Livreto | Missa Inaugural do Ministério Petrino do Papa Leão V


MISSA SOLENE 
INAUGURAL DO
MINISTÉRIO PETRINO
COM ENTRONIZAÇÃO E
COROAÇÃO PONTIFÍCIA
DO PAPA
LEÃO V

Praça de São Pedro - 18.03.2025

TU ÉS PEDRO,
E SOBRE ESTA PEDRA,
EDIFICAREI A MINHA
IGREJA - Cf. MT 16, 18.

RITOS INICIAIS

PROCISSÃO AO TÚMULO DE SÃO PEDRO

1. O Santo Padre, acompanhado pelos Cardeais Diáconos e pelos cerimoniários, sai da sacristia da Basílica de São Pedro em direção ao túmulo do Apóstolo. Os demais concelebrantes aguardam na Praça de São Pedro.

Ant. Tu es Petrus, et super hanc petram,
Aedificabo ecclesiam meam,
et portae inferi non praevalebunt eam. (Cf. Mt 16, 18-19)

2. Enquanto a procissão se dirige ao túmulo, o Mestre de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice queima a estopa três vezes, pronun\ciando as palavras: Pater Sancte, sic transit gloria mundi! Antes que estas palavras sejam solenemente proclamadas, todos os que acompanham a procissão voltam-se para o Santo Padre e se ajoelham.

3. Ao chegarem ao túmulo de São Pedro, o Santo Padre depõe a mitra e a férula, ajoelhando-se no genuflexório para um momento de oração. Enquanto isso, os Cardeais Diáconos que o acompanham retiram as insígnias papais e organizam-se para a continuidade da procissão.

4. Concluído o momento de oração pessoal, o Santo Padre se levanta e recebe o turíbulo, com o qual incensa o túmulo de São Pedro. Em seguida, retoma a férula e a mitra, e a comitiva segue em procissão de volta à Praça de São Pedro.

5. Durante a procissão, entoam-se as laudes papais, que devem ser cantadas por um solista e respondidas por todos.

CANTO

— CHRISTUS VINCIT! CHRISTUS REGNAT! CHRISTUS IMPERAT!
— CHRISTUS VINCIT! CHRISTUS REGNAT! CHRISTUS IMPERAT!

— EXAUDI, CHRISTE
— EXAUDI, CHRISTE

— ECCLESIAE SANTAE DEI SALUS PERPETUA
— REDEMPTOR MUNDI, TU ILLAM ADIUVA
— SANCTA MARIA, TU ILLAM ADIUVA
— SANCTA MATER ECCLESIAE, TU ILLAM ADIUVA
 REGINA APOSTOLORUM, TU ILLAM ADIUVA
— SANCTE MICHAEL, GABRIEL ET RAPHAEL TU ILLAM ADIUVA
— SANCTE IOANNES BAPTISTA, TU ILLAM ADIUVA
— SANCTE IOSEPH, TU ILLAM ADIUVA

— CHRISTUS VINCIT! CHRISTUS REGNAT! CHRISTUS IMPERAT!
— EXAUDI, CHRISTE.
— EXAUDI, CHRISTE.

— LEO, SUMMO PONTIFICI ET UNIVERSALI PAPE, VITA!
— SALVATOR MUNDI, TU ILLUM ADIUVA
— SANCTE PETRE, TU ILLUM ADIUVA
— SANCTE PAULE, TU ILLUM ADIUVA

— CHRISTUS VINCIT! CHRISTUS REGNAT! CHRISTUS IMPERAT!
— EXAUDI, CHRISTE.
— EXAUDI, CHRISTE.

— EPISCOPIS CATHOLICAE ET APOSTOLICAE FIDEI CULTORIBUS,
— EORUMQUE CURIS FIDELIBUS, VITA!
— SALVATOR MUNDI, TU ILLOS ADIUVA
— SANCTE ANDREA, TU ILLOS ADIUVA
— SANCTE IACOBE, TU ILLOS ADIUVA
— SANCTE IOANNES, TU ILLOS ADIUVA
— SANCTE THOMA, TU ILLOS ADIUVA
— SANCTE IACOBE, TU ILLOS ADIUVA
— SANCTE PHILIPPE, TU ILLOS ADIUVA
— SANCTE BARTHOLOMAEE, TU ILLOS ADIUVA
— SANCTE MATTHAEE, TU ILLOS ADIUVA
— SANCTE SIMON, TU ILLOS ADIUVA
— SANCTE THADDAEE, TU ILLOS ADIUVA
— SANCTE MATTHIA, TU ILLOS ADIUVA
— SANCTE BARNABA, TU ILLOS ADIUVA
— SANCTE LUCA, TU ILLOS ADIUVA
— SANCTE MARCE, TU ILLOS ADIUVA
— SANCTI TIMOTHEE ET TITE, VOS ILLOS ADIUVATE

