Folheto Celebrativo - Ordenação Episcopal de Dom Piccolomini



SANTA MISSA
DE ORDENAÇÃO EPISCOPAL
DO MONS. LOUIS PICCOLOMINI
PRESIDIDA PELO EMINENTÍSSIMO CARDEAL
 ENRICO MONTINI D'ORSINI
NA BASÍLICA DE NOSSA SENHORA DO CARMO

1. Antes do inicio da celebração o que será ordenado, o celebrante, bem como o cerimoniário, devem analisar cada parte da celebração, seguindo as rubricas de maneira diligente e minuciosa. 
2. A celebração de Ordenação Episcopal, só se inicie com a Bula de Nomeação, enviada pelo pontífice. Ou, caso a Bula de Nomeação não seja publicada, com a autorização do Núncio Apostólico. 
Se o ordenado está sendo ordenado em sua igreja catedral, logo depois da saudação ao ordenado, após o rito de ordenação, um dos presbíteros, se possível o Chanceler da Cúria, junto do ambão, lê a ata da posse enquanto todos ouvem, sentados e, no final, exclamam: Graças a Deus.
3. Realize-se a Ordenação do Bispo com o maior concurso possível de fiéis, num domingo ou dia festivo, particularmente numa festa dos Apóstolos, a não ser que razões pastorais aconselhem outro dia. Excluem-se, contudo, o Tríduo Pascal, a Quarta-Feira de Cinzas, toda a Semana Santa e a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos.
4. Nas solenidades, nos domingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa, nos dias dentro da oitava da Páscoa e nas festas dos Apóstolos, utiliza-se as orações, as leituras e a cor litúrgica do dia.
5. Além do bispo ordenante, é obrigatória a concelebração de outros dois bispos. Caso um destes bispos retire-se da celebração (e apenas restar 1 bispo co-sagrante); se não houver se iniciado o propósito do eleito, prossegue-se a celebração sem a ordenação; se já houver se iniciado o propósito do eleito, prossegue-se o rito de ordenação. 
6. Podem ser abençoadas, antes da missa, as insignias. 

PROCISSÃO DE ENTRADA
EIS-ME AQUI
EIS-ME AQUI, EIS-ME AQUI
SENHOR, EIS QUE VENHO
EIS-ME AQUI, EIS-ME AQUI!
FAÇA-SE EM MIM A TUA VONTADE
 
NO MEU SENHOR EU ESPEREI
ELE SE INCLINOU PARA MIM
E, OUVINDO O MEU GRITO
ME LIBERTOU DA MORTE
 
OS MEUS PÉS ELE APOIOU
OS MEUS PASSOS FIRMOU
ELE COLOCOU NA MINHA BOCA
UM CANTO NOVO DE LOUVOR
 
O SACRIFÍCIO NÃO QUISESTE
MAS ME ABRISTE O OUVIDO
NÃO PEDISTE HOLOCAUSTO
E ENTÃO EU DISSE: “EIS QUE VENHO!”
 
8. Chegando ao altar e feita a devida reverência, o celebrante beija-o em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa-o. Em seguida, todos dirigem-se às cadeiras.
 
SAUDAÇÃO
 
9. Terminado o canto de entrada, toda a assembléia, de pé, faz o sinal da cruz, enquanto o sacerdote diz:
Pres: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Ass: Amém.
O sacerdote, voltado para o povo e abrindo os braços, saúda-o:
Pres: A paz esteja convosco.
Ass: O amor de Cristo nos uniu.


ATO PENITENCIAL
Pres: Irmãos e irmãos, reconheçamos as nossas culpas para celebrarmos dignamente os santos mistérios. 
Pres: Confessemos os nossos pecados:
Ass: Confesso a Deus Todo-Poderoso e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, (batendo no peito*) por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos, e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus, Nosso Senhor. 
Segue-se a absolvição sacerdotal:
Pres: Deus Todo-Poderoso tenha compaixão de nós perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
Ass: Amém.
 
10. Seguem-se as invocações:
Pres: Senhor, tende piedade de nós. 
Ass: Senhor, tende piedade de nós. 
 
Pres: Cristo, tende piedade de nós. 
Ass: Cristo, tende piedade de nós. 
 
Pres: Senhor, tende piedade de nós. 
Ass: Senhor, tende piedade de nós.

HINO DE LOUVOR
GLÓRIA - ADENOR JOÃO TERRA
GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS
NAS ALTURAS E NA TERRA PAZ AOS HOMENS!
GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS
NAS ALTURAS E NA TERRA PAZ AOS HOMENS!
 
1. SENHOR DEUS, REI DOS CÉUS,
DEUS PAI TODO PODEROSO.
NÓS VOS LOUVAMOS, NÓS VOS BENDIZEMOS
NÓS VOS ADORAMOS, NÓS VOS GLORIFICAMOS.
NÓS VOS DAMOS GRAÇAS
POR VOSSA IMENSA GLÓRIA.
SENHOR JESUS CRISTO, FILHO UNIGÊNITO,
SENHOR DEUS, CORDEIRO DE DEUS, FILHO DE DEUS PAI.
 
GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS
NAS ALTURAS E NA TERRA PAZ AOS HOMENS!
GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS
NAS ALTURAS E NA TERRA PAZ AOS HOMENS!
 
2. VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
TENDE PIEDADE DE NÓS.
VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
ACOLHEI A NOSSA SÚPLICA.
VÓS QUE ESTAIS À DIREITA DO PAI,
TENDE PIEDADE DE NÓS.
SÓ VÓS SOIS SANTO, SÓ VÓS O SENHOR,
SÓ VÓS O ALTÍSSIMO, JESUS CRISTO!
COM O ESPÍRITO SANTO,
NA GLÓRIA DE DEUS PAI.
 
GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS
NAS ALTURAS E NA TERRA PAZ AOS HOMENS!
GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS
NAS ALTURAS E NA TERRA PAZ AOS HOMENS!
 
ORAÇÃO DO DIA
 
11. Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:
Pres: Oremos.
E todos oram em silêncio, por algum tempo.
Então o sacerdote abrindo os braços reza a oração;
Ó Deus, pastor eterno, que governais o vosso povo com providente solicitude e quisestes associar ao ministério episcopal o vosso servo Louis, concedei que, pela santidade da sua vida, seja em toda a parte verdadeira testemunha de Cristo. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.
Ass: Amém.
12. O leitor, do ambão, prossegue com as leituras que já foram escolhidas pelo celebrante.

PRIMEIRA LEITURA
Leitura do Profeta Jeremias
Assim veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.
Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino.
Mas o Senhor me disse: Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar, falarás.
Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o Senhor.
E estendeu o Senhor a sua mão, e tocou-me na boca; e disse-me o Senhor: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca;
Palavra do Senhor.

Ass: Graças a Deus.
 
SALMO RESPONSORIAL
 
O Senhor é meu Pastor, nada me falta.

Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes,
restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome.

Ainda que eu atravesse o vale da morte, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo.

Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça.

A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias.
 
SEGUNDA LEITURA
Leitura da Primeira Carta de Pedro
Eis a exortação que dirijo aos anciãos que estão entre vós; porque sou ancião como eles, fui testemunha dos sofrimentos de Cristo e serei participante com eles daquela glória que se há de manifestar.
Velai sobre o rebanho de Deus, que vos é confiado. Tende cuidado dele, não constrangidos, mas espontaneamente; não por amor de interesse sórdido, mas com dedicação;
não como dominadores absolutos sobre as comunidades que vos são confiadas, mas como modelos do vosso rebanho.
E, quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa imperecível de glória.

Palavra do Senhor.

Ass: Graças a Deus.
 
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
13. Segue-se o canto (no tempo quaresmal).
LOUVOR A VÓS, REI DA ETERNA GLÓRIA, LOUVOR A VÓS!
LOUVOR A VÓS, REI DA ETERNA GLÓRIA, LOUVOR A VÓS!
EU SOU O BOM PASTOR. O BOM PASTOR DÁ A VIDA POR SUAS OVELHAS!
14. Enquanto isso, o sacerdote, se usar incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
Diác: Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
Pres: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Diác: Amém.

EVANGELHO
O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e as velas, e diz:
Diác ou Sac: O Senhor esteja convosco.
Ass: Ele está no meio de nós.
O diácono, ou o sacerdote, fazendo o sinal da cruz no livro e, depois, na fronte, na boca e no peito, diz:
Diác ou Sac: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
Ass: Glória a vós, Senhor.
Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.
Naquele tempo, disse Jesus:
Eu sou o bom pastor. O bom pastor expõe a sua vida pelas ovelhas.
O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas.
O mercenário, porém, foge, porque é mercenário e não se importa com as ovelhas.
Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim,
como meu Pai me conhece e eu conheço o Pai. Dou a minha vida pelas minhas ovelhas.
Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor.
Diác ou Sac: Palavra da Salvação.
Ass: Glória a vós, Senhor.
 
15. Terminada a proclamação, o livro dos evangelhos seja depositado sobre o altar.
 
SÚPLICA AO ESPÍRITO SANTO
 
16. Estando todos de pé, e sem mitra, canta-se o Veni Creator Spiritus.


 VENI CREATOR
VENI CREATOR SPIRITUS, MENTES TUORUM VISITA,
IMPLE SUPERNA GRATIA, QUAE TU CREASTI, PECTORA.
 
QUI DICERIS PARACLITUS, ALTISSIMI DONUM DEI,
FONS VIVUS, IGNIS, CARITAS, ET SPIRITALIS UNCTIO.
 
TU SEPTIFORMIS MUNERE, DIGITUS PATERNAE DEXTERAE,
TU RITE PROMISSUM PATRIS, SERMONE DITANS GUTTURA.
 
ACCENDE LUMEN SENSIBUS, INFUNDE AMOREM CORDIBUS,
INFIRMA NOSTRI CORPORIS, VIRTUTE FIRMANS PERPETI.
 
HOSTEM REPELLAS LONGIUS, PACEMQUE DONES PROTINUS;
DUCTORE SIC TE PRAEVIO, VITEMUS OMNE NOXIUM.
 
