Discurso | Primeira Bênção Urbi et Orbi


PRIMEIRO DISCURSO
DO PAPA 
GREGÓRIO VII

06 de abril de 2026
Praça de São Pedro, Loggia das Bênçãos

Boa noite a todos, irmãos e irmãs.

A paz de Cristo Ressuscitado esteja com todos vós: uma paz sem medos, uma paz que reine nos corações cansados, sem esperança e oprimidos. Por isso, repito: a paz de Cristo vivo e ressuscitado esteja convosco!

O primeiro Gregório edificou; o segundo Gregório estabeleceu; o meu antecessor no nome pontifício, Gregório — Marco Piacenza — guiou a Igreja nos momentos mais difíceis. E hoje, como esse Gregório, retorno aqui diante de uma situação que nos tem deixado um pouco cautelosos. Contudo, volto para vos dizer: não tenhais medo! O mal não prevalecerá. O mal jamais prevalecerá!

A minha saudação dirige-se aos confins do Habblet Hotel, lugar onde tantos e tantos jovens se refugiam; espaço onde muitos, carentes de consolo e de um abraço, precisam de ser compreendidos, escutados e acolhidos; onde necessitam de receber o calor do Espírito Santo e ver os seus corações iluminados pelo dom da coragem.

Por isso, conclamo-vos a ser mensageiros da paz e do amor: ide aos confins e anunciai que, no nome de Cristo, não há medo nem temor, mas paz — uma paz desarmada e desarmante —, onde Cristo se faz presente e onde o odor da santidade se espalha; onde Ele toca os corações mais tristes e cansados.

Sede luz. Sede luzes que iluminam a vida de cada pessoa mergulhada nas trevas e sem esperança. Onde está Cristo, está a esperança. A Páscoa é o verdadeiro significado da vitória da esperança sobre as trevas.

Hoje desejo elevar a minha voz aos confins deste mundo e dizer-vos: não estais sozinhos! Sois amados por Deus, nosso Pai, e Ele vos amará sempre. Nunca duvideis disso.
Por isso, não tenhais medo.

Hoje dirijo-me também ao clero: obrigado, padres; obrigado, bispos; obrigado, cardeais. Obrigado pela vossa missão, pelo vosso ministério, pelo esforço e dedicação ao apostolado. Obrigado por, incansavelmente, vos entregardes ao serviço da Igreja.

A barca pode balançar e até parecer querer sucumbir, mas nunca afundará. À popa desta barca está Jesus, o Mestre. Onde está o Mestre, estão os apóstolos; onde estão os apóstolos, está a Igreja.

Caminhemos juntos e sejamos uma Igreja verdadeiramente vocacionada: uma Igreja que cumpra o seu verdadeiro múnus, a sua autêntica vocação, e que siga o seu sentido mais profundo, longe de correntes ideológicas que ameaçam a fé, querendo moldar a Igreja à imagem do mundo.

Sejamos uma Igreja que se estende, que vai ao encontro dos tristes, dos oprimidos, dos abandonados — que são muitos nesta plataforma. Conclamo-vos a ser portadores da paz que vem de Cristo vivo e ressuscitado.

Faço um primeiro pedido: rezai por mim, vosso Bispo. O Bispo não avança sem o seu rebanho. Conto com todos vós — com todos, todos, todos —: os que estão e os que desejam voltar. Juntos, vamos reerguer a Igreja que, há quinze anos, nos sustenta e confirma. Mesmo com as suas fraquezas, é a Igreja de Cristo.

O segundo pedido é igualmente importante nesta Páscoa: Jesus lavou os pés aos discípulos e ensinou-nos o mandamento do amor. Por isso, peço-vos que vos unais, que vos perdoeis, que vos reconcilieis. Reparai as pontes quebradas, indo ao encontro das amizades feridas e das pessoas magoadas por nossa causa. Ide ao encontro de quem magoastes no passado e reatai laços, pois muitos precisam dessa paz — uma paz que deve começar primeiro em nós, cristãos, e que vem de Cristo, que nos ensina a ser servos e pacificadores. Só assim estaremos preparados para reerguer a nossa Igreja.

A barca atravessa a sua tempestade, e eu vos digo: não tenhais medo. Não tenhais medo, porque Jesus está na barca. A Ele entregamos as nossas dificuldades, preocupações e necessidades — e Ele nos atenderá.

Recebereis agora a minha primeira bênção apostólica. Levai esta bênção nos vossos corações e aos corações necessitados do consolo que procuram. A Igreja deve acolher a todos, mas não a tudo; não pode tolerar o erro nem adaptar-se ao mundo. É o mundo que deve adaptar-se à Igreja.

Avancemos na paz de Cristo Ressuscitado.

Interlocutor:
O Santo Padre Gregório VII concederá agora a sua primeira bênção apostólica de Roma ao mundo. Que ela chegue, por meio das comunicações digitais, com benevolência paternal e como bênção pascal de Cristo Ressuscitado. Inclinai-vos para receber a bênção.

(Após a bênção)

Dirijo uma saudação muito especial, paternal e amiga, à IDH e à amada Cidade do Carmo, terras onde fui pároco no ano passado. Que, por intercessão de São Pedro, patrono dessa localidade, sejais sempre portadores da paz.

Ide em paz, e o Senhor vos acompanhe. Graças a Deus. Aleluia, aleluia.

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