— CHRISTUS VINCIT! CHRISTUS REGNAT! CHRISTUS IMPERAT!
— EXAUDI, CHRISTE.
— EXAUDI, CHRISTE.

— IPSI SOLI IMPERIUM,
— LAUS ET IUBILATIO
— PER SAECULA SAECULORUM.
— AMEN

— CHRISTUS VINCIT! CHRISTUS REGNAT! CHRISTUS IMPERAT!

— TEMPORA BONA HABEANT! TEMPORA BONA HABEANT!
— REDEMPTI SANGUINE CHRISTI.
— FELICITER! FELICITER! FELICITER!
— PAX CHRISTI VENIAT!
— REGNUM CHRISTI VENIAT!
— DEO GRATIAS!
— AMEN

SANTA MISSA

SAUDAÇÃO

Chegado ao altar, mesmo que se cante a Ladainha, esta conclui-se com o cantico Deo Gratias, Amen e segue-se logo de imediato para a Antífona de Entrada (Introito). O presidente beija o altar e incensa-o.

6. Terminado o canto de entrada, o sacerdote e os fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o sacerdote, voltado para o povo, diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho ✠ e do Espírito Santo.
O povo responde:
Ass.: Amém.

7. Em seguida, o sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo:
Pres.: A paz esteja convosco.
E o povo responde:
Ass.: Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.

8. O sacerdote, o diácono ou outro ministro, poderá, com brevíssimas palavras, introduzir os fiéis na Missa do dia.

ATO PENITENCIAL

9. O sacerdote convida os fiéis ao ato penitencial:
Pres.: Irmãos e irmãs, reconheçamos os nossos pecados, para celebrarmos dignamente dos santos mistérios.
Após um momento de silêncio, o sacerdote diz:
Confessemos os nossos pecados.
E todos rezam:
Ass.: Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões,
e, batendo no peito, dizem:
por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.
Segue-se a absolvição sacerdotal:
Pres.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
O povo responde:
Ass.: Amém.

10. Seguem as invocações Senhor, tende piedade de nós (Kýrie, eléison), caso já não tenham ocorrido no ato penitencial.

CANTO

— KYRIE, KYRIE ELEISON.
— KYRIE, KYRIE ELEISON.

— CHRISTE, CHRISTE, ELEISON.
— CHRISTE, CHRISTE ELEISON.

— KYRIE, KYRIE ELEISON.
— KYRIE, KYRIE ELEISON.

RITOS DE ENTRONIZAÇÃO

11. O Santo Padre se assenta em seu trono, sem mitra.

ORAÇÃO

12. Os 3 cardeais seguintes, aproximam-se dele, de mitra, impõem as mãos sobre sua cabeça e dizem:

Cardeal-Bispo de Palestrina (Daniel Pedro Card. Águeda)Deus, que estais presente, sem distinção, sempre que a mente devota o invoca, sede presente, Vos pedimos, sobre nós e sobre este vosso servo Enrico José Montini, que escolhestes para cume da comunidade apostólica e para juiz de seu povo, infundi nele, que chegou a esta dignidade, o dom das maiores bênçãos, para que ele exerça o ofício supremo a que vós o elevastes à dignidade da sucessão petrina.

Cardeal-Bispo de Porto-Santa Rufina (Dom Lucas Card. Reys)Deus Todo-Poderoso, nós Vos suplicamos, pelo efeito de seu costumeiro amor, que derrameis sobre este vosso servo, Enrico José Montini, a graça do Espírito Santo, para que este servo que se constitui misteriosamente a cabeça da nossa Igreja, seja fortalecido com a plenitude da virtude à missão a ele confiada pelo Espirito Santo à igreja de Cristo.

