BENEDICTUS, EPISCOPUS
SERVUM SERVORUM DEI
AD PERPETUAM REI MEMORIAM
A todos que estas letras chegarem, paz, saúde e bênçãos do Senhor.
1. «A INSTITUIÇÃO EUCARÍSTICA» referida no Evangelho de São Lucas, cujo nos ordena que renovássemos o Sacrifício da Última Ceia, é o momento e centro de todos nós Cristãos. Quer em dias semanais, quer em Dias de Perfeito e aos Domingos, o povo amado de Deus se reúne nos Templos para renovar juntos o Milagre da Eucaristia. Antes de mais, devemos amar a Santa Missa, que tem que ser o centro do nosso dia. Se vivemos bem a Missa, como não havemos de continuar depois o resto da jornada com o pensamento no Senhor, com o desejo irreprimível de não nos afastarmos da sua presença, para trabalhar como Ele trabalhava e amar como Ele amava? Aprendemos então a agradecer ao Senhor mais outra delicadeza: que não tenha querido limitar a sua presença ao instante do Sacrifício do Altar, mas tenha decidido permanecer na Hóstia Santa que se reserva no Tabernáculo, no Sacrário. [1]
2. Comecemos desde já a pedir ao Espírito Santo que nos prepare para podermos entender cada expressão e cada gesto de Jesus Cristo: porque queremos viver vida sobrenatural, porque o Senhor nos manifestou a sua vontade de se dar a cada um de nós em alimento da alma, e porque reconhecemos que só Ele tem palavras de vida eterna. Nós Sacerdotes temos toda a autoridade de vivenciar aquilo que Cristo ordenou aos Apóstolos: «Chegada que foi a hora, Jesus pôs-se à mesa, e com ele os apóstolos. Disse-lhes: - Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer. Pois vos digo: não tornarei a comê-la, até que ela se cumpra no Reino de Deus. Pegando o cálice, deu graças e disse: - Tomai este cálice e distribuí-o entre vós. Pois vos digo: já não tornarei a beber do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus. Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: - Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: - Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós.» (Lc 22, 14-20) Quando ordenados, foi nos dado o poder da Consagração do Corpo e Sangue do Senhor.
3. Meus antecessores, no qual faço veemente memória o Papa Mariano IV, voltou os seus olhos às necessidades da Liturgia e da Celebração da Missa. Confiou então ao desígnio da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos a recriação de uma nova Edição que contém todo o Missal Romano, porém, foi de uma forma desprezado e deixado de lado a reconstrução de nosso Missal Romano, no qual dificulta o livre acesso para a Celebração das Missas em nossa plataforma virtual. O povo de Deus é sedento pela Eucaristia e de sentir-se presente diante de Jesus Eucarístico. Já temos como exemplo as Palavras de São Josemaria «Senhor, que eu não torne a voar colado à terra!, que esteja sempre iluminado pelos raios do divino Sol - Cristo - na Eucaristia!, que o meu vôo não se interrompa enquanto não alcançar o descanso do teu Coração!»
4. Atendendo e vendo a necessidade, ORDENO e CONSTITUO a III Edição do Missal Romano, sob a direção do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, contendo a atualização e revisão deste mesmo, promulgando-o com tudo em necessidade e falta que n'Ele faz. Por fim, queremos dar força de lei a tudo que até aqui expusemos sobre o novo Missal Romano. Tudo o que aqui estabelecemos e ordenamos queremos que seja válido e eficaz, agora e no futuro, não obstante a qualquer coisa em contrário nas Constituições e Ordenações Apostólicas dos nossos predecessores, e outros estatutos, embora dignos de menção e derrogação especiais.
Dado em Roma junto de São Pedro no dia 17 de abril do ano do Senhor de 2021, primeiro de meu Pontificado.
+ Benedictus Pp. VII
Pontifex Maximus
[1] Livro ''É Cristo que passa'' - Pág. 83.
Seções:
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Reforma do Missal Romano
