EXORTAÇÃO APOSTÓLICA
INTELLECTUS ET SAPIENTIA
SOBRE O USO DO LATIM
NAS CELEBRAÇÕES NO HABBLET HOTEL
DO SUMO PONTÍFICE,
LEÃO, BISPO
SERVO DOS SERVOS DE DEUS
PARA PERPÉTUA MEMÓRIA.
Aos veneráveis irmãos Cardeais, Arcebispos, Bispos, Presbíteros e a todos os Fiéis do Habblet Hotel, graça e paz da parte de Nosso Senhor Jesus Cristo!
INTRODUÇÃO
1. Desde os primórdios da Santa Igreja, a língua latina foi usada como instrumento de unidade e de transmissão da fé. Como ensina o Papa São João XXIII na Constituição Apostólica Veterum Sapientia, “o latim, por sua própria natureza, é particularmente apto para promover qualquer forma de cultura entre os povos”[1]. Esta língua sagrada moldou a liturgia, a teologia e os documentos magisteriais da Igreja ao longo dos séculos.
2. Entretanto, como nos recorda o Concílio Vaticano II, “o uso da língua vernácula pode ser útil para o povo”[2]. A Igreja, em sua sabedoria, reconhece a necessidade de adaptar-se às realidades pastorais, sem jamais perder de vista a sacralidade da liturgia.
3. Considerando a natureza do Habblet Hotel como um espaço onde a maioria dos fiéis fala a língua portuguesa, julgamos necessário esclarecer e orientar sobre o uso do latim nas celebrações litúrgicas dentro desta plataforma.
I.
O VALOR DO LATIM NA IGREJA
4. O latim é, sem dúvida, um tesouro da Igreja. Ele expressa a universalidade da fé e a continuidade da Tradição Apostólica. Como afirmou o Papa Bento XVI: “o latim exprime de modo excelente a unidade e a identidade da Igreja”[3].
5. A Igreja sempre promoveu seu estudo e preservação, pois nele se encontram os mais importantes textos da Tradição: a Vulgata de São Jerônimo, os escritos dos Padres da Igreja e os documentos dos Sumos Pontífices.
6. Além disso, a Missa celebrada em latim segundo o rito extraordinário tem um profundo valor espiritual e cultural. Como afirmou São Pio X, “a liturgia é a fonte primária e indispensável do verdadeiro espírito cristão”[4]
II.
A PRIMAZIA DA LÍNGUA VERNÁCULA NO HABBLET HOTEL
7. A liturgia, contudo, não deve ser apenas uma expressão de beleza e tradição, mas também um meio eficaz de evangelização e santificação dos leigos.
8. No contexto do Habblet Hotel, onde a grande maioria dos usuários tem como língua materna o português, a Igreja, em sua prudência pastoral, exorta os sacerdotes e ministros a utilizarem o vernáculo nas celebrações litúrgicas.
9. Esta exortação não significa uma rejeição ao latim, mas sim uma aplicação do ensinamento de São Paulo: “se não proferirdes com a língua uma palavra inteligível, como se poderá compreender o que dizeis?”[5].
10. Como ensina o Concílio Vaticano II: “nas missas celebradas com participação do povo, pode-se dar à língua vernácula um lugar adequado”[6].
11. Portanto, exortamos que, nas celebrações litúrgicas do Habblet Hotel, deve-se priorizar a língua portuguesa (seja do Brasil ou de Portugal), para que todos possam compreender e participar plenamente do Santo Sacrifício da Missa.
III.
O USO DA LITURGIA LATINA NA FORMA EXTRAORDINÁRIA
12. Embora a língua vernácula seja a mais adequada para a evangelização no Habblet Hotel, reconhecemos e permitimos que a forma extraordinária do Rito Romano seja celebrada em latim por aqueles que desejarem e que estejam devidamente preparados para tal.
13. Como estabeleceu o Papa Bento XVI no Motu Proprio Summorum Pontificum, “o Missal Romano promulgado por São Pio V deve ser respeitado como uma expressão válida da Lex Orandi da Igreja”[7]
14. Assim, os sacerdotes que desejarem celebrar a Santa Missa no rito extraordinário podem fazê-lo, contanto que os fiéis que dela participem estejam cientes da liturgia e devidamente preparados para acompanhá-la.
15. Contudo, para as missas dominicais e solenidades com ampla participação do povo no Habblet Hotel, recomenda-se fortemente o uso do vernáculo, conforme a prática ordinária da Igreja.
IV.
EXORTAÇÃO FINAL
16. Exortamos, portanto, todos os ministros ordenados, catequistas e fiéis do Habblet Hotel a zelarem pelo equilíbrio entre a tradição e a acessibilidade da liturgia.
17. O latim continuará a ser um tesouro da Igreja, mas sua aplicação deve levar em conta a necessidade pastoral de evangelização e compreensão da fé.
18. Como nos ensina a Escritura: “a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo”[8]. Para que a liturgia seja verdadeiramente um meio de santificação, deve ser acessível ao coração e à mente dos leigos.
19. Pedimos a intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, para que nos guie na fidelidade à Santa Tradição e no zelo pela evangelização.
20. Abençoo-vos a todos, confiando esta exortação ao cuidado paternal do eterno Pai, que deseja que todos conheçam e vivam plenamente o Mistério de Cristo.
Dado em Latrão, sede apostólica e Diocesana de Roma, aos 19 dias de março do ano do Senhor de 2025, Jubileu da Esperança e primeiro do meu pontificado e Solenidade de São José, Esposo da Virgem Santa Maria.
Referências:
[1] São João XXIII, Veterum Sapientia, 22 de fevereiro de 1962.
[2] Concílio Vaticano II, Sacrosanctum Concilium, 36.
[3] Bento XVI, Summorum Pontificum, 7 de julho de 2007.
[4] São Pio X, Tra Le Sollecitudini, 22 de novembro de 1903.
[5] cf. 1Cor 14,9.
[6] Concílio Vaticano II, Sacrosanctum Concilium, 54
[7] Bento XVI, Summorum Pontificum, 7 de julho de 2007.
[8] cf. Rm 10,17.

