangelho da Paixão. Fora orientações citadas acima.

- Homilia obrigatória.

- No Evangelho da Paixão, omite-se Tochas ou Velas, Incenso, sem a popular Saudação a Assembleia Orante, sem o persignar-se, (sem ramos em mãos).

O que for proclamar, a depender do grau, pede a benção ou faz a oração própria de benção normalmente.

Seja dividida a Leitura do Evangelho por no mínimo ‘três pessoas’, sendo Jesus obrigatoriamente o Presidente da Missa ou um Concelebrante ou Diácono.

TRÍDUO SANTO PREPARATÓRIO

Na Segunda Santa, Terça Santa e Quarta Santa, são dias que nos fazem meditar dos Mistérios Gozozos de Cristo e Sua Mãe Maria Santíssima.

Recomenda-se ser feita de maneira mais espontânea as realizações da Via-Sacra, Procissões, dentre outras. Mas de maneira especial, as celebrações da Noite das Trevas e As Setes Dores de Maria.

MISSA DO SANTO CRISMA

A Missa do Santo Crisma é realizada para a Benção e Consagração dos Santos Óleos: Enfermos, Batismo e Crisma.

Nesta Missa, também exprime o Sumo Sacerdócio de Cristo e a renovação com suas alianças, por isso, o Bispo da Sé deve convocar os seus clérigos diocesanos para a renovação de suas promessas, estando em comunhão fraterna com Jesus.

Atentar-se:

- Esta Missa é celebrada uma vez no ano, não sendo permitida mais vezes, e somente celebrada pelo Bispo que hierarquicamente é o Chefe daquela Sé.

- Cor Litúrgica Branco.

- A Missa do Santo Crisma é por tradição realizada na Quinta-Feira Santa, pela manhã, não ultrapassando por razões do Tríduo Santo. Em casos de necessidade, visto que estamos em meio virtual, a Missa do Santo Crisma pode ser antecipada da Quinta Santa, ou para depois do Tríduo Santo, sendo realizada no mesmo ano.

- Seja preparada as ânforas com os Santos Óleos.

- Usa-se o incenso.

- Homília obrigatória.

TRÍDUO PASCAL

O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição de Nosso Senhor, é o ponto brilhante no e do ano litúrgico. Onde se faz presente, e realiza o mistério da Páscoa.

QUINTA-FEIRA SANTA DA CEIA DO SENHOR

A Missa In Coena Domini marca na Igreja a humildade de Cristo lavando os pés dos seus discípulos, que nos traz diversas interpretações. Mas o marco principal, é o <<”fazei isto, em memória de Mim”>>, onde reunido com os seus, repartiu o pão e consagrou a Deus, tornando-o em seu Corpo, e consagrou o vinho a Deus, tornando-o em seu Sangue.

Atentar-se:

- Cor Litúrgica Branco.

- A Missa é única e pode ser realizada quer nas horas noturnas da Quarta-Feira (por razões da Realidade) ou no próprio dia da Quinta-Feira Santa da Santa Ceia.

- Na Igreja celebrada, antes da Missa seja esvaziado o Sacrário, levando Cristo na Eucaristia para um lugar reservado, àscegas do povo, e luz deste mesmo Sacrário, seja apagada.

- Usa-se o incenso.

- Toca-se os sinos de toda a Igreja no canto Gloria in Excelsis Deo, ao fim do canto, calem-se os sinos, reservando-se para o canto do Gloria in Excelsis Deo do Sábado Santo na Vígilia Pascal.

- Homília obrigatória.

- Que ocorra o rito de Lava-Pés.

- Antes da Missa, seja preparado o lugar, com um altar para a reposição do Santíssimo Sacramento, que servirá para a Adoração durante após a Celebração até antes da Celebração da Paixão na Sexta Santa.

- Seja consagrada nesta Missa, hóstias suficientes para a Missa in Coena quanto para a Celebração da Paixão na Sexta Santa.

- Seja após a Comunhão deixadas na Mesa do Altar as ambulas com o Cristo Eucarístico para a Transladação para o Altar de Reposição.

- Seja Transladado as ambulas com Cristo Eucarístico para o Altar da Reposição após a Oração pós-comunhão, e que a ambula maior seja levada envolta do Véu-Umeral, pelo Presidente da Celebração.

- Seja desnudado o altar (retire-se as toalhas), e qualquer tipo de objeto que nos leva ao olhar atrativo de enfeites, seja retirado do presbitério e de toda Igreja.

- Seja adorado Christus in Eucharistia.

CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR

A Celebração da Paixão do Senhor marca para a Igreja o maior ato de AMOR dado aos Filhos de Deus. Cristo, para redimir os pecados do mundo durante todas as gerações até a sua volta Gloriosa nos fins dos tempos, foi crucificado obedecendo as ordens de Pater de Caelis Deus.