Cardeal-Bispo di Óstia (Dom Mauro Baroni Cardeal Moretti): Oremos. Deus, que quisestes que o Apóstolo Pedro detivesse o primeiro lugar na comunhão interior dos apóstolos, para que o cristianismo universal vencesse o mal, pedimos que olheis propício sobre este vosso servo, Enrico José Montini, que tendo assumido a cátedra humildemente, será subitamente elevado ao trono do Príncipe dos Apóstolos, que sendo ele elevado a esta alta dignidade, possa também acumular méritos e virtudes; e suportar o encargo de reger a Igreja Universal; ajudai-o, tornai-o digno de Vós, e  abençoai-o para que possa substituir os vícios pelos méritos. Que ele, que sucede o principe dos apóstolos guie a santa Igreja, Esposa de Cristo com sabedoria e em abundantes bênçãos.

Em seguida, o Cardeal Proto-diácono diante do Santo Padre impõe o pálio enquanto diz:
Recebei o pálio, que representa a plenitude da Instituição Pontifícia para a honra do Altíssimo Deus, e a glória da Virgem Maria, sua Mãe, e dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, e da Santa Igreja Romana.

Depois, enquanto coloca os cravos no Pálio, diz:
Seja contigo o Principe dos Apostólos, São Pedro, o qual sucedes.

Em seguida, o Decano, Cardeal-Bispo de Óstia, aproxima-se do Santo Padre e impõe-lhe o anel do pescador no dedo enquanto diz:
Recebe o anel do pescador, seja para vos sinal de união a Igreja de Cristo, a qual é confiada vosso governo, seja para vós também símbolo de vosso poder temporal.
E é o primeiro, em representação dos Cardeais a saudar o Sumo Pontífice.

13. Em seguida, os demais Cardeais em representação de todo o Clero dirige-se ao Santo Padre e saúda-o com um gesto de comunhão e obediência, sem solídeu.


Enquanto isso, canta-se:

TU ES PETRUS,
ET SUPER HANC PETRAM,
ÆDIFICABO ECCLESIAM MEAM.
ET PORTÆ INFERII NON PRAEVALEBUNT
ADVERSUS EAM.

GLÓRIA

14. Prossegue-se com o Hino do Glória:

GLORIA IN EXCELSIS DEO!
ET IN TERRAPAX HOMÍNIBUS.
BONÆ VOLUNTATIS,
BONÆ VOLUNTATIS.

1. NÓS VOS LOUVAMOS, NÓS VOS BENDIZEMOS,
NÓS VOS ADORAMOS, NÓS VOS GLORIFICAMOS,
NÓS VOS DAMOS GRAÇAS POR VOSSA IMENSA GLÓRIA.
SENHOR DEUS, REI DOS CÉUS, DEUS PAI TODO-PODEROSO.
SENHOR, FILHO UNIGÊNITO, JESUS CRISTO.

2. SENHOR DEUS, CORDEIRO DE DEUS, FILHO DE DEUS PAI.
VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
TENDE PIEDADE DE NÓS.
VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
ACOLHEI A NOSSA SÚPLICA.
VÓS QUE ESTAIS À DIREITA DO PAI,
TENDE PIEDADE DE NÓS.

3. SÓ VÓS SOIS O SANTO, SÓ VÓS, O SENHOR,
SÓ VÓS, O ALTÍSSIMO, JESUS CRISTO,
COM O ESPÍRITO SANTO,
NA GLÓRIA DE DEUS PAI,
NA GLÓRIA DE DEUS PAI.

AMÉM.
ORAÇÃO COLETA

15. Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos oram com o sacerdote, por algum tempo, em silêncio.
Então o sacerdote, de braços abertos, profere a oração Coleta; 
Deus todo-poderoso, na aurora dos novos tempos, confiastes a São José o cuidado dos mistérios da salvação humana; por sua intercessão, concedei à vossa Igreja conservá-los fielmente e levá-los à plenitude. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
ao terminar, o povo aclama:
Ass.: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

PRIMEIRA LEITURA
2Sm 7, 4-5a. 12-14a. 16

Eu serei para ele um pai
e ele será para mim um filho.

