Livreto | Celebração Eucarística da Memória de São Brás, Bispo e Mártir, com Bênção das Gargantas


LIVRETO CELEBRATIVO
MEMÓRIA DE SÃO BRÁS
PRESIDIDA PELO PAPA PIO IX

ANO A
Cor Litúrgica: Vermelho
03/02/2026

RITOS INICIAIS

Reunido o povo, o sacerdote dirige-se com os ministros ao altar, enquanto se executa o canto de entrada.

CANTO

CANTATE DOMINO CANTICUM NOVUM,
LAUS EJUS AB EXTREMIS TERRAE.

1. CANTATE DOMINO CANTICUM NOVUM
    QUIA MIRABILIA FECIT.

2. SALVAVIT SIBI DEXTERA EJUS,
    ET BRACHIUM SANCTUM EJUS.

3. JUBILATE DEO OMNIS TERRA,
    ERUMPITE, EXSULTATE ET PSALLITE.

4. NOTUM FECIT DOMINUS SALUTARE SUUM,
    IN CONSPECTU GENTIUM
    REVELAVIT IUSTITIAM SUAM.

5. RECORDATUS EST MISERICORDIAE SUAE
    ET VERITATIS SUAE DOMUI ISRAEL.

Antífona da entrada
Salvai-nos, ó Senhor, ó nosso Deus, e do meio das nações nos congregai, para ao vosso nome agradecer e para termos nossa glória em vos louvar! (Cf. Sl 105,47)

Chegando ao altar, faz com os ministros uma profunda inclinação, beija o altar em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa a cruz e o altar. Depois se dirige com os ministros à cadeira.

Terminado o canto de entrada, o sacerdote e os fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o sacerdote, voltado para o povo, diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Ass.: Amém.

Em seguida, o sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo com a seguinte fórmula:
Pres.: A paz esteja convosco.
O povo responde:
Ass.: E com o teu Espírito.

O sacerdote, o diácono ou outro ministro, poderá, com brevíssimas palavras, introduzir os fiéis na Missa do dia.

ATO PENITENCIAL

O sacerdote convida os fiéis ao ato penitencial:
Pres.: De coração contrito e humilde, aproximemo-nos do Deus justo e santo, para que tenha piedade de nós, pecadores.

Após um momento de silêncio, o sacerdote diz:
Pres.: Tende compaixão de nós, Senhor.
Ass.: Porque somos pecadores.

Pres.: Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia.
Ass.: E dai-nos a vossa salvação.

Segue-se a absolvição sacerdotal:
Pres.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
Ass.: Amém.

Seguem as invocações Senhor, tende piedade de nós (Kýrie, eléison), caso já não tenham ocorrido no ato penitencial.

CANTO

KYRIE, KYRIE, ELEISON.
KYRIE, KYRIE, ELEISON.

CHRISTE, CHRISTE, ELEISON.
CHRISTE, CHRISTE, ELEISON.

KYRIE, KYRIE, ELEISON.
KYRIE, KYRIE, ELEISON.

ORAÇÃO COLETA

Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos oram com o sacerdote, por algum tempo, em silêncio.
Então o sacerdote, de braços abertos, profere a oração Coleta.
Pres.: Ouvi, Senhor, as preces do vosso povo, que suplica a proteção do vosso mártir São Brás; concedei-nos por sua intercessão, a paz neste mundo e a graça de chegar à vida eterna. 
E unindo as mãos, conclui:
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
E o povo responde:
Ass.: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

PRIMEIRA LEITURA
Hb 11,32-40 

 Pois Deus estava prevendo, para nós, algo melhor. 

O leitor dirige-se ao ambão e proclama a primeira leitura, que todos ouvem sentados. 

Leitura da Carta aos Hebreus.

