LIVRETO
VIA SACRA MEDITADA
COM O PAPA PIO IX
Basílica de Santa Maria Maior
27/02/2026 - 21h
Reunidos todos no local à hora marcada, dão início à Via Sacra.
CANTO
1. A PAIXÃO DE UM DEUS AMANTE MEDITAR VINDE CRISTÃOS
E CONTRITOS NESTE INSTANTE, AH CHORAI, CHORAI IRMÃOS
JÁ QUE FOI NOSSA MALDADE QUE O FEZ TANTO PADECER
Ó CRISTÃOS POR PIEDADE, COM JESUS VINDE SOFRER
2. DE TEMORES ASSALTO, NO JARDIM QUANDO SE VIU
TODO PESO DO PECADO EM SUA ALMA RECAIU
CORREU SANGUE DE SEU CORPO NUMA GRANDE PROFUSÃO
ELE QUASE COMO UM MORTE CURVA A FRONTE ATÉ O CHÃO
3. JUDAS VEM DISSIMULADO, VEM FINGINDO ABRAÇAR
O COVARDE DESALMANDO QUER ASSIM O ATRAIÇOAR
DO TRAIDOR IMITADORES SOIS VÓS QUE OFENDEIS A DEUS
VÓS CRISTÃOS E PECADORES SOIS PIORES QUE OS JUDEUS
4. ENTRE MÃOS DE VIL SOLDADO CAI O NOSSO REDENTOR
E SEU ROSTO PROFANADO TRAZ SINAIS DE SEU FUROR
EU TAMBÉM COM QUE MALDADE, MEU JESUS QUANTO PEQUEI!
VOSSA AUGUSTA DIVINDADE QUANTA VEZ NÃO ULTRAGEI
5. ASSIM PRESO E AMARRADO É LEVADO A CAIFÁS
POR QUE É MAIS MALTRADO DO QUE NA CASA DE ANÁS
DE MIL MODOS AFRONTADO, NOSSO PIO SALVADOR
VÊ-SE POR FIM CONDENADO COMO VIL BLASFEMADOR
6. E NÃO SÓ DOS INIMIGOS VEM LHE CAUSA DE PESAR
UM DISCÍPULO DOS QUERIDOS, VEM-NO TRÊS VEZES NEGAR
MAS O REDENTOR BENIGNO, COM SEU BRANDO E MEIGO OLHAR
FAZ NASCER NA ALMA DO INDIGNO UM LEAL VERO PESAR
7. NA PRESENÇA DE PILATOS OUSA O POVO PREFERIR
O PIOR DOS CELERADOS AO SENHOR QUE O VEM REMIR
MAIS INDIGNA PREFERÊNCIA TENHO FEITO MUITA VEZ
CONTRA DEUS DANDO SENTENÇA PREFERINDO A MALVADEZ
8. JESUS MORRE A NATUREZA PASMA E CHORA SEU AUTOR
TUDO VESTE DE TRISTEZA, TUDO MANIFESTA DOR
TU CRISTÃO QUE VÊS AS PEDRAS ESTALAREM DE PESAR
AH! NÃO QUEIRAS MAIS QUE ELAS INSENSÍVEL TE MOSTRAR
EXORTAÇÃO INICIAL
Depois de uns momentos em silêncio, aquele que preside diz:
℣.: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
E o povo responde:
Ass.: Amém.E prossegue:
℣.: O Senhor esteja convoscoE todos respondem:
Ass.: Ele está no meio de nós.
Dirige a alocução inicial:
℣.: Senhor Jesus Cristo, vós com tanto amor entrastes nesta via para morrerdes por mim; eu porém tantas vezes vos desprezei! Agora, de toda a minha alma vos amo e, porque vos amo, arrependo-me do fundo do coração de ter-vos ofendido. Perdoai-me e permiti que vos acompanhe nesta via. Vós, por amor a mim, caminhais para o lugar em que por mim haveis de morrer, e eu também, por amor a vós, desejo acompanhar-vos para convosco morrer, amantíssimo Redentor. Ó meu Jesus, desejo convosco viver e morrer!
PRIMEIRA ESTAÇÃO
A condenação de Jesus à morte.
Aquele que preside, diz, enquanto todos genuflectem:
℣.: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Ass.: Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
O primeiro leitor:
Leitor 1: Contemplemos como Jesus Cristo, já flagelado e coroado de espinhos, foi por fim injustamente condenado à morte por Pilatos.
