BENTO, BISPO
SERVO DOS SERVOS DE DEUS
PARA PERPÉTUA MEMÓRIA
CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA
LUX SPLENDIDA
(Luz Brilhante)
CONVOCAÇÃO PARA O
SACRO CONCÍLIO DO VATICANO IV
DO SANTO PADRE
BENTO VII
1. «LUZ BRILHANTE» que resplandece sobre toda a Igreja logo ao nascer do dia e se põe no pôr-do-sol. É necessário que essa mesma luz brilhe para que faça resplandecer sobre a Igreja o dia e que todos possamos ter visibilidade durante o Escuro. Isso, porque Cristo é a nossa fonte de luz e n'Ele devemos buscar acender nossas velas.
2. «Vós sois o sal da Terra, vós sois a Luz do mundo» (Cf. Mt 5 13, 14) na missão de ir brilhar o mundo, o Cristão é chamado a percorrer os quatro cantos do mundo como os Apóstolos enviados pelo próprio Jesus Cristo. «Vós sois o Sal da Terra», O sal é um elemento que se mistura e se adiciona nos alimentos para ser tempero, para dar gosto e sabor (cf. Jb 6,6), para conservá-los, para preservá-los da corruptibilidade (decomposição). O sal é discreto, é dissolvido na água, não se vê, apenas se lhe sente o gosto.
3. Os cristãos são luz não porque querem aparecer, mas porque, com a prática das boas obras, orientam os passos, iluminam a vida e a mente das pessoas que se sentem na escuridão da vida, sem esperança, sem saber por onde ir e o que decidir. Ser Luz é levar as pessoas ao encontro com Deus, fazer uma experiência do amor de Deus pela humanidade. Ser cristão é também ser uma luz acesa na noite do mundo, apontando os caminhos da vida, da liberdade, do amor, da fraternidade. Na prática significa ter um coração capaz de compadecer-se, de amar, de perdoar, de se comover, de se deixar tocar pelos sofrimentos e angústias dos irmãos; de vivermos a honestidade, a lealdade, a verdade, recusar a violência e a lei do mais forte e sermos canais da reconciliação entre as pessoas. Se assim agirmos diariamente seremos capazes de fazer nascer um mundo novo, iluminado com a luz de Deus e as suas bençãos.
4. Voltando-se agora para a União dos Santos Apóstolos é necessário que voltemos nossos olhares para os primeiros sínodos da Igreja. «Os irmãos eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fracção do pão e às orações. Perante os inumeráveis prodígios e milagres realizados pelos Apóstolos, toda a gente se enchia de terror. Todos os que haviam abraçado a fé viviam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam propriedades e bens e distribuíam o dinheiro por todos, conforme as necessidades de cada um. Todos os dias frequentavam o templo, como se tivessem uma só alma, e partiam o pão em suas casas; tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração, louvando a Deus e gozando da simpatia de todo o povo. E o Senhor aumentava todos os dias o número dos que deviam salvar se.» (Act 2,42-47) Depois de descrever a vinda do Espírito Santo sobre os discípulos reunidos no cenáculo (cf. Act 2,1-13) e de apresentar (através de um discurso posto na boca de Pedro) um resumo do testemunho dado pelos primeiros discípulos sobre Jesus (cf. Act 2,14-36), Lucas refere o resultado da pregação dos apóstolos: as pessoas aderem em massa (Lucas fala de três mil pessoas que, nesse dia, se juntaram aos discípulos) e nasce a comunidade cristã de Jerusalém (cf. Act 2,37-41). São os primeiros passos de um caminho que a Igreja de Jesus vai percorrer, desde Jerusalém a Roma (o coração do mundo antigo).
5. A comunidade cristã é uma comunidade de partilha. No centro dessa comunidade está o Cristo do amor, do serviço, do dom da vida... O cristão não pode, portanto, viver fechado no seu egoísmo, indiferente à sorte dos outros irmãos. De qualquer forma, somos convidados a percorrer a nossa vida com esperança, olhando para além dos problemas e dificuldades que dia a dia nos fazem tropeçar e vendo, no horizonte, a salvação definitiva. Isto não significa alhearmo-nos da vida presente; mas significa enfrentar as contrariedades e os dramas de cada dia com a serenidade e a paz de quem confia em Deus e no seu amor.
6. Portanto, a Igreja volta a reunir-se com todo o Episcopado Universal diante do trágico momento que é chamada a se congregar para novas mudanças e novos ares ,e assim, como a Comunidade Cristã que nos primeiros tempos viviam caminhando ao lado dos Apóstolos, é chamada a rever as necessidades da Igreja.
7. Aprouve por necessidade voltar meus olhares para o atual momento que a Santa Igreja vive e no necessário de novas mudanças e novos ares, a fim de ''restaurar'' a Barca da Igreja. A comunidade cristã gira em torno de Jesus, constrói-se à volta de Jesus e é d'Ele que recebe vida, amor e paz. Sem Jesus, estaremos secos e estéreis, incapazes de encontrar a vida em plenitude; sem Ele, seremos um rebanho de gente assustada, incapaz de enfrentar o mundo e de ter uma atitude construtiva e transformadora; sem Ele, estaremos divididos, em conflito, e não seremos uma comunidade de irmãos...
8. Portanto com minha autoridade Apostólica, CONVOCO a Igreja ao Sacro Concílio do Vaticano IV a reunir-se para fim de debater as Pautas. CONVOCO os Bispos da Santa Igreja para se reunir em Roma a partir do próximo mês de Maio para unidos dar início aos Trabalhos Conciliares que serão prescedidos por quatro (4) Períodos Conciliares. Obriga-se a participação não somente dos Bispos na situação de ativo, mas também os Bispos na situação de Eméritos para estarem na Cidade Eterna e Roma.
9. Roguemos para que o Espírito Santo desça sobre nós durante este momento e que em sua Igreja faça o seu Pentecostes, para que ao modelo de Cristo, Rei e Bom Pastor, possamos ser ''Igreja em Saída'' (Papa Francisco) e ser a Igreja ecumênica, aberta ao diálogo e à conversão de todos nossos irmãos separados. Peçamos também a Intercessão do Beato Pio IX e dos Santos João XXIII e Paulo VI para que durante a realização do Santo Sínodo, possamos estruturar a Igreja mais à semelhança daquilo que o Espírito Santo desejar.
Dado em Roma junto de São Pedro no dia 26 de abril do Ano do Senhor de 2021, primeiro de meu Pontificado.
+ Benedictus Pp. VII
Pontifex Maximus
Seções:
À Igreja
Ao Clero
Aos Bispos
Concílio do Vaticano IV
Convocação
Papa Bento
Papa Bento VII
Sacro Concílio do Vaticano IV
