SEMANÁRIO LITÚRGICO
DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR
24/03/2024
1. Neste dia a Igreja recorda a entrada do Cristo em Jerusalém para realizar seu mistério pascal. Por isso, em todas as missas comemora-se a entrada do Senhor: na missa principal, pela procissão ou pela entrada solene; em todas as outras, pela entrada simples. Em uma ou outra Missa celebrada com grande número de fiéis, pode-se repetir a entrada solene, mas não a procissão.
RITOS INICIAIS
2. Na hora conveniente, reúne-se a assembleia numa igreja menor ou outro lugar apropriado, fora da igreja para onde se dirige a procissão. Os fiéis trazem ramos nas mãos.
3. O sacerdote e os ministros, com paramentos vermelhos para a missa, aproximam-se do lugar onde o povo está reunido. O sacerdote poderá usar capa em vez de casula durante a procissão.
4. Enquanto se aproximam, canta-se a seguinte antífona ou outro canto apropriado:
CANTO INICIAL
HOSANA AO FILHO DE DAVI!
HOSANA AO FILHO DE DAVI!
BENDITO O QUE VEM EM NOME DO SENHOR!
HOSANA AO FILHO DE DAVI!
HOSANA AO FILHO DE DAVI!
REI DE ISRAEL, HOSANA NAS ALTURAS!
HOSANA AO FILHO DE DAVI!
HOSANA AO FILHO DE DAVI!
SAUDAÇÃO
5. O sacerdote saúda o povo como de costume.
Pres: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
O povo responde:
Ass: Amém.
Pres: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
O povo responde:
Ass: Amém.
O sacerdote, voltado ao povo e abrindo os braços, saúda-o:
Pres: O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ass: Ele está no meio de nós.
O povo responde:
Ass: Ele está no meio de nós.
Em seguida, por breve exortação, os fiéis são convidados a participar ativa e conscientemente da celebração deste dia, com estas palavras:
Pres: Meus irmãos e minhas irmãs: durante as cinco semanas da Quaresma preparamos os nossos corações pela oração, pela penitência e pela caridade. Hoje aqui nos reunimos e vamos iniciar, com toda a Igreja, a celebração da Páscoa de nosso Senhor. Para realizar o mistério de sua morte e ressurreição, Cristo entrou em Jerusalém, sua cidade. Celebrando com fé e piedade a memória desta entrada, sigamos os passos de nosso Salvador para que, associados pela graça à sua cruz, participemos também de sua ressurreição e de sua vida.
BÊNÇÃO DOS RAMOS
Pres: Oremos.
Deus eterno e todo-poderoso, santificai + estes ramos com a vossa bênção para que possamos chegar à eterna Jerusalém, seguindo com alegria o Cristo, nosso Rei. Que vive e reina pelos séculos dos séculos.
Ass: Amém.
CANTO DE ASPERSÃO
HOSANA, HOSANA AO REI!
HOSANA, HOSANA AO REI!
MANTOS E PALMAS ESPALHANDO VAI,
O POVO ALEGRE DE JERUSALÉM
LÁ BEM AO LONGE SE COMEÇA A VER,
O FILHO DE DEUS QUE MONTADO VEM
ENQUANTO MIL VOZES RESSOAM POR AÍ
HOSANA AO QUE VEM EM NOME DO SENHOR
COM UM ALENTO DE GRANDE EXCLAMAÇÃO,
PRORROMPEM COM VOZ TRIUNFAL
HOSANA, HOSANA AO REI!
HOSANA, HOSANA AO REI!
EVANGELHO
(Mc 11, 1-10)
Bendito o que vem em nome do Senhor.
7. O diácono, ou, na falta dele, o sacerdote, proclama, conforme o costume, o Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém, segundo um dos quatro evangelistas.
Em seguida, o sacerdote deita incenso no turíbulo, dá a bênção ao diácono que vai proclamar o Evangelho e recebe o seu ramo, e fica com ele durante a proclamação do Evangelho, a não ser que ele próprio proclame.
Diác ou Sac: O Senhor esteja convosco.
Ass: Ele está no meio de nós.
Diác ou Sac: + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
Ass: Glória a vós, Senhor.
Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.
Diác ou Sac: Naquele tempo, Jesus e seus discípulos aproximavam-se de Jerusalém e chegaram aos arredores de Betfagé e de Betânia, perto do monte das Oliveiras. Desse lugar Jesus enviou dois dos seus discípulos, dizendo-lhes: “Ide à aldeia que está defronte de vós e, logo ao entrardes nela, achareis preso um jumentinho, em que nao montou ainda homem algum; desprendei-o e trazei-mo. E se alguém vos perguntar: Que fazeis?, dizei: O Senhor precisa dele, mas daqui a pouco o devolverá.” Indo eles, acharam o jumentinho atado fora, diante duma porta, na curva do caminho. Iam-no desprendendo, quando alguns dos que ali estavam perguntaram: “Ei, que estais fazendo? Por que soltais o jumentinho?” Responderam como Jesus lhes havia ordenado; e deixaram-no levar. Conduziram a Jesus o jumentinho, cobriram-no com seus mantos, e Jesus montou nele. Muitos estendiam seus mantos no caminho; outros cortavam ramos das árvores e espalhavam-nos, pelo chão. Tanto os que precediam como os que iam atrás clamavam: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o Rei que vai começar, o reino de Davi, nosso pai! Hosana no mais alto dos céus!”
Diác ou Sac: Palavra da Salvação
Ass: Glória a vós, Senhor.
O sacerdote beija o livro, rezando em silêncio:
Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.
PROCISSÃO
8. Após o Evangelho, poderá haver uma breve homilia. O celebrante ou outro ministro idôneo dá inicio a procissão com estas palavras ou outras semelhantes:
Pres: Meus irmãos e minhas irmãs, imitando o povo que aclamou Jesus, comecemos com alegria a nossa procissão.
A frente, vai o turiferário, caso se julgue oportuno o uso de incenso; sem seguida, o cruciferário com a cruz ornamentada, entre dois acólitos com velas acesas; depois, o sacerdote com os ministros, seguidos pelo povo com seus ramos.
CANTO 1
HOSANA HEI HOSANA HA,
HOSANA HEI HOSANA HEI,
HOSANA HA!
ELE É O SANTO ELE É O FILHO DE MARIA
ELE É O DEUS DE ISRAEL, ELE É O FILHO DE DAVI
SANTO É O SEU NOME É O SENHOR DEUS DO UNIVERSO
GLORIA A DEUS DE ISRAEL NOSSO REI E SALVADOR
HOSANA HEI HOSANA HA,
HOSANA HEI HOSANA HEI,
HOSANA HA!
VAMOS A ELE COM AS FLORES DOS TRIGAIS
COM OS RAMOS DE OLIVEIRA COM ALEGRIA E MUITA PAZ
SANTO É O SEU NOME É O SENHOR DEUS DO UNIVERSO
GLORIA A DEUS DE ISRAEL NOSSO REI E SALVADOR
HOSANA HEI HOSANA HA,
HOSANA HEI HOSANA HEI,
HOSANA HA!
ELE É O CRISTO É O UNIFICADOR
É HOSANA NAS ALTURAS É HOSANA NO AMOR
SANTO É O SEU NOME É O SENHOR DEUS DO UNIVERSO
GLORIA A DEUS DE ISRAEL NOSSO REI E SALVADOR
HOSANA HEI HOSANA HA,
HOSANA HEI HOSANA HEI,
HOSANA HA!
CANTO 2
OS FILHOS DOS HEBREUS,
COM RAMOS DE PALMEIRA,
ACORRERAM AO ENCONTRO
DE JESUS, NOSSO SENHOR,
CANTANDO E GRITANDO:
"HOSANA, Ó SALVADOR!"
O MUNDO E TUDO QUE TEM NELE É DE DEUS,
A TERRA E OS QUE AÍ VIVEM, TODOS SEUS!
FOI DEUS QUE A TERRA CONSTRUIU POR SOBRE OS MARES,
NO FUNDO DO OCEANO, SEUS PILARES!
OS FILHOS DOS HEBREUS,
COM RAMOS DE PALMEIRA,
ACORRERAM AO ENCONTRO
DE JESUS, NOSSO SENHOR,
CANTANDO E GRITANDO:
"HOSANA, Ó SALVADOR!"
