Discurso | Primeira Bênção Urbi et Orbi

 

PRIMEIRO DISCURSO
DO PAPA 
PAULO VII

11 de junho de 2026
Praça de São Pedro, Loggia das Bênçãos

Boa noite!


Há pouco refletia convosco a frase que utilizarei como lema de Pontificado: “Non vos me elegistis, sed ego elegi vos” — “Não fostes vós que me escolhestes, fui Eu que vos escolhi” (Jo 15,16).


De verdade, o Espírito Santo sabe quando toca, onde toca, o momento que ilumina. Como Bispo eleito desta Sé, não deixo de reconhecer que passamos um momento difícil, não deixo de reconhecer a típica trajetória da mesmice. O Espírito sabe quando é o momento ideal. E se fui eleito neste momento, não foi por mais nada: Foi porque os meus irmãos cardeais viram em mim uma tentativa de solução.


Meus irmãos e minhas irmãs: Peço que sejamos uma Igreja viva e em saída. Uma Igreja que não vive apenas de ritos, mas também de missão; uma Igreja viva, uma Igreja de paz. Uma Igreja que anuncie verdadeiramente a paz de Cristo, uma paz desarmada e desarmante.


O apostolado virtual vive momentos difíceis, a barca sucumbe, mas Jesus não nos disse que estará conosco até o fim dos tempos (Cf. Mt 28,20)!? Por que tememos? Não devemos temer. Temos que ser Peregrinos da Esperança!


E é por isso que escolho o nome de Paulo: Nome para reedificar e convosco caminhar. Como o Papa Paulo VI — São Paulo VI. Onde o sopro do Espírito Santo renovou a Igreja.


Hoje, faço um pedido a todos os presentes aqui: Não deixem morrer a Igreja virtual. Tantas pessoas buscaram salvação por ela, e é por meio deste projeto que mais almas vamos alcançar.


O Espírito Santo hoje interpela a cada um e vos chama a ir. E agora eu, peço-vos: Ide por todos os cantos do Habblet! Ide e anunciem sem medo. O Bom Pastor não tem medo dos lobos. E vós, Igreja viva, templos do Senhor, também não têm medo dele! Somos uma Igreja missionária! E é como uma Igreja missionária que devemos agir.


Rezem por mim, vosso Bispo. Rezem pelo nosso amado Papa Leão XIV. Rezem pela paz no mundo, pela conversão dos pecadores e pela unidade dos cristãos. É Cristo quem sofre com a divisão. É a Igreja que se quebra com a desunião. E, com Maria, Estrela da Nova Evangelização, aprendamos a dizer “sim” a Deus, e a negar as coisas do mundo e amar mais a Deus. Foi Ele que há 15 anos interpelou o coração de jovens a iniciar este projeto. E, hoje, delega-me e delega-nos a continuidade deste projeto.


Agora, peço um momento de silêncio. Assim como Francisco, naquela noite de 13 de março de 2013 pediu que rezassem por ele, agora peço-vos, primeiro como vosso irmão. Um pedido de oração. Que se estenda todos os dias do meu Pontificado.

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