DECLARAÇÃO | Interregno

PAULUS, EPISCOPUS
SERVUS SERVORUM DEI

A quantos esta DECLARAÇÃO lerem, saudação, paz e bênção apostólica.

As vicissitudes do tempo obrigam-nos a reconhecer os limites da nossa condição humana e reduzem, por vezes, a disponibilidade necessária para a missão que nos foi confiada neste apostolado.

Há quase dezasseis anos nascia a nossa Igreja, sob o impulso do Espírito Santo. Aos nossos protofundadores foi confiada a missão de a instituir e de a fazer crescer, obra que perdurou ao longo de todos estes anos. Em diferentes épocas fomos submetidos às mais diversas provações. Surgiram cismas que procuraram enfraquecer a Igreja, dividir a comunhão dos fiéis e dissipar a unidade que sempre procurámos preservar.

Muitos dos meus predecessores, bem como numerosos clérigos e fiéis, caminharam connosco para que a Igreja permanecesse firme, vencendo todos os cismas e resistindo àqueles que continuamente se levantaram contra nós e contra a sua unidade. Entre eles, recordo com especial gratidão os Papas João Paulo III, Paulo II, Clemente VII, João Paulo VI, Romano II e Bonifácio III: homens de fé que, nos tempos de maior provação, defenderam esta Igreja com o seu trabalho, o seu sacrifício e a sua vocação.

Todavia, nos últimos tempos temos assistido a um progressivo desinteresse por parte do clero e à ausência de muitos daqueles que já não desejam continuar esta missão com o mesmo zelo e a mesma dedicação demonstrados por estes homens que tanto fizeram pela Igreja. Assiste-se, infelizmente, ao abandono gradual da missão que nos foi confiada.

Consciente da gravidade desta decisão, mas igualmente convicto de que ela é, neste momento, a mais prudente e necessária, determino que a nossa Igreja entre num período de Interregno.

Este será um tempo de suspensão das nossas atividades ordinárias, de silêncio, recolhimento e profunda reflexão. É uma decisão que profundamente me entristece, mas que considero inevitável. Não faz sentido manter estruturas em funcionamento quando falta quem esteja verdadeiramente disposto a responder ao chamamento da missão que lhes foi confiada.

Assim, DECLARO, a partir de hoje, 26 de julho de 2026, oficialmente iniciado o INTERREGNO.

Durante este período ficam suspensas todas as atividades da Cúria Romana, bem como todas as nomeações, atos de governo e atividades pastorais do nosso apostolado.

Declaro igualmente encerrada a Arquidiocese Metropolitana de Aparecida, permanecendo suspensa toda e qualquer atividade pastoral relativa a esta circunscrição eclesiástica.

Mantendo-me no exercício do ministério de Romano Pontífice, recolher-me-ei em retiro pessoal em Castel Gandolfo.

Confio o cuidado pastoral da Diocese de Roma aos Eminentíssimos Senhores Cardeais Luca Marini e Daniel Pedro Águeda, para que supervisionem as atividades, ainda que reduzidas ao estritamente necessário, das Basílicas Papais.

Quando, em tempo oportuno, existirem as condições necessárias para a retoma da vida ordinária da Igreja, declararei cessado o Interregno e serão restabelecidas as atividades em todo o nosso apostolado.

Determino que permaneçam abertas a Basílica de São Pedro, a Praça de São Pedro, a Basílica de Santa Maria Maior e a Arquibasílica do Santíssimo Salvador e dos Santos João Batista e João Evangelista de Latrão.

Para este efeito, nomeio:
Dom Luca Cardeal Marini, Arcipreste da Basílica de São Pedro;
Dom Daniel Cardeal Águeda, Arcipreste da Basílica de Santa Maria Maior;

permanecendo Eu, como Bispo de Roma, espiritualmente ligado à Arquibasílica Lateranense.

Por fim, manifesto a minha mais sincera gratidão a todos aqueles que caminharam connosco ao longo destes quase dezasseis anos de história. Sobre todos invoco a Bênção Apostólica e peço as vossas orações, para que o Espírito Santo nos conceda a fortaleza necessária e, se for da vontade de Deus, possamos, num futuro próximo, retomar plenamente a nossa missão e celebrar ainda o nosso décimo sexto aniversário de fundação, que será assinalado no próximo mês de novembro.

Dado em Castel Gandolfo, aos vinte e seis dias do mês de julho do Ano do Senhor de dois mil e vinte e seis, primeiro do meu Pontificado.

+ PAVLVS, PP. VII
Pontifex Maximus
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