B O N I F A T I V S, E P I S C O P V S
SERVUS SERVORUM DEI
Aos estimados filhos e filhas que por virtude e graça de Deus que esta minha Carta Apostólica ler, saúde, paz e bênção apostólica.
Há muito tempo que entre nós há necessidade de meditar sobre a unidade da Igreja. Antes da Paixão, o Senhor Jesus Cristo para que não ficassemos órfãos e sem um Mestre, Ele, designou Pedro e os Apóstolos para que encarregassem de guiar a Igreja até ao tempo da Sua gloriosa vinda. Mesmo assim, Ele, o Cristo, não deixa de estar ao nosso lado e a Sua presença no meio de nós é verdadeira, iluminados pela Sabedoria e Ciência do Espirito Santo nós somos conclamados a proclamar pelo mundo a fora o Reino de Misericórdia e Comunhão — esse que é o reino Celeste.
Por outro lado, a presença materna de nossa Mãe muito amada, a Virgem Santa Maria acaba por dar-nos vantagem e aconchego nas Horas de aflição. Recordamos a Senhora das Bodas de Canaã, quando pediu aos serventes que servissem vinho que não havia (Jo 2, 3) Jesus, ouvindo a Sua Mãe, realizou o primeiro milagre, acabando por transformar a água no vinho novo para que não faltasse vinho naquela Festa (Jo 2, 10).
Esta é a Festa que a nossa Igreja celebra em cada Domingo, na Eucaristia do altar. Não há Festa sem o vinho novo! Esse vinho novo apenas se produz onde há a Unidade, onde existe a verdadeira súplica incessante ao Cristo para que possa, através da transubstanciação, tornar o vinho em Seu diletíssimo Sangue e o pão do ázimo em seu Corpo que nos revigora para o nosso dia-a-dia.
E agora questiono a todos os irmãos que tendem a estar separados: será que “Estará Cristo dividido?” (cf. I Cor. 1, 13) se Ele não pede desunião, mas sim união, tendo a certeza de que Ele diz que “somos um só Corpo e um só Espírito” (cf. Ef 4, 4) e a um só Senhor (cf. Ef 4, 5) porque será que os corações soberbos enobrecem as suas vontades e insiste em dividir-se do Corpo Místico de Cristo?
A isto chamo a atenção a todos a formarem um Corpo sem divisões; sem desuniões; onde todos sejam irmãos, amigos e onde a Comunhão seja a base de todas as coisas. Desta forma ressoa o que Nossa Senhora sempre nos pede: “Fazei o que Ele vos disser” (cf. Jo 2, 5).
Procuremos largar todo o tipo de escândalo e de escárnio aos nossos próximos e a viver na mansidão, no amor. Sejamos uma Igreja que abrace a sociedade, que acolha os pobres, os irmãos perseguidos e apontados, nomeadamente os variados movimentos vítimas de preconceito, uma igreja “Em saída” suplica o Papa Francisco, pois ninguém é desmerecedor da Misericórdia de Deus.
Possamos ser uma Igreja Evangelizadora em busca da Santidade, de corrigir os que erram, de dar esperança aos Pecadores e de abraçar aos oprimidos. Uma Igreja livre de “rendas, ouro e trapos” e mais próxima daqueles que passam frio nas esquinas das ruas, dos metros, dos cantos do mundo. Uma Igreja Missionária, ao serviço do nosso irmão.
Ninguém é privado da Misericórdia de Deus. Todos são dignos da Sua misericórdia e esse exemplo é o de Santa Maria Madalena quando foi perdoada pelo Senhor, ou pelo Bom Ladrão, que entrou ao Paraíso.
Dirijo aos filhos e filhas de Deus a minha cordialidade, emotiva e especial saudação, dispondo ao diálogo e acolhimento para que sejamos uma Igreja mais Fraterna, Humilde, que viva a Caridade e sirva aos necessitados do amor. Suplices da Intercessão da Bem-Aventurada Virgem Santa Maria, Mãe de Deus e nossa, para que Ela com seu olhar penitente seja “Refúgio dos penitentes e esperança para os Pecadores (cf. da Missa V. A Santíssima. Virgem Maria Mãe e Rainha de Misericórdia) que merecem igualmente alcançar o Céu e dignos da Santidade.
Dado em Roma, junto à São Pedro, no 1° dia de setembro do ano do Senhor de 2022, primeiro de meu Pontificado.
+ BONIFATIVS PP. II
Servus Servorum Dei