O segundo leitor:
Leitor 2: Ó Jesus adorável, não foi Pilatos, mas minha vida iníqua que vos condenou à morte. Pelo mérito deste tão penoso itinerário, no qual entrais rumo ao monte Calvário, peço-vos que benignamente me acompanheis no caminho pelo qual minha alma se dirige à eternidade. Amo-vos, ó Jesus, meu Amor, mais do que a mim mesmo, e do fundo do coração me arrependo de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente me separe de vós. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes. O que vos for agradável também o será para mim.
Aquele que preside, diz:
℣.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende piedade de nós.
Entretanto, canta-se:
CANTO
A MORRER CRUCIFICADO,
TEU JESUS É CONDENADO
POR TEUS CRIMES, PECADOR.
PELA VIRGEM DOLOROSA,
VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA,
PERDOAI-ME, MEU JESUS.
SEGUNDA ESTAÇÃO
Jesus carrega a Cruz
Aquele que preside, diz, enquanto todos genuflectem:
℣.: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Ass.: Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
O primeiro leitor:
Leitor 1: Contemplemos como Jesus Cristo, levando a Cruz aos ombros, lembrava-se no caminho de oferecer por nós ao Pai eterno a morte que havia de sofrer.
O segundo leitor:
Leitor 2: Ó amabilíssimo Jesus, abraço todas as adversidades que, por vossa vontade, hei de tolerar até a morte e, pelo duro sofrimento que suportastes carregando a Cruz, peço-vos que me deis forças para que também eu possa carregar, com ânimo forte e paciente, minha própria cruz. Amo-vos, ó Jesus, meu Amor, e arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que novamente me separe de ti. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Aquele que preside, diz:
℣.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende piedade de nós.
Entretanto, canta-se:
CANTO
COM A CRUZ É CARREGADO,
E DO PESO ACABRUNHADO,
VAI MORRER POR TEU AMOR.
PELA VIRGEM DOLOROSA,
VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA,
PERDOAI-ME, MEU JESUS.
TERCEIRA ESTAÇÃO
Jesus cai por terra pela primeira vez.
Aquele que preside, diz, enquanto todos genuflectem:
℣.: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Ass.: Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
O primeiro leitor:
Leitor 1: Contemplemos a primeira queda de Jesus sob o peso da Cruz. Tinha Ele a carne, por causa da cruenta flagelação, ferida de muitos modos e a cabeça coroada de espinhos; derramara ainda tanto sangue, que mal podia mover os pés por falta de forças. E porque era oprimido pelo grave peso da Cruz e açulado sem clemência pelos soldados, por isso aconteceu-lhe de cair muitas vezes por terra ao longo do caminho.
O segundo leitor:
Leitor 2: Ó meu Jesus, não é o peso da Cruz, mas o dos meus pecados que de tantas dores vos cobre. Rogo-vos, por esta vossa primeira queda, que me protejais de toda queda em pecado. Amo-vos, ó Jesus, de todo o meu coração; arrependo-me de ter-vos ofendido. Não me permitais novamente cair em pecado. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Aquele que preside, diz:
℣.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende piedade de nós.
Entretanto, canta-se:
CANTO
PELA CRUZ TÃO OPRIMIDO,
CAI JESUS, DESFALECIDO,
PELA TUA SALVAÇÃO.
PELA VIRGEM DOLOROSA,
VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA,
PERDOAI-ME, MEU JESUS.
QUARTA ESTAÇÃO
Jesus encontra-se com a Sua e nossa Mãe.
Aquele que preside, diz, enquanto todos genuflectem:
℣.: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Ass.: Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
O primeiro leitor:
Leitor 1: Contemplemos como deve ter sido o encontro, neste caminho, do Filho e da Mãe. Jesus e Maria se olharam entre si, e os olhares mudos que trocaram foram outras tantas setas a atravessar o coração amante de ambos.
O segundo leitor:
Leitor 2: Ó amantíssimo Jesus, pela dor acerba que experimentastes neste encontro, tornai-me, eu vos peço, verdadeiramente devoto de vossa Mãe santíssima. E vós, ó minha dolorosa Rainha, intercedei por mim e alcançai-me uma tal memória dos suplícios de vosso Filho, que minha mente esteja para sempre detida na piedosa contemplação deles. Amo-vos, ó Jesus, meu Amor; arrependo-me de ter-vos ofendido. Não me permitais novamente pecar contra vós. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Aquele que preside, diz:
℣.: Rogai por nós, ó Virgem Mãe dolorosa.