Irmãos, que mais devo dizer? Não teria tempo de falar mais sobre Gedeão, Barac, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e os profetas. Estes, pela fé, conquistaram reinos, praticaram a justiça, foram contemplados com promessas, amordaçaram a boca dos leões, extinguiram o poder do fogo, escaparam do fio da espada, recobraram saúde na doença, mostraram-se valentes na guerra, repeliram os exércitos estrangeiros. Mulheres reencontraram os seus mortos pela ressurreição. Outros foram esquartejados, ou recusaram o resgate, para chegar a uma ressurreição melhor. Outros ainda sofreram a provação dos escárnios, experimentaram o açoite, as correntes, as prisões. Foram apedrejados, foram serrados, ou morreram a golpes de espada. Levaram vida errante, vestidos com pele de carneiro ou pelos de cabra; oprimidos e atribulados, sofreram privações. Eles, de quem o mundo não era digno, erravam pelos desertos e pelas montanhas, pelas grutas e cavernas da terra. E, no entanto, todos eles, se bem que pela fé tenham recebido um bom testemunho, apesar disso não obtiveram a realização da promessa. Pois Deus estava prevendo, para nós, algo melhor. Por isso não convinha que eles chegassem à plena realização sem nós.

Para indicar o fim da leitura, o leitor aclama:
Palavra do Senhor.
Ass.: Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL

O salmista ou o cantor canta ou recita o salmo, e o povo, o refrão.

— Fortalecei os corações, vós que ao Senhor vos confiais!
Ass.: Fortalecei os corações, vós que ao Senhor vos confiais!

– Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, que reservastes para aqueles que vos temem! Para aqueles que em vós se refugiam, mostrando, assim, o vosso amor perante os homens.
Ass.: Fortalecei os corações, vós que ao Senhor vos confiais!

– Na proteção de vossa face os defendeis bem longe das intrigas dos mortais. No interior de vossa tenda os escondeis, protegendo-os contra as línguas maldizentes.
Ass.: Fortalecei os corações, vós que ao Senhor vos confiais!

– Seja bendito o Senhor Deus, que me mostrou seu grande amor numa cidade protegida!
Ass.: Fortalecei os corações, vós que ao Senhor vos confiais!

– Eu que dizia quando estava perturbado: "Fui expulso da presença do Senhor!" Vejo agora que ouvistes minha súplica, quando a vós eu elevei o meu clamor.
Ass.: Fortalecei os corações, vós que ao Senhor vos confiais!

– Amai o Senhor Deus, seus santos todos, ele guarda com carinho seus fiéis, mas pune os orgulhosos com rigor. 
Ass.: Fortalecei os corações, vós que ao Senhor vos confiais!

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Segue o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico.

ALLELUIA, ALLELUIA, ALLELUIA! 
ALLELUIA, ALLELUIA, ALLELUIA! 

Enquanto isso, o sacerdote, quando se usa incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono, que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se profundamente diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios, para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho ✠ e do Espírito Santo.
O diácono faz o sinal da cruz e responde:
Amém.

Se não houver diácono, o sacerdote, inclinando-se diante do altar, reza em silêncio:
Ó Deus todo-poderoso, purificai-me o coração e os lábios, para que eu possa anunciar dignamente o vosso santo Evangelho.

EVANGELHO
Mc 5,1-20

"Vai para casa, para junto dos teus 
e anuncia-lhes tudo o que o Senhor, 
em sua misericórdia, fez por ti".

O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e velas, e diz:
Diác. ou Sac.: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.

O diácono ou o sacerdote diz, e, enquanto isso, faz o sinal da cruz sobre o livro e, depois, sobre si mesmo, na fronte, na boca e no peito.
Diác. ou Sac.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos.
Ass.: Glória a vós, Senhor.