PER TE SCIAMUS DA PATREM NOSCAMUS ATQUE FILIUM;
TEQUE UTRIUSQUE SPIRITUM CREDAMUS OMNI TEMPORE.
 
DEO PATRI SIT GLORIA, ET FILIO, QUI A MORTUIS
SURREXIT, AC PARACLITO IN SAECULORUM SAECULA.
AMEN.
 
17. Em seguida, o bispo ordenante principal e os outros Bispos ordenantes, se for preciso, aproximam-se das cadeiras preparadas para a Ordenação. Todos se assentam.
 
APRESENTAÇÃO DO ELEITO
 
18. O eleito é conduzido pelos Presbíteros assistentes (se houverem) até em frente do Bispo ordenante principal, ao qual faz uma reverência. Um dos presbíteros assistentes, ou outro presbítero, fala ao Bispo ordenante principal com estas palavras:

Sacerdote: Reverendíssimo Pai, a Santa Mãe Igreja Católica pede que ordeneis para o Ministério episcopal o Presbítero Louis Piccolomini.
 
Pres: Tens o mandato apostólico?
 
Sacerdote: Aqui o temos.
 
Pres: Proceda-se à sua leitura.
 
19. Lê-se a bula em sua integridade.
LUCAS, BISPO » SERVO DOS SERVOS DE DEUS 

Ao estimado Louis Piccolomini, até aqui Presbítero da Arquidiocese de Aparecida, eleito para Auxiliar desta e a todos que esta BULA virem, saúde, paz e benção por parte de Deus nosso Pai.

Concedeu o Espirito Santo a graça de assentar-me sobre a Cátedra do Apóstolo Pedro, para guiar a Igreja. Cristo, instituiu doz apósotolos para que fosse pregar pelo mundo e batiza-los em nome da Santíssima Trindade (cfr. Mt 28, 19) encorajando os discípulos a não temerem, porque estaria com eles e com a sua Igreja até aos últimos dias (cfr. Mt 28, 20). Edifica assim, sobre Pedro a sua Igreja e entrega-lhe o poder de intermediar entre o céu e a terra e prometendo que as portas jamais haverão de prevalecer contra a Igreja (Mt 16, 18).

Ainda incentiva-nos a guiar o rebanho sobre qual Ele enviou Bispos para apascentar o que ele comprou com seu preciosíssimo sangue (At 20, 28). Para desempenhar a sua sublime missão, «os Apóstolos foram enriquecidos por Cristo com uma efusão especial do Espírito Santo, que sobre eles desceu: e pela imposição das mãos eles próprios transmitiram aos seus colaboradores este dom espiritual que foi transmitido até aos nossos dias através da consagração episcopal» [1] e para desempenhar tão grande mistério importante para a Igreja.

Chegou por parte do estimado Arcebispo de Aparecida, o cardeal Paulo Von-Scherer, o pedido de um novo auxiliar para esta estimada Circunscrição Eclesiástica. E tu, estimado, ornado com todos os dotes necessários que nos aparenta para este ministério, aprouve-nos ouvir o parecer da Congregação para os Bispos para a tua nomeação como epíscopo.

Portanto, com nossa autoridade apostólica te nomeamos como Bispo Auxiliar de Aparecida, sendo titular de Ita, com todos os direitos incumbidos para este sagrado ministério Apostólico. Deves portanto, ao receber estas letras, comunica-las a todo o Clero e ao povo de Deus a tua nomeação como Bispo Auxiliar e pertinente, deves receber a Ordenação Episcopal por mãos de um Bispo à tua escolha. «A consagração episcopal, juntamente com a função de santificar, confere também as funções de ensinar e governar [...] De facto, pela imposição das mãos e pelas palavras da consagração, a graça do Espírito Santo é dada e é impresso o carácter sagrado, de tal modo que os bispos fazem as vezes, de uma forma eminente e visível, do próprio Cristo, Mestre, Pastor e Pontífice, e actuam em vez d'Ele [«in Eius persona agant»]» (1). Por isso, pelo Espírito Santo que lhes foi dado, os bispos foram constituídos verdadeiros e autênticos mestres da fé, pontífices e pastores» (2). [2]

Portanto, exorto-te também a ser diligente para com o povo de Deus, na humildade e bem príximo do rebanho que te é confiado, lembrando o pedido de Cristo à São Pedro: Se me amas, apascenta as minhas ovelhas (cf. Jo 15, 17). Confiamos-te e confiamos teu Ministério Episcopal às mãos de Nossa Senhora, para que seja tua força e ilumine todos os ofícios e trabalhos que vás tomar como Bispo, Sucessor dos Apóstolos, Pai espiritual do povo de Deus.

Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 06 de março do ano de 2021, primeiro de meu Pontificado.

+ Lucam Pp. II - Pontifex Maximus
 
Terminada a leitura, todos concordam com a eleição do Bispo, dizendo:
Ass: Graças a Deus.
 
