Carta Apostólica “Misericordiæ Iubilate” - Convocação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia

CARTA APOSTÓLICA

Misericordiæ Iubilate

DO SUMO PONTÍFICE

Mariano

PELO QUAL SE PROCLAMA O

JUBILEU EXTRAORDINÁRIO DA MISERICÓRDIA


A todos os que lerem, saúde, paz e bênção apostólica.


«Misericordes Sicut Pater» (ou Misericordiosos como o Pai) é o convite ao Cristão a voltar-se ao Pai, a contemplar o Seu coração, e a viver uma vida de humildade, de misericórdia e de compaixão com aquele que precise de nós. “Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus.” (cf. 1João 4,7). É em torno deste amor que giramos, pois “misericordioso é aquele que tem compaixão da miséria alheia” (Stº. António de Lisboa).


Podemos pensar no momento do enamoramento de Deus por nós em sua Kenose, que a considero como perfeita e plena epifania da Misericórdia de Deus que se dá em Cristo na Cruz: “Ele, existindo em forma divina, não se apegou ao ser igual a Deus, mas despojou-se, assumindo a forma de escravo e tornando-se semelhante ao ser humano.” (cf. Fl 2, 6-7) entretanto essa mesma Misericórdia à vista do Senhor, em nós, é implacável. E somos chamados a refletir sobre o nosso modus misericordiæ e a forma em que vivemos, dia-a-dia, a forma de sermos misericordiosos com o mundo.


O grande paradoxo do amor é este mesmo: “Quem quer salvar a sua vida vai perdê-la, mas quem perder a vida por mim e pelo Evangelho vai encontrá-la.” (cf. Mc 8,35) de modo a que “o amor mais perfeito é o correspondido […] no qual a vontade da pessoa se une (inere) ao ser da outra” (São Tomás de Aquino).


E olhando ao que a igreja vivenciou no ano de dois mil e vinte e três, julgo necessário sermos estes discípulos da misericórdia. Pois: “A Misericórdia torna o homem mais leve e ao mesmo tempo solto para Deus.” (Trecho da Homilia do Santo Padre Inocêncio IV, 2020). E também porque estamos nas vésperas do 15° Aniversário do nosso apostolado, julgo necessário uma preparação forte para o próximo ano que se avizinha, onde celebraremos então o grande Jubileu Eclesial. E eu mesmo o disse neste Natal: “Cristo nasceu para nos mostrar o significado da Misericórdia” (Da Homilia do Natal do Senhor, Missa do dia, do Papa Mariano IV) e é voltados para Ele que entendemos a Misericórdia de um Deus que, desceu do alto e fez-se Carne igual a nós.


Então, chamados a vivermos a Misericórdia de Deus, em nosso meio, até porque é mesmo Ele que O diz: “O meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11, 30); Eu, através desta Carta Apostólica Iubilate Misericordiæ, DETERMINO o Santo Jubileu Extraordinário da Misericórdia para toda a orbe Habbletiana com início na Festa do Batismo do Senhor, no oitavo dia do mês de janeiro do ano da encarnação do Senhor de 2024, Ano Litúrgico B.


Do mesmo modo estendo às Sés de Roma; às Basílicas-Menores; às Sés Catedrais e às Igrejas Matrizes das Vigararias o direito de abrir as Portas Santas da Misericórdia, onde todos possam entrar, renovando o convite: “Abri as portas a Cristo e deixai-O entrar!” (S. João Paulo II).


O Jubileu Extraordinário da Misericórdia deve concluir ao entardecer do dia 8 de dezembro deste mesmo ano, com o encerramento das Portas Santas. Neste ano de Graça e Benção do Senhor, todos aqueles que passarem estas portas alcançarão a Indulgência Plenária seguindo todas as normas prescritas no Manual de Indulgências.


Do mesmo modo àqueles que estejam sob pena de excomunhão e passarem por esta porta, manifestando verdadeiro arrependimento e com desejo de retornar em comunhão com a Santa Sé, pode fazê-lo, tendo em vista que é um ano de Misericórdia.


Que Maria, Mãe de Misericórdia, conceda-nos a graça de vivermos este ano Santo focados no convite do Senhor: “Vem e segue-me” (cf. Lc 18, 22).


Dado em Roma, junto a São Pedro, no dia 3 de janeiro do ano de 2024, primeiro do meu Pontificado.


Marianvs, PP. V

Pontifex Maximus

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