Atualização do Brasão de Armas do Romano Pontífice Gregório VII | Dicastério para as Comunicações Sociais

 


DOM AGNELO PREVOST CARDEAL ARNS
POR MERCÊ DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA
CARDEAL-BISPO DE ALBANO E ÓSTIA
PREFEITO DO DICASTÉRIO PARA AS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

A todos os que esta lerem, saudação, paz e bênção no Senhor.

O Santo Padre Gregório VII solicitou a atualização do seu Brasão de Armas. Em relação ao brasão atualmente utilizado pelo Pontífice, manifestou certo desagrado, motivo pelo qual o Dicastério para as Comunicações Sociais se empenhou na elaboração de um novo Brasão de Armas Pontifícias, atendendo ao seu pedido. 

Assim, declaramos oficialmente instituído este novo Brasão de Armas do Sumo Pontífice Gregório VII:


O brasão apresenta uma composição profundamente enraizada na tradição papal, onde cada elemento carrega um significado teológico e simbólico. O escudo divide‑se em dois campos: o superior, azul, contém três flores‑de‑lis douradas, evocando a pureza, a realeza espiritual e a ligação a Nossa Senhora, enquanto o número três remete à Santíssima Trindade. O azul representa o céu e a dimensão espiritual da fé cristã. No campo inferior, em vermelho, encontra‑se o Cordeiro Pascal, símbolo de Cristo imolado e ressuscitado. O cordeiro repousa sobre o livro, sinal da Palavra eterna, e sustém o estandarte branco com a cruz vermelha, expressão da vitória de Cristo sobre a morte. A auréola dourada afirma a sua natureza divina, e o vermelho do campo recorda o amor sacrificial, o martírio e a caridade ardente.

Por trás do escudo surgem as duas chaves de São Pedro, cruzadas: uma de ouro, representando o poder espiritual e celeste, e outra de prata, simbolizando o poder pastoral e doutrinal na terra. O cordão vermelho que as une expressa a caridade que sustenta e liga ambos os poderes conferidos por Cristo a Pedro. Sobre o conjunto ergue‑se a tiara papal, ou triregno, com as suas três coroas, tradicionalmente interpretadas como sinais do Papa enquanto Pai dos Reis, Governante espiritual do mundo e Vigário de Cristo. No topo, o globo encimado pela cruz reafirma a soberania universal de Cristo, que o Papa serve e anuncia. Os ornamentos laterais, em vermelho e ouro, reforçam a solenidade, a continuidade histórica e a dignidade do ministério petrino. No conjunto, o brasão expressa uma síntese harmoniosa entre cristologia, mariologia e missão apostólica, colocando Cristo no centro, sob a proteção de Maria e sustentado pela autoridade confiada a Pedro.

O brasão anteriormente utilizado perde sua validade a partir deste momento, deixando de ter qualquer efeito ou reconhecimento oficial.

Dado em Roma, no primeiro dia do mês de maio, no ano do Senhor de dois mil e vinte e seis.



+ AGNELO PREVOST CARD. ARNS
Pref. do Dicastério para os Bispos
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