Semanário Litúrgico | Missa Vespertina da Ceia do Senhor


SEMANÁRIO LITÚRGICO
MISSA VESPERTINA DA CEIA DO SENHOR

06/04/2023 

TRÍDUO PASCAL
Missa Vespertina da Ceia do Senhor

Segundo antiga tradição da Igreja, proíbe-se neste dia qualquer Missa sem povo.
 
Na hora mais oportuna da tarde, seja celebrada a Missa da Ceia do Senhor com plena participação de toda a comunidade local, desempenhando todos os sacerdotes e ministros suas respectivas funções.
 
Onde uma razão pastoral exigir, o Ordinário do lugar poderá permitir que se celebre a tarde outra missa, em igrejas e oratórios públicos e semipúblicos. E, em caso de verdadeira necessidade, também pela manhã, mas somente onde não se possa absolutamente participar da Missa vespertina. Cuide-se, porém, que tais celebrações não se façam por interesse particular e em prejuízo da Missa vespertina principal.
 
A comunhão só pode ser dada aos fiéis na própria Missa, mas pode-se levá-la a qualquer hora aos doentes.

RITOS INICIAIS

1. O tabernáculo esteja totalmente vazio. Para a comunhão do clero e do povo, hoje e amanhã, consagre-se na própria Missa a quantidade de pão suficiente.
 2. Reunido o povo, o sacerdote dirige-se ao presbitério com os ministros, durante o canto de entrada.

CANTO DE ENTRADA

QUANTO A NÓS DEVEMOS GLORIAR-NOS NA CRUZ
DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
QUE É NOSSA SALVAÇÃO, NOSSA VIDA,
NOSSA ESPERANÇA DE RESSUREIÇÃO,
É PELO QUAL FOMOS SALVOS E LIBERTOS.

ESTA É A NOITE DA CEIA PASCAL,
A CEIA EM QUE NOSSO CORDEIRO SE IMOLOU.

QUANTO A NÓS DEVEMOS GLORIAR-NOS NA CRUZ
DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
QUE É NOSSA SALVAÇÃO, NOSSA VIDA,
NOSSA ESPERANÇA DE RESSUREIÇÃO,
É PELO QUAL FOMOS SALVOS E LIBERTOS.

ESTA É A NOITE DA CEIA DO AMOR.
A CEIA EM QUE JESUS POR NÓS SE ENTREGOU.

QUANTO A NÓS DEVEMOS GLORIAR-NOS NA CRUZ
DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
QUE É NOSSA SALVAÇÃO, NOSSA VIDA,
NOSSA ESPERANÇA DE RESSUREIÇÃO,
É PELO QUAL FOMOS SALVOS E LIBERTOS.

ESTA É A CEIA DA NOVA ALIANÇA.
A ALIANÇA CONFIRMADA NO SANGUE DO SENHOR.

QUANTO A NÓS DEVEMOS GLORIAR-NOS NA CRUZ
DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
QUE É NOSSA SALVAÇÃO, NOSSA VIDA,
NOSSA ESPERANÇA DE RESSUREIÇÃO,
É PELO QUAL FOMOS SALVOS E LIBERTOS.

2. Chegado ao altar e feita a devida reverência, se põe diante do altar.
Toda a assembleia, de pé, faz o sinal da cruz, enquanto o sacerdote diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Ass.: Amém.

O sacerdote, voltado para o povo e abrindo os braços, saúda-o com a seguinte fórmula:
Pres.: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
Ass.: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

3. O sacerdote, diácono ou outro ministro devidamente preparado poderá, em breves palavras, introduzir os fiéis na missa do dia.

ATO PENITENCIAL

Segue-se o ato penitencial. O sacerdote convida os fiéis à penitência:
Pres.: O Senhor Jesus que nos convida à mesa da Palavra e da Eucaristia, nos chama à conversão. Reconheçamos ser pecadores e invoquemos com confiança a misericórdia do Pai.

Após um momento de silêncio, usa-se a seguinte fórmula:
Pres: Senhor, que lavastes os pés dos discípulos para que tivessem parte convosco, tende piedade de nós.
Ass: Senhor, tende piedade de nós.

