Semanário Litúrgico | IV Domingo da Quaresma


SEMANÁRIO LITÚRGICO
4º DOMINGO DA QUARESMA

Cor litúrgica: Roxo ou Rosa
15/03/2026 - 
Ano A

Nesta Missa usa-se a cor roxa ou a cor rosa. É permitido o toque de instrumentos e pode adornar-se o altar com flores.

Neste domingo celebra-se o segundo escrutínio preparatório para o Batismo dos catecúmenos que serão admitidos aos sacramentos da iniciação cristã na Vigília Pascal, utilizando as orações e as intercessões próprias.

RITOS INICIAIS

ENTRADA

Reunido o povo, o sacerdote dirige-se com os ministros ao altar, enquanto se executa o canto de entrada.

CANTO

    ALEGRA-TE, JERUSALÉM!
    ALEGRA-TE, JERUSALÉM!
    VÓS TODOS QUE A AMAIS,
    REUNI-VOS!
    E VÓS QUE TRISTES ESTAIS,
    DE ALEGRIA EXULTAI!
    SACIAI-VOS COM A ABUNDÂNCIA
    DE SUAS CONSOLAÇÕES!

1. QUE ALEGRIA, QUANDO OUVI
    QUE ME DISSERAM:
    “VAMOS À CASA DO SENHOR!”
    E AGORA NOSSOS PÉS JÁ SE DETÊM,
    JERUSALÉM, EM TUAS PORTAS.

2. JERUSALÉM, CIDADE BEM EDIFICADA
    NUM CONJUNTO HARMONIOSO;
    PARA LÁ SOBEM AS TRIBOS DE ISRAEL,
    SOBEM AS TRIBOS DO SENHOR.

3. PARA LOUVAR, SEGUNDO A LEI DE ISRAEL,
    O NOME SANTO DO SENHOR.
    A SEDE DA JUSTIÇA LÁ ESTÁ
    E O TRONO DE DAVI.

Chegando ao altar, faz com os ministros uma profunda inclinação, beija o altar em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa a cruz e o altar. Depois se dirige com os ministros à cadeira.

ANTÍFONA

Nas Missas sem canto, o sacerdote recita a Antífona de Entrada:
cf.  Is 66, 10-11
Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais! Cheios de júbilo, exultai de alegria, vós que estais tristes, e sereis saciados nas fontes da vossa consolação. 

SAUDAÇÃO

Terminado o canto de entrada, o sacerdote e os fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o sacerdote, voltado para o povo, diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
E o povo responde:
Ass.: Amém.

Em seguida, o sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo com a seguinte fórmula:
Pres.: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
O povo responde:
Ass.: Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.

O sacerdote, o diácono ou outro ministro, poderá, com brevíssimas palavras, introduzir os fiéis na Missa do dia.

ATO PENITENCIAL

O sacerdote convida os fiéis ao ato penitencial:
Pres.: Irmãos e irmãs, reconheçamos os nossos pecados, para celebrarmos dignamente dos santos mistérios.
Após um momento de silêncio, o sacerdote diz:
Pres.: Confessemos os nossos pecados.
E todos rezam:
Ass.: Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões,
e, batendo no peito, dizem:
por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

Segue-se a absolvição sacerdotal:
Pres.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
O povo responde:
Ass.: Amém.

Seguem as invocações Senhor, tende piedade de nós (Kýrie, eléison), caso já não tenham ocorrido no ato penitencial.
 
Pres.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende piedade de nós.

Pres.: Cristo, tende piedade de nós.
Ass.: Cristo, tende piedade de nós.

Pres.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende piedade de nós.

ORAÇÃO COLETA

Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos oram com o sacerdote, por algum tempo, em silêncio.
Então o sacerdote, de braços abertos, profere a oração Coleta:
Pres.: Ó Deus, que por vossa Palavra realizais de modo admirável a reconciliação do gênero humano, concedei ao povo cristão correr ao encontro das festas que se aproximam, cheio de fervor e exultando de fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
O povo responde:
Ass.: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

PRIMEIRA LEITURA
1Sm 16, 1b. 6-7. 10-13a

O leitor dirige-se ao ambão e proclama a primeira leitura, que todos ouvem sentados. 