Então o diácono ou o sacerdote, se for o caso, incensa o livro, e proclama o Evangelho.
Diác. ou Sac.: Naquele tempo, Jesus e seus discípulos chegaram à outra margem do mar, na região dos gerasenos. Logo que saiu da barca, um homem possuído por um espírito impuro, saindo de um cemitério, foi ao seu encontro. Esse homem morava no meio dos túmulos e ninguém conseguia amarrá-lo, nem mesmo com correntes. Muitas vezes tinha sido amarrado com algemas e correntes, mas ele arrebentava as correntes e quebrava as algemas. E ninguém era capaz de dominá-lo. Dia e noite ele vagava entre os túmulos e pelos montes, gritando e ferindo-se com pedras. Vendo Jesus de longe, o endemoninhado correu, caiu de joelhos diante dele e gritou bem alto: "Que tens a ver comigo, Jesus, Filho do Deus altíssimo? Eu te conjuro por Deus, não me atormentes!" Com efeito, Jesus lhe dizia: "Espírito impuro, sai desse homem!" Então Jesus perguntou: "Qual é o teu nome?" O homem respondeu: "Meu nome é 'Legião', porque somos muitos". E pedia com insistência para que Jesus não o expulsasse da região. Havia aí perto uma grande manada de porcos, pastando na montanha. O espírito impuro suplicou, então: "Manda-nos para os porcos, para que entremos neles". Jesus permitiu. Os espíritos impuros saíram do homem e entraram nos porcos. E toda a manada - mais ou menos uns dois mil porcos - atirou-se monte abaixo para dentro do mar, onde se afogou. Os homens que guardavam os porcos saíram correndo e espalharam a notícia na cidade e nos campos. E as pessoas foram ver o que havia acontecido. Elas foram até Jesus e viram o endemoninhado sentado, vestido e no seu perfeito juízo, aquele mesmo que antes estava possuído pela Legião. E ficaram com medo. Os que tinham presenciado o fato explicaram-lhes o que havia acontecido com o endemoninhado e com os porcos. Então começaram a pedir que Jesus fosse embora da região deles. Enquanto Jesus entrava de novo na barca, o homem que tinha sido endemoninhado pediu-lhe que o deixasse ficar com ele.  Jesus, porém, não permitiu. Entretanto, lhe disse: "Vai para casa, para junto dos teus e anuncia-lhes tudo o que o Senhor, em sua misericórdia, fez por ti". Então o homem foi embora e começou a pregar na Decápole tudo o que Jesus tinha feito por ele. E todos ficavam admirados.

Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote aclama:
Diác. ou Sac.: Palavra da Salvação.
Ass.: Glória a vós, Senhor.

Depois beija o livro, dizendo em silêncio:
Diác. ou Sac..: Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.

HOMILIA

17. Em seguida, faz-se a homilia, que compete ao sacerdote ou diácono; ela é obrigatória em todos domingos e festas de preceito e recomendada também nos outros dias.

ORAÇÃO UNIVERSAL

Em seguida, faz-se a oração universal ou dos fiéis.

Pres.: Irmãos: na memória de São Brás, que seguiu a Cristo, Rei dos mártires, oremos a Deus Pai todo-poderoso, dizendo, com alegria:
Ass.: Senhor dos Apóstolos e dos Mártires, ouvi-nos.

1. Pelas Igrejas do Oriente e do Ocidente, para que os seus bispos, presbíteros e diáconos anunciem com vigor o Evangelho, oremos.

2. Por todos os fiéis e catecúmenos, para que a vida do mártir São Brás, seja para eles um forte apelo à santidade, oremos.

3. Pelos mártires da fé em nossos dias, para que a sua coragem e testemunho convertam aqueles que os perseguem e maltratam, oremos.

4. Pelos cristãos que, na vida quotidiana, seguem a Cristo com a própria cruz, para que sejam dignos do seu Mestre, oremos.

5. Pelos doentes, moribundos e agonizantes, para que tenham junto de si quem os ajude a louvar, a adorar e a bendizer o Senhor, oremos.

6. Pela nossa comunidade, para que a celebração do mártir São Brás nos leve a imitar a sua vida, oremos.

O sacerdote conclui, dizendo:
Pres.: Deus eterno e todo-poderoso, vinde em auxílio do vosso povo suplicante e, por intercessão do santo mártir Brás, concedei-lhe as graças que Vos pede com fé. Por Cristo Senhor nosso.
Ass.: Amém.

LITURGIA EUCARÍSTICA

PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS

Inicia-se o canto da preparação das oferendas, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice, a pala e o Missal.

Convém que os fiéis expressem sua participação trazendo uma oferenda, seja pão e vinho para a celebração da Eucaristia, seja outro donativo para auxílio da comunidade e dos pobres.

CANTO

EXSULTATE DEO ADJUTORI NOSTRO, 
JUBILATE DEO JACOB. 
SUMITE PSALMUM ET DATE TYMPANUM;
PSALTERIUM JUCUNDUM, CUM CITHARA. 
BUCCINATE IN NEOMENIA TUBA, 
IN INSIGNI DIE SOLEMNITATIS VESTRAE.

O sacerdote, de pé junto ao altar, recebe a patena com o pão em suas mãos e, levantando-a um pouco sobre o altar, diz em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.
Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corporal.
Se o canto da preparação das oferendas não continuar, o sacerdote poderá recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Bendito seja Deus para sempre!