QUEM VAI MORAR NO TEMPLO DE SUA CIDADE?
QUEM PENSA E VIVE LONGE DAS VAIDADES!
POIS DEUS,O SALVADOR O ABENÇOARÁ,
NO JULGAMENTO O DEFENDERÁ!
OS FILHOS DOS HEBREUS,
COM RAMOS DE PALMEIRA,
ACORRERAM AO ENCONTRO
DE JESUS, NOSSO SENHOR,
CANTANDO E GRITANDO:
"HOSANA, Ó SALVADOR!"
10. Ao entrar na igreja, canta-se o responsório seguinte, ou outro canto que se refira a entrada do Senhor em Jerusalém.
11. Chegando ao altar, o sacerdote o saúda e, se for oportuno o incensa. Dirige-se a cadeira, se usava pluvial o retira e reveste-se da casula, e, omitindo os ritos iniciais, diz a oração do dia da missa, prosseguindo como de costume.
CANTO DE ENTRADA
ENTRANDO O SENHOR NA CIDADE SANTA
OS FILHOS DOS HEBREUS
ANUNCIAVAM A RESSURREIÇÃO DA VIDA
COM RAMOS DE PALMEIRAS CLAMAVAM DIZENDO:
HOSANA, HOSANA NAS ALTURAS!
HOSANA, HOSANA NAS ALTURAS!
OUVINDO O POVO QUE JESUS VIRIA A JERUSALÉM
SAIU AO SEU ENCONTRO
COM RAMOS DE PALMEIRAS CLAMAVAM DIZENDO:
HOSANA, HOSANA NAS ALTURAS!
HOSANA, HOSANA NAS ALTURAS!
ORAÇÃO DO DIA
20. Após a procissão ou entrada solene, o sacerdote começa a Missa com a oração do dia.
Pres: Oremos.
E todos oram em silencio, por algum tempo. Então o sacerdote, abrindo os braços reza a oração:
E todos oram em silencio, por algum tempo. Então o sacerdote, abrindo os braços reza a oração:
Ó Deus, que por vossa Palavra realizais de modo admirável a reconciliação do gênero humano, concedei ao povo cristão correr ao encontro das festas que se aproximam, cheio de fervor e exultando de fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
A assembleia responde:
Ass: Amém.
LITURGIA DA PALAVRA
Dada a importância da leitura da Paixão do Senhor, compete ao sacerdote, tendo em conta a natureza de cada grupo de fiéis, a opção de ler apenas uma das duas leituras que precedem o Evangelho, ou apenas a história da Paixão, se for necessário, mesmo na forma breve.
PRIMEIRA LEITURA
(Is 50, 4-7)
Não desviei meu rosto das bofetadas e cusparadas;
sei que não serei humilhado.
Leitor: Leitura do Livro do Profeta Isaías.
O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.
Leitor: Palavra do Senhor
SALMO RESPONSORIAL
Leitor: MEU DEUS, MEU DEUS, POR QUE ME ABANDONASTES? POR QUE ME ABANDONASTES?
Ass: MEU DEUS, MEU DEUS, POR QUE ME ABANDONASTES? POR QUE ME ABANDONASTES?
Leitor: RIEM DE MIM TODOS AQUELES QUE ME VEEM, TORCEM OS LÁBIOS E SACODEM A CABEÇA: “AO SENHOR SE CONFIOU, ELE O LIBERTE. E AGORA O SALVE, SE É VERDADE QUE ELE O AMA!”
Ass: MEU DEUS, MEU DEUS, POR QUE ME ABANDONASTES? POR QUE ME ABANDONASTES?
Leitor: CÃES NUMEROSOS ME RODEIAM FURIOSOS, E POR UM BANDO DE MALVADOS FUI CERCADO. TRANSPASSARAM MINHAS MÃOS E OS MEUS PÉS E EU POSSO CONTAR TODOS OS MEUS OSSOS.
Ass: MEU DEUS, MEU DEUS, POR QUE ME ABANDONASTES? POR QUE ME ABANDONASTES?