Leitura do Primeiro Livro de Samuel

Naqueles dias, o Senhor disse a Samuel: 1bEnche o chifre de óleo e vem para que eu te envie à casa de Jessé de Belém, pois escolhi um rei para mim entre os seus filhos. 6Assim que chegou, Samuel viu a Eliab e disse consigo “Certamente é este o ungido do Senhor!” Mas o Senhor disse-lhe: Não olhes para a sua aparência nem para a sua grande estatura, porque eu o rejeitei. Não julgo segundo os critérios do homem: o homem vê as aparências, mas o Senhor olha o coração”. Jessé fez vir seus sete filhos à presença de Samuel, mas Samuel disse: “O Senhor não escolheu a nenhum deles”. E acrescentou: “Estão aqui todos os teus filhos?” Jessé respondeu: Resta ainda o mais novo que está apascentando as ovelhas”. E Samuel ordenou a Jessé: “Manda buscá-lo, pois não nos sentaremos à mesa enquanto ele não chegar”. Jessé mandou buscá-lo. Era Davi, ruivo, de belos olhos e de formosa aparência. E o Senhor disse: “Levanta-te, unge-o: é este!” Samuel tomou o chifre com óleo e ungiu a Davi na presença de seus irmãos. E a partir daquele dia o espírito do Senhor se apoderou de Davi.

Para indicar o fim da leitura, o leitor aclama:
L.: Palavra do Senhor.
O povo responde:
Ass.: Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL

O salmista ou o cantor canta ou recita o salmo, e o povo, o refrão.

— O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma.
Ass.: O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma.

— O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. 
— Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. 
— Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças.
Ass.: O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma.

— Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. 
— Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. 
— Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!
Ass.: O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma.

— Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; 
— com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda.
Ass.: O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma.

— Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; 
— e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos. 
Ass.: O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma.


SEGUNDA LEITURA
Ef 5, 8-14

Se houver uma segunda leitura, o leitor proclama do ambão, como descrito acima.

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios

Irmãos: Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz. E o fruto da luz chama-se: bondade, justiça, verdade. Discerni o que agrada ao Senhor. Não vos associeis às obras das trevas, que não levam a nada; antes, desmascarai-as. O que essa gente faz em segredo, tem vergonha até de dizê-lo. Mas tudo que é condenável torna-se manifesto pela luz; e tudo o que é manifesto é luz. É por isso que se diz: “Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá”.

Para indicar o fim da leitura, o leitor aclama:
L.: Palavra do Senhor.
O povo responde:
Ass.: Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Segue o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico.

LOUVOR E GLÓRIA A TI, SENHOR! 
CRISTO PALAVRA DE DEUS! 
CRISTO PALAVRA DE DEUS!

POIS EU SOU A LUZ DO MUNDO, QUEM NOS DIZ É O SENHOR; 
E VAI TER A LUZ DA VIDA QUEM SE FAZ MEU SEGUIDOR!


Ou, para recitação:
Jo 8, 12
Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.

Pois eu sou a luz do mundo, quem nos diz é o Senhor; e vai ter a luz da vida quem se faz meu seguidor!

Enquanto isso, o sacerdote, quando se usa incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono, que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se profundamente diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios, para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho ✠ e do Espírito Santo.
O diácono faz o sinal da cruz e responde:
Amém.

Se não houver diácono, o sacerdote, inclinando-se diante do altar, reza em silêncio:
Ó Deus todo-poderoso, purificai-me o coração e os lábios, para que eu possa anunciar dignamente o vosso santo Evangelho.