HOMILIA
 
20. O Bispo ordenante principal, estando todos sentados, faz a homilia na qual fala ao clero, ao povo e ao eleito sobre o ministério do Bispo, iniciando com base no texto das leituras feitas na Liturgia da Palavra.
 
 
PROPÓSITO DO ELEITO
 
21. Após a homilia, só o eleito se levanta e permanece de pé diante do Bispo ordenante principal, que o interroga com estas palavras:
Pres: Conforme o costume dos Santos Padres, aquele que é escolhido para Bispo deve ser interrogado diante do povo, quanto a fé e sua futura missão. 
Assim, caríssimo irmão, queres desempenhar até a morte a missa que nos foi confiada pelos Apóstolos, e que, por imposição de nossas mãos, te será transmitida com a graça do Espírito Santo ? 
Eleito: Quero.

Pres: Queres anunciar o Evangelho de Cristo com fidelidade e perseverança ?
Eleito: Quero.

Pres: Queres conservar em sua pureza e integridade o tesouro da fé, tal como foi recebido dos Apóstolos e transmitido na Igreja, sempre e em toda parte ?
Eleito: Quero.

Pres: Queres edificar a Igreja, corpo de Cristo, e permanecer na sua unidade com o Colégio dos Bispos, sob a autoridade do sucessor do Apóstolo Pedro ?
Eleito: Quero.

Pres: Queres obedecer fielmente ao sucessor do Apóstolo Pedro ?
Eleito: Quero.

Pres: Queres, com teus colaboradores, presbíteros e diáconos, cuidar do povo de Deus com amor de pai e dirigi-lo no caminho da salvação ?
Eleito: Quero.
 

Pres: Queres, por amor a Deus, mostrar-te afável e misericordioso para com os pobres e peregrinos e todos os necessitados?
Eleito: Quero.

Pres: Como bom pastor, queres procurar as ovelhas errantes e conduzi-las ao rebanho do Senhor ?
Eleito: Quero.

Pres: Queres orar incessantemente pelo povo de Deus e desempenhar com fidelidade a missão do sumo sacerdócio ?
Eleito: Quero, com a graça de Deus.

Pres: Deus, que te inspirou este bom propósito, te conduza sempre mais a perfeição.

LADAINHA DE TODOS OS SANTOS
22. Os Bispos tiram a mitra e todos se levantam. O Bispo ordenante principal, de pé, com as mãos postas, voltado para o povo, diz a invocação:
Pres: Oremos, irmãos e irmãs, para que Deus todo-poderoso derrame com largueza a sua graça sobre este servo, escolhido para o serviço da Igreja.

23. Então o eleito se prostra e canta-se a ladainha, à qual TODOS respondem;

24. Nos domingos e no Tempo Pascal, todos permanecem de pé.

25. Nos outros dias, todos permanecem de joelhos.
 
26. Caso se ajoelhe, o diácono pode convidar o povo, dizendo: 
Ajoelhemo-nos. 
E todos se ajoelham.

27. Inicia-se a Ladainha de todos os Santos, segundo alguma das fórmulas abaixo:
 
LADAINHA DE TODOS OS SANTOS
 
Senhor, tende piedade de nós.
Ass: Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Ass: Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Ass: Senhor, tende piedade de nós.
Santa Maria, Mãe de Deus.
Ass: Rogai por nós.
São Miguel e Santos Anjos.
Ass: Rogai por nós.
São João Batista e São José.
Ass: Rogai por nós.
São Pedro e São Paulo.
Ass: Rogai por nós.
Todos os Santos e Santas de Deus.
Ass: Rogai por nós.
Sede-nos Propício.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Para que nos livreis de todo mal, de todo pecado e da morte eterna.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Pela Vossa encarnação, morte e ressurreição.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Pela efusão do Espírito Santo.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Apesar de nossos pecados.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Para que vos digneis conduzir e proteger a vossa Igreja.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Para que vos digneis conservar no vosso santo serviço, o Papa, os Bispos e todo o clero.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Para que vos digneis abençoar santificar e consagrar este Eleito.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Para que vos digneis conceder a todos os povos a paz e a verdadeira concórdia.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Para que vos digneis manifestar a vossa misericórdia a todos que sofrem tribulações.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Para que vos digneis conservar-nos e confortar-nos no vosso santo serviço.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Jesus, Filho do Deus vivo.
Ass: Ouvi-nos, Senhor.
Cristo, ouvi-nos.
Ass: Cristo, ouvi-nos.
Cristo, atendei-nos.
Ass: Cristo, atendei-nos.
 
28. Terminada a ladainha, só o Ordenante principal, de pé, com as mãos estendidas diz:
Pres: Atendei, ó Pai, as nossas súplicas para que, ao derramardes sobre este vosso servo a plenitude da graça sacerdotal, desça sobre ele a força da vossa bênção. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass: Amém.

29. Se estiverem ajoelhados, o diácono diz: 
Levantai-vos. 
E todos se levantam.
 
O ELEITO AO EPISCOPADO TIRA O SOLIDEU.
 
IMPOSIÇÃO DAS MÃOS E PRECE DE ORDENAÇÃO
 
30. O eleito se levanta, aproxima-se do Bispo ordenante principal, que está de pé diante da cátedra, com mitra, e ajoelha-se diante dele.