Pres: Cristo, que sois o pão da vida descido do céu para que vivêssemos eternamente, tende piedade de nós.
Ass: Cristo, tende piedade de nós.

Pres: Senhor, que no vosso sangue vos fizestes garantia da nova e eterna aliança, tende piedade de nós.
Ass: Senhor, tende piedade de nós.

Segue-se a absolvição sacerdotal:
Pres.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
Ass.: Amém.

HINO DE LOUVOR

5. Diz-se o Glória. Durante o canto, tocam-se os sinos, que permanecerão depois silenciosos até a Vigília Pascal.

GLORIA, A DEUS NAS ALTURAS!
GLORIA, A DEUS NAS ALTURAS!

E PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE. 
NÓS VOS LOUVAMOS, NÓS VOS BENDIZEMOS, 
NÓS VOS ADORAMOS, NÓS VOS GLORIFICAMOS, 
NÓS VOS DAMOS GRAÇAS POR VOSSA IMENSA GLÓRIA. 

GLORIA, A DEUS NAS ALTURAS!
GLORIA, A DEUS NAS ALTURAS!

SENHOR DEUS, REI DOS CÉUS, 
DEUS PAI TODO-PODEROSO
SENHOR FILHO ÚNICO, JESUS CRISTO, 
SENHOR DEUS, CORDEIRO DE DEUS, FILHO DE DEUS PAI. 

GLORIA, A DEUS NAS ALTURAS!
GLORIA, A DEUS NAS ALTURAS!

VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO, 
TENDE PIEDADE DE NÓS. 
VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO, 
ACOLHEI A NOSSA SÚPLICA. 
VÓS QUE ESTAIS À DIREITA DO PAI, TENDE PIEDADE DE NÓS
TENDE PIEDADE DE NÓS.
SÓ VÓS SOIS O SANTO, SÓ VÓS, O SENHOR, 
SÓ VÓS, O ALTÍSSIMO, JESUS CRISTO, 
COM O ESPÍRITO SANTO, 
NA GLÓRIA DE DEUS PAI. 
AMÉM! 

ORAÇÃO DO DIA

6. Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos oram em silêncio, por algum tempo.
Então o sacerdote, abrindo os braços, reza a oração.
Ó Pai, estamos reunidos para a santa ceia, na qual o vosso Filho único, ao entregar-se à morte, deu à sua Igreja um novo e eterno sacrifício, como banquete do seu amor. Concedei-nos, por mistério tão excelso, chegar à plenitude da caridade e da vida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Ass.: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

7. O leitor dirige-se ao ambão para a primeira leitura, que todos ouvem sentados.

PRIMEIRA LEITURA
(Ex 12, 1-8. 11-14)

Ritual da ceia pascal

Leitor: Leitura do Livro do Êxodo.
Naqueles dias, o Senhor disse a Moisés e a Aarão no Egito: “Este mês será para vós o começo dos meses; será o primeiro mês do ano. Falai a toda a comunidade dos filhos de Israel, dizendo: ‘No décimo dia deste mês, cada um tome um cordeiro por família, um cordeiro para cada casa. Se a família não for bastante numerosa para comer um cordeiro, convidará também o vizinho mais próximo, de acordo com o número de pessoas. Deveis calcular o número de comensais, conforme o tamanho do cordeiro. O cordeiro será sem defeito, macho, de um ano. Podereis escolher tanto um cordeiro, como um cabrito: e devereis guardá-lo preso até ao dia catorze deste mês. Então toda a comunidade de Israel reunida o imolará ao cair da tarde.  Tomareis um pouco do seu sangue e untareis os marcos e a travessa da porta, nas casas em que o comerem. Comereis a carne nessa mesma noite, assada ao fogo, com pães ázimos e ervas amargas. Assim devereis comê-lo: com os rins cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. E comereis às pressas, pois é a Páscoa, isto é, a ‘Passagem’ do Senhor! E naquela noite passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até os animais; e infligirei castigos contra todos os deuses do Egito, eu, o Senhor. O sangue servirá de sinal nas casas onde estiverdes. Ao ver o sangue, passarei adiante, e não vos atingirá a praga exterminadora, quando eu ferir a terra do Egito. Este dia será para vós uma festa memorável em honra do Senhor, que haveis de celebrar por todas as gerações, como instituição perpétua.”