EVANGELHO
Jo 9, 1. 6-9. 13-17. 34-38
(Forma breve)

O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e velas, e diz:
℣.:  O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ass.: Ele está no meio de nós.

O diácono ou o sacerdote diz, e, enquanto isso, faz o sinal da cruz sobre o livro e, depois, sobre si mesmo, na fronte, na boca e no peito.
℣.:  Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo João.
O povo responde:
Ass.: Glória a vós, Senhor.

Então o diácono ou o sacerdote, se for o caso, incensa o livro, e proclama o Evangelho.
 Naquele tempo, 1ao passar, Jesus viu um homem cego de nascença. E cuspiu no chão, fez lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos do cego. E disse-lhe: “Vai lavar-te na piscina de Siloé” (que quer dizer: Enviado). O cego foi, lavou-se e voltou enxergando. Os vizinhos e os que costumavam ver o cego — pois ele era mendigo — diziam: “Não é aquele que ficava pedindo esmola?” Uns diziam: “Sim, é ele!” Outros afirmavam: “Não é ele, mas alguém parecido com ele”. Ele, porém, dizia: “Sou eu mesmo!” Levaram então aos fariseus o homem que tinha sido cego. Ora, era sábado, o dia em que Jesus tinha feito lama e aberto os olhos do cego. Novamente, então, lhe perguntaram os fariseus como tinha recuperado a vista. Respondeu-lhes: “Colocou lama sobre meus olhos, fui lavar-me e agora vejo!” Disseram, então, alguns dos fariseus: “Esse homem não vem de Deus, pois não guarda o sábado”. Mas outros diziam: “Como pode um pecador fazer tais sinais?” E havia divergência entre eles. Perguntaram outra vez ao cego: “E tu, que dizes daquele que te abriu os olhos?” Respondeu: “É um profeta”. Os fariseus disseram-lhe: “Tu nasceste todo em pecado e estás nos ensinando?” E expulsaram-no da comunidade. Jesus soube que o tinham expulsado. Encontrando-o, perguntou-lhe: “Acreditas no Filho do Homem?” Respondeu ele: “Quem é, Senhor, para que eu creia nele?” Jesus disse: “Tu o estás vendo; é aquele que está falando contigo”. Exclamou ele: “Eu creio, Senhor!” E prostrou-se diante de Jesus.

Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote aclama:
℣.:  Palavra da Salvação.
O povo responde:
Ass.: Glória a vós, Senhor.

Depois beija o livro, dizendo em silêncio:
Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.

HOMILIA

Em seguida, faz-se a homilia, que compete ao sacerdote ou diácono; ela é obrigatória em todos domingos e festas de preceito e recomendada também nos outros dias.

CREDO

Nos domingos e solenidades, ou quando se prescreve, reza-se o credo:
Ass.: Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, 
Às palavras seguintes, até Virgem Maria, todos se inclinam. 
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.

ORAÇÃO UNIVERSAL

Terminada a imposição das cinzas e tendo lavado as mãos, faz-se a oração universal ou dos fiéis.
Pres.: Irmãos e irmãs, nós sabemos que a luz do mundo é Jesus Cristo, que deu vista ao cego de nascença e quer iluminar todos os homens. Peçamos a sua luz para a Igreja, para o mundo e para cada um de nós, dizendo:
E todos dizem:
Ass.: Renovai-nos, Senhor, no vosso Espírito.

1. Para que o Senhor dê a luz do seu Espírito ao nosso Bispo N., aos presbíteros e aos diáconos e os ensine a ver mais além das aparências, rezemos.

2. Para que o Senhor dê a luz do seu Espírito a todos os responsáveis deste mundo, e eles descubram os caminhos da concórdia, rezemos.

3. Para que o Senhor dê a luz do seu Espírito aos que andam envolvidos pelo mal e os conduza como um pastor ao seu rebanho, rezemos.

4. Para que o Senhor dê a luz do seu Espírito aos cegos, aos doentes e aos que não crêem, e todos cheguem a ver n’Ele o Salvador, rezemos.