Leitor: ELES REPARTEM ENTRE SI AS MINHAS VESTES E SORTEIAM ENTRE SI A MINHA TÚNICA. VÓS, PORÉM, Ó MEU SENHOR, NÃO FIQUEIS LONGE, Ó MINHA FORÇA, VINDE LOGO EM MEU SOCORRO!
Ass: MEU DEUS, MEU DEUS, POR QUE ME ABANDONASTES? POR QUE ME ABANDONASTES?
Leitor: ANUNCIAREI O VOSSO NOME A MEUS IRMÃOS E NO MEIO DA ASSEMBLEIA HEI DE LOUVAR-VOS! VÓS QUE TEMEIS AO SENHOR DEUS, DAI-LHE LOUVORES, GLORIFICAI-O, DESCENDENTES DE JACÓ, E RESPEITAI-O, TODA A RAÇA DE ISRAEL!
Ass: MEU DEUS, MEU DEUS, POR QUE ME ABANDONASTES? POR QUE ME ABANDONASTES?
SEGUNDA LEITURA
(Fl 2, 6-11)
Humilhou-se a si mesmo;
por isso, Deus o exaltou acima de tudo.
Leitor: Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.
Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspeto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.
Leitor: Palavra do Senhor.
Ass: Graças a Deus.ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
22. O diácono ou, na falta dele, o sacerdote, le a história da Paixão, sem velas, incenso, saudação ou sinal da cruz sobre o texto. Pode também ser lida por leigos, reservando-se a parto do Cristo para o sacerdote, se for possível.
Os diáconos, ou ministros ordenados, mas não outros leitores, pedem a benção ao sacerdote, como habitualmente antes do Evangelho.
Segue-se o canto.SALVE, Ó CRISTO OBEDIENTE!
SALVE, AMOR ONIPOTENTE,
QUE TE ENTREGOU À CRUZ
E TE RECEBEU NA LUZ!
O CRISTO OBEDECEU ATÉ A MORTE,
HUMILHOU-SE E OBEDECEU O BOM JESUS,
HUMILHOU-SE E OBEDECEU, SERENO E FORTE,
HUMILHOU-SE E OBEDECEU ATÉ A CRUZ.
SALVE, Ó CRISTO OBEDIENTE!
SALVE, AMOR ONIPOTENTE,
QUE TE ENTREGOU À CRUZ
E TE RECEBEU NA LUZ!
POR ISSO O PAI DO CÉU O EXALTOU,
EXALTOU-O E LHE DEU UM GRANDE NOME,
EXALTOU-O E LHE DEU PODER E GLÓRIA,
DIANTE DELES CÉUS E TERRA SE AJOELHEM!
SALVE, Ó CRISTO OBEDIENTE!
SALVE, AMOR ONIPOTENTE,
QUE TE ENTREGOU À CRUZ
E TE RECEBEU NA LUZ!
Os diáconos que vão proclamar o Evangelho, inclinando-se diante do sacerdote, pedem a bênção em voz baixa:
Diác: Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
Pres: O Senhor esteja em teus corações e em teus lábios para que possais anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.
Os diáconos respondem:
Diác: Amém.
Se o próprio sacerdote for tomar parte no Evangelho, diz:
Pres: Ó Deus todo-poderoso, purificai-me o coração e os lábios, para que eu anuncie dignamente o vosso santo Evangelho.
HISTÓRIA DA PAIXÃO
(Mc 15, 1-39)
Tu és o rei dos judeus?
A parte reservada ao presidente pode ser feita por um diácono ou concelebrante.
Narrador: Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Marcos.
Logo pela manhã, os sumos sacerdotes, com os anciãos, os mestres da Lei e todo o Sinédrio, reuniram-se e tomaram uma decisão. Levaram Jesus amarrado e o entregaram a Pilatos. E Pilatos o interrogou:
Leitor: ‘Tu és o rei dos judeus?’
Narrador: Jesus respondeu:
℣.: ‘Tu o dizes.’
Narrador: E os sumos sacerdotes faziam muitas acusações contra Jesus. Pilatos o interrogou novamente:
Leitor: ‘Nada tens a responder? Vê de quanta coisa te acusam!’
