Livreto Celebrativo - Posse do Arcebispado de Aparecida presidida pelo Papa Inocêncio

POSSE CANÔNICA DE 
SUA EMINÊNCIA REVERENDÍSSIMA
DOM ENRICO CARDEAL MONTINI
ARCEBISPO METROPOLITANO DA 
ARQUIDIOCESE METROPOLITANA DE APARECIDA

SANTUÁRIO NACIONAL DE 
NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA
26 de abril de 2022 | 16 horas

1. Em lugar adequado do presbitério, prepara-se uma sede digna para o Bispo a quem a Sé Apostólica houver confiado a missão da posse e entrega do pálio. Este preside à celebração até a imposição do pálio.

RECEPÇÃO DO ARCEBISPO

2. O Bispo é recebido à porta da igreja catedral pela primeira dignidade do cabido, ou, não havendo cabido, pelo reitor da mesma igreja, revestido de pluvial. Este apresenta-lhe o Crucifixo a beijar, e a seguir o aspersório de água benta com o qual o Bispo se asperge a si mesmo e aos presentes.

CANTO PARA A ASPERSÃO

BENDITO O QUE VEM EM NOME DO SENHOR! 
BENDITO O QUE VEM EM NOME DO SENHOR!
BENDITO O QUE VEM EM NOME DO SENHOR! 
BENDITO O QUE VEM EM NOME DO SENHOR!

TU ÉS SACERDOTE, SEMPRE E PARA SEMPRE,
SEGUNDO A ORDEM DE MELQUISEDEC!
HOJE SERVIDOR DA IGREJA!

MENSAGEIRO DA PAZ, DE HARMONIA E AMOR,
VEM AO NOSSO MEIO EM NOME DO SENHOR!

SERVO DO SENHOR ESTE É TEU LEMA 
FOSTE CONSAGRADO, HOJE ÉS ENVIADO
PARA CONDUZIR NOSSA IGREJA.

3. Depois, convém seja conduzido à capela do Santíssimo Sacramento, que adora, de joelhos, por alguns momentos. 

Depois o Arcebispo dirige-se para a Cadeira e o Vigário Geral, fará a leitura da Bula de Nomeação.

Beatíssimo Padre Inocêncio, eminentíssimo e excelentíssimo Arcebispo Metropolitano, Clero e Fiéis; Sua Santidade nomeou, no passado dia 20 de abril de 2022 para o oficio de Arcebispo de Aparecida o eminentíssimo Cardeal Enrico José Montini, portanto, apresentamos oficialmente o novo Arcebispo e de modo, rezamos pelo seu pastoreio em nossa Arquidiocese: Seja bem-vindo.

Em seguida, dirige-se para a sacristia, onde o mesmo Bispo, presbíteros concelebrantes, diáconos e restante ministros se paramentam para a Missa, que será celebrada segundo o rito estacional.

PROCESSIONAL DA ENTRADA

4. Reunido o povo, o sacerdote dirige-se ao altar com os ministros, durante o canto de entrada.

CANTO DE ENTRADA

POVO DE REIS, ASSEMBLEIA SANTA, 
POVO SACERDOTAL, POVO DE DEUS, 
CANTA AO TEU SENHOR!

NÓS TE CANTAMOS, Ó FILHO BEM AMADO DO PAI,
NÓS TE LOUVAMOS, CIÊNCIA ETERNA E VERBO DE DEUS.

NÓS TE CANTAMOS, Ó FILHO DA VHIRGEM MARIA,
NÓS TE LOUVAMOS, Ó CRISTO, NOSSO IRMÃO E NOSSO SALVADOR.

NÓS TE CANTAMOS, Ó LUZ QUE ALUMIA AS NOSSAS ALMAS,
NÓS TE LOUVAMOS, ESTRELA DA MANHÃ QUE ANUNCIA O DIA.

NÓS TE CANTAMOS, Ó NOSSO MEDIADOR PARA DEUS,
NÓS TE LOUVAMOS, ESTRADA DA VIDA, CAMINHO DO CÉU.

NÓS TE CANTAMOS, MESSIAS ESPERADO PELOS POBRES.
NÓS TE LOUVAMOS, Ó CRISTO NOSSO REI E PRÍNCIPE DA PAZ.