Leitor: Palavra do Senhor.
Ass.: Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL

8. O salmista ou o cantor recita o salmo, e o povo o estribilho.

Leitor: O CÁLICE POR NÓS ABENÇOADO É A NOSSA COMUNHÃO COM O SANGUE DO SENHOR.
Ass.: O CÁLICE POR NÓS ABENÇOADO É A NOSSA COMUNHÃO COM O SANGUE DE SENHOR.

Leitor: Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo que ele fez em meu favor? Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor.
Ass.: O CÁLICE POR NÓS ABENÇOADO É A NOSSA COMUNHÃO COM O SANGUE DO SENHOR.

Leitor: É sentida por demais pelo Senhor a morte de seus santos, seus amigos. Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, mas me quebrastes os grilhões da escravidão!
Ass.: O CÁLICE POR NÓS ABENÇOADO É A NOSSA COMUNHÃO COM O SANGUE DO SENHOR.

Leitor: Por isso oferto um sacrifício de louvor, invocando o nome santo do Senhor. Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido.
Ass.: O CÁLICE POR NÓS ABENÇOADO É A NOSSA COMUNHÃO COM O SANGUE DO SENHOR.

SEGUNDA LEITURA
(1Cor 11, 23-26)

Todas as vezes que comerdes deste pão
e beberdes deste cálice, proclamais a morte do Senhor

9. Se houver segunda leitura, o leitor fará no ambão, como acima.

Leitor: Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.
Irmãos: O que eu recebi do Senhor, foi isso que eu vos transmiti: Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória.” Do mesmo modo, depois da ceia, tomou também o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória.” Todas as vezes, de fato, que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, estareis proclamando a morte do Senhor, até que ele venha.

Leitor: Palavra do Senhor.
Ass.: Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

10. Segue-se o Aleluia ou outro canto.

EU VOS DOU UM NOVO MANDAMENTO:
QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS
ASSIM COMO EU VOS AMEI
DISSE O SENHOR
QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS
ASSIM COMO EU VOS AMEI
DISSE O SENHOR.

O SENHOR NA QUINTA-FEIRA SANTA
PÔS ÁGUA NA BACIA E COMEÇOU
A LAVAR OS PÉS DOS SEUS DISCÍPULOS.

EU VOS DOU UM NOVO MANDAMENTO:
QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS
ASSIM COMO EU VOS AMEI
DISSE O SENHOR
QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS
ASSIM COMO EU VOS AMEI
DISSE O SENHOR.

11. Enquanto isso, o sacerdote, se usar incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
Diác.: Dá-me a tua bênção.

O sacerdote diz em voz baixa:
Pres.: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.
Diác.: Amém.

Se não houver diácono, o sacerdote, inclinado diante do altar, reza em silêncio:
Pres.: Ó Deus todo-poderoso purificai-me o coração e os lábios, para que eu anuncie dignamente o vosso santo Evangelho.

EVANGELHO
(Jo 13, 1-15)

Amou-os até o fim

12. O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e as velas, e diz:
Diác. ou Pres.: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.
O diácono ou o sacerdote, fazendo o sinal da cruz no livro e, depois, na fronte, na boca e no peito, diz:
Diác. ou Pres.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
Ass.: Glória a vós, Senhor.

Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.
Diác. ou Pres.: Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: “Senhor, tu me lavas os pés?” Respondeu Jesus: “Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás.” Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!” Mas Jesus respondeu: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo.” Simão Pedro disse: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça.” Jesus respondeu: “Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos.” Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: “Nem todos estais limpos.” Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: “Compreendeis o que acabo de fazer? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz.”

13. Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote diz:
Diác. ou Pres.: Palavra da Salvação.
Ass.: Glória a vós, Senhor.

O sacerdote ou o diácono beija o livro, rezando em silêncio:
Diác. ou Pres.: Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.