Padecendo, e sendo crucificado, Cristo foi imolado e intercede ao Pai pela salvação do mundo.

Atentar-se:

- Não se celebre nenhum Sacramento durante o dia.

- Cor Litúrgica Vermelho.

- Os paramentos sejam de maneira ‘especial’ SIMPLES.

Omite-se o pálio, omite-se a férula ao Papa e báculo aos Bispos, omite-se o uso dos Anéis de qualquer grau.

- Omite-se o Incenso.

- A Celebração da Paixão é única, e deve ser celebrada somente na Sexta-Feira Santa, em qualquer horário, por razões da realidade.

- O altar e a Igreja continue completamente desnudado.

- Todo rito seja seguido, no Evangelho da Paixão, omite-se Tochas ou Velas, sem a popular Saudação a Assembleia Orante, sem o persignar-se.

O que for proclamar, a depender do grau, pede a benção ou faz a oração própria de benção normalmente.

Seja dividida a Leitura do Evangelho por no mínimo ‘três pessoas’, sendo Jesus obrigatoriamente o Presidente da Missa ou um Concelebrante ou Diácono.

- Homília obrigatória.

- A comunhão, se sobrar, seja colocado em lugar reservado, àscegas do povo.

- Exprime realizações de Via-Sacra e Orações com o Senhor Morto.

SÁBADO SANTO – VÍGÍLIA PASCAL

Durante todo o dia, a Igreja se mantenha ainda em Jejum e oração pela espera da vinda gloriosa.

A Missa da Vigília Pascal marca na Igreja a Noite que é em honra do Senhor, que destina a ser celebrada a noite em que Cristo ressuscitou, e está vivo.

Não se celebre ainda nenhum Sacramento durante todo o dia.

Atentar-se:

 - Cor Litúrgica Branco.

- Usa-se incenso.

- A Missa da Vigília Pascal seja celebrada à noite mas não ultrapasse o amanhecer do Domingo ou podendo ser celebrada à partir da tarde, por razões da Realidade.

- Seja preparado a fogueira fora do Templo da Igreja ou lugar apropriado, o Círio e afins, Velas de mão e água na Pia Bastismal.

- A Igreja tenha suas luzes apagadas.

- Toda a Vigília seja celebrada seguindo seus ritos! De maneira ampla e maneira digna.

- O anúncio do Eis a Luz de Cristo e o Prêconio Pascal seja rezado ou cantado pelo Presidente da Missa ou um Concelebrante ou um Diácono, não sendo nenhum dos fieis leigos.

- Onde não se faça as Sete Leituras do Antigo Testamento, três sejam lidas com seus respectivos salmos e não se exclua a Leitura do Livro do Êxodo (3° Leitura), nem a do Novo Testamento.

- Toca-se os sinos de toda a Igreja no canto Gloria in Excelsis Deo, onde se dá o louvor maior a Deus e a Cristo pela realização de tão grandes obras e sua Misericórdia.

Durante o Glória, acenda-se as Velas da Mesa do Altar.

- Para o grande Canto do Alelluia, um Concelebrante ou Diácono anuncie cantando ao Presidente da Missa a alegria desta noite:

“Beatíssimo Excelentíssimo Reverendíssimo Pai, anuncio-vos uma grande alegria, que é ALELLUIA”

Após o anúncio, o Presidente da Missa entoe cantando 3 vezes o ALELLUIA e depois seja oficialmente cantado o Salmo do Alelluia pelo coro.

- Tochas ou Velas sejam omitidas no Evangelho, por conta do Círio Pascal, mas utilize-se normalmente o Incenso.

- Homília Obrigatória.

- Com as velas acesas seja feita as Renovações das promessas Batismais, após, seja abençoada a água e seja aspergido o Povo Orante.

- Após aspersão, segue-se para a Liturgia Eucarística como de costume.

DOMINGO DE PÁSCOA e TEMPO PASCAL

A Missa do Dia da Páscoa marca na Igreja um festejo de uma grande Solenidade, Cristo Ressuscitou.

Atentar-se:

- Cor Litúrgica Branco.

- O Círio Pascal seja aceso em todas as Missas, até o fim de da Missa última de Pentecostes.

- Usa-se incenso.

- Missa como de costume.

- Homilia obrigatória. Na Missa com o Papa, pode-se omitir, e se omitido, obrigatório que seja feito uma breve exortação na Benção Urbi et Orbi.

Christus Filius, qui passus, mortuus et resurrexit, intercedite pro nobis.

De mandato Summi Pontificis Innocentii VI pro hoc tantum anno 2022.
Da Sede da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos
Cinco de Março do ano de Dois Mil e Vinte e Dois,
primeiro do nosso Pontificado.

+ Javert Meirelles Card. Roncalli
Praefectus


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