5. Terminado o canto de entrada, o Bispo a quem foi confiada a missão de empossar e impor o pálio saúda o povo como de costume e em breves palavras explica o significado do que se vai efetuar. 

Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Ass.: Amém.

O sacerdote, voltado para o povo, abrindo os braços, saúda-o com a fórmula a seguir:
Pres.: A paz esteja convosco.
Ass.: O amor de Cristo nos uniu.

6. A leitura da Bula é omitida, uma vez que a celebração é presidida pelo Sumo Pontifice..


ENTREGA DO BÁCULO E DA CÁTEDRA

7. Convém que o Bispo que iniciou a celebração diga algumas palavras sobre o ministério do Bispo, ao fim de suas palavras, entrega o báculo pastoral ao novo Arcebispo, e o entrega sua cátedra.

8. Saudação do Clero Arquidiocesano ao novo Arcebispo.

9. Em seguida, o cabido e o clero arquidiocesano, aproximam-se do seu bispo, para lhe manifestarem obediência e respeito. Enquanto isso, canta-se.

CANTO

SOU BOM PASTOR, OVELHAS GUARDAREI,
NÃO TENHO OUTRO OFÍCIO NEM TEREI.
QUANTAS VIDAS EU TIVER EU LHES DAREI.

MAUS PASTORES NUM DIA DE SOMBRA
NÃO CUIDARAM E O REBANHO SE PERDEU.
VOU SAIR PELOS CAMPOS, REUNIR O QUE É MEU,
CONDUZIR E SALVAR.

VERDES PRADOS E BELAS MONTANHAS,
HÃO DE VER O PASTOR REBANHO ATRÁS.
JUNTO A MIM AS OVELHAS TERÃO MUITA PAZ,
PODERÃO DESCANSAR.

HINO DE LOUVOR

9. Depois, omitidos o ato penitencial, o Bispo depõe a mitra, levanta-se, e canta-se: Glória a Deus nas alturas, seguindo as rubricas.

Pres.: GLORIA IN EXCELSIS DEO.

CANTO

GLORIA IN EXCELSIS DEO,
ET IN TERRA PAX HOMINIBUS,
BONAE VOLUNTATIS, BONAE VOLUNTATIS.

NÓS VOS LOUVAMOS, NÓS VOS BENDIZEMOS,
NÓS VOS ADORAMOS, NÓS VOS GLORIFICAMOS,
NÓS VOS DAMOS GRAÇAS, POR VOSSA IMENSA GLÓRIA. 
SENHOR DEUS REI DOS CÉUS, DEUS PAI TODO-PODEROSO,
SENHOR, FILHO UNIGÊNITO, JESUS CRISTO.

SENHOR DEUS, CORDEIRO DE DEUS, FILHO DE DEUS PAI.
VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
TENDE PIEDADE DE NÓS.
VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
ACOLHEI A NOSSA SÚPLICA.
VÓS QUE ESTAIS A DIREITA DO PAI,
TENDE PIEDADE DE NÓS.

SÓ VÓS SOIS O SANTO,
SÓ VÓS O SENHOR,
SÓ VÓS O ALTÍSSIMO, JESUS CRISTO,
COM O ESPÍRITO SANTO,
NA GLÓRIA DE DEUS PAI, NA GLÓRIA DE DEUS PAI.
A-A-AMÉM!

ORAÇÃO DO DIA

10. Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:
Pres.: OREMOS.
    E todos oram em silêncio, por algum tempo.
    Então o sacerdote, abrindo os braços, reza a oração.
Fazei-nos, ó Deus todo-poderoso, proclamar o poder do Cristo ressuscitado, e, tendo recebido as primícias dos seus dons, consigamos possuí-los em plenitude. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Ass.: Amém.

PRIMEIRA LEITURA

A multidão dos fiéis 
era um só coração e uma só alma.

11. O leitor dirige-se ao ambão para a primeira leitura, que todos ouvem sentados.

– Leitura dos Atos dos Apóstolos.

A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum. Com grandes sinais de poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram estimados por todos. Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas, vendiam-nas, levavam o dinheiro, e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um. José, chamado pelos apóstolos de Barnabé, que significa filho da consolação, levita e natural de Chipre, possuía um campo. Vendeu e foi depositar o dinheiro aos pés dos apóstolos.