HOMILIA

14. Nos domingos e festas de preceito, faça-se a homilia, também recomendável nos outros dias.

LAVA-PÉS

5. Após a homilia, na qual se focalizam os principais mistérios celebrados por esta Missa (a instituição da Sagrada Eucaristia e do sacerdócio, e o mandamento do Senhor sobre a caridade fraterna), procede-se ao lava-pés, se razões pastorais o aconselharem.
 
6. As pessoas escolhidas são levadas pelos ministros aos bancos preparados em um lugar conveniente. O sacerdote (retirando a casula, se necessário) aproxima-se de cada um, lavando-lhe e enxugando-lhe os pés, auxiliado pelos ministros.
 
7. Enquanto se realiza o lava-pés, cantam-se algumas das seguintes antífonas ou outros cantos apropriados.
 
 CANTO

JESUS ERGUENDO-SE DA CEIA
JARRO E BACIA TOMOU
LAVOU OS PÉS DOS DISCÍPULOS
ESTE EXEMPLO NOS DEIXOU
AOS PÉS DE PEDRO INCLINOU-SE
Ó MESTRE, NÃO POR QUEM ÉS

NÃO TERÁS PARTE COMIGO
SE NÃO LAVAR OS TEUS PÉS!

ÉS O SENHOR, TU ÉS O MESTRE
OS MEUS PÉS NÃO LAVARÁS
O QUE ORA FAÇO NÃO SABES
MAS DEPOIS COMPREENDERÁS
SE EU VOSSO MESTRE E SENHOR
VOSSOS PÉS HOJE LAVAREI

LAVAI OS PÉS UNS DOS OUTROS
EIS A LIÇÃO QUE VOS DEI!

EIS COMO IRÃO RECONHECER-VOS
COMO DISCÍPULOS MEUS
SE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS
DISSE JESUS PARA OS SEUS
DOU-VOS NOVO MANDAMENTO
DEIXO AO PARTIR NOVA LEI

QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS
ASSIM COMO EU VOS AMEI!

8. Logo após o lava-pés ou, onde foi omitido, após a homilia, faz-se a oração dos fiéis.
 
Omite-se o Creio.
ORAÇÃO DOS FIÉIS

16. Em seguida, faz-se a oração universal ou dos fiéis.

Pres.: Através desta Santa Missa, nos tornamos contemporâneos dos Mistérios que celebramos. Como mais um no Cenáculo, cada um de nós eleve ao Senhor incessantes preces pela Santa Igreja e por todo o mundo. Por isso, após o leitor propor a intenção da prece, teremos um breve tempo de silêncio para rezarmos na intenção proposta, e em seguida diremos juntos:
Ass.: Cristo, Pão vivo descido dos céus, escutai-nos!

1. Rezemos pelo Sumo Pontífice, o doce Cristo na Terra, o nosso Papa Inocêncio.

2. Oremos por todos os padres, cujas vocações nasceram hoje do coração de Cristo Sumo e Eterno Sacerdote.

3. Oremos pelos que não fazem parte da Santa Igreja Católica, para que abandonando os seus erros sejam consumados na unidade que Cristo hoje pediu.

4.  Oremos pelos nossos irmãos que partiram desta vida marcados com o sinal da fé.
(Outras intenções).

Pres.: Deus, que no admirável da Eucaristia, nos conservastes o memorial de vossa Paixão, dai-nos, vos pedimos, que adorando e recebendo os vossos Sagrados Mistérios, vivamos em nós os frutos da Redenção. Vós que viveis e reinas para sempre.
Ass.: Amém.

LITURGIA EUCARÍSTICA

PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS

17. Inicia-se o canto do ofertório, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice e o missal.

18. Convém que os fiéis manifestem a sua participação, trazendo o pão e o vinho para a celebração da Eucaristia, ou outros dons para auxílio da comunidade e dos pobres.

CANTO

ONDE O AMOR E A CARIDADE,
DEUS AÍ ESTÁ! 

CONGREGOU-NOS NUM SÓ CORPO O AMOR DE CRISTO
EXULTEMOS, POIS, E NELE JUBILEMOS.
AO DEUS VIVO NÓS TEMAMOS, MAS AMEMOS.
E, SINCEROS, UNS AOS OUTROS, NOS QUEIRAMOS.

ONDE O AMOR E A CARIDADE,
DEUS AÍ ESTÁ! 