O diácono ou o sacerdote coloca vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio:
Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.

Em seguida, o sacerdote recebe o cálice em suas mãos e, elevando-o um pouco sobre o altar, diz em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar vinho da salvação.
Coloca o cálice sobre o corporal.
Se o canto da preparação das oferendas não continuar, o sacerdote poderá recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Bendito seja Deus para sempre!

Em seguida o sacerdote, profundamente inclinado, reza em silêncio:
De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.

E, se for oportuno, incensa as oferendas, a cruz e o altar. Depois, o diácono ou outro ministro incensa o sacerdote e o povo.

Em seguida, o sacerdote, de pé ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Lavai-me, Senhor, de minhas faltar e purificai-me do meu pecado.

CONVITE À ORAÇÃO

Estando, depois, no meio do altar a voltado para o povo, o sacerdote estende e une as mãos e diz:
Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que o meu e vosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
Ass.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.

Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote profere a oração sobre as oferendas.
Pres.: Santificai, Senhor, com vossa bênção, os dons que de vós recebemos e agora vos apresentamos; e acendei em nós o fogo do vosso amor que levou São Sebastião a vencer os tormentos do martírio. Por Cristo, nosso Senhor
Ass.: Amém.

PREFÁCIO
Santos Mártires I - O testemunho do martírio

Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz ou canta:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.

Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
Pres.: Corações ao alto.
Ass.: O nosso coração está em Deus.

O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres.: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
Ass.: É nosso dever e nossa salvação.

O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.
Pres.: Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai Santo, Deus eterno e todo-poderoso. O sangue que o Santo Mártir Brás derramou, à imitação de Cristo, para glória do vosso nome, manifesta as vossas maravilhas; assim, transformais a fragilidade humana em força e aos fracos dais coragem para o testemunho, por Cristo, Senhor nosso. Por isso, com as Virtudes celestes, vos celebramos na terra louvando vossa majestade, cantando a uma só voz:

CANTO

1. SANCTUS, 
    SANCTUS, 
    SANCTUS,
    DOMINUS DEO SABAOTH
    PLENI SUNT CAELI ET TERRAE
    GLORIA TUA PROCLAMANT.

HOSSANA IN EXCELSIS.

2. BENEDICTUS QUI VENIT,
    IN NOMINE DOMINI.

HOSSANA IN EXCELSIS.

ORAÇÃO EUCARÍSTICA III

O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Na verdade, vós sois Santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir para vós um povo que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr do sol, um sacrifício perfeito.

Une as mãos e, estendendo-as sobre as oferendas, diz:
Pres.: Por isso, ó Pai, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas
une as mãos e traça o sinal da cruz, ao mesmo tempo sobre o pão e o cálice, dizendo:
a fim de que se tornem o Corpo e o Sangue de vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo,
une as mãos
que nos mandou celebrar estes mistérios.

O relato da instituição da Eucaristia seja proferido de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
Pres.: Na noite em que ia ser entregue,
toma o pão
e, mantendo-o m pouco acima do altar, prossegue:
Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, colocando-a na patena e genuflete em adoração.

Então prossegue:
Pres.: Do mesmo modo, no fim da Ceia,
toma o cálice nas mãos
e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:
ele tomou o cálice em suas mãos, pronunciou a bênção de ação de graças, e o deu a seus discípulos.
Mostra o cálice ao povo, colocando-o sobre o corporal e genuflete em adoração.

Em seguida, diz:
Pres.: Mistério da fé!
A assembleia aclama: 
Ass.: Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus.

O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Celebrando agora, ó Pai, o memorial da paixão redentora do vosso Filho, da sua gloriosa ressurreição e ascensão ao céu, e enquanto esperamos a sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício vivo e santo. Olhai com bondade a oblação da vossa Igreja e reconhecei nela o sacrifício que nos reconciliou convosco; concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, repletos do Espírito Santo, nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.

1C. Que o mesmo Espírito faça de nós uma oferenda perfeita para alcançarmos a herança com os vossos eleitos: a santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, São José, seu esposo, os vossos santos Apóstolos e gloriosos Mártires, São Brás, e todos os Santos, que não cessam de interceder por nós na vossa presença.