– Palavra do Senhor.
Ass.: Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL

12. O salmista ou cantor recita o salmo, e o povo o estribilho.

– REINA O SENHOR, REVESTIU-SE DE ESPLENDOR!
Ass.: REINA O SENHOR, REVESTIU-SE DE ESPLENDOR!

– Deus é Rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor!

– Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis!

– Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor!

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

13. Segue o Aleluia ou outro canto apropriado.

CANTO

ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA.
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA.
É CRISTO QUE ANUNCIAMOS, JESUS CRISTO, 
O CRUCIFICADO, PODER E SABEDORIA DE DEUS!
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA.
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA.

14. Enquanto isso, o sacerdote, se usar incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
Diác.: Dá-me a tua bênção.

O sacerdote diz em voz baixa:
Pres.: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.
O diácono responde:
Diác.: Amém.

EVANGELHO

Depois de falar com os discípulos, 
o Senhor Jesus foi levado ao céu, 
e sentou-se à direita de Deus

15. O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e as velas, e diz:
Diác ou Sac.: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.
     
O diácono, ou o sacerdote, fazendo o sinal da cruz no livro e, depois, na fronte, na boca e no peito, diz:
Diác ou Sac.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
Ass.: Glória a vós, Senhor.

Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.
Diác ou Sac.: Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: “Vós deveis nascer do alto. O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”. Nicodemos perguntou: “Como é que isso pode acontecer?” Respondeu-lhe Jesus: “Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas? Em verdade, em verdade te digo, nós falamos daquilo que sabemos e damos testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o nosso testemunho. Se não acreditais, quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis se vos falar das coisas do céu? E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”.

Diác ou Sac.: Palavra da Salvação.
Ass.: Glória a vós, Senhor.

O sacerdote beija o livro, rezando em silêncio:
Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.

HOMILIA

16. Nos domingos e festas de preceito, faça-se a homilia, também recomendável nos outros dias.

CANTO DE OFERTÓRIO

PROVAI E VEDE QUÃO SUAVE É O SENHOR,
FELIZ É O HOMEM QUE TEM NELE O SEU REFÚGIO.
TEMEI O SENHOR, SEUS SANTOS, TODOS,
PORQUE NADA FALTARÁ AOS QUE O TEMEM.

BENDIREI O SENHOR DEUS EM TODO TEMPO;
SEU LOUVOR ESTARÁ SEMPRE EM MINHA BOCA.
MINHA ALMA SE GLORIA NO SENHOR,
QUE OUÇAM OS HUMILDES E SE ALEGREM.

CELEBRAI AO SENHOR DEUS COMIGO,
EXALTEMOS TODOS JUNTOS O SEU NOME.
PROCUREI O SENHOR ELE ME OUVIU,
E DE TODOS OS TEMORES ME LIVROU.

CONTEMPLAI A SUA FACE ALEGRAI-VOS,
VOSSOS ROSTO NÃO SE CUBRA DE VERGONHA.
O SENHOR ESCUTA O POBRE,
ELE O LIBERTA DE TODA ANGÚSTIA.

OFERTÓRIO

17. Inicia-se o canto do ofertório, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho , o cálice e o missal.

18. Convém que os fiéis manifestem a sua participação, trazendo o pão e o vinho para a celebração da Eucaristia, ou outros dons para auxílio da comunidade e dos pobres.

19. O sacerdote, de pé, toma a patena com o pão e, elevando-a um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.

Se não houver canto ao ofertório, poderá o sacerdote recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Ass.: Bendito seja Deus para sempre!

20. O diácono ou o sacerdote derrama o vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio.
Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.

21. Em seguida, o sacerdote toma o cálice e, elevando-o um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos e que para nós se vai tornar vinho da salvação.
Coloca o cálice sobre o corporal.

Se não houver canto ao ofertório, poderá o sacerdote recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Ass.: Bendito seja Deus para sempre!