TODOS JUNTOS, NUM SÓ CORPO CONGREGADOS:
PELA MENTE NÃO SEJAMOS SEPARADOS!
CESSEM AS LUTAS, CESSES AS RIXAS, DISSENSÕES,
MAS ESTEJA EM NOSSO MEIO CRISTO DEUS!

ONDE O AMOR E A CARIDADE,
DEUS AÍ ESTÁ! 

JUNTO UM DIA, COM OS ELEITOS, NÓS VEJAMOS
TUA FACE GLORIOSA, CRISTO DEUS:
GÁUDIO PURO, QUE É IMENSO E QUE AINDA VEM,
PELOS SÉCULOS DOS SÉCULOS. AMÉM.

19. O sacerdote, de pé, toma a patena com o pão e, elevando-a um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Pres.: Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.
Em seguida, coloca a patena como pão sobre o corporal.

Se não houver canto ao ofertório, poderá o sacerdote recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Ass.: Bendito seja Deus para sempre!

20. O diácono ou o sacerdote derrama vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio:
Pres.: Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.

21. Em seguida, o sacerdote toma o cálice e, elevando-o um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Pres.: Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos e que para nós se vai tornar vinho da salvação.
Coloca o cálice sobre o corporal.

Se não houver canto ao ofertório, poderá o sacerdote recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Ass.: Bendito seja Deus para sempre!

22. O sacerdote, inclinado, reza em silêncio:
Pres.: De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, nosso Deus.

23. Se for oportuno, incensa as oferendas e o altar. Depois, o diácono ou o ministro incensa o sacerdote e o povo.

24. O sacerdote, de pé, ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Pres.: Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados.

CONVITE À ORAÇÃO

25. No meio do altar e voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, o sacerdote diz:
Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
Ass.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.

26. Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote reza a oração sobre as oferendas.
Pres.: Concedei-nos, ó Deus, a graça de participar dignamente da Eucaristia, pois todas as vezes que celebramos este sacrifício em memória do vosso Filho, torna-se presente a nossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass.: Amém.

PREFÁCIO
Eucaristia, sacrifício e sacramento de Cristo

27. Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.

Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
Pres.: Corações ao alto.
Ass.: O nosso coração está em Deus.

O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres.: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
Ass.: É nosso dever e nossa salvação.

O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.
Pres.: Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Ele, verdadeiro e eterno sacerdote, oferecendo-se a vós pela nossa salvação, instituiu o Sacrifício da nova Aliança e mandou que o celebrássemos em sua memória. Sua carne, imolada por nós, é o alimento que nos fortalece. Seu sangue, por nós derramado, é a bebida que nos purifica. Por essa razão, os anjos do céu, as mulheres e homens da terra, unidos a todas as criaturas, proclamamos, jubilosos, vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz:
Ao final, une as mãos e, com o povo, canta ou diz em voz alta:
Ass.: Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

Ou, faça-se cantado:

CANTO

SANTO, SANTO, SANTO, 
SENHOR, DEUS DO UNIVERSO!
O CÉU E A TERRA PROCLAMAM A VOSSA GLÓRIA.
HOSANA NAS ALTURAS!
BENDITO O QUE VEM EM NOME,
EM NOME DO SENHOR!
HOSANA NAS ALTURAS!
HOSANA NAS ALTURAS!

ORAÇÃO EUCARÍSTICA I
(Cânon Romano)

80. O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Pai de misericórdia, a quem sobem nossos louvores, nós vos pedimos por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso,
    une as mãos e traça o sinal da cruz sore o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo:
que abençoeis + estas oferendas apresentadas ao vosso altar.
Ass.: Abençoai nossa oferenda, ó Senhor!

O sacerdote, de braços abertos, prossegue:
Pres.: Nós as oferecemos pela vossa Igreja santa e católica: concedei-lhe paz e proteção, unindo-a num só corpo e governando-a por toda a terra. Nós as oferecemos também pelo vosso servo o papa João, por nosso bispo N., e por todos os que guardam a fé que receberam dos apóstolos.
Ass.: Conservai a vossa Igreja sempre unida!