31. Em silêncio o Bispo ordenante principal impõe as mãos sobre a cabeça do eleito. Depois dele, os outros Bispos co-ordenantes principais, impõem as mãos ao eleito. Os demais Bispos presentes impõem as mãos ao eleito, os Bispos permaneçam do lado do Bispo ordenante principal, até que se termine a Prece de Ordenação, mas de tal modo que sejam vistos por todos os fiéis. 

33. Em seguida, o Bispo ordenante principal recebe do diácono o evangeliário e o coloca aberto sobre a cabeça do eleito; dois diáconos, ou dois presbíteros, de pé, um à direita e outro à esquerda do eleito, seguram o evangeliário sobre a cabeça dele até o fim da Prece de Ordenação.

34. Tendo o Bispo eleito ajoelhado à sua frente, o Bispo ordenante principal, com os outros Bispos ao seu lado, todos sem mitra, e de mãos estendidas, diz a Prece de Ordenação:

Pres: Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia e Deus de toda consolação, Vós habitais no mais alto dos céus, e voltais o vosso olhar para os humildes; conheceis todas as coisas antes que aconteçam pela vossa palavra estabelecestes leis na Igreja; e escolhestes desde o principio um povo santo, descendente de Abraão, dando-lhes chefes e sacerdotes, e, jamais deixastes sem ministros o vosso santuário, porque, desde o princípio, quisestes ser glorificado em vossos Eleitos.

35. A parte da Prece de Ordenação que segue é proferida por todos os Bispos ordenantes, de mãos unidas, mas em voz baixa, de modo que a voz do Bispo ordenante principal, possa claramente ser ouvida.
Enviai agora sobre este Eleito a força que de vós procede, o Espírito Soberano, que destes ao vosso amado Filho, Jesus Cristo, e ele transmitiu aos santos Apóstolos, que fundaram a Igreja em toda a parte, como vosso templo, para gloria e perene louvor do vosso nome.

36. O Bispo ordenante principal, continua sozinho: 
Ó Pai, que conheceis os corações, concedei que este vosso servo, escolhido para Bispo, apascente o vosso rebanho e exerça, de modo irrepreensível, a plenitude do sacerdócio.
Que ele vos sirva dia e noite, intercedendo junto a vós pelo seu povo, e oferecendo os dons da vossa Igreja.
Pela força do Espírito Santo, que a plenitude do sacerdócio lhe comunica, concedei-lhe o poder de perdoar os pecados segundo o vosso mandamento, ele ele distribua os ministérios segundo o vosso preceito, e desligue todo o vínculo conforme o poder dado aos Apóstolos.
Pela mansidão e pureza de coração, que ele seja para vós oferenda agradável por vosso Filho, Jesus Cristo. 
Por ele, ó Pai, recebeis com o Espírito Santo a glória, o poder e a honra na Igreja santa, agora e para sempre.
Ass: Amém.
37. Terminada a Prece de Ordenação, os Diáconos retiram o evangeliário que seguravam sobre a cabeça do Bispo ordenado, e um deles conserva o evangeliário até que seja entregue ao Ordenado. Todo se sentam. O Ordenante principal e os demais Bispos põem a mitra.
 
UNÇÃO DA CABEÇA E 
ENTREGA DO LIVRO DOS EVANGELHOS E DAS INSÍGNIAS
 
38. O Bispo sagrante principal, revestido de gremial branco, recebe de um dos Diáconos o frasco com óleo do Crisma e unge a cabeça do Ordenado ajoelhado diante dele, dizendo: 
Pres: Deus, que te fez participar da plenitude do sacerdócio de Cristo, derrame sobre ti o bálsamo da unção, enriquecendo-te com a bênção da fecundidade espiritual. 

39. Ao terminar a unção, o Bispo ordenante principal pode lavar as mãos.

40. O Bispo ordenante principal recebendo do diácono o Evangeliário, entrega-o ao Bispo ordenado, dizendo:
Pres: Recebe o Evangelho e anuncia a palavra de Deus com toda a constância e desejo de ensinar.
41. Após o Bispo ordenado receber o evangeliário, o entrega ao diácono que o leva a credência ou ao ambão.

42. O Bispo ordenante principal, põe o anel no dedo anular da mão direita do Bispo ordenado, dizendo: 
Pres: Recebe este anel, símbolo da fidelidade; e com fidelidade invencível guarda sem mancha a Igreja, esposa de Deus.

Um cerimoniário impõe o solidéu na cabeça do Bispo.

43. Em seguida, o Bispo ordenante principal impõe a mitra ao Bispo ordenado, dizendo:
Pres: Recebe a mitra e brilhe em ti o esplendor da santidade, para que quando vier o Príncipe dos pastores, mereças receber a imarcescível coroa da glória.

44. Por fim, entrega-lhe o báculo pastoral, dizendo:
Pres: Recebe o báculo, símbolo do serviço pastoral, e cuida de todo o rebanho, no qual o Espírito Santo te constituiu Bispo a fim de apascentares a Igreja de Deus.
45. Todos se levantam.
46. Finalmente, tendo deposto o báculo, o Ordenado se levanta e recebe a saudação da paz do Ordenante principal e todos os Bispos.
 