22. O sacerdote, inclinando, reza em silêncio:
De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.

23. Se for oportuno, incensa as oferendas e o altar. Depois, o diácono ou o ministro incensa o sacerdote e o povo.

24. O sacerdote, de pé, ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados.

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

25. No meio do altar e voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, o sacerdote diz:
Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
Ass.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para a glória do seu nome, para o nosso bem e de toda a santa Igreja.

26. Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote reza a oração sobre as oferendas; ao terminar, o povo aclama:
Pres.: Concedei, ó Deus, que sempre nos alegremos por estes mistérios pascais, para que nos renovem constantemente e sejam fonte de eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass.: Amém.

PREFÁCIO DA PÁSCOA IV

27. Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.

    Erguendo os braços, o sacerdote prossegue:
Pres.: Corações ao alto.
Ass.: O nosso coração está em Deus.

    O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres.: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
Ass.: É nosso dever e nossa salvação.

    O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.
Pres.: Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, mas sobretudo neste tempo solene em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. Pela oblação de seu corpo, pregado na cruz, levou à plenitude os sacrifícios antigos. Confiante, entregou em vossas mãos seu espírito, Cumprindo inteiramente vossa santa vontade, Revelando-se, ao mesmo tempo, Sacerdote, altar e cordeiro. Por essa razão, transbordamos de alegria pascal, e celebramos vossa glória, cantando a uma só voz...

CANTO

SANTO, SANTO, SANTO, SENHOR, DEUS DO UNIVERSO!
SANTO, SANTO, SANTO, SENHOR, DEUS DO UNIVERSO!
O CÉU E A TERRA PROCLAMAM A VOSSA GLÓRIA.
HOSANA, HOSANA, HOSANA NAS ALTURAS!
HOSANA, HOSANA, HOSANA NAS ALTURAS!
BENDITO O QUE VEM EM NOME DO SENHOR,
EM NOME DO SENHOR!
HOSANA, HOSANA, HOSANA NAS ALTURAS!
HOSANA, HOSANA, HOSANA NAS ALTURAS!

ORAÇÃO EUCARÍSTICA III

28. O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Na verdade, vós sois santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir o vosso povo, para que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr-do-sol, um sacrifício perfeito.
    O povo aclama:
Ass.: Santificai e reuni o vosso povo!

29. Une as mãos e as estende sobre as oferendas, dizendo:
Pres.: Por isso, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas,
une as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo:
a fim de que se tornem o Corpo e + o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso,
une as mãos
que nos mandou celebrar este mistério.
    O povo aclama:
Ass.: Santificai nossa oferenda, ó Senhor!

30. Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
Pres.: Na noite em que ia ser entregue,
toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue:
ele tomou o pão, deu graças, e o partiu e deu a seus discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la.

31. Então prossegue:
Pres.: Do mesmo modo, ao fim da ceia,
toma o cálice nas mãos, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue:
ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos.
Mostra o cálice ao povo, colocando-o sobre o corporal e faz genuflexão para adorá-lo.

32. Em seguida, diz:
Pres.: Eis o mistério da fé!
    O povo aclama:
Ass.: Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.

33. O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Celebrando agora, ó Pai, a memória do vosso Filho, da sua paixão que nos salva, da sua gloriosa ressurreição e da sua ascensão ao céu, e enquanto esperamos a sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício de vida e santidade.
    O povo aclama:
Ass.: Recebei, ó Senhor, a nossa oferta.

Pres.: Olhai com bondade a oferenda da vossa Igreja, reconhecei o sacrifício que nos reconcilia convosco e concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, sejamos repletos do Espírito Santo e nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.
    O povo aclama:
Ass.: Fazei de nós um só corpo e um só espírito!

1C: Que ele faça de nós uma oferenda perfeita para alcançarmos a vida eterna com os vossos santos: a Virgem Maria, Mãe de Deus, com São José, seu esposo, os vossos Apóstolos e Mártires, e todos os santos, que não cessam de interceder por nós na vossa presença.
    O povo aclama:
Ass.: Fazei de nós uma perfeita oferenda!

2C: E agora, nós vos suplicamos, ó Pai, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja, enquanto caminha neste mundo: o vosso servo o papa Inocêncio, o nosso bispo Enrico, com os bispos do mundo inteiro, o clero e todo o povo que conquistastes.
    O povo aclama:
Ass.: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!