81. Memento dos vivos
1C: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas N. N.
    Une as mãos e reza em silêncio.
    De braços abertos, prossegue:
e de todos os que circundam este altar, dos quais conheceis a fidelidade e a dedicação em vos servir. Eles vos oferecem conosco este sacrifício de louvor por si e por todos os seus, e elevam a vós as suas preces para alcançar o perdão de suas faltas, a segurança em suas vidas e a salvação que esperam.
Ass.: Lembrai-vos, ó Pai, de vossos filhos!

82. "Infra actionem"
2C: Em comunhão com toda a Igreja, celebramos este dia santo em que nosso Senhor Jesus Cristo foi entregue por nós. Veneramos também a mesma Virgem Maria e seu esposo São José, os santos apóstolos e mártires: Pedro e Paulo, André, Tiago e João, Tomé, Tiago e Filipe, Bartolomeu e Mateus, Simão e Tadeu, Lino, Cleto, Clemente, Sisto, Cornélio e Cipriano, Lourenço e Crisógono, João e Paulo, Cosme e Damião, e todos os vossos Santos. Por seus méritos e preces concedei-nos sem cessar a vossa proteção. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.
Ass.: Em comunhão com toda a Igreja aqui estamos.

88. O sacerdote, com os braços abertos. continua:
Pres.: Recebei, ó Pai, com bondade, a oferenda dos vossos servos e de toda a vossa família; dai-nos sempre a vossa paz, livrai-nos da condenação e acolhei-nos entre os vossos eleitos.
    Une as mãos.
Por Cristo, Senhor nosso. Amém.

90. Estendendo as mãos sobre as oferendas, diz:
Pres.: Dignai-vos, ó Pai, aceitar e santificar estas oferendas, a fim de que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.
Ass.: Santificai nossa oferenda, ó Senhor!
    O sacerdote une as mãos.

91. Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
Pres.: NA NOITE EM QUE IA SER ENTREGUE, PARA PADECER PELA SALVAÇÃO DE TODOS, ISTO É, HOJE,
    Toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue:
ELE TOMOU O PÃO EM SUAS MÃOS,
    eleva os olhos.
ELEVOU OS OLHOS A VÓS, Ó PAI, DEU GRAÇAS E O PARTIU E DEU A SEUS DISCÍPULOS.
    Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la.

92. Então prossegue:
Pres.: DO MESMO MODO, AO FIM DA CEIA,
    Toma o cálice nas mãos, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue:
ELE TOMOU O CÁLICE EM SUAS MÃOS, DEU GRAÇAS NOVAMENTE E O DEU A SEUS DISCÍPULOS.
    Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e faz genuflexão para adorá-lo.

93. Em seguida, diz:
Pres.: EIS O MISTÉRIO DA NOSSA FÉ!
Ass.: ANUNCIAMOS, SENHOR, A VOSSA MORTE E PROCLAMAMOS A VOSSA RESSURREIÇÃO. VINDE, SENHOR JESUS!

94. O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Celebrando, pois, a memória da paixão do vosso Filho, da sua ressurreição dentre os mortos e gloriosa ascensão aos céus, nós, vossos servos, e também vosso povo santo, vos oferecemos, ó Pai, dentre os bens que nos destes, o sacrifício perfeito e santo, pão da vida eterna e cálice da salvação.
Ass.: Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!

95. Prossegue, de braços abertos:
Pres.: Recebei, ó Pai, esta oferenda, como recebestes a oferta de Abel, o sacrifício de Abraão e os dons de Melquisedeque.

96. Une as mãos e inclina-se, dizendo:
Pres.: Nós vos suplicamos que ela seja levada à vossa presença, para que, ao participarmos deste altar, recebendo o Corpo e o Sangue de vosso Filho,
    ergue-se e faz sobre si o sinal da cruz, dizendo:
sejamos repletos de todas as graças e bênçãos do céu.
    Une as mãos.
Por Cristo, Senhor nosso. Amém.
Ass.: Recebei, ó Senhor, a nossa oferta.