Narrador: Mas Jesus não respondeu mais nada, de modo que Pilatos ficou admirado. Por ocasião da Páscoa, Pilatos soltava o prisioneiro que eles pedissem. Havia então um preso, chamado Barrabás, entre os bandidos, que, numa revolta, tinha cometido um assassinato. A multidão subiu a Pilatos e começou a pedir que ele fizesse como era costume. Pilatos perguntou:
Leitor: ‘Vós quereis que eu solte o rei dos judeus?’
Narrador: Ele bem sabia que os sumos sacerdotes haviam entregado Jesus por inveja. Porém, os sumos sacerdotes instigaram a multidão para que Pilatos lhes soltasse Barrabás. Pilatos perguntou de novo:
Leitor: ‘Que quereis então que eu faça com o rei dos Judeus?’
Narrador: Mas eles tornaram a gritar:
Ass: ‘Crucifica-o!’
Narrador: Pilatos perguntou:
Leitor: ‘Mas, que mal ele fez?’
Narrador: Eles, porém, gritaram com mais força:
Ass: ‘Crucifica-o!’
Narrador: Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e o entregou para ser crucificado. Teceram uma coroa de espinhos e a puseram em sua cabeça. Então os soldados o levaram para dentro do palácio, isto é, o pretório, e convocaram toda a tropa. Vestiram Jesus com um manto vermelho, teceram uma coroa de espinhos e a puseram em sua cabeça. E começaram a saudá-lo:
Ass: ‘Salve, rei dos judeus!’
Narrador: Batiam-lhe na cabeça com uma vara. Cuspiam nele e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele. Depois de zombarem de Jesus, tiraram-lhe o manto vermelho, vestiram-no de novo com suas próprias roupas e o levaram para fora, a fim de crucificá-lo. Os soldados obrigaram um certo Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo, que voltava do campo, a carregar a cruz. Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota, que quer dizer ‘Calvário’. Deram-lhe vinho misturado com mirra, mas ele não o tomou. Então o crucificaram
e repartiram as suas roupas, tirando a sorte, para ver que parte caberia a cada um. Eram nove horas da manhã quando o crucificaram. E ali estava uma inscrição com o motivo de sua condenação:
Ass: ‘O Rei dos Judeus’.
Narrador: Com Jesus foram crucificados dois ladrões, um à direita e outro à esquerda. Os que por ali passavam o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:
Ass: ‘Ah! Tu que destróis o Templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!’
Narrador: Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, com os mestres da Lei, zombavam entre si, dizendo:
Ass: ‘A outros salvou, a si mesmo não pode salvar! O Messias, o rei de Israel… que desça agora da cruz, para que vejamos e acreditemos!’
Narrador: Os que foram crucificados com ele também o insultavam. Quando chegou o meio-dia, houve escuridão sobre toda a terra, até as três horas da tarde. Pelas três da tarde, Jesus gritou com voz forte:
℣.: ‘Eli, Eli, lamá sabactâni?’,
Narrador: que quer dizer:
℣.: ‘Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?’
Narrador: Alguns dos que estavam ali perto, ouvindo-o, disseram:
Ass: ‘Vejam, ele está chamando Elias!’
Narrador: Alguém correu e embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe deu de beber, dizendo:
Ass: ‘Deixai! Vamos ver se Elias vem tirá-lo da cruz.’
Narrador: Então Jesus deu um forte grito e expirou.
Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.
Narrador: Neste momento a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes. Quando o oficial do exército, que estava bem em frente dele, viu como Jesus havia expirado, disse:
Ass: ‘Na verdade, este homem era Filho de Deus!’
Narrador:Palavra da Salvação.
Ass: Glória a vós, Senhor.
HOMILIA
PROFISSÃO DE FÉ
(Símbolo Apostólico)
15. Terminada a homilia, seja feita, quando prescrita, a profissão de fé.
Pres: Professemos a nossa fé.
Ass: Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor;
(Todos se inclinam)
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu na Virgem Maria,
(Todos erguem-se)
padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.