Ass.: Para que sejamos dignos de alcançar as promessas de Cristo.
Aquele que preside, diz:
℣.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende piedade de nós.
Entretanto, canta-se:
CANTO
DE MARIA LACRIMOSA,
NO ENCONTRO LASTIMOSA,
VÊ A IMENSA COMPAIXÃO.
PELA VIRGEM DOLOROSA,
VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA,
PERDOAI-ME, MEU JESUS.
QUINTA ESTAÇÃO
O Cirineu ajuda Jesus a carregar a Cruz.
Aquele que preside, diz, enquanto todos genuflectem:
℣.: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Ass.: Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
O primeiro leitor:
Leitor 1: Contemplemos como os judeus obrigaram Simão de Cirene a carregar a Cruz atrás do Senhor, vendo Jesus quase expirar a cada passo devido ao cansaço e temendo, por outra parte, que morresse no caminho aquele que queriam ver pregado à Cruz.
O segundo leitor:
Leitor 2: Ó dulcíssimo Jesus, não quero, como o Cirineu, repudiar a Cruz. De bom grado a abraço e tomo sobre mim; abraço especialmente a morte que para mim estabelecestes, com todas as dores que ela trará consigo. Uno minha morte à vossa e, assim unida, ofereço-a a vós em sacrifício. Vós morrestes por amor a mim; quero também eu morrer por amor a vós, com a intenção de vos agradar. Vós, porém, ajudai-me com a vossa graça. Amo-vos, ó Jesus, meu Amor, e arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Aquele que preside, diz:
℣.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende piedade de nós.
Entretanto, canta-se:
CANTO
EM EXTREMO DESMAIADO,
TEVE AUXÍLIO, TÃO CANSADO,
RECEBENDO O CIRENEU.
PELA VIRGEM DOLOROSA,
VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA,
PERDOAI-ME, MEU JESUS.
SEXTA ESTAÇÃO
Verônica limpa com um sudário o rosto de Jesus
Aquele que preside, diz, enquanto todos genuflectem:
℣.: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Ass.: Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
O primeiro leitor:
Leitor 1: Contemplemos como aquela santa mulher Verônica, vendo Jesus abatido pelas dores, com o rosto banhado em suor e sangue, estendeu-lhe um pano em que, purificada a face, Ele deixou impressa sua imagem.
O segundo leitor:
Leitor 2: Ó meu Jesus, formosa era antes a vossa face; mas agora não aparece assim, tão deformada está por feridas e sangue! Ai de mim, como era formosa também minha alma, quando recebi a vossa graça pelo Batismo: mas, pecando, tornei-a disforme. Vós somente, meu Redentor, lhe podeis restituir a antiga beleza. Para que o façais, rogo-vos pelo mérito de vossa Paixão. Amo-vos, ó Jesus, meu Amor; arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Aquele que preside, diz:
℣.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende piedade de nós.
Entretanto, canta-se:
CANTO
O SEU ROSTO ENSANGUENTADO,
POR VERÔNICA ENXUGADO,
EIS, NO PANO, APARECEU.
PELA VIRGEM DOLOROSA,
VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA,
PERDOAI-ME, MEU JESUS.
SÉTIMA ESTAÇÃO
Jesus cai por terra pela segunda vez.
Aquele que preside, diz, enquanto todos genuflectem:
℣.: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Ass.: Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
O primeiro leitor:
Leitor 1: Contemplemos a segunda queda de Jesus sob o peso da Cruz, na qual se lhe aprofundam todas as chagas da venerável cabeça e de todo o corpo, e se renovam todas as angústias do doloroso Senhor.
O segundo leitor:
Leitor 2: Ó mansíssimo Jesus, quantas vezes me concedestes o perdão! Eu, porém, recaí nos mesmos pecados e renovei minhas ofensas contra vós. Pelo mérito desta vossa nova queda, ajudai-me a perseverar em vossa graça até a morte. Fazei, em todas as tentações que avançarão contra mim, que em vós sempre me refugie. Amo-vos de todo o meu coração, ó Jesus, meu Amor; arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Aquele que preside, diz:
℣.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende piedade de nós.