97. Memento dos defuntos.

O sacerdote, de braços abertos, diz:
3C: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas N. N. que partiram desta vida, marcados com o sinal da fé.
    Une as mãos e reza em silêncio.
    De braços abertos, prossegue:
A eles, e a todos os que adormeceram no Cristo, concedei a felicidade, a luz e a paz.
    Une as mãos.
Por Cristo, Senhor nosso. Amém.
Ass.: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos.

98. Bate no peito dizendo:
4C: E a todos nós pecadores,
    de braços abertos, prossegue:
que confiamos na vossa imensa misericórdia, concedei, não por seus méritos, mas por vossa bondade, o convívio dos Apóstolos e Mártires: João Batista e Estêvão, Matias e Barnabé, Inácio, Alexandre, Marcelino e Pedro; Felicidade e Perpétua, Águeda e Luzia, Inês e Cecília, Anastácia e todos os vossos santos.
    Une as mãos:
Por Cristo, Senhor nosso.
Ass.: Concedei-nos o convívio dos eleitos.

99. E o sacerdote prossegue:
4C: Por ele não cessais de criar e santificar estes bens e distribuí-los entre nós.

100. Ergue o cálice e a patena com a hóstia, dizendo:
Pres.: Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.
Ass.: Amém.

RITO DA COMUNHÃO

125. Tendo colocado o cálice e a patena sobe o altar, o sacerdote diz unindo as mãos:
Pres.: Antes de participar do banquete da Eucaristia, sinal de reconciliação e vínculo de união fraterna, rezemos, juntos, como o Senhor nos ensinou:
    O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
Ass.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

126. O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador.
Ass.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

127. O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja, dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
    O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
Ass.: Amém.

128.  O sacerdote, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
Ass.: O amor de Cristo nos uniu.

129. Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote acrescenta estas palavras ou outras semelhantes:
Diác. ou Pres.: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.
    E todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz e a caridade; o sacerdote saúda o diácono ou o ministro.

130. Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
Pres.: Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.

131. Enquanto isso, canta-se ou recita-se:
Ass.: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

Ou, faça-se cantado:

CANTO

CORDEIRO DE DEUS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
TENDE PIEDADE DE NÓS.

CORDEIRO DE DEUS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
TENDE PIEDADE DE NÓS.

CORDEIRO DE DEUS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
DAI-NOS A PAZ.

Essas palavras podem ser repetidas várias vezes,  se a fração do pão se prolonga. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.

132. O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que, cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me dos meus pecados e de todo mal; pelo vosso Corpo e pelo vosso Sangue, dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.
    Ou:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento  e remédio para minha vida.

133. O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia e, elevando-a sobre a patena, diz em vos alta, voltado para o povo:
Pres.: Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
    E acrescenta, com o povo, uma só vez:
Ass.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

COMUNHÃO

134. O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
Pres.: Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
    Comunga o Corpo de Cristo. Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
Pres.: Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
    Comunga o Sangue de Cristo.

135. Toma a patena ou o cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão comungar, diz a cada um:
O Corpo de Cristo.
    O que vai comungar responde:
Amém.

O diácono, ao distribuir a sagrada comunhão, procede do mesmo modo.

136. Se houver comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito.

137. Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da comunhão.

CANTO

EU QUIS COMER ESTA CEIA AGORA,
POIS VOU MORRER JÁ CHEGOU MINHA HORA.

TOMAI, COMEI É MEU CORPO
E MEU SANGUE QUE DOU.
VIVEI NO AMOR! EU VOU PREPARAR
A CEIA NA CASA DO PAI. 

COMEI O PÃO; É MEU CORPO IMOLADO
POR VÓS, PERDÃO PARA TODO PECADO.

TOMAI, COMEI É MEU CORPO
E MEU SANGUE QUE DOU.
VIVEI NO AMOR! EU VOU PREPARAR
A CEIA NA CASA DO PAI. 

E VAI NASCER DO MEU SANGUE A ESPERANÇA,
O AMOR, A PAZ; UMA NOVA ALIANÇA.

TOMAI, COMEI É MEU CORPO
E MEU SANGUE QUE DOU.
VIVEI NO AMOR! EU VOU PREPARAR
A CEIA NA CASA DO PAI. 

138. Terminada a comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.

Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que está dádiva temporal  se transforme pra nós em remédio eterno.