2C: Atendei às preces da vossa família, que está aqui, na vossa presença. Reuni em vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.
    O povo aclama:
Ass.: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!

3C: Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória,
    une as mãos
por Cristo, Senhor nosso.
    O povo aclama:
Ass.: A todos saciai com vossa glória!

3C: Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.

34. Ergue o cálice e a patena com a hóstia, dizendo:
Pres.: Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.
    O povo aclama:
Ass.: Amém.

RITO DA COMUNHÃO

35. Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz unindo as mãos:

Pres.: O Senhor nos comunicou o seu Espírito. Com a confiança e a liberdade de filhos, digamos juntos:
Ass.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade,  assim na terra como no céu;  o pão nosso de cada dia nos daí hoje,  perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

35. O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador.
    O sacerdote une as mãos. O povo conclui a oração aclamando:
Ass.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

36. O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
    O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
    O povo responde:
Ass.: Amém.

37. O sacerdote, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
    O povo responde:
Ass.: O amor de Cristo nos uniu.

38. Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
Pres.: Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.

39. Enquanto isso, canta-se ou recita-se:
Ass.: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

Essas palavras podem ser repetidas várias vezes, se a fração do pão se prolonga. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.

40. O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me dos meus pecados e de todo mal; pelo vosso Corpo e pelo vosso Sangue, dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.
    Ou: 
Senhor Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tonem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento e remédio para a minha vida.

41. O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia, elevando-a sobre a patena, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres.: Felizes os convidados para o Banquete nupcial do Cordeiro. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
    E acrescenta, com o povo, uma só vez:
Ass.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

COMUNHÃO

42. O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
    Comunga o Corpo de Cristo.
    Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
    Comunga o Sangue de Cristo.

43. Toma a patena ou o cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão comungar e diz a cada um:
O Corpo de Cristo.
    O que vai comungar responde:
Amém.
    O diácono, ao distribuir a sagrada comunhão, procede do mesmo modo.

44. Se houver comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito.

45. Enquanto o sacerdote comunga do Corpo de Cristo, inicia-se o canto da comunhão.

CANTO DE COMUNHÃO

ALMA DE CRISTO, SANTIFICAI-ME
CORPO DE CRISTO, SALVAI-ME
SANGUE DE CRISTO, INEBRIAI-ME.
ÁGUA DO LADO DE CRISTO, LAVAI-ME.

PAIXÃO DE CRISTO, CONFORTAI-ME.
Ó BOM JESUS, OUVI-ME.
DENTRO DE VOSSAS CHAGAS, ESCONDEI-ME, ESCONDEI-ME.

NÃO PERMITAIS QUE ME SEPARE DE VÓS.
DO ESPÍRITO MALIGNO DEFENDEI-ME.
NA HORA DA MORTE, CHAMAI-ME, CHAMAI-ME.

E MANDAI-ME IR PARA VÓS.
PARA QUE COM VOSSOS SANTOS VOS LOUVE.
POR TODOS OS SÉCULOS DOS SÉCULOS. 
AMÉM, A-A-A-AMÉM.

46. Terminada a comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.
Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal e transforme para nós em remédio eterno.

47. O sacerdote pode voltar a cadeira. É aconselhável guardar um momento de silêncio ou recitar algum salmo ou canto de louvor.

ORAÇÃO PÓS COMUNHÃO

48. De pé, junto à cadeira ou ao altar, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo de silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida o sacerdote abrindo os braços diz a oração ''Depois da comunhão''.
Ouvi, ó Deus, as nossas preces, para que o intercâmbio de dons entre o céu e a terra, trazendo-nos a redenção, seja um auxílio para a vida presente e nos conquiste a alegria eterna. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass.: Amém.