Entretanto, canta-se:
CANTO
OUTRA VEZ DESFALECIDO,
PELAS DORES ABATIDO,
CAI POR TERRA O SALVADOR.
PELA VIRGEM DOLOROSA,
VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA,
PERDOAI-ME, MEU JESUS.
OITAVA ESTAÇÃO
Jesus consola as mulheres de Jerusalém.
Aquele que preside, diz, enquanto todos genuflectem:
℣.: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Ass.: Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
O primeiro leitor:
Leitor 1: Contemplemos como estas mulheres, vendo Jesus morto de cansaço e coberto de sangue, são tocadas de comiseração e choram copiosamente. Mas, voltando-se a elas, Ele diz: “Não choreis por mim; antes, chorai por vós mesmas e por vossos filhos”.
O segundo leitor:
Leitor 2: Ó doloroso Jesus, choro os pecados que cometi contra vós, não só pelas penas de que me fizeram digno, mas sobretudo pela tristeza que vos causaram a vós, que tanto me amastes. Ao choro me move menos o inferno que o amor a vós. Ó meu Jesus, amo-vos mais do que a mim mesmo; arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Aquele que preside, diz:
℣.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende piedade de nós.
Entretanto, canta-se:
CANTO
DAS MULHERES PIEDOSAS,
DE SIÃO FILHAS CHOROSAS,
É JESUS CONSOLADOR.
PELA VIRGEM DOLOROSA,
VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA,
PERDOAI-ME, MEU JESUS.
NONA ESTAÇÃO
Jesus cai por terra pela terceira vez.
Aquele que preside, diz, enquanto todos genuflectem:
℣.: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Ass.: Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
O primeiro leitor:
Leitor 1: Contemplemos a terceira queda de Cristo sob o peso da Cruz. Caiu porque era demasiada a sua fraqueza e excessiva a crueldade dos algozes, que lhe queriam acelerar a marcha, embora Ele mal pudesse dar um passo.
O segundo leitor:
Leitor 2: Ó Jesus tão maltratado, pelo mérito desta falta de forças que quisestes padecer no caminho do Calvário, confortai-me, eu vos peço, com tanto vigor, que já não tenha respeito algum às opiniões dos homens e domine minha natureza viciosa: porque ambas as coisas foram a causa por que desprezei outrora a vossa amizade. Amo-vos, ó Jesus, meu Amor, de todo o meu coração; arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Aquele que preside, diz:
℣.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende piedade de nós.
Entretanto, canta-se:
CANTO
CAI, TERCEIRA VEZ, PROSTRADO,
PELO PESO REDOBRADO
DOS PECADOS E DA CRUZ.
PELA VIRGEM DOLOROSA,
VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA,
PERDOAI-ME, MEU JESUS.
DÉCIMA ESTAÇÃO
Jesus é espoliado de suas vestes.
Aquele que preside, diz, enquanto todos genuflectem:
℣.: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Ass.: Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
O primeiro leitor:
Leitor 1: Contemplemos com que violência arrancaram as vestes a Cristo. Como o traje interior estivesse muito pegado à carne, aberta pelos flagelos, os carnífices, ao puxarem-lha, rasgaram-lhe também a pele. Tenhamos compaixão de Nosso Senhor e lhe falemos assim:
O segundo leitor:
Leitor 2: Ó inocentíssimo Jesus, pelo mérito da dor que padecestes nesta espoliação, ajudai-me, eu vos peço, a despir-me de todo afeto às coisas criadas e, com toda a inclinação de minha vontade, converter-me somente a vós, que sois tão digno do meu amor. Amo-vos de todo o meu coração; arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Aquele que preside, diz:
℣.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende piedade de nós.
Entretanto, canta-se:
CANTO
DOS VESTIDOS DESPOJADO,
POR ALGOZES MALTRATADO,
EU VOS VEJO, MEU JESUS.
PELA VIRGEM DOLOROSA,
VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA,
PERDOAI-ME, MEU JESUS.
DÉCIMA-PRIMEIRA ESTAÇÃO
Jesus é crucificado na cruz.