ORAÇÃO DOS FIÉIS
16. Em seguida, faz-se a oração universal ou dos fiéis.
Pres: Irmãs e irmãos: Neste Domingo de Ramos da Paixão, invoquemos a bondade de Deus todo-poderoso, para que nos conceda o que Lhe pedimos com fé, dizendo, cheios de confiança:
Ass: Abençoai, Senhor, o vosso povo.
1. Para que o Redentor do mundo, que Se entregou à morte pelos homens, estenda a todos os povos o seu Reino, oremos.
2. Para que o Redentor do mundo, que orou com grande clamor e lágrimas, interceda junto do Pai por todos nós, oremos.
3. Para que o Redentor do mundo, que sofreu a angústia e a tristeza, socorra os que sofrem e alivie as suas dores, oremos.
4. Para que o Redentor do mundo, que foi flagelado e coroado de espinhos, dê coragem aos que estão prestes a perdê-la, oremos.
Pres: Senhor, nosso Deus, que Vos dignastes contar-nos entre o número daqueles para quem o vosso Filho implorou o perdão, ao expirar, dai-nos a graça de descobrir, à luz da fé, o amor infinito com que nos amais. Por Cristo Senhor nosso.
Ass: Amém.
LITURGIA EUCARÍSTICA
Inicia-se o canto do ofertório, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice e o missal.
CANTO DE OFERTÓRIO
SÊ BENDITO, SENHOR PARA SEMPRE
PELOS FRUTOS DAS NOSSAS JORNADAS!
REPARTIDOS NA MESA DO REINO,
ANUNCIAM A PAZ ALMEJADA!
SENHOR DA VIDA,
TU ÉS A NOSSA SALVAÇÃO!
AO PREPARARMOS A TUA MESA,
EM TI BUSCAMOS RESSURREIÇÃO!
SÊ BENDITO, SENHOR PARA SEMPRE
PELOS MARES, OS RIOS E AS FONTES!
NOS RECORDAM A TUA JUSTIÇA,
QUE NOS LEVAM A UM NOVO HORIZONTE!
SENHOR DA VIDA,
TU ÉS A NOSSA SALVAÇÃO!
AO PREPARARMOS A TUA MESA,
EM TI BUSCAMOS RESSURREIÇÃO!
SÊ BENDITO, SENHOR PARA SEMPRE
PELAS BÊNÇÃOS QUAL CHUVA TORRENTE!
TU FECUNDAS O CHÃO DESTA VIDA
QUE ABRIGA UMA NOVA SEMENTE!
SENHOR DA VIDA,
TU ÉS A NOSSA SALVAÇÃO!
AO PREPARARMOS A TUA MESA,
EM TI BUSCAMOS RESSURREIÇÃO!
O sacerdote, de pé, toma a patena com o pão e, elevando-a um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, senhor, Deus do Universo, pelo pão que recebemos da Vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano: que agora Vos apresentamos e que para nós se vai tornar Pão da vida.
Se não houver canto ao ofertório, poderá o sacerdote recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Ass: Bendito seja Deus para sempre!
Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corporal. O diácono ou o sacerdote derrama vinho e um pouco d´água no cálice, rezando em silêncio:
Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.
Em seguida, o sacerdote toma o cálice e, elevando-o um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos da Vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano: que agora Vos apresentamos e que para nós se vai tornar Vinho da Salvação.
Ass: Bendito seja Deus para sempre!
Coloca o cálice sobre o corporal.
O sacerdote, inclinado, reza em silêncio:
De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.
Se for oportuno, incensa as oferendas e o altar. Depois o diácono ou o ministro incensa o sacerdote e o povo.
O sacerdote, de pé, ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados.
CONVITE A ORAÇÃO
No meio do altar e voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, o sacerdote diz:
Pres: Orai, irmãos e irmãs, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
Ass: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.
24. Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote reza a oração sobre as oferendas;
Pres: Pela paixão do vosso Filho Unigênito, apressai, Senhor, a hora da nossa reconciliação; concedei-nos, por este único e admirável sacrifício, a misericórdia que não merecemos por nossas obras. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass: Amém.
PREFÁCIO DO DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR
A Paixão do Senhor
Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz:
Pres: O Senhor esteja convosco.
Ass: Ele está no meio de nós.
Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
Pres: Corações ao alto.
Ass: O nosso coração está em Deus.
O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
Ass: É nosso dever e nossa salvação.
O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.
Pres: O Senhor esteja convosco.
Ass: Ele está no meio de nós.
Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
Pres: Corações ao alto.
Ass: O nosso coração está em Deus.
O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
Ass: É nosso dever e nossa salvação.
O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.
Pres: Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, nosso Senhor. Inocente, dignou-se sofrer pelos pecadores. Santíssimo, quis ser condenado a morrer pelos criminosos. Sua morte apagou nossos pecados e sua ressurreição trouxe-nos a justificação. Por isso, com todos os anjos, nós vos louvamos em alegre celebração, cantando (dizendo) sem cessar:
Ao final, une as mãos e, com o povo, diz em voz alta:
CANTO
SANTO, SANTO, SANTO!
SENHOR DEUS DO UNIVERSO!
CÉUS E TERRA PROCLAMAM A VOSSA GLÓRIA,
HOSANA NAS ALTURAS!
BENDITO O QUE VEM EM NOME DO SENHOR
HOSANA NAS ALTURAS!
SANTO, SANTO, SANTO!
SENHOR DEUS DO UNIVERSO!
Ou, para recitação:
Ass.: Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!
ORAÇÃO EUCARÍSTICA II
102. O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres: Na verdade, ó Pai, vós sois Santo, fonte de toda santidade.
103. Une as mãos e as estende sobre as oferendas, dizendo:
Santificai, pois,estes dons, derramando sobre eles o vosso Espírito,
une as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo:
a fim de que se tornem para nós o Corpo e + o Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo.
O sacerdote une as mãos.
104. Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
Pres: Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão,
toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue:
Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la.
105. Então prossegue:
Pres: Do mesmo modo, no fim da ceia,
toma o cálice nas mãos, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue:
ele tomou o cálice em suas mãos e, dando graças novamente, o entregou a seus discípulos.
Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal, e faz a genuflexão para adorá-lo.
106. Em seguida, diz:
Pres: Mistério da fé para a salvação do mundo!
O povo aclama:
Ass: Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.
107. O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres: Celebrando, pois, o memorial da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o Pão da vida e o Cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir. Suplicantes, vos pedimos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo.
1C: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro; que ela cresça na caridade, em comunhão com o Papa Clemente, os bispos do mundo inteiro, os presbíteros, os diáconos e todos os ministros do vosso povo.
* Aqui pode-se fazer a menção dos Bispos Coadjutores ou Auxiliares, conforme vem indicado na Instrução Geral sobre o Missal Romano, n.109.
2C: Lembrai-vos também, na vossa misericórdia, dos nossos irmãos e irmãs que adormeceram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida; acolhei-os junto a vós na luz da vossa face.
3C: Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, Mãe de Deus, São José, seu esposo, os Apóstolos, e todos os Santos que neste mundo viveram na vossa amizade, a fim de vos louvarmos e glorificarmos
une as mãos
por Jesus Cristo, vosso Filho.
108. Ergue o cálice e a patena com hóstia, dizendo:
Pres: Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos.
Ass: Amém!
RITO DE COMUNHÃO
125. Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz unindo as mãos:
Pres: Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:
O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
Ass: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
126. O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
O sacerdote une as mãos. O povo conclui a oração aclamando:
Ass: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!
127. O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos.
O povo responde:
Ass: Amém.
128.O sacerdote, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
O povo responde:
Ass: O amor de Cristo nos uniu.
FRAÇÃO DO PÃO
130. Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
Pres: Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.
131. Enquanto isso, canta-se:
CORDEIRO DE DEUS
QUE TIRAIS OS PECADO DO MUNDO
TENDE PIEDADE, PIEDADE DE NÓS!
CORDEIRO DE DEUS
QUE TIRAIS OS PECADO DO MUNDO
TENDE PIEDADE, PIEDADE DE NÓS!
CORDEIRO DE DEUS
QUE TIRAIS OS PECADO DO MUNDO
DAI-NOS A PAZ, A VOSSA PAZ!
Ou, para recitação:
Ass.: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
132. O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Pres: Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me dos meus pecados e de todo mal; pelo vosso Corpo e pelo vosso Sangue, dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.
