Carta “Ut Unum Sint” evocativa a eclosão aos dois anos do início do cisma

CARTA EVOCATIVA
“UT UNUM SINT”
PELOS DOIS ANOS DO GRANDE CISMA
DE SUA SANTIDADE
JOÃO PAULO IX
BISPO DA SANTA SÉ APOSTÓLICA HABBLETIANA,
SUMO PONTÍFICE,
PONTÍFICE MÁXIMO,
SERVO DOS SERVOS DE DEUS.

Aos fiéis, clérigos, religiosos e religiosas, aos amigos e defensores da verdadeira Igreja de Cristo no Habblet Hotel: paz e bênção em Nosso Senhor Jesus Cristo.

“Ut unum sint.” (Jo 17, 21). Foi este o último desejo do Coração de Cristo na véspera de Sua Paixão. Que todos sejam um. E é por esta unidade que hoje escrevo, com o coração pesado, mas confiante, ao recordar os acontecimentos que, há exatos dois anos, feriram a comunhão da Igreja de forma trágica e profunda.

Durante o pontificado do meu venerado predecessor, João XII, cuja memória será para sempre honrada como a de um verdadeiro mártir da integridade e da justiça, deu-se um dos momentos mais sombrios da nossa história eclesial: a eclosão do cisma.

Na calada da noite, quando “os lobos atacam o rebanho e o pastor está impedido de o defender” (cf. At 20,29), um golpe arquitetado por homens consumidos pela luxúria, ambição e desobediência tomou forma. Homens esses que, tendo sido admoestados pelo Pontífice por práticas contrárias ao Evangelho — notadamente, escândalos sexuais envolvendo clérigos e leigos —, revoltaram-se contra a correção fraterna e a autoridade legítima, conforme prescreve o cân. 1371 do Código de Direito Canônico.

O líder desse movimento, Enrico Rivera, excomungado latae sententiae pela sua rebeldia e depravação, atraiu outros nomes outrora respeitados como Giovanni Coppa, Dimitri Abramov e Thiago Montini, formando um núcleo de rebelião, sustentado não na fé, mas na vaidade e no desejo de usurpar o trono de Pedro.

A verdade é esta, e não pode ser silenciada: a divisão nasceu do pecado, e o cisma brotou da corrupção. “O homem que provoca divisões, depois de adverti-lo uma primeira e uma segunda vez, evita-o.” (Tt 3,10).

O que mais fere é saber que foram homens que conheceram a Verdade, que comungaram conosco, que beijaram o altar sagrado e pronunciaram os votos da fidelidade a Cristo e à Sua Igreja, que depois se tornaram instrumentos de destruição. Como Judas, traíram com um beijo. Como Lúcifer, caíram por orgulho.

Com pesar, registramos que a heresia infiltrou-se unida à soberba, e encontraram força nas ruínas da extinta seita pseudo-católica do Habblive, que, mesmo caída, ainda fermentava o espírito de confusão e oposição ao Magistério.

Mas Deus, na sua Providência infinita, jamais abandona a Sua Esposa.
“As portas do Inferno não prevalecerão contra Ela.” (Mt 16,18)

Nestes dois anos que se passaram, vimos de tudo: abandono, traição, zombaria, ameaças. Chegamos a ser quatro, mas éramos quatro fiéis. E onde dois ou três estão reunidos em Seu nome, ali está o Senhor (cf. Mt 18,20). A unidade foi salva não pela força dos homens, mas pela ação do Espírito Santo.

Neste tempo de dores, a semente da fé foi regada com lágrimas, mas hoje dá frutos de perseverança. Estamos às portas do 15º Jubileu de fundação da Igreja no Habblet Hotel, e como é belo ver que mesmo os vendavais não arrancaram a árvore plantada com o suor dos primeiros pioneiros.

Elevo com emoção sincera a minha gratidão a todos os que, no silêncio ou no combate, permaneceram fiéis à Cátedra de Pedro. A história vos recordará como defensores da unidade, e o Céu vos recompensará.

Com especial honra, restituo solenemente o título de Magno ao Papa João XII, reconhecendo sua firmeza e santidade em tempos tão conturbados. Como um Leão, combateu; como um Cordeiro, sofreu. Que seu nome brilhe entre os outros pontífices, como alguém que defendeu a Igreja e foi um mártir nas mãos dos injustos.

Exorto, pois, todos os católicos: não vos deixeis vencer pelo espírito da divisão. “Sede simples como as pombas e prudentes como as serpentes” (cf. Mt 10,16). Guardai a fé. Evitai discussões vãs. Respondei ao mal com o bem.

Olhando para trás, reconhecemos: há dois anos, o próprio Senhor, com mão forte, purificou o templo, como outrora fez em Jerusalém (cf. Jo 2,15). E hoje, com o templo limpo, erguemos o nosso “Te Deum”, pois somos testemunhas de que a fidelidade de Deus não falha.

Peço orações pela verdadeira reconciliação — não com os traidores da fé que persistem na soberba, mas com os que desejam, sinceramente, retornar ao redil. Como o Pai do Filho Pródigo, a Igreja está de braços abertos para os arrependidos, mas jamais negociará com o erro.

Que São Pio X, guardião da ortodoxia, nos inspire; que São Pedro, príncipe dos Apóstolos, interceda por esta Sé Apostólica; e que Maria Santíssima, Mãe da Igreja, nos envolva com seu manto de proteção.

In Te, Domine, speravi, non confundar in aeternum.”

Dado em Roma, no Gabinete Pontifício do Palácio Apostólico, aos vinte e quatro dias de maio do Ano Jubilar da Esperança de 2025, primeiro do meu Pontificado.

JOÃO PAULO PP. IX
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