LEITURA DA ATA DA POSSE

49. Após a oração pós-comunhão, o Chanceler do bispado, ou um outro presbítero designado, lê a ata de posse.

Aos vinte e seis dias do mês de abril do ano de dois mil e vinte e dois, às dezasseis horas, no Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Sé Arquidiocesana, na presença de Sua Santidade Inocêncio VI, dos demais senhores bispos presentes, ainda dos sacerdotes, religiosos e fiéis, tomou posse como Arcebispo Metropolitano de Aparecida o Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Enrico José Montini. 
No início da celebração, após a entrada solene e apresentação do novo bispo, foi pedido que se desse conhecimento a todos os presentes da nomeação canônica de Dom Enrico José Montini como arcebispo de Aparecida. Em seguida, deu-se início à celebração Eucarística, onde Sua Santidade Inocêncio lhe entregou o báculo pastoral e a cátedra. Para constar foi lavrada a presente ata, que vai por mim assinada, testemunha de tal posse, bem como por Sua Santidade Inocêncio e Dom Enrico José Montini, e ainda por todos os demais senhores arcebispos e bispos presentes, pelos membros do Colégio de Consultores e por representantes dos fiéis leigos.

Aparecida, Mitra Arquidiocesana, aos vinte e seis dias do mês de abril do ano de dois mil e vinte e dois, sob o selo das nossas armas.

Os delegados a assinar a Ata de Posse se dirigem ao local preparado e a assinam.

CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA

50. Neste momento, o Arcebispo reza a Consagração à Imagem de Nossa Senhora de Aparecida.
Pres.: Ó Maria Santíssima, pelos méritos de nosso Senhor Jesus Cristo, em vossa querida imagem de Aparecida, espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil. Eu, embora indigno de pertencer ao número de vossos filhos e filhas, mas cheios do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado a vossos pés, consagro-vos o meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis; consagro-vos a minha língua para que sempre vos louve e propague a vossa devoção; consagro-vos o meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas. Recebei-me, o Rainha incomparável, vós que o Cristo crucificado deu-nos por Mãe, no ditoso número de vossos filhos e filhas; acolhei-me debaixo de vossa proteção; socorrei-me em todas as minhas necessidades, espirituais e temporais, sobretudo na hora de minha morte. Abençoai-me, o celestial cooperadora, e com vossa poderosa intercessão, fortalecei-me em minha fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possa louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda eternidade. Assim seja! 
Ass.: Amém.

CANTO

DAI-NOS A BÊNÇÃO, 
Ó MÃE QUERIDA
NOSSA SENHORA APARECIDA.

BÊNÇÃO FINAL

51. Segue-se o rito de despedida. O sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.

O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
Pres.: Seja bendito o nome do Senhor.
Ass.: Agora e para sempre.

Pres.: A nossa proteção está no nome do Senhor.
Ass.: Que fez o céu e a terra.

Pres.: Abençoe-vos o Deus todo-poderoso, Pai + e Filho + e Espírito Santo. +
Ass.: Amém.

52. Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
Pres ou Diác.: Levai a todos a alegria do Senhor ressuscitado; ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
Ass.: Graças a Deus.

53. Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita a devida reverência, retira-se com os ministros.

CANTO FINAL

VIRGEM MÃE APARECIDA
ESTENDEI O VOSSO OLHAR
SOBRE O CHÃO DE NOSSA VIDA
SOBRE NÓS E O NOSSO LAR

VIRGEM MÃE APARECIDA, NOSSA VIDA E NOSSA LUZ
DAI-NOS SEMPRE NESTA VIDA PAZ E AMOR NO BOM JESUS
DAI-NOS SEMPRE NESTA VIDA PAZ E AMOR NO BOM JESUS

PEREGRINOS LONGES TERRAS
CAMINHAMOS ATRAVÉS
DE ALTOS MONTES DE ALTAS SERRAS
PARA VOS BEIJAR OS PÉS

VIRGEM MÃE APARECIDA, NOSSA VIDA E NOSSA LUZ
DAI-NOS SEMPRE NESTA VIDA PAZ E AMOR NO BOM JESUS
DAI-NOS SEMPRE NESTA VIDA PAZ E AMOR NO BOM JESUS

ESTENDEI OS VOSSOS BRAÇOS
QUE TRAZEIS NO PEITO, EM CRUZ
PARA NOS GUIAR OS PASSOS
PARA O REINO DE JESUS

VIRGEM MÃE APARECIDA, NOSSA VIDA E NOSSA LUZ
DAI-NOS SEMPRE NESTA VIDA PAZ E AMOR NO BOM JESUS
DAI-NOS SEMPRE NESTA VIDA PAZ E AMOR NO BOM JESUS.
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