16. O leitor dirige-se ao ambão e proclama a primeira leitura, que todos ouvem sentados. 

Leitura do Segundo Livro de Samuel

Naqueles dias, a Palavra do Senhor foi dirigida a Natã nestes termos: Vai dizer ao meu servo Davi: ‘Assim fala o Senhor: Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então, suscitarei, depois de ti, um filho teu, e confirmarei a sua realeza. Será ele que construirá uma casa para o meu nome, e eu firmarei para sempre o seu trono real. Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre diante de mim, e teu trono será firme para sempre’”.

Para indicar o fim da leitura, o leitor aclama:
Palavra do Senhor.
Todos respondem:
Ass.: Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL

17. O salmista ou o cantor canta ou recita o salmo, e o povo, o refrão.

— Eis que a vossa descendência durará eternamente.

— Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” E a vossa lealdade é tão firme como os céus.
— Eis que a vossa descendência durará eternamente.

— “Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor. Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado!”
— Eis que a vossa descendência durará eternamente.

— Ele, então, me invocará: “Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!” Guardarei eternamente para ele a minha graça e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel.
— Eis que a vossa descendência durará eternamente.

SEGUNDA LEITURA
Rm 4, 13. 16-18. 22

Eu fiz de ti pai de muitos povos.

18. Se houver uma segunda leitura, o leitor proclama do ambão, como descrito acima.

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos

Irmãos, não foi por causa da Lei, mas por causa da justiça que vem da fé, que Deus prometeu o mundo como herança a Abraão ou à sua descendência. É em virtude da fé que alguém se torna herdeiro. Logo, a condição de herdeiro é uma graça, um dom gratuito, e a promessa de Deus continua valendo para toda a descendência de Abraão, tanto para a descendência que se apega à Lei, quanto para a que se apoia somente na fé de Abraão, que é o pai de todos nós. Pois está escrito: “Eu fiz de ti pai de muitos povos”. Ele é pai diante de Deus, porque creu em Deus que vivifica os mortos e faz existir o que antes não existia. Contra toda a humana esperança, ele firmou-se na esperança e na fé. Assim, tornou-se pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: “Assim será a tua posteridade”. Esta sua atitude de fé lhe foi creditada como justiça.

Para indicar o fim da leitura, o leitor aclama:
Palavra do Senhor.
Todos respondem:
Ass.: Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

19. Segue o Louvor a vós, ó Cristo, Rei da eterna Glória ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico.

LAUS TIBI CHRISTE.
REX ÆTERNÆ GLORIÆ.
LAUS TIBI CHRISTE,
REX ÆTERNÆ GLORIÆ.

TU ES PETRUS, ET SUPER HANC PETRAM,
ÆDIFICABO ECCLESIAM MEAM.
ET PORTÆ INFERII NON PRAEVALEBUNT
ADVERSUS EAM.

20. Enquanto isso, o sacerdote, quando se usa incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono, que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se profundamente diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios, para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho ✠ e do Espírito Santo.
O diácono faz o sinal da cruz e responde:
Amém.

Se não houver diácono, o sacerdote, inclinando-se diante do altar, reza em silêncio:
Ó Deus todo-poderoso, purificai-me o coração e os lábios, para que eu possa anunciar dignamente o vosso santo Evangelho.

EVANGELHO
Lc 2, 41-51a

21. O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e velas, e diz:
O Senhor esteja convosco.
O povo responde: 
Ass.: Ele está no meio de nós.

O diácono ou o sacerdote diz:
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
e, enquanto isso, faz o sinal da cruz sobre o livro e, depois, sobre si mesmo, na fronte, na boca e no peito.
O povo aclama:
Ass.: Glória a vós, Senhor.

Então o diácono ou o sacerdote, se for o caso, incensa o livro, e proclama o Evangelho.
Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas. Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente.

22. Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote aclama:
Palavra da Salvação.
Todos respondem:
Ass.: Glória a vós, Senhor.

Depois beija o livro, dizendo em silêncio:
Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.

HOMILIA

23. Em seguida, faz-se a homilia, que compete ao sacerdote ou diácono; ela é obrigatória em todos domingos e festas de preceito e recomendada também nos outros dias.

CREDO

24. No lugar do símbolo niceno-constantinopolitano, pode-se usar, sobretudo nos tempos da Quaresma e Páscoa, a profissão de fé batismal da Igreja Romana, o assim chamado símbolo dos Apóstolos:
Ass.: Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, 
Às palavras seguintes, até Virgem Maria, todos se inclinam.
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.