Ou:
Senhor Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tonem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento e remédio para a minha vida.
133. O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia, elevando-a sobre a patena, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres: Quem come minha Carne e bebe meu Sangue permanece em mim e eu nele. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
Ass: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.
COMUNHÃO
134. O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Sangue de Cristo.
135. Toma a patena ou o cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão comungar e diz a cada um:
O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
Amém.
O diácono, ao distribuir a sagrada comunhão, procede do mesmo modo.
136. Se houver comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito.
137. Enquanto o sacerdote comunga do Corpo de Cristo, inicia-se o canto da comunhão.
PAI, SE ESTE CÁLICE NÃO PODE PASSAR
SEM QUE O BEBA, SEJA FEITA A TUA VONTADE!
DAS PROFUNDEZAS EU CLAMO A VÓS, SENHOR,
ESCUTAI A MINHA VÓS!
VOSSOS OUVIDOS ESTEJAM BEM ATENTOS
AO CLAMOR DA MINHA PRECE!
PAI, SE ESTE CÁLICE NÃO PODE PASSAR
SEM QUE O BEBA, SEJA FEITA A TUA VONTADE!
SE LEVARDES EM CONTA NOSSAS FALTAS,
QUEM HAVERÁ DE SUBSISTIR?
MAS EM VÓS SE ENCONTRA O PERDÃO,
EU VOS TEMO E EM VÓS ESPERO.
PAI, SE ESTE CÁLICE NÃO PODE PASSAR
SEM QUE O BEBA, SEJA FEITA A TUA VONTADE!
138. Terminada a comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.
Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno.
139. O sacerdote pode voltar a cadeira. É aconselhável guardar um momento de silêncio ou recitar algum salmo ou canto de louvor.
ORAÇÃO DA COMUNHÃO
De pé, junto à cadeira ou ao altar, o sacerdote diz:
Pres: Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo de silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida o sacerdote abrindo os braços diz a oração:
Pres: Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo de silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida o sacerdote abrindo os braços diz a oração:
Saciados pelo vosso sacramento, nós vos pedimos, Senhor: como pela morte do vosso Filho nos destes esperar o que cremos, dai-nos, pela sua ressurreição, alcançar o que buscamos. Por Cristo, nosso Senhor.
O povo aclama:
Ass: Amém.141. Se necessário, façam-se breves comunicações ao povo.
BENÇÃO FINAL
Paixão do Senhor
O sacerdote abrindo os braços, saúda o povo:
Pres: O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ass: Ele está no meio de nós.
O sacerdote diz:
Inclinai-vos para receber a bênção.
Em seguida, o sacerdote, com as mãos estendidas sobre o povo, diz a oração:
Pres: O Pai de misericórdia, que vos deu um exemplo de amor na paixão do seu Filho, vos conceda, pela vossa dedicação a Deus e ao próximo, a graça de sua bênção.
Ass: Amém.
Pres: O Cristo, cuja morte vos libertou da morte eterna, conceda-vos receber o dom da vida.
Ass: Amém.
Pres: Tendo seguido a lição de humildade deixada pelo Cristo, participeis igualmente de sua ressurreição.
Ass: Amém.
O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
Pres: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.
Ass: Amém.
Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
O povo responde:
Ass: Graças a Deus.
144. Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita a devida reverência, retira-se com os ministros.
CANTO FINAL
SALVE, REGINA, MATER MISERICORDIAE,
VITA, DULCEDO, ET SPES NOSTRA, SALVE
AD TE CLAMAMUS, EXSULES FILII HEVAE
AD TE SUSPIRAMUS, GEMENTES ET FLENTES
IN HAC LACRIMARUM VALLE
EIA, ERGO, ADVOCATA NOSTRA, ILLOS TUOS
MISERICORDES OCULOS AD NOS CONVERTE
ET JESUM, BENEDICTUM FRUCTUM VENTRIS TUI
NOBIS POST HOC EXILIUM OSTENDE
O CLEMENS, O PIA, O DULCIS VIRGO MARIA
Seções:
Dicastério para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos
Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor
Semanário Litúrgico
