V I C E N T I U S, E P I S C O P U S
SERVUS SERVORUM DEI
Aos diletíssimos filhos e filhas que estas letras lerem,
saúde, misericórdia e paz.
1. «E AOS QUE PREDESTINOU, A ESTES TAMBÉM CHAMOU» (cf. Rm 8, 30) diz São Paulo aos Romanos. Todos estamos predestinados ao Serviço, porque servir com Amor nos garante a graça de Deus em nossas vidas. Quando estamos dentro da Igreja, trabalhando por Ela, é sinal que fomos chamados pelo desejo do Espírito Santo que nos envia a anunciar ao mundo as obras do Senhor.
2. Estimados filhos; Fui eleito como nonagésimo oitavo pontífice desta Igreja, um Bispo de Roma que tempos outrora governou esta barca e que agora, diante o atual momento que se faz sentir, volta a ser chamado a guiar o timão, com forças, para que não haja nenhum naufrágio com esta barca.
A barca é Santa, porque Cristo a edificou sobre Pedro (Mt 16, 18); a Barca não tem somente um condutor, mas também uma Mãe que guia os seus filhos pelo caminho da Vida, da Virtude, da Graça e da Santificação. Mãe essa que foi doada aos pés da Cruz, diante o apóstolo São João, o discípulo amado (Jo 19, 26).
3. Cristo não se cansa de nos chamar, e isso é facto! Mesmo nos piores momentos é Ele que está presente, para não deixar que nada possa prevalecer sobre nós, sobre as nossas vidas, e por fim, Maria Santíssima que esmaga a cabeça da serpente venenosa.
4. «Quanto mais a intenção for pura, tanto mais a alma se achará constante entre as tempestades que a combatem» (cf. Imitação de Cristo, p. 218, l. 1) portanto, não cansemos de combater o combate contra o mundo atual. Um mundo cheio de ganância, de desejos e até de malícia.
O desejo egocêntrico corrompe o coração de muitos. O que nos tempos atuais não deixa de exigir nos apostolados é isso, pessoas sedentas por poder; Brigas desnecessárias, partindo para insultos, onde Cristo deixa de ser o Centro de tudo e passa a ser a vaidade.
Realmente nós como Igreja devemos preocupar-nos com coisas mais importantes e não perder tempo com disparates. Uma regra fundamental é colocar em pratica o mandamento do amor, ensinado por Cristo como relata alguns Evangelhos, como o de São João.
5. A nossa Igreja desde o papado de meu predecessor Bonifácio II coincidiu em um grande declive, deixando-a à mercê de pessoas com pouca capacidade, mas que, contudo, derramaram heroicamente o seu sangue para que esta permanecesse de pé, e isso é louvar.
Estendo paternalmente os meus votos de gratidão ao meu predecessor César II e os que permaneceram fiéis ao lado da igreja, nos momentos de pior situação. Tenho certeza que Nossa Senhora não vos desamparou. Esta Mãe que tanto ama os seus filhos e não os desampara.
6. É tempos de traçar novos horizontes, encerrar um ciclo e iniciar um novo. Deste modo, estendo aos meus irmãos Padres, Bispos e Cardeais o desejo de permanecerem interligados a esta nova realidade; uma realidade que será feita de maneira diferente.
A realidade da nossa Igreja, que passará a momentos hodiernos, compete em demostrar a misericórdia, o amor, a comunhão, a unidade, com a aproximação do então convocado por mim, nesta noite, do Ano Santo Missionário que compreenderá o ano de 2022 e 2023, iniciando liturgicamente no I Domingo de Advento.
7. Outra grande vivência será a festa dos 12 anos da nossa Sé. Uma festa pomposa, com jubilo, onde os demais irmãos serão chamados a renovar suas promessas sacerdotais e a inaugurar um novo Pontificado que será de luta, de martírio, mas também de glória.
8. Em síntese, estendo o convite aos meus irmãos Padres, Bispos e Cardeais, eméritos e não-eméritos, a retornar novamente à Igreja. Somos chamados a servir a Messe do Senhor e a suplicar que o Senhor da Messe nos envie mais operários! (Lc 10, 2).
9. Confio-me inteiramente às mãos de Nossa Senhora, Rainha do povo Romano por quem tenho muito carinho e admiração, com toda a Igreja, para que possamos mudar os rumos da nossa Igreja e unir-nos em uma comunhão verdadeira. Livres de qualquer ódio, desunião ou descontenda; de orgulhismos, de corrupção e de superioridade; marcados pela construção e pelo levantar da Santa Igreja, para que, com Maria, saibamos responder ao seu «Sim», confiando-lhe a igreja nas palavras:
Ó Maria, Mãe e rainha da Igreja,
Senhora, Mãe dos Sacerdotes e dos Missionários;
Ajudai-nos neste caminho peregrino, santificando-nos como Servos do «Sim»!
Ajudai-nos na vivência do nosso dia-a-dia, na experiência dos trabalhos,
na procura de vocações,
para que possamos atender ao pedido do Senhor:
«Enviai Senhor operários para a vossa messe,
pois a messe é grande e poucos são os operários» (lC 10, 2).
E a Ti, bondosa Mãe, confiamos toda a Igreja presente no Habblet Hotel,
para que, ao vivenciar a festa dos 12 anos de Evangelização,
e o Ano Santo das Missões, louvemos eternamente,
o Pai, o Filho e do Espírito Santo que cada dia renova a nossa Igreja,
Roga por nós, Mãe piedosa, doce, píissima Virgem,
para que nos santifiquemos e levemos a Mensagem de Cristo,
Verdade e Vida, Amém.
Dado em Roma, junto de São Pedro no dia vinte e cinco de outubro do ano do Senhor de dois mil e vinte e dois, primeiro do meu Pontificado.
+ Vicentius, Pp.
Servus Servorum Dei