ORAÇÃO DOS FIÉIS

25. Terminada a Profissão da Fé, o celebrante convida o povo à oração com as seguintes palavras:
Pres.: Irmãos e irmãs, elevemos a Deus nossas preces, confiantes na intercessão de São José, patrono da Igreja, pedindo por nosso Santo Padre, o Papa Leão V, e por toda a Igreja de Cristo, dizendo:
Ass.: Vos rogamos, ouvi-nos.

1. Pelo nosso Santo Padre, o Papa Leão V, para que, sustentado pela graça divina e inspirado pelo exemplo de São José, exerça seu ministério com sabedoria, humildade e fortaleza, guiando o povo de Deus na fidelidade ao Evangelho, roguemos ao Senhor.

2. Pela Santa Igreja de Deus, para que, sob a condução do novo Sucessor de Pedro, cresça na unidade, na santidade e no zelo missionário, sendo sempre sinal vivo do amor e da misericórdia de Cristo no mundo, roguemos ao Senhor.

3. Pelos pastores do povo de Deus, bispos, sacerdotes e diáconos, para que, fortalecidos pelo Espírito Santo, sejam fiéis servidores da Palavra e dos Sacramentos, conduzindo com retidão o rebanho confiado a seus cuidados, roguemos ao Senhor.

4. Pelos governantes das nações, para que, inspirados pelo exemplo de São José, governem com justiça e promovam a paz, o bem comum e a dignidade de cada ser humano, especialmente dos mais pobres e necessitados, roguemos ao Senhor.

5. Pelas famílias cristãs, para que encontrem em São José um modelo de fidelidade, amor e confiança em Deus, e sejam verdadeiras igrejas domésticas, onde floresça a fé e a caridade, roguemos ao Senhor.

6. Por todos os que sofrem, especialmente os doentes, os perseguidos e os marginalizados, para que encontrem na Igreja o amparo de Deus e a solidariedade dos irmãos, roguemos ao Senhor.

7. Por nós aqui reunidos, para que, fortalecidos pela graça deste momento solene, sejamos discípulos fiéis de Cristo e colaboradores ativos na edificação do Reino de Deus, roguemos ao Senhor.

Terminadas as preces, o celebrante conclui dizendo:
Pres.: Deus eterno e todo-poderoso, que confiastes a São José a missão de proteger vosso Filho e a Virgem Maria, ouvi as nossas súplicas e concedei-nos a graça de seguir seu exemplo de fé e obediência. Por Cristo, nosso Senhor.
O povo responde:
Ass.: Amém.

LITURGIA EUCARÍSTICA

OFERTÓRIO

26. Inicia-se o canto da preparação das oferendas, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice, a pala e o Missal.

CANTO DO OFERTÓRIO

TU ES PASTOR OVIUM, PRINCEPS APOSTOLORUM:
TIBI TRADIDIT DEUS OMNIA REGNA MUNDI.
ET IDEO TIBI TRADITÆ SUNT CLAVES REGNI CÆLORUM.

QUODCUMQUE LIGAVERIS SUPER TERRAM, ERIT LIGATUM ET IN CÆLIS:
ET QUODCUMQUE SOLVERIS SUPER TERRAM, ERIT SOLUTUM ET IN CÆLIS.
ET IDEO TIBI TRADITÆ SUNT CLAVES REGNI CÆLORUM.

27. Convém que os fiéis expressem sua participação trazendo uma oferenda, seja pão e vinho para a celebração da Eucaristia, seja outro donativo para auxílio da comunidade e dos pobres.

28. O sacerdote, de pé junto ao altar, recebe a patena com o pão em suas mãos e, levantando-a um pouco sobre o altar, diz em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.
Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corporal.
Se o canto da preparação das oferendas não continuar, o sacerdote poderá recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Bendito seja Deus para sempre!

29. O diácono ou o sacerdote coloca vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio:
Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.

30. Em seguida, o sacerdote recebe o cálice em suas mãos e, elevando-o um pouco sobre o altar, diz em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar vinho da salvação.
Coloca o cálice sobre o corporal.
Se o canto da preparação das oferendas não continuar, o sacerdote poderá recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Bendito seja Deus para sempre!

