NUNO FARIA DE SOUSA
POR MÊRCE DE DEUS E DA SANTA IGREJA CATÓLICA
MONSENHOR DA SANTA IGREJA,
PREFEITO DO DICASTÉRIO PARA O CULTO DIVINO
E A DICIPLINA DOS SACRAMENTOS.
Veneráveis irmãos,
minhas saudações e benção fraterna.
Quando Cristo Senhor estava para celebrar com os discípulos a ceia pascal, na qual instituiu o sacrifício do seu Corpo e Sangue, mandou preparar uma grande sala mobiliada (Lc 22, 12). A Igreja sempre entendeu que esta ordem lhe dizia respeito e, por isso, foi estabelecendo normas para a celebração da santíssima Eucaristia, no que se refere às disposições da alma, aos lugares, aos ritos, aos textos. O uso correto do rito romano para a celebração da Missa, constitui mais uma prova desta solicitude da Igreja, da sua fé e do seu amor inalterado para com o sublime mistério eucarístico, e da sua tradição contínua e coerente.
Por está razão, este Sagrado Dicastério promove alguns reforços no assunto da matéria litúrgica, para a boa celebração dos mistérios do Senhor, sua glorificação e nossa santificação:
Sacerdotes desempenhar função de Diáconos
1. Nenhum sacerdote servir a missa vestindo as vestes diaconais, a não ser que esta seja presidida pelo Romano Pontífice. Neste caso, trará a estola a tiracolo e sempre a dalmática. Mas, isso só deve acontecer em missas mais solenes. Na ausência de um diácono, um concelebrante pode desempenhar todas as suas funções. [1]
2. Que seja encerrado o costume de sacerdotes servirem como diáconos em celebrações cotidianas do Romano Pontífice, ou de algum bispo. O sacerdote pode desempenhas estas funções utilizando os paramentos presbiterais, utilizando as vestes diaconais apenas em celebrações solenes do Santo Padre.
3. Bispos nunca fazem as vestes de diáconos como vestes diaconais, nem os cardeais, exceto os que estão na ordem diaconal. Os cardeais-diáconos, em celebrações solenes, fazem uso das veste diaconais - juntamente com solidéu e mitra - desempenhando suas função, inclusive, pedindo a benção para a proclamação do evangelho.
Benção para o Evangelho
4. Enquanto se canta o Aleluia ou o outro cântico, assiste ao sacerdote na preparação do turíbulo, se se usar incenso; em seguida, inclinando-se profundamente diante do sacerdote, pede-lhe a bênção. [2]
5. O diácono ou o presbítero ao pedir a benção não se ajoelham, apenas se inclinam. Após a inclinação, deverão realizar a forma prescrita para se pedir a benção: "Dá-me a tua bênção."
6. Bispos não pedem benção para proclamar o evangelho.
Orações e outros elementos que pertencem
a função do Sacerdote
7. Entre as partes da Missa que pertencem ao sacerdote, está em primeiro lugar a Oração eucarística, ponto culminante de toda a celebração. Vêm a seguir as orações: a oração coleta, a oração sobre as oferendas e a oração depois da comunhão. O sacerdote, que preside à assembleia fazendo as vezes de Cristo, dirige estas orações a Deus em nome de todo o povo santo e de todos os presentes. Por isso se chamam “orações presidenciais”.
8. Pertence ainda ao sacerdote presidente anunciar a palavra de Deus e dar a bênção final. Pode ainda introduzir os fiéis, com brevíssimas palavras: na Missa do dia, após a saudação inicial e antes do rito penitencial; na liturgia da palavra, antes das leituras; na Oração eucarística, antes do Prefácio, mas nunca dentro da própria Oração; finalmente, antes da despedida, ao terminar toda a ação sagrada.
9. Como presidente, o sacerdote pronuncia as orações em nome da Igreja e da comunidade reunida, mas, por vezes, também o faz em nome pessoal, para despertar maior atenção e piedade no exercício do seu ministério. Estas orações, propostas para antes da leitura do Evangelho, na preparação dos dons, e antes e depois da comunhão do sacerdote, são ditas em silêncio (“secreto”).
Gestos e atitudes Corporais
10. Os gestos e atitudes corporais, tanto do sacerdote, do diácono e dos ministros, como do povo, visam conseguir que toda a celebração brilhe pela beleza e nobre simplicidade, que se compreenda a significação verdadeira e plena das suas diversas partes e que se facilite a participação de todos. Para isso deve atender-se ao que está definido pelas leis litúrgicas e pela tradição do Rito Romano, e ao que concorre para o bem comum espiritual do povo de Deus, mais do que à inclinação e arbítrio de cada um.
"A atitude comum do corpo, que todos os participantes na celebração devem observar, é sinal de unidade dos membros da
comunidade cristã reunidos para a sagrada Liturgia: exprime e favorece os sentimentos e a atitude interior dos
presentes" (Instrução geral do Missal Romano)
Concelebração
11. Os concelebrantes, na súplica ao Espírito Santo, estendem as duas mãos e não as unem quando o presidente as une para traçar a cruz, repetindo as palavras em voz submissa.
12. Os concelebrantes unem as mãos e estendem a direita para a Narrativa da Paixão (Na noite em que... Do mesmo modo...), repetindo as palavras em voz submissa.
13. Os concelebrantes fazem a vênia quando o presidente fizer genuflexão.
14. As primeiras duas intercessões (Celebrando pois..., E agora nós vos suplicamos...) são rezadas em voz submissa por todos os concelebrantes que permanecem de braços abertos. Os concelebrantes também abrem os braços para o Pai nosso.
Oblação em Jogos Virtuais
15. Cesse, e se proíbe, a utilização da seguinte oração de oblação:
"Tomai todos e comei, isto é o meu corpo que será entregue por vós";
"Tomai todos e bebei, este é o cálice do meu sague, o sangue da eterna aliança que será entregue por vós, para a remissão dos pecados, fazei isso em memória de mim."
15.2. Isso se dá para a preservação da dignidade da sagrada Eucaristia, esta que não se faz presente nos meios virtuais.
Utilização das Insígnias Episcopais
(Instrução Geral para a Celebração Sacramental)
16. A utilização do báculo é restrita para o bispo da igreja que se é celebrado os santos mistérios, isto é, apenas ao bispo (arqui)diocesano, ou arciprestes.
16.2. Se abre acessão para as ordenações.
17. A cruz peitoral é de uso exclusivo dos epíscopos.
Conclusão
Este dicastério coloca-se a disposição para responder dúvidas, e se coloca no papel de proteção e de Zelo da Sagrada Liturgia.
Rogamos a Virgem Santíssima, que rogue, proteja e conduza a glória a nossa santa igreja.
Dado e passado em Roma, ao dia 18 de Abril do ano de 2023.
+ Nuno Faria de Sousa
Prefeito
Notas:
1: Instrução Geral para a Celebração Sacramental, 205 e 206;
2: Missal Romano, IGCS, 216;
