
JURAMENTO DOS AUXILIARES DO SANTO CONCLAVE
Capela Paulina do Palácio Apostólico
06 de dezembro de 2021, 13 horas.
Reunidos na Capela Paulina, o Camerlengo da Câmara Apostólica, inicia o rito de juramento:
Pres: In nomine Patris, et Filii, + et Spiritus Sancti.
Aux: Amen.
Pres: Pax Vobis.
Aux: Et cum spiritu tuo.
O camerlengo dirige uma curta saudação aos demais irmãos, convidando-os à oração e falando um pouco sobre o dever principal do servir no altar.
Depois, convida a todos à oração, segue-se dizendo:
Pres: Ó Deus, pastor eterno, que governais o vosso rebanho com solicitude constante, no vosso amor de Pai, concedei à Igreja um pastor que vos agrade pela virtude e que vele solícito sobre nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Aux: Amém.
Segue-se a leitura do Evangelho do dia, seguindo-se de uma curta reflexão.
Pres: Leitura do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Aux: Glória a vós, Senhor
Pres: Um dia Jesus estava ensinando. À sua volta estavam sentados fariseus e doutores da Lei, vindos de todas as aldeias da Galileia, da Judeia e de Jerusalém. E a virtude do Senhor o levava a curar. Uns homens traziam um paralítico num leito e procuravam fazê-lo entrar para apresentá-lo. Mas, não achando por onde introduzi-lo, devido à multidão, subiram ao telhado e por entre as telhas o desceram com o leito no meio da assembleia diante de Jesus. Vendo-lhes a fé, ele disse: “Homem, teus pecados estão perdoados”. Os escribas e fariseus começaram a murmurar, dizendo: “Quem é este que assim blasfema?” Conhecendo-lhes os pensamentos, Jesus respondeu, dizendo: “Por que murmurais em vossos corações? O que é mais fácil dizer: ‘teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘levanta-te e anda’? Pois, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder de perdoar pecados — disse ao paralítico — eu te digo: levanta-te, pega o leito e vai para casa”. Imediatamente, diante deles, ele se levantou, tomou o leito e foi para casa, louvando a Deus. Todos ficaram fora de si, glorificavam a Deus e cheios de temor diziam: “Hoje vimos coisas maravilhosas!”
Pres: Palavra da Salvação
Aux: Glória a vós, Senhor
Dirige-se então o camerlengo aos demais:
Pres: Conforme ordena a Constituição Apostólica Universi Domini Gregis I do Papa Paulo VI, procedamos aos juramentos, prometendo sigilo, seguindo-se com a entrada na Clausura.
Tendo chamado o nome do auxiliar, este deve se aproximar e impor a mão no livro dos Evangelhos e pronunciar como segue:
Aux: Eu, N., prometo e juro observar o segredo absoluto e com toda a pessoa que não fizer parte do Colégio dos Cardeais eleitores, e isto perpetuamente, a não ser que receba especial faculdade dada expressamente pelo novo Pontífice eleito ou pelos seus sucessores, acerca de tudo aquilo que concerne direta ou indiretamente às votações e aos escrutínios para a eleição do Sumo Pontífice. De igual modo, prometo e juro de me abster de fazer uso de qualquer instrumento de gravação, de audição, ou de visão daquilo que, durante o período da eleição, se realizar dentro dos confins da Cidade do Vaticano, e particularmente de quanto, direta ou indiretamente, tiver a ver, de qualquer modo, com as operações ligadas à própria eleição. Declaro proferir este juramento, consciente de que uma infração ao mesmo comportará para a minha pessoa aquelas sanções espirituais e canónicas que o futuro Sumo Pontífice, julgar dever adotar. Assim Deus me ajude e estes Santos Evangelhos, que toco com a minha mão.
Depois do último jurando, o camerlengo e todos dizem:
T: Deo gratias.
E em seguida, convida todos à Oração do Pai-nosso.
Pres: Peçamos a intercessão do Senhor sobre o oficio de cada um de nós, de modo especial aos Cardeais que elegerão o novo Romano Pontífice, rezando:
T: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
Segue-se a Oração final, diz o camerlengo:
Pres: Nós agradecemos-Te, ó Senhor, por nos tornar servos e ministros da vossa Palavra. Tornai-nos, conforme a Vossa vontade, solícitos ao vosso chamado e fiéis aos vossos ensinamentos para que, instruídos pelo vosso Espirito Santo, alcancemos todas as bênçãos e graças do Céu. Por Cristo, nosso Senhor.
Aux: Amém.
O camerlengo prossegue com a bênção final e encerra o rito de juramento:
Pres: Dominus vobiscum.
Aux: Et cum Spiritu tuo.
Pres: Benedicat vos omnipotens Deus; Pater, Fílius, + et Spiritus Sanctus
Aux: Amen.
Pres: Ite in pace.
Aux: Deo gratias.
Todos adentram à Clausura e lá permanecem até ao fim do Conclave.