31. Em seguida o sacerdote, profundamente inclinado, reza em silêncio:
De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.

32. E, se for oportuno, incensa as oferendas, a cruz e o altar. Depois, o diácono ou outro ministro incensa o sacerdote e o povo.

33. Em seguida, o sacerdote, de pé ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Lavai-me, Senhor, de minhas faltar e purificai-me do meu pecado.

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

34. Estando, depois, no meio do altar a voltado para o povo, o sacerdote estende e une as mãos e diz:
Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que esta nossa família, reunida em nome de Cristo, possa oferecer um sacrifício que seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
O povo se levanta e responde:
Ass.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.

35. Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote profere a oração sobre as oferendas
Pres.: Senhor, assim como São José se dedicou com amor e fidelidade ao serviço do vosso Filho unigênito, nascido da Virgem Maria, fazei que também nós sirvamos de coração puro aos mistérios do vosso altar. Por Cristo, nosso Senhor.
Ao terminar, o povo aclama:
Ass.: Amém.

ORAÇÃO EUCARÍSTICA

PREFÁCIO
A missão de São José 

36. Este prefácio é rezado na Solenidade de São José e nas missas da sua memória.

Pres.: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.

Pres.: Corações ao alto.
Ass.: O nosso coração está em Deus.

Pres.: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
Ass.: É nosso dever e nossa salvação.

Abrindo os braços, diz:
Pres.: Na Verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus todo-poderoso, e na solenidade de São José, louvar, bendizer e proclamar vossa grandeza. Ele, homem justo, dado por esposo à Virgem Mãe de Deus, servo fiel e prudente, foi posto à frente da vossa família para cuidar como pai do vosso Filho Unigênito, concebido pelo poder do Espírito Santo, Jesus Cristo, Senhor nosso. Por ele, os Anjos vos louvam, as Dominações vos adoram, as Potestades vos referenciam; os céus e as Forças celestes, com os beatos Serafins, unidos e exultantes vos celebram. Concedei, também a nós, associar-nos a seus louvores, cantando a uma só voz:
37. Unindo as mãos, canta ou reza com o povo:


SANCTUS, SANCTUS, SANCTUS,
DOMINUS DEO SABAOTH.
PLENI SUNT CÆLI ET TERRA
GLORIA TUA.

HOSSANA IN EXCELSIS, HOSSANA IN EXCELSIS.
HOSSANA, HOSSANA, HOSSANA.
HOSSANA IN EXCELSIS, HOSSANA IN EXCELSIS.
HOSSANA, HOSSANA, HOSSANA.

BENEDICTUS QUI VENIT,
IN NOMINE DOMINI.
QUI VENIT, QUI VENIT,
IN NOMINE DOMINI.

HOSSANA IN EXCELSIS, HOSSANA IN EXCELSIS.
HOSSANA, HOSSANA, HOSSANA.
HOSSANA IN EXCELSIS, HOSSANA IN EXCELSIS.
HOSSANA, HOSSANA, HOSSANA.

ORAÇÃO EUCARÍSTICA, III

38. O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Na verdade, vós sois Santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir para vós um povo que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr do sol, um sacrifício perfeito.

39. Une as mãos e, estendendo-as sobre as oferendas, diz:
Pres.: Por isso, ó Pai, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas
une as mãos e traça o sinal da cruz, ao mesmo tempo sobre o pão e o cálice, dizendo:
a fim de que se tornem o Corpo e ✠ o Sangue de vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo,
une as mãos
que nos mandou celebrar estes mistérios.


40. O relato da instituição da Eucaristia seja proferido de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
Pres.:  Na noite em que ia ser entregue,
toma o pão
e, mantendo-o m pouco acima do altar, prossegue:
— Jesus tomou o pão,
— pronunciou a bênção de ação de graças, 
— partiu e o deu a seus discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, colocando-a na patena e genuflete em adoração.

41. Então prossegue:
Pres.: — Do mesmo modo, no fim da Ceia,
toma o cálice nas mãos
e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:
— ele tomou o cálice em suas mãos, 
— pronunciou a bênção de ação de graças,
— e o deu a seus discípulos.
Mostra o cálice ao povo, colocando-o sobre o corporal e genuflete em adoração.


42. Em seguida, diz:
Pres.:  Mistério da fé!
A assembleia aclama: 
 Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus.