2C. Nós vos suplicamos, Senhor, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja que caminha neste mundo com o vosso servo o Papa Pio, com os bispos do mundo inteiro, os presbíteros e diáconos, os outros ministros e o povo por vós redimido. Atendei propício às preces desta família, que reunistes em vossa presença. Reconduzi a vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.

3C. Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória,
une as mãos
por Cristo, Senhor nosso. Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.

Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:
Pres.: Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos.
A assembleia aclama: 
Ass.: Amém.

RITO DA COMUNHÃO

PAI-NOSSO

Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, de mãos unidas:
Pres.: O Senhor nos comunicou o seu Espírito. Com a confiança e a liberdade de filhos e filhas, digamos juntos:
O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
Ass.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
O sacerdote une as mãos.
O povo conclui a oração, aclamando:
Ass.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós que sois Deus com o Pai e o Espírito Santo.
O povo responde:
Ass.: Amém.

O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
O povo responde:
Ass.: O amor de Cristo nos uniu.

Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote diz:
Em Jesus, que nos tornou todos irmãos e irmãs, saudai-vos com um sinal de reconciliação e de paz.

E, todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz, a comunhão e a caridade; o sacerdote dá a paz ao diácono e aos outros ministros.

Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos faça participar da vida eterna.

Enquanto isso, canta-se ou recita-se:

CANTO

AGNUS DEI QUI TOLLIS PECCATA MUNDI:
MISERERE NOBIS!

AGNUS DEI QUI TOLLIS PECCATA MUNDI:
MISERERE NOBIS!

AGNUS DEI QUI TOLLIS PECCATA MUNDI:
DONA NOBIS PACEM!

Essas palavras podem ser repetidas ainda mais vezes, se a fração do pão se prolongar. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.

Em seguida, o sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que, cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me por este vosso santíssimo Corpo e Sangue dos meus pecados e de todo mal; dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.
Ou:
Senhor Jesus Cristo, vosso Corpo e vosso Sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam proteção e remédio para minha vida.

O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia na mão e, elevando-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres.: Provai e vede como o Senhor é bom; feliz de quem nele encontra seu refúgio. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
Ass.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

COMUNHÃO

Antífona da comunhão
Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão. Não serei confundido, Senhor, porque vos invoquei. (Cf. Sl 30,17-18)

O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
O Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
E reverentemente comunga o Corpo de Cristo.

Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
O Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
E reverentemente comunga o Sangue de Cristo.

Em seguida, toma a patena ou o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:
O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
Amém.
E comunga.

O diácono ou o ministro extraordinário da distribuição da sagrada Comunhão, o distribuir a sagrada Comunhão, procede do mesmo modo.

Se houver Comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito na Instrução Geral sobre o Missal Romano, n. 281-287.

Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da Comunhão.

CANTO

IN SALUTARI TUO ANIMA MEA,
ET IN VERBUM TUUM SPERAVI:
QUANDO FACIES DE PERSEQUENTIBUS 
ME JUDICIUM? INIQUI PERSECUTI SUNT ME,
ADIUVA ME, DOMINE, DEUS MEUS.

1. BEATI IMMACULATI IN VIA,
    QUI AMBULANT IN LEGE DOMINI.

1. ET VENIAT SUPER ME
    MISERICORDIA TUA, DOMINE;
    SALUTARE TUUM SECUNDUM
    ELOQUIUM TUUM.

Terminada a Comunhão, o sacerdote, o diácono ou  o acólito purifica a patena e o cálice.

Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno.

Então o sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou preferir um salmo ou outro cântico de louvor.

DEPOIS DA COMUNHÃO

Em seguida, junto ao altar ou à cadeira, o sacerdote, de pé, voltado para o povo, diz de mãos unidas:
Pres.: Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo em silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida, o sacerdote abrindo os braços, profere a oração Depois da comunhão.
Pres.: Senhor, os sagrados mistérios que comungamos nos concedam a fortaleza de ânimo que levou o santo mártir São Brás a ser fiel no vosso serviço e vitorioso no martírio. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass.: Amém.

RITOS FINAIS

Se necessário, fazem-se breves comunicados ao povo.

BÊNÇÃO FINAL

Em seguida, faz-se a despedida. O sacerdote, voltado para o povo, abre os braços e diz:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.

Pres.: Deus, nosso Pai, que hoje nos reuniu para celebrar a festa de São Brás, vos abençoe, vos proteja de todo o mal e vos confirme na sua paz.
Ass.: Amém.

Pres.: O Cristo Senhor, que manifestou em São Brás, a força renovadora da Páscoa, vos torne testemunhas do seu Evangelho.
Ass.: Amém.

Pres.: O Espírito Santo, que em São Brás, nos ofereceu um sinal da caridade divina, vos torne capazes de criar na Igreja uma verdadeira comunhão de fé e amor.
Ass.: Amém.

O sacerdote abençoa o povo dizendo:
Pres.: E a bênção de Deus todo-poderoso, Pai e Filho  e Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre.
Ass.: Amém.

Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, de mãos unidas:
Pres.: Em nome do Senhor, ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
O povo responde:
Ass.: Graças a Deus.

Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Dirige-se ao ícone de Nossa Senhora e saúda-o com a Antífona:

ANTÍFONA MARIANA

SALVE, REGINA, MATER MISERICORDIAE
VITA, DULCEDO, ET SPES NOSTRA, SALVE
AD TE CLAMAMUS, EXSULES FILII HEVAE
AD TE SUSPIRAMUS, GEMENTES ET FLENTES
IN HAC LACRIMARUM VALLE

EIA, ERGO, ADVOCATA NOSTRA, ILLOS TUOS
MISERICORDES OCULOS AD NOS CONVERTE
ET JESUM, BENEDICTUM FRUCTUM VENTRIS TUI
NOBIS POST HOC EXILIUM OSTENDE

O CLEMENS
O PIA
O DULCIS VIRGO MARIA

BÊNÇÃO DAS GARGANTAS

Após a antífona, o sacerdote retira a casula, permanece de alva e estola e dirige-se para o local preparado para a bênção e dá início à bênção das gargantas:
Pres.: O nosso auxílio está no nome do Senhor.
Ass.: Que fez o Céu e a terra.

Pres.: Bendito seja o nome do Senhor.
Ass.: Agora e para sempre.

Pres.: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.

E diz:
Pres.: Oremos.
E abrindo os braços, profere a seguinte oração:
Pres.: Senhor nosso Deus, que no mártir São Brás nos destes um exemplo de fé e fortaleza, concedei-nos, por sua intercessão a paz e a saúde na vida presente e a felicidade na vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass.: Amém.

Então, tomando as duas velas, dirige-se aos fiéis, cruzando-as na garganta de cada um com a mão esquerda, e com a direita estendida, recita a seguinte fórmula:
Pres.: Por intercessão de São Brás, Bispo e Mártir, livre-te Deus do males da garganta e de qualquer outra doença. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Enquanto isso, canta-se:

1. QUANDO UM ESPINHO DE PEIXE LHE SUFOCAR A GARGANTA,
    QUEM LHE DISSER: NÃO SE QUEIXE!, NÃO AJUDOU, NÃO ADIANTA.
    MAS SE ALGUÉM CUIDA DO POVO, VINDO A CURAR-LHE A FERIDA,
    FAZ A ESPERANÇA DE NOVO ULTRAPASSAR A MEDIDA.

POR TUAS MÃOS, Ó SÃO BRÁS,
É A MÃO DE DEUS QUE NOS VEM.
SE ELE NOS ERGUE E REFAZ,
É PRA SERVIRMOS TAMBÉM.

2. TEM TODA A ARMÊNIA PRESENTE TUA FIRMEZA, SÃO BRÁS:
    SEMPRE UM DOUTOR PERSISTENTE QUE NA BONDADE SE APRAZ!
    NEM O PODER DE UM IMPÉRIO QUE POR CAPRICHO O CONDENA,
    PODE TIRÁ-LO DO SÉRIO: SABE ONDE ESTÁ A VIDA PLENA!

3. A MEDICINA, TEU DOM, PRA TODOS FOI UM FAVOR.
    AH! POR TE VEREM TÃO BOM, TE PROCLAMARAM PASTOR!
    E COMO BISPO CUIDASTE DOS CORAÇÕES E DA FÉ.
    COM PRÓPRIO SANGUE PROVASTE QUE MAIS QUE DEUS NINGUÉM É!
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