47. Se oportuno neste momento escolha-se um canto apropriado.
SOU BOM PASTOR
SOU BOM PASTOR OVELHAS GUARDAREI
NÃO TENHO OUTRO OFICIO NEM TEREI
QUANTAS VIDAS EU TIVER EU LHES DAREI
 
MAUS PASTORES, NUM DIA DE SOMBRA
NÃO CUIDARAM E O REBANHO SE PERDEU
VOU SAIR PELO CAMPO REUNIR O QUE É MEU
CONDUZIR E SALVAR
 
VERDES PRADOS E BELAS MONTANHAS
HÃO DE VER O PASTOR, REBANHO ATRÁS
JUNTO A MIM, AS OVELHAS TERÃO MUITA PAZ
PODERÃO DESCANSAR
 
OFERTÓRIO
SEGUIRTE-EI
SEGUIR-TE-EI,
SEGUIR-TE-EI, Ó SENHOR
E NA TUA ESTRADA
CAMINHAREI
 
SEGUIR-TE-EI
NO CAMINHO DO AMOR
E DOAREI AO MUNDO
A VIDA
 
SEGUIR-TE-EI
NO CAMINHO DA DOR
E A TUA CRUZ
NOS SALVARÁ
 
SEGUIR-TE-EI
NO CAMINHO DA ALEGRIA
E A TUA LUZ
NOS GUIARÁ
 
49. Inicia-se o canto do ofertório, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice e o missal.

50. Convém que os fiéis manifestem a sua participação, trazendo o pão e o vinho para a celebração da Eucarística, ou outros dons para o auxílio da comunidade e dos pobres.

51. O sacerdote, de pé, toma a patena com o pão e, elevando-a um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, senhor, Deus do Universo, pelo pão que recebemos da Vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano: que agora Vos apresentamos e que para nós se vai tornar Pão da vida.
Se não houver canto ao ofertório o povo acrescenta a aclamação:
Ass: Bendito seja Deus para sempre!

52. Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corporal. O diácono ou o sacerdote derrama vinho e um pouco d´água no cálice, rezando em silêncio:
Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.

53. Em seguida, o sacerdote toma o cálice e, elevando-o um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos da Vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano: que agora Vos apresentamos e que para nós se vai tornar Vinho da Salvação.
Ass: Bendito seja Deus para sempre!
Coloca o cálice sobre o corporal.

54. O sacerdote, inclinado, reza em silêncio:
De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.
55. Se for oportuno, incensa as oferendas e o altar. Depois o diácono ou o ministro incensa o sacerdote e o povo.

56. O sacerdote, de pé, ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados.
 
ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS
57. No meio do altar e voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, o sacerdote diz:
Pres:  Orai, irmãos e irmãs, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
Ass: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu  nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.
 
Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote reza a oração sobre as oferendas;
Pres: Sejam do vosso agrado, ó Deus, estas oferendas, que vos apresentamos em favor da vossa Igreja e deste vosso servo, e revesti com as virtudes apostólicas para o bem de sua Igreja aquele que do meio do povo escolhestes para Bispo. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass: Amém.
 
PREFÁCIO
O SACERDÓCIO DE CRISTO E O MINISTÉRIO SACERDOTAL
 
Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz:
Pres: O Senhor esteja convosco.
Ass: Ele está no meio de nós.
Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
Pres: Corações ao alto.
Ass: O nosso coração está em Deus.
O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
Ass: É nosso dever e nossa salvação.
O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.
 
Pres: Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar,  Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo - poderoso. Pela unção do Espírito Santo, constituístes vosso Filho unigênito Pontífice da nova e eterna aliança. E estabelecestes que seu único sacerdócio se perpetuasse na Igreja. Por isso, vosso Filho, Jesus Cristo, enriqueceu a Igreja com um sacerdócio real. E, com bondade fraterna, escolhe homens que, pela imposição das mãos, participem do seu ministério sagrado. Em nome de Cristo, estes renovam para nós o sacrifício da redenção humana, servindo aos fiéis o banquete da Páscoa. Presidindo o povo na caridade, eles o alimentam com vossa palavra e o restauram com vossos sacramentos. Dando a vida por vós e pela salvação de todos, procuram assemelhar-se cada vez mais ao próprio Cristo, testemunhando, constantes, a fidelidade e o amor para convosco. Por essa razão, com os anjos do céu e com as mulheres e os homens da terra, unidos a todas as criaturas, proclamamos, jubilosos, a vossa glória, dizendo a uma só voz:
 

Ass: Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória.
Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

ORAÇÃO EUCARÍSTICA III
87. O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres: Na verdade, vós sois santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir o vosso povo, para que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr-do-sol, um sacrifício perfeito.
 
88.Une as mãos e as estende sobre as oferendas, dizendo:
Pres: Por isso, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas, 
Une as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo:
a fim de que se tornem o Corpo e + o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, que nos mandou celebrar este mistério.
 