139. O sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar um momento de silêncio ou recitar algum salmo ou canto de louvor.

DEPOIS DA COMUNHÃO

140. De pé, junto à cadeira ou ao altar, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo em silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida, o sacerdote abrindo os braços, diz a oração "Depois da comunhão."
Saciados pelo vosso sacramento, nós vos pedimos, ó Deus: como pela morte do vosso Filho nos destes esperar o que cremos, dai-nos pela sua ressurreição alcançar o que buscamos. Por Cristo, nosso Senhor
Ass.: Amém.

TRANSLADAÇÃO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

15. Terminada a oração, o sacerdote, de pé ante o altar, põe incenso no turíbulo e, ajoelhando-se, incensa três vezes o Santíssimo Sacramento. Recebendo o véu umeral, toma o cibório e o recobre com o véu.
 
16. Forma-se a procissão, precedida pelo cruciferário, para conduzir o Santíssimo Sacramento, com tochas e incenso, pela igreja até o local da reposição, preparado numa capela devidamente ornada. Durante a procissão canta-se.

CANTO

DEUS DE AMOR NÓS TE ADORAMOS NESTE SACRAMENTO
CORPO E SANGUE QUE FIZESTE NOSSO ALIMENTO.
ÉS O DEUS ESCONDIDO, VIVO E VENCEDOR.
A TEUS PÉS DEPOSITAMOS TODO NOSSO AMOR.

MEUS PECADOS REDIMISTE SOBRE A TUA CRUZ,
COM TEU CORPO E COM TEU SANGUE, Ó SENHOR JESUS.
SOBRE OS NOSSOS ALTARES, VÍTIMA SEM PAR,
TEU DIVINO SACRIFÍCIO QUERES RENOVAR.

NO CALVÁRIO SE ESCONDIA TUA DIVINDADE,
MAS AQUI TAMBÉM SE ESCONDE A TUA HUMANIDADE:
CREIO EM AMBAS E PEÇO, COMO O “BOM LADRÃO”,
NO TEU REINO, ETERNAMENTE, TUA SALVAÇÃO

CREIO EM TI, RESSUSCITADO, MAIS QUE SÃO TOMÉ.
MAS AUMENTA NA MINH’ALMA O PODER DA FÉ.
GUARDA MINHA ESPERANÇA, CRESCE O MEU AMOR.
CREIO EM TI, RESSUSCITADO, MEU DEUS E SENHOR!

Ó JESUS QUE NESTA VIDA PELA FÉ EU VEJO,
REALIZA, EU TE SUPLICO, ESTE MEU DESEJO:
VER-TE, ENFIM, FACE A FACE, MEU DIVINO AMIGO,
LÁ NO CÉU, ETERNAMENTE, SER FELIZ CONTIGO. 
 
17. Quando a procissão chega ao local da reposição, o sacerdote deposita o cibório no tabernáculo. Colocado o incenso no turíbulo, ajoelha-se e incensa o Santíssimo Sacramento, enquanto se canta Tão sublime sacramento. Em seguida, fecha-se o tabernáculo.
 
CANTO

TANTUM ERGO SACRAMENTUM
VENEREMUR CERNUI,
ET ANTIQUUM DOCUMENTUM
NOVO CEDAT RITUI.
PRAESTET FIDES SUPPLEMENTUM
SENSUUM DEFECTUI.

GENITORI GENITOQUE
LAUS ET JUBILATIO.
SALUS, HONOR, VIRTUS QUOQUE
SIT ET BENEDICTIO!
PROCEDENTI AB UTROQUE
COMPAR SIT LAUDATIO!

AMEN.
 
18. Após alguns momentos de adoração silenciosa, o sacerdote e os ministros fazem genuflexão e voltam a sacristia.
 
19. Retiram-se as toalhas do altar e, se possível, as cruzes da igreja. Convém velar as que não possam ser retiradas.
 
20. Os que participarem da Missa vespertina não rezam as vésperas.
 
21. Os fiéis sejam exortados a adorarem o Santíssimo, durante algum tempo da noite, segundo as circunstancias do lugar. Contudo, após a meia-noite esta adoração seja feita sem nenhuma solenidade.
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