5. Para que o Senhor nos dê a luz do seu Espírito, nos ensine a procurar o que Lhe agrada e nos reúna a todos no seu reino, rezemos.
(Outras intenções…)

O sacerdote conclui, dizendo:
Pres.: Senhor, nosso Deus, dai-nos a graça de reconhecer no vosso Filho Aquele que é a verdadeira luz do mundo e iluminai os corações dos que não crêem com a palavra e os sinais do Evangelho. Por Cristo, nosso Senhor.
O povo responde:
Ass.: Amém.

LITURGIA EUCARÍSTICA

OFERTÓRIO

Inicia-se o canto da preparação das oferendas, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice, a pala e o Missal.

1. SÊ BENDITO, SENHOR, PARA SEMPRE
    PELOS FRUTOS DAS NOSSAS JORNADAS!
    REPARTIDOS NA MESA DO REINO,
    ANUNCIAM A PAZ ALMEJADA!

    SENHOR DA VIDA,
    TU ÉS A NOSSA SALVAÇÃO!
    AO PREPARARMOS A TUA MESA,
    EM TI BUSCAMOS RESSURREIÇÃO!

2. SÊ BENDITO, SENHOR, PARA SEMPRE
    PELOS MARES, OS RIOS E AS FONTES!
    NOS RECORDAM A TUA JUSTIÇA,
    QUE NOS LEVA A UM NOVO HORIZONTE!

3. SÊ BENDITO, SENHOR, PARA SEMPRE
    PELAS BENÇÃOS QUAL CHUVA TORRENTE!
    TU FECUNDAS O CHÃO DESTA VIDA
    QUE ABRIGA UMA NOVA SEMENTE!

Convém que os fiéis expressem sua participação trazendo uma oferenda, seja pão e vinho para a celebração da Eucaristia, seja outro donativo para auxílio da comunidade e dos pobres.

O sacerdote, de pé junto ao altar, recebe a patena com o pão em suas mãos e, levantando-a um pouco sobre o altar, diz em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.
Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corporal.

Se o canto da preparação das oferendas não continuar, o sacerdote poderá recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Bendito seja Deus para sempre!

O diácono ou o sacerdote coloca vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio:
Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.

Em seguida, o sacerdote recebe o cálice em suas mãos e, elevando-o um pouco sobre o altar, diz em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar vinho da salvação.
Coloca o cálice sobre o corporal.

Se o canto da preparação das oferendas não continuar, o sacerdote poderá recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Bendito seja Deus para sempre!

Em seguida o sacerdote, profundamente inclinado, reza em silêncio:
De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.

E, se for oportuno, incensa as oferendas, a cruz e o altar. Depois, o diácono ou outro ministro incensa o sacerdote e o povo.

Em seguida, o sacerdote, de pé ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Lavai-me, Senhor, de minhas faltar e purificai-me do meu pecado.

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

Estando, depois, no meio do altar a voltado para o povo, o sacerdote estende e une as mãos e diz:
Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que o meu e vosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
O povo responde:
Ass.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.

Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote profere a oração sobre as oferendas.
Pres.: Senhor, apresentamos com alegria estes dons, remédio de eterna salvação, pedindo suplicantes que os veneremos dignamente e os santifiqueis para a salvação do mundo. Por Cristo, nosso Senhor.
O povo responde:
Ass.: Amém.

PRECE EUCARÍSTICA

PREFÁCIO
O cego de nascença

Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz ou canta:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ass.: Ele está no meio de nós.

Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
Pres.: Corações ao alto.
O povo responde:
Ass.: O nosso coração está em Deus.

O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres.: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
O povo responde:
Ass.: É nosso dever e nossa salvação.