89.Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
Pres: Na noite em que ia ser entregue, 
toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar,inclina-se levemente, e prossegue:
ele tomou o pão, deu graças, e o partiu e deu a seus discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la.
 
90. Então prossegue:
Do mesmo modo, ao fim da ceia, 
toma o cálice nas mãos, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, inclina-se levemente, e prossegue:
ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente e o deu a seus discípulos.
 
Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e faz genuflexão para adorá-lo.
 
91. Em seguida, diz:
Eis o mistério da fé!
Ass: Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.
 
92. O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres: Celebrando agora, ó Pai, a memória do vosso Filho, da sua paixão que nos salva, da sua gloriosa ressurreição e da sua ascensão ao céu, e enquanto esperamos a sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício de vida e santidade. Olhai com bondade a oferenda da vossa Igreja, reconhecei o sacrifício que nos reconcilia convosco e concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, sejamos repletos do Espírito Santo e nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.
 
Dom Louis: Que ele faça de nós uma oferenda perfeita para alcançarmos a vida eterna com os vossos santos: a virgem Maria, mãe de Deus, são José, seu esposo, os vossos apóstolos e mártires, São Pedro e São Paulo e de todos os santos, que não cessam de interceder por nós na vossa presença.
 
2C: E agora, nós vos suplicamos, ó Pai, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja, enquanto caminha neste mundo: o vosso servo o papa Lucas, e o vosso servo Louis, que hoje ordenastes como pastor da Igreja, com os bispos do mundo inteiro, o clero e todo o povo que conquistastes. Atendei as preces da vossa família, que está aqui, na vossa presença. Reuni em vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.
 
3C: Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória, 
Une as mãos
por Cristo, Senhor nosso. Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.
 
93. Ergue o cálice e a patena com a hóstia, dizendo:
Pres: Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.
Ass: Amém!
 
RITO DA COMUNHÃO
102. Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz unindo as mãos:
Pres:  Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:
O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
Ass: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade,  assim na terra como no céu;  o pão nosso de cada dia nos daí hoje,  perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
 
103. O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador.
O sacerdote une as mãos. O povo conclui a oração aclamando:
Ass: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!
 
104. O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
O povo responde:
Ass: Amém.
 
105.O sacerdote, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
O povo responde:
Ass: O amor de Cristo nos uniu.
 
106. Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote acrescenta estas palavras ou outras semelhantes:
Diác: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.
E todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz e a caridade; o sacerdote saúda o diácono ou o ministro.
  
107. Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
Pres: Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.
 
108. Enquanto isso, canta-se ou recita-se:
Ass: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

Essas palavras podem ser repetidas várias vezes, se a fração do pão se prolonga. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.
 
109. O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Pres:  Senhor Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tonem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento e remédio para a minha vida.
 
110. O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia, elevando-a sobre a patena, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres: 
Pres: Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
Ass: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.
 
COMUNHÃO 
VOU SAIR PELOS PRADOS
VOU SAIR PELOS PRADOS BUSCANDO OVELHAS
QUE ESTÃO SEM PASTOR
EU AS TRAREI COM CARINHO DE VOLTA
SEM FOME OU TEMOR!
NOS MEUS OMBROS, OVELHAS FERIDAS
SEM DOR PODERÃO DESCANSAR
DEVOLVEREI OS SEUS CAMPOS
DAREI NOVAMENTE A PAZ
 
SOU REI, SOU O BOM PASTOR!
VINDE AO BANQUETE QUE VOS PREPAREI
E FOME JAMAIS TEREIS!
A QUEM VAMOS, Ó SENHOR?
SE TU TENS PALAVRAS DE VIDA, E TE DÁS EM REFEIÇÃO!
 
2. MAUS PASTORES QUE PERDEM OVELHAS
DISTANTES DE MIM OS TEREI
NOUTRAS PASTAGENS, SEGURAS
PASTORES ރIS CHAMAREI
NOVO REINO FAREI DO MEU POVO
REBANHO SEM MAIS OPRESSÃO
TODOS SEREI CONDUZIDOS A VIDA
POR MINHAS MÃOS!
 
3. SOU A PORTA SEGURA DO APRISCO
REBANHO FELIZ EU FAREI
DE TODO O MAL E INJUSTIÇA
OVELHAS EU DEFENDEREI!
MERCENÁRIOS QUE FOGEM PRA LONGE
DEIXANDO O REBANHO AO LÉU
NÃO TERÃO PARTE COMIGO
NO REINO QUE VEM DO CÉU!
 
4. SE UMA OVELHA DEIXAR O MEU CAMPO
E OUTRO CAMINHO SEGUIR
DEIXO O REBANHO SEGURO
E VOU PROCURAR A INFELIZ
AO TRAZE-LA, HAVERÁ ALEGRIA
E OS ANJOS DO CÉU VÃO CANTAR
SERÁ A FESTA DA VOLTA
REBANHO VAI SE ALEGRAR!
 
