Santo Padre, Paulo VII,
Cardeais, Bispos, Presbíteros e Diáconos,
Religiosos, Religiosas, Consagrados e Consagradas,
Povo de Deus.
NÃO PREVALECERÃO!
Neste dia, há doze anos, fui eleito pela primeira vez para a cátedra de Pedro, assumindo o nome de Miguel. Nesta data tão significativa para mim, escrevo esta carta de impugnação à declaração de interregno promulgada no dia de ontem.
Dirijo-me a Vossa Santidade, em comunhão, mas também em forma de contestação, pois o Romano Pontífice não é a única autoridade da Igreja, nem a sua governação se reduz à vontade de uma só pessoa. A Igreja é, por natureza, sinodal: caminha com os Bispos, os Presbíteros, os Diáconos, os Religiosos, os Consagrados e os Leigos; E os leigos são os que constituem um dos seus pilares fundamentais.
Pergunto, pois, a Vossa Santidade: como pode decidir suspender a vida da Igreja sem antes consultar o rebanho que caminha ao vosso lado? Estou convicto de que, se o clero tivesse sido ouvido, a resposta teria sido clara: não.
Num tempo em que um novo cisma procura afirmar-se sob a aparência de um falso ecumenismo, somos chamados a ser luz, como o Cristo ordena, fortalecendo ainda mais a missão que nos foi confiada. Os inimigos da Igreja sempre procuraram abalá-la. Tentaram fazê-lo, por exemplo, no pontificado de João XII e, graças à dedicação do Cardeal Leopoldo Scherer, que então assumiu uma posição de defesa inabalável, acabaram por se dividir, dando origem ao cisma que permanece no nosso hotel desde 2023, nascido através de circunstâncias marcadas por escândalos profundamente lamentáveis que nem me atrevo aqui escrever.
Com o desaparecimento da Igreja do Habbo Hotel, fundada em 2006, a SICAR passou a assumir um lugar central na sucessão histórica dos apostolados virtuais da comunidade Habbo, tornando-se o mais antigo apostolado católico em atividade, fundado em 2010, e isto não pode ser deixado à revelia.
Ontem, Vossa Santidade declarou um período de interregno. Pergunto, com todo o respeito: será esta a resposta da Igreja perante os ataques e os desafios que atualmente enfrenta? Será assim que se honra o trabalho dos vossos predecessores e o sacrifício daqueles que, ao longo de dezasseis anos, lutaram para impedir que a Igreja sucumbisse e desaparecesse?
Como Cardeal da Santa Igreja Apostólica Romana, declaro formalmente a minha impugnação desta decisão e exorto Vossa Santidade a reconsiderá-la, reativando imediatamente a vida ordinária da Igreja.
Permito-me apresentar algumas propostas concretas.
Em primeiro lugar, uma