O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.
Pres.: Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, nosso Senhor. Pelo mistério da encarnação, Jesus conduziu à luz da fé a humanidade que caminhava nas trevas, e elevou à dignidade de filhos e filhas os nascidos na escravidão do pecado, fazendo-os renascer das águas do Batismo. Por isso, todos os seres terrestres e celestes, adorando, entoam um cântico novo; e nós, com os anjos do céu, proclamamos, cantando (dizendoa uma só voz:

Une as mãos e com o povo recita o Santo, Santo, Santo...

CANTO

1. SANTO, SANTO, SANTO,
    SENHOR DEUS DO UNIVERSO. 
    O CÉU E A TERRA,
    PROCLAMAM A VOSSA GLÓRIA. 
    HOSANA NAS ALTURAS!

2. BENDITO O QUE VEM,
    EM NOME DO SENHOR!
    HOSANA NAS ALTURAS!

Ou, para recitação:
Ass.: Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo. O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

ORAÇÃO EUCARÍSTICA
SOBRE RECONCILIAÇÃO II

O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Pai onipotente, louvado sois por vosso Filho Jesus Cristo, que veio em vosso nome. Ele é a Palavra de salvação para a humanidade, a mão que estendeis aos pecadores e o caminho pelo qual nos é concedida a vossa paz. Quando vos abandonamos por nossos pecados, vós nos reconduzistes à reconciliação por vosso Filho, que por nós entregastes à morte, para que voltássemos a vós e nós amássemos uns aos outros.
Une as mãos e, estendendo-as sobre as oferendas, diz:
E agora, celebrando a reconciliação que Cristo nos trouxe, vos pedimos: santificai estas oferendas pela efusão do vosso Espírito,
une as mãos e traça o sinal da cruz, ao mesmo tempo sobre o pão e o cálice, dizendo:
a fim de que se tornem o Corpo e ✠ o Sangue de vosso Filho que nos mandou celebrar estes mistérios.
Une as mãos.
A assembleia aclama:
Ass.: Enviai o vosso Espírito Santo.

O relato da instituição da Eucaristia seja proferido de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
Pres.: Antes de dar a vida para nos libertar, estando a mesa,
toma o pão
e, mantendo-o m pouco acima do altar, prossegue:
Jesus tomou o pão em suas mãos, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, colocando-a na patena e genuflete em adoração.

Depois prossegue:
Pres.: Do mesmo modo, naquela noite,
toma o cálice nas mãos
e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:
ele tomou o cálice da bênção em suas mãos e, proclamando a vossa misericórdia, o deu a seus discípulos.
Mostra o cálice ao povo, colocando-o sobre o corporal e genuflete em adoração.

Em seguida, diz:
Pres.: Mistério da fé!
A assembleia aclama: 
Ass.: Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus.

O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Fazendo, pois, memória da morte e ressurreição do vosso Filho que nos deixou esta prova de amor, nós vos oferecemos aquilo que nos destes: o sacrifício da perfeita reconciliação.
A assembleia aclama: 
Ass.: Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!

Pres.: Pai santo, neste banquete salvífico, suplicantes, vos pedimos: aceitai-nos também com vosso Filho e dai-nos o seu Espírito para que nos liberte de tudo que nos separa uns dos outros.
A assembleia aclama: 
Ass.: O Espírito nos una num só corpo!

1C.: Ele faça da vossa Igreja sinal de unidade do gênero humano e instrumento da vossa paz, e nos conserve em comunhão com nosso Papa António, (o  nosso Bispo N.*) os Bispos do mundo inteiro e todo o vosso povo.
A assembleia aclama: 
Ass.: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!

Por ocasião da Sé Vacante, não se diz o nome do Papa até à eleição.

2C.: Ó Pai, que agora nos reunistes, à mesa do vosso Filho, congregai-nos também na Ceia da comunhão eterna nos novos e nova terra, onde brilha a plenitude da vossa paz, junto com a gloriosa Virgem Maria, Mãe de Deus, os Apóstolos e todos os Santos, os nossos irmãos e as pessoas de todos os povos e línguas que morreram na vossa amizade,
Une as mãos
em Cristo Jesus, Senhor nosso.

Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:
Pres.: Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos.
A assembleia aclama: 
Ass.: Amém.

RITOS DA COMUNHÃO

PAI-NOSSO

Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, de mãos unidas:
Pres.: Somos chamados filhos de Deus e realmente o somos, por isso, podemos rezar confiantes:
E todos juntos rezam:
Ass.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
O sacerdote une as mãos.
O povo conclui a oração, aclamando:
Ass.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos.
O povo responde:
Ass.: Amém.

O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
O povo responde:
Ass.: O amor de Cristo nos uniu.

CORDEIRO DE DEUS

Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos faça participar da vida eterna.

Enquanto isso, canta-se ou recita-se:

CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO, 
    TENDE PIEDADE DE NÓS.

CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO, 
    TENDE PIEDADE DE NÓS.

CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO, 
    DAI-NOS A PAZ.

Ou, para recitação:
Ass.: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

Essas palavras podem ser repetidas ainda mais vezes, se a fração do pão se prolongar. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.

Em seguida, o sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que, cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me por este vosso santíssimo Corpo e Sangue dos meus pecados e de todo mal; dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.
Ou:
Senhor Jesus Cristo, vosso Corpo e vosso Sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam proteção e remédio para minha vida.

O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia na mão:
Pres.: Quem come minha carne e bebe meu sangue permanece em mim e eu nele.
E, elevando-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice, diz em voz alta, voltado para o povo:
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
Ass.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

COMUNHÃO

O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
O Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
E reverentemente comunga o Corpo de Cristo.

Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
O Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
E reverentemente comunga o Sangue de Cristo.

ANTÍFONA

Nas Missas sem canto, o sacerdote recita a Antífona de Comunhão:
cf. Jo 9, 11. 38
   O Senhor ungiu os meus olhos. Eu fui, lavei-me, comecei a ver e acreditei em Deus.


Em seguida, toma a patena ou o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:
O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
Amém.
E comunga.

O diácono ou o ministro extraordinário da distribuição da sagrada Comunhão, o distribuir a sagrada Comunhão, procede do mesmo modo.

Se houver Comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito na Instrução Geral sobre o Missal Romano, n. 281-287.

Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da Comunhão.

    O SENHOR UNGIU MEUS OLHOS.
    EU FUI E ME LAVEI:
    FOI ENTÃO QUE COMECEI A VER E CRI EM DEUS.
    FOI ENTÃO QUE COMECEI A VER E CRI EM DEUS.

1. O SENHOR É MINHA LUZ E SALVAÇÃO;
    DE QUEM EU TEREI MEDO?
    O SENHOR É A PROTEÇÃO DA MINHA VIDA;
    PERANTE QUEM EU TREMEREI?

2. AO SENHOR EU PEÇO APENAS UMA COISA, 
    E É SÓ ISTO QUE EU DESEJO:
    HABITAR NO SANTUÁRIO DO SENHOR POR TODA A MINHA VIDA;
    SABOREAR A SUAVIDADE DO SENHOR 
    E CONTEMPLÁ-LO NO SEU TEMPLO.

3. POIS UM ABRIGO ME DARÁ SOB O SEU TETO 
    NOS DIAS DA DESGRAÇA;
    NO INTERIOR DE SUA TENDA HÁ DE ESCONDER-ME
    E PROTEGER-ME SOBRE A ROCHA.

4. E AGORA MINHA FRONTE SE LEVANTA
    EM MEIO AOS INIMIGOS.
    OFERTAREI UM SACRIFÍCIO DE ALEGRIA,
    NO TEMPLO DO SENHOR.

5. NÃO AFASTEIS EM VOSSA IRA O VOSSO SERVO,
    SOIS VÓS O MEU AUXÍLIO!
    NÃO ME ESQUEÇAIS NEM ME DEIXEIS ABANDONADO,
    MEU DEUS E SALVADOR!

