A todos aqueles que esta lerem,
saudação, paz e bênção em Cristo vivo e Ressuscitado.
Do alto da Cátedra de Pedro, de onde volto o meu olhar sobre toda a orbe, chamado a ser pastor e guardião da Igreja, bem como a confirmá-la na verdade, incumbe-me o dever de recordar aqueles que nos precederam na missão de conduzir a Igreja à santidade e que, contudo, dela se desviaram por interesses próprios.
Por meio desta proclamação, cumpre-me o zeloso dever de afirmar a verdade e reconhecer que o meu predecessor, Augusto I, conduziu a Igreja a graves desordens. Joseph Ravassi foi eleito 66.º Pontífice após o abandono inesperado de Bento VI, na noite de 25 de dezembro de 2019. Tendo sido reintegrado durante o pontificado do seu antecessor, Ravassi viria a ser eleito pontífice ao cair da noite de 28 de dezembro de 2019, em conclave convocado sob estado de calamidade. Nesse conclave, participaram, entre outros, o Cardeal Arns, o Cardeal-Emérito Marco Piacenza e outros antigos cardeais, os quais atualmente se encontram sob pena de excomunhão desde os acontecimentos de maio de 2023.
Desde a sua eleição, Augusto I procurou exercer o seu governo com autoritarismo, desrespeito e hostilidade para com o clero. Em consequência de ações marcadas por corrupção e imprudência, a Igreja enfrentou uma das mais graves divisões de 2019, levando parte significativa do clero a organizar uma resistência denominada “ICARH”. Ademais, consta que o referido pontífice articulou o seu apoio junto de cardeais eleitores mediante promessas de reintegração de antigos clérigos e de restauração de tempos de concórdia.
A pretensão de Joseph Ravassi ao pontificado já se manifestava durante o governo de Bento VI. Posteriormente, confrontado com a crise instaurada e incapaz de conduzir a Igreja com firmeza, anunciou a sua renúncia por meio de carta (Doc. 1), na qual proferiu ataques contra diversos clérigos, rompendo, na prática, a comunhão eclesial ao subordinar o seu ministério às próprias vontades. Tal atitude evidenciou grave desconfiança e desrespeito pelo múnus petrino que lhe fora confiado.
A unidade da Igreja, profundamente abalada sob o seu governo como Augusto I, foi posteriormente restaurada pelo seu sucessor, Inocêncio IV, que pôs termo à divisão instaurada e promoveu o regresso daqueles que, desde os pontificados de Bento VI e João IX, tinham se afastado.
Considerando que o histórico de um pontífice marcado por condutas abusivas, interesseiras e contrárias ao espírito do Evangelho não pode permanecer sem o devido juízo, e tendo em conta o seu comportamento indigno para com o Ministério Petrino, cumpre-me emitir o presente documento, em defesa da integridade e da memória dos nossos predecessores.
Deste modo, PROCLAMO e DECLARO a ANTIPAPIA de Augusto I, com fundamento nos testemunhos, registos e provas documentais anexas a este documento, bem como nos arquivos do anterior site da Sé, os quais evidenciam o vilipêndio do Ministério Petrino.
Determino que a presente declaração seja tornada pública na data da sua emissão e devidamente arquivada entre os documentos do Magistério, devendo a referida qualificação ser doravante associada ao nome do pontífice em questão.
Dado em Roma, junto a São Pedro, no dia 3 de maio do ano do Senhor de dois mil e vinte e seis, primeiro do meu Pontificado, 5° Domingo da Páscoa.
Seções:
AntiPapa
Augusto I
Constituição
Declaração
Declaração de antipapia
Decreto
Magistério
Papa Augusto I
Papa Gregório VII

