DOM JOÃO PAROLIN STUDIZINSKI
CARTA EVANGÉLICA
Pax Donum Dei et Officium Ecclesiae
Aos Eminentíssimos e Reverendíssimos Senhores Cardeais, aos Excelentíssimos e Reverendíssimos senhores Bispos, aos Reverendíssimos Presbíteros e Diáconos, aos Diletos Seminaristas, aos Superiores, Religiosos e Religiosas, e aos Fiéis Leigos e Leigas do Povo de Deus, graça e paz da parte de Deus.
Por ocasião do Dia Mundial da Paz, que a Igreja celebra no dia 1º de janeiro, início do Ano Civil e Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, o Dicastério para a Evangelização dirige-se a todos vós com sentimentos de profunda comunhão eclesial e solicitude pastoral.
Ao iniciarmos um novo ano, somos convidados a elevar o coração ao Senhor da história, reconhecendo que a paz verdadeira é dom de Deus e, ao mesmo tempo, tarefa confiada à responsabilidade de cada batizado. Em um contexto mundial marcado por conflitos armados, tensões sociais, feridas culturais e crescentes desigualdades, a Igreja sente-se chamada a renovar, com coragem e fidelidade, o anúncio do Evangelho da paz, cuja fonte é Nosso Senhor Jesus Cristo, Príncipe da Paz.
Tal missão interpela de modo particular os Pastores da Igreja, sucessores dos Apóstolos, bem como os ministros ordenados, chamados a ser sinais vivos de unidade, reconciliação e caridade pastoral. Ao mesmo tempo, envolve os seminaristas, em caminho de formação, as pessoas consagradas, pela profecia do testemunho evangélico, e os fiéis leigos e leigas, enviados a santificar o mundo a partir das realidades temporais. A evangelização, em todas as suas expressões, não pode ser dissociada da promoção da dignidade humana, da justiça, do diálogo e da fraternidade.
A paz não se reduz à ausência de guerra, mas exige corações convertidos, relações reconciliadas e estruturas orientadas ao bem comum. Por isso, neste Dia Mundial da Paz, o Dicastério para a Evangelização exorta todos os membros do Povo de Deus a tornarem-se, segundo a própria vocação e ministério, autênticos artesãos da paz, mediante a oração perseverante, o testemunho coerente do Evangelho, o perdão mútuo e a atenção solícita aos pobres, aos que sofrem e aos que se encontram nas periferias existenciais.
Confiamos este empenho comum à intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus e Rainha da Paz, para que acompanhe a Igreja neste novo ano e obtenha do Senhor abundantes frutos de reconciliação, esperança e paz duradoura para a humanidade inteira.
Enquanto asseguramos a todos a nossa lembrança orante, formulamos votos de um Ano Novo repleto da paz de Cristo, invocando sobre cada um a abundância das bênçãos divinas.