Terminada a Comunhão, o sacerdote, o diácono ou  o acólito purifica a patena e o cálice.

Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno.

Então o sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou preferir um salmo ou outro cântico de louvor.

DEPOIS DA COMUNHÃO

Em seguida, junto ao altar ou à cadeira, o sacerdote, de pé, voltado para o povo, diz de mãos unidas:
Pres.: Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo em silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida, o sacerdote abrindo os braços, profere a oração Depois da comunhão.
Pres.: Ó Deus, luz de todo ser humano que vem a este mundo, iluminai nossos corações com o esplendor da vossa graça, para pensarmos sempre o que vos agrada e amar-vos de todo o coração. Por Cristo, nosso Senhor.
O povo responde:
Ass.: Amém.

Se necessário, fazem-se breves comunicados ao povo.

RITOS FINAIS

BÊNÇÃO FINAL

Em seguida, faz-se a despedida. O sacerdote, voltado para o povo, abre os braços e diz:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ass.: Ele está no meio de nós.

O diácono ou, na falta dele, o próprio sacerdote pode fazer o convite com estas ou outras palavras: 
℣.: Inclinai-vos para receber a bênção. 

Em seguida, o sacerdote, estendendo as mãos sobre o povo, profere a bênção:
Pres.: Protegei, Senhor, os que vos suplicam: sustentai os fracos, iluminai sempre com a vossa luz os que andam nas trevas da morte, e concedei que, por vossa misericórdia, libertados de todos os males, cheguemos aos bens supremos. Por Cristo, nosso Senhor.
O povo responde:
Ass.: Amém.

O sacerdote abençoa o povo dizendo:
Pres.: E a bênção de Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre.
O povo responde:
Ass.: Amém.

Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, de mãos unidas:
℣.: Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
O povo responde:
Ass.: Graças a Deus.

ANTÍFONA
    
    AVE, RAINHA DO CÉU;
    AVE, DOS ANJOS SENHORA;
    AVE, RAIZ, AVE, PORTA;
    DA LUZ DO MUNDO ÉS AURORA.
    EXULTA, Ó VIRGEM TÃO BELA;
    AS OUTRAS SEGUEM-TE APÓS;
    NÓS TE SAUDAMOS: ADEUS!
    E PEDE A CRISTO POR NÓS!
    VIRGEM MÃE, Ó MARIA!

Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita com os ministros a devida reverência, retira-se.

CANTO

    LEMBRA, SENHOR, O TEU AMOR FIEL PARA SEMPRE!
    QUE OS INIMIGOS NÃO TRIUNFEM SOBRE O POVO!
    DE SUAS ANGÚSTIAS, Ó SENHOR, LIVRA TUA GENTE!

1. SENHOR, DEUS, A TI ELEVO A MINHA ALMA,
    EM TI CONFIO: QUE EU NÃO SEJA ENVERGONHADO.
    NÃO SE ENVERGONHE QUEM EM TI PÕE SUA ESPERANÇA,
    MAS, SIM, QUEM NEGA POR UM NADA SUA FÉ!

2. MOSTRA-ME, SENHOR, OS TEUS CAMINHOS, 
    E FAZ-ME CONHECER A TUA ESTRADA!
    TUA VERDADE ME ORIENTE E ME CONDUZA,
    PORQUE ÉS O DEUS DA MINHA SALVAÇÃO!

3. RECORDA, SENHOR MEU DEUS, TUA TERNURA
    E A TUA COMPAIXÃO QUE SÃO ETERNAS.
    NÃO RECORDES MEUS PECADOS QUANDO JOVEM,
    NEM TE LEMBRES DE MINHAS FALTAS E DELITOS

4. O SENHOR É PIEDADE E RETIDÃO,
    E RECONDUZ AO BOM CAMINHO OS PECADORES.
    ELE DIRIGE OS HUMILDES NA JUSTIÇA,
    E AOS POBRES ELE ENSINA O SEU CAMINHO.
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