43. O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Celebrando agora, ó Pai, o memorial da paixão redentora do vosso Filho, da sua gloriosa ressurreição e ascensão ao céu, e enquanto esperamos a sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício vivo e santo. Olhai com bondade a oblação da vossa Igreja e reconhecei nela o sacrifício que nos reconciliou convosco; concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, repletos do Espírito Santo, nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.

1C. Que o mesmo Espírito faça de nós uma oferenda perfeita para alcançarmos a herança com os vossos eleitos: a santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, São José, seu esposo, os vossos santos Apóstolos e gloriosos Mártires, (Santo do dia ou padroeiro) e todos os Santos, que não cessam de intercer por nós na vossa presença.

2C. Nós vos suplicamos, Senhor, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja que caminha neste mundo com o vosso servo o Papa Leão, que hoje é Entronizado e Coroado como Pastor da vossa Igreja, com os bispos do mundo inteiro, os presbíteros e diáconos, os outros ministros e o povo por vós redimido. Atendei propício às preces desta família, que reunistes em vossa presença. Reconduzi a vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.

3C. Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória,
une as mãos
por Cristo, Senhor nosso. Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.

CANTO

44. Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:
— POR CRISTO, COM CRISTO, E EM CRISTO,
— A VÓS, DEUS PAI TODO-PODEROSO, 
— NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO, 
— TODA HONRA E TODA GLÓRIA, 
— POR TODOS OS SÉCULOS 
— DOS SÉCULOS.
A assembleia aclama: 
Ass.: AMÉM!

RITO DA COMUNHÃO

ORAÇÃO DO SENHOR

45. Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, de mãos unidas:
Pres.: — Obedientes à Palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:
O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:

— PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS, 
— SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME;
— VENHA A NÓS O VOSSO REINO, 
— SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, 
— ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU. 
— O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE; 
— PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS, 
— ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS 
— A QUEM NOS TEM OFENDIDO; 
— E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO, 
— MAS LIVRAI-NOS DO MAL.

46. O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
O sacerdote une as mãos.
O povo conclui a oração, aclamando:
Ass.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

47. O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós que sois Deus com o Pai e o Espírito Santo.
O povo responde:
Ass.: Amém.

48. O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
O povo responde:
Ass.: O amor de Cristo nos uniu.

RITO DA PAZ

49Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote diz:
Em Jesus, que nos tornou todos irmãos e irmãs, saudai-vos com um sinal de reconciliação e de paz.

E, todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz, a comunhão e a caridade; o sacerdote dá a paz ao diácono e aos outros ministros.

50. Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos faça participar da vida eterna.


51. Enquanto isso, canta-se ou recita-se:
AGNUS DEI QUI TOLLIS PECCATA MUNDI:
MISERERE NOBIS. MISERERE NOBIS.

AGNUS DEI QUI TOLLIS PECCATA MUNDI:
MISERERE NOBIS. MISERERE NOBIS.

AGNUS DEI QUI TOLLIS PECCATA MUNDI:
DONA NOBIS PACEM, DONA NOBIS PACEM.
DONA NOBIS PACEM, DONA NOBIS PACEM.

Essas palavras podem ser repetidas ainda mais vezes, se a fração do pão se prolongar. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.

52. Em seguida, o sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que, cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me por este vosso santíssimo Corpo e Sangue dos meus pecados e de todo mal; dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.
Ou:
Senhor Jesus Cristo, vosso Corpo e vosso Sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam proteção e remédio para minha vida.

53. O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia na mão e, elevando-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres.: Felizes os convidados para o banquete nupcial do Cordeiro. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
Ass.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

COMUNHÃO

54. O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
O Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
E reverentemente comunga o Corpo de Cristo.

Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
O Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
E reverentemente comunga o Sangue de Cristo.

55. Em seguida, toma a patena ou o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:
O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
Amém.
E comunga.

O diácono ou o ministro extraordinário da distribuição da sagrada Comunhão, o distribuir a sagrada Comunhão, procede do mesmo modo.

56. Se houver Comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito na Instrução Geral sobre o Missal Romano, n. 281-287.

57. Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da Comunhão.

CANTO DE COMUNHÃO

JOSEPH, FILI DAVID, NOLI TIMERE
ACCIPERE MARIAM CONIUGEM TUAM:
QUOD ENIM IN EA NATUM EST,
DE SPIRITU SANCTO EST.