Aquele que preside, diz, enquanto todos genuflectem:
℣.: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Ass.: Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
O primeiro leitor:
Leitor 1: Contemplemos como Jesus é arremessado sobre a Cruz e, de braços estendidos, oferece sua vida ao Pai eterno em sacrifício pela nossa salvação. Os carnífices o pregam à Cruz e, depois de erguerem esta, deixam-no levantado num infame patíbulo, abandonado a uma morte cruel.
O segundo leitor:
Leitor 2: Ó Jesus tão desprezado, pregai meu coração aos vossos pés, para que, com vínculo de amor, eu permaneça sempre a vós ligado e jamais seja de vós separado. Amo-vos mais do que a mim mesmo, arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Aquele que preside, diz:
℣.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende piedade de nós.
Entretanto, canta-se:
CANTO
SOIS POR MIM NA CRUZ PREGADO,
INSULTADO, BLASFEMADO,
COM CEGUEIRA E COM FUROR.
PELA VIRGEM DOLOROSA,
VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA,
PERDOAI-ME, MEU JESUS.
DÉCIMA-SEGUNDA ESTAÇÃO
Jesus morre na Cruz.
Aquele que preside, diz, enquanto todos genuflectem:
℣.: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Ass.: Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
Todos permanecem em silêncio e de joelhos alguns instantes.
O primeiro leitor:
Leitor 1: Contemplemos Jesus preso à nossa Cruz. Após três horas de luta, consumido enfim pelas dores, Ele deu o corpo à morte e, de cabeça inclinada, entregou o espírito.
O segundo leitor:
Leitor 2: Ó Jesus morto, movido por íntimos afetos de piedade, beijo esta Cruz em que vós, por minha causa, cumpristes o curso de vossa vida. Pelos pecados cometidos, mereci uma morte infeliz; mas vossa morte é minha esperança. Pelos méritos de vossa morte, concedei-me, peço-vos, que, abraçado aos vossos pés e abrasado de amor por vós, eu entregue um dia meu espírito. Amo-vos de todo o meu coração; arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Aquele que preside, diz:
℣.: Pela vossa paixão, Ó Cristo.
Ass.: Tende piedade de nós.
Entretanto, canta-se:
CANTO
POR MEUS CRIMES PADECESTES,
MEU JESUS, POR MIM MORRESTES,
OH, QUÃO GRANDE É MINHA DOR!
PELA VIRGEM DOLOROSA,
VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA,
PERDOAI-ME, MEU JESUS.
DÉCIMA-TERCEIRA ESTAÇÃO
Jesus é descido da Cruz e depositado nos braços da Sua e nossa Mãe.
Aquele que preside, diz, enquanto todos genuflectem:
℣.: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Ass.: Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
O primeiro leitor:
Leitor 1: Contemplemos como dois dos discípulos de Jesus, José e Nicodemos, o tiram exânime da Cruz e o colocam nos braços de sua Mãe dolorosa, que recebe o Filho morto com grande amor e o abraça ternamente.
O segundo leitor:
Leitor 2: Ó Mãe das Dores, pelo amor com que amais o vosso Filho, recebei-me como servo vosso e rogai a Ele por mim. E vós, ó meu Redentor, porque por mim morrestes, fazei, benignamente, com que eu vos ame; a vós somente desejo nem quero nada fora de vós. Amo-vos, ó Jesus, meu Amor, e arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Aquele que preside, diz:
℣.: Ó Maria concebida sem pecado.
Ass.: Rogai por nós que recorremos a vós.
Aquele que preside, diz:
℣.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende piedade de nós.
Entretanto, canta-se:
CANTO
DO MADEIRO VOS TIRARAM
E À MÃE VOS ENTREGARAM
COM QUE DOR E COMPAIXÃO!
PELA VIRGEM DOLOROSA,
VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA,
PERDOAI-ME, MEU JESUS.
DÉCIMA-QUARTA ESTAÇÃO
Jesus é sepultado.
Aquele que preside, diz, enquanto todos genuflectem:
℣.: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Ass.: Porque, por vossa santa Cruz, redimistes o mundo.
O primeiro leitor:
Leitor 1: Contemplemos como os discípulos levam Jesus exânime ao lugar da sepultura. Triste, a Mãe os acompanha e com as próprias mãos acomoda o corpo do Filho à sepultura. Fecha-se este, enfim, e todos vão-se embora.