5. EU CONHEÇO AS OVELHAS QUE TENHO
E TODO O REBANHO, MINHA VOZ
SE CHAMO, ENTÃO, PELO NOME
A OVELHA VIRÁ BEM VELOZ!
BUSCAREI OS CORDEIROS DISTANTES
E EM MIM TERÃO FORÇAS E AMOR
FAREI SOMENTE UM REBANHO
E EU MESMO SEREI O PASTOR!
 
111. O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Sangue de Cristo.
 
112. Toma a patena ou o cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão comungar e diz a cada um:
O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
Amém.
O diácono, ao distribuir a sagrada comunhão, procede do mesmo modo.
 
113. Se houver comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito.
 
114. Enquanto o sacerdote comunga do Corpo de Cristo, inicia-se o canto da comunhão.
 
115. Terminada a comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.

Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Fazei, Senhor,que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal e transforme para nós em remédio eterno.
 
116. O sacerdote pode voltar a cadeira. É aconselhável guardar um momento de silêncio ou recitar algum salmo ou canto de louvor.
 
DEPOIS DA COMUNHÃO
 
117.De pé, junto à cadeira ou ao altar, o sacerdote diz:
Pres: Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo de silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida o sacerdote abrindo os braços diz a oração:
Nós vos pedimos, Senhor, fazei agir em nós a força plena da vossa misericórdia, e concedei, propício, vivermos de tal modo que em tudo possamos agradar-vos. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass: Amém.
 
TE DEUM
 
118. Terminada a Oração depois da comunhão, canta-se o hino "Te Deum, laudamus" (A vós, ó Deus), ou outro hino correspondente, conforme os costumes do lugar. Enquanto isso o Bispo ordenado, de mitra e báculo, é conduzido pela igreja pelos Bispo co-ordenantes principais, dando a benção a todos.
 
TE DEUM - PE. ZEZINHO
 
DEUS INFINITO NÓS TE LOUVAMOS
E NOS SUBMETEMOS AO TEU PODER
AS CRIATURAS NO SEU MISTÉRIO MOSTRAM
A GRANDEZA DE QUEM LHES DEU O SER
 
TODOS OS POVOS SONHAM
E VIVEM NESTA ESPERANÇA
DE ENCONTRAR A PAZ
SUAS HISTÓRIAS TODAS APONTAM
PARA O MESMO RUMO, ONDE TU ESTÁS
 
SANTO, SANTO, SANTO
SANTO, SANTO, SANTO
TODO PODEROSO
É O NOSSO DEUS
 
SENHOR JESUS CRISTO, NÓS TE LOUVAMOS
E TE AGRADECEMOS TEU IMENSO AMOR
TEU NASCIMENTO, TEU SOFRIMENTO
TROUXE VIDA NOVA, ONDE EXISTE A DOR
NÓS TE ADORAMOS E ACREDITAMOS
QUE ÉS O FILHO SANTO DO NOSSO CRIADOR
E PROFESSAMOS TUA VERDADE
QUE NA HUMANIDADE PLANTOU TAMANHO AMOR
 
SANTO, SANTO, SANTO
SANTO, SANTO, SANTO
TODO PODEROSO
É O NOSSO DEUS
 
DEUS INFINITO, TEU SANTO ESPÍRITO
RENOVA O MUNDO SEM JAMAIS CESSAR
NOSSA ESPERANÇA, NOSSOS PROJETOS
SÓ SE REALIZAM QUANDO ELE FALAR
TODO PODEROSO, SOMOS O TEU POVO
QUE NA ESPERANÇA VIVE A CAMINHAR
DÁ QUE SEJAMOS TEU POVO SANTO
QUE FARÁ DO MUNDO TEU TRONO E TEU ALTAR
 
SANTO, SANTO, SANTO
SANTO, SANTO, SANTO
TODO PODEROSO
É O NOSSO DEUS
 
ALOCUÇÃO AO POVO
 
119. Após o hino, o ordenado, de pé, junto ao altar ou se estiver na sua catedral, à cátedra, de mitra e báculo, pode dirigir breve alocução ao povo.
 
BENÇÃO SOLENE
O ordenado ajoelha-se diante do ordenante, e o ordenante profere a bênção:
123. O sacerdote abrindo os braços, saúda o povo:
Pres: O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ass: Ele está no meio de nós.
 
O bispo ordenante estende as mãos:
Pres: Que Deus te abençoe e te guarde, e assim como de fez pontífice de seu povo, conceda-te ser feliz nesta vida e participar da eterna felicidade.
Ass: Amém.
 
Pres: Conceda-te governar com êxito, por muitos anos, com sua graça e tua solicitude, o clero e o povo que ele reuniu.
Ass: Amém.
 
Pres: Obedecendo aos preceitos divinos, livres de todas adversidades e enriquecidos de todos os bens, e seguindo a tua orientação, gozem de paz neste mundo e mereçam reunir-se contigo na comunidade dos santos.
Ass: Amém.
 
O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
Pres: E a todos vós, aqui reunidos, abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai + e Filho + e Espírito + Santo.
Ass: Amém.
 
124. Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
Ass: Graças a Deus.
 
125. Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita a devida reverência, retira-se com os ministros.

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