1.QUI PASCIS ISRAEL, INTENDE,
QUI DEDUCIS VELUT OVEM JOSEPH.

2. DEUS VIRTUTUM, CONVERTERE,
RESPICE DE CAELO ET VIDE ET VISITA VINEAM ISTAM.

3. ET NON DISCENDEMUS A TE, VIVIFICABIS NOS,
ET NOMEN TUUM INVOCABIMUS, DOMINE.

58. Terminada a Comunhão, o sacerdote, o diácono ou  o acólito purifica a patena e o cálice.

Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno.

59. Então o sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou preferir um salmo ou outro cântico de louvor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO

60. De pé, reza a oração depois da comunhão:
Pres.: Oremos.
E após breves momentos de silêncio, diz:
Pres.: Senhor, que na solenidade de São José alimentastes neste altar a vossa família, defendei-a sempre com a vossa proteção e conservai nela os vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.
O povo responde:
Ass.: Amém.

COROAÇÃO PONTIFÍCIA

PROCISSÃO

61. Neste momento, os cerimoniários apresentam o turíbulo. O Santo Padre impõe incenso no turíbulo, abençoa e incensa a tiara pontifícia. 

62. Em seguida, o proto-diácono segura a Tiara Pontifícia e dirige-se, junto com o Papa, o Decano e os cerimoniários em Procissão para a Sacada das Bênçãos da Praça de São Pedro Enquanto isso, canta-se a Ladainha de todos os Santos.

63. Na sacada, o Santo Padre toma assento na Cátedra ali preparada. O Cardeal Decano aproxima-se dele e diz a seguinte Oração:
O Deus eterno e todo poderoso que pelos vossos santos e santas ajudem no auxilio deste vosso servo, o papa Leão, para que com tal auxilio desenvolva com sabedória o ministério que hoje se inicia. Por Cristo Nosso Senhor.
Todos respondem:
Ass.: Amém.

64. E dirige-se para o lado do Santo Padre. O proto-diácono retira a mitra e dirige-se ao Santo Padre, tendo a tiara em mãos e eleva-a sobre a cabeça enquanto diz:
Recebei a tiara, ornada de três coroas, e sabei que sois Pai de Príncipes e Reis, pastor de toda a terra e Vigário do Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem é dada toda honra por todos os séculos dos séculos. Amém
65. E impõe a Tiara sobre a cabeça do Papa. Todos ajoelham-se, enquanto os Sinos da Basílica de São Pedro repicam solenemente e de executa a Marcha Pontifícia.

BÊNÇÃO URBI ET ORBI.

66. Abrindo os braços sobre o povo, o Santo Padre diz:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
O povo responde: 
Ass.: Ele está no meio de nós.

67. E concede a bênção com indulgência plenária:
Pres.: Que os Santos Apóstolos Pedro e Paulo, dos quais no poder e julgamento confiamos, estes intercedam por nós até o Senhor.
O povo responde: 
Ass.: Amém.

Pres.: Que por meio das orações e dos méritos da Santíssima Sempre-Virgem Maria, de São Miguel Arcanjo, de São João Batista, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e de todos os santos, o Deus omnipotente mostre compaixão à vós, e quando perdoados todos os vossos pecados, Jesus Cristo vos conduza à vida eterna.
O povo responde: 
Ass.: Amém.

Pres.: Que o Senhor Todo Poderoso e misericordioso vos conceda indulgência +, absolvição +, e remissão + de todos os vossos pecados, espaço para um verdadeiro e frutuoso arrependimento, mesmo o coração arrependendo-se sempre, e a benção da vida, a graça, a consolação do Espírito Santo e perseverança final nas boas obras.
O povo responde: 
Ass.: Amém.

68. E traça a cruz sobre o povo, dizendo:
Pres.: E que a bênção de Deus Todo Poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo desça sobre vós e permaneça sempre.
O povo responde: 
Ass.: Amém.

69. Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, de mãos unidas:
A alegria do Senhor seja a vossa força; ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
O povo responde:
Ass.: Graças a Deus.

70. Então o Papa retira-se da Sacada e dirige-se em Procissão para a Basílica de São Pedro, para saudar a imagem de São Pedro.
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