O segundo leitor:
Leitor 2: Ó Jesus sepultado, beijo esta pedra que vos acolheu; mas, após três dias, haveis de ressurgir! Por vossa ressurreição, fazei-me, eu vos peço, ressurgir glorioso convosco no último dia e ir para o Céu, onde, unido a vós para sempre, vos hei de louvar e amar por toda a eternidade. Amo-vos e arrependo-me de ter-vos ofendido. Não permitais que eu novamente vos ofenda. Dai-me amor perpétuo a vós e fazei de mim o que quiserdes.
Aquele que preside, diz:
℣.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende piedade de nós.
Entretanto, canta-se:
CANTO
NO SEPULCRO VOS DEIXARAM,
SEPULTADO, VOS CHORARAM,
MAGOADO O CORAÇÃO.
PELA VIRGEM DOLOROSA,
VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA,
PERDOAI-ME, MEU JESUS.
CONCLUSÃO
℣.: Diante da Paixão e Morte do Senhor, com confiança, rezemos a oração que Ele nos ensinou:
Ass.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
O presidente incensa a santa cruz, e concluí com a seguinte exortação:
℣.: Eis-me aqui, ó meu bom e dulcíssimo Jesus! Humildemente prostrado de joelhos em vossa presença, peço e suplico-vos, com todo o fervor de minha alma, que vos digneis gravar em meu coração os mais vivos sentimentos de fé, esperança e caridade, de verdadeiro arrependimento de meus pecados, e um firme propósito de emendar-me, enquanto vou considerando, com vivo afeto e dor, as vossas cinco chagas, tendo presentes as palavras que já o profeta Davi punha em vossa boca, ó bom Jesus: “Transpassaram minhas mãos e os meus pés e contaram todos os meus ossos”
Ass.: Amém.
℣.: Ó Mãe das Dores, Rainha dos mártires, que tanto chorastes vosso Filho, morto para me salvar, alcançai-me uma verdadeira contrição dos meus pecados e uma sincera mudança de vida. Mãe, pela dor que experimentastes quando vosso divino Filho, no meio de tantos tormentos, inclinando a cabeça expirou à vossa vista sobre a cruz, eu vos suplico que me alcanceis uma boa morte. Por piedade, ó advogada dos pecadores, não deixeis de amparar a minha alma na aflição e no combate da terrível passagem desta vida à eternidade. E, como é possível que, neste momento, a palavra e a voz me faltem para pronunciar o vosso nome e o de Jesus, rogo-vos, desde já, a vós e a vosso divino Filho, que me socorrais nessa hora extrema, e assim direi: Jesus e Maria, entrego-vos a minha alma. Amém.
Ass.: Amém.
Aquele que preside, diz:
℣.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende piedade de nós.
CANTO
MEU JESUS, POR VOSSOS PASSOS,
RECEBEI EM VOSSOS BRAÇOS:
A MIM, POBRE PECADOR.
PELA VIRGEM DOLOROSA,
VOSSA MÃE TÃO PIEDOSA,
PERDOAI-ME, MEU JESUS.
Depois de uns momentos em silêncio, aquele que preside diz:
℣.: O Senhor esteja convosco.
E o povo responde:
Ass.: Ele está no meio de nós.E concede a bênção final:
℣.: A bênção de Deus todo-poderoso: Pai, Filho + e Espírito Santo desça sobre vós e permaneça para sempre.E todos respondem:
Ass.: Amém.
E conclui:
℣.: Caros irmãos, vigiemos e oremos, e aguardemos o retorno e a vida do Senhor.
Todos se retiram em silêncio enquanto se canta:
1. BENDITA E LOUVADA SEJA, NO CÉU A DIVINA LUZ.
E NÓS TAMBÉM CÁ NA TERRA, LOUVEMOS À SANTA CRUZ!
2. OS ANJOS NO CÉU CONTENTES LOUVANDO ESTÃO JESUS.
CANTEMOS TAMBÉM NA TERRA, LOUVORES À SANTA CRUZ!
3. AQUI BEM ESTAMOS VENDO BRILHAR UMA CLARA LUZ.
É QUE ESTÃO DO CÉU CAINDO, REFLEXOS DA SANTA CRUZ!
4. NO MAIS ALTO CALVÁRIO MORREU NOSSO BOM JESUS.
DANDO O ÚLTIMO SUSPIRO NOS BRAÇOS DA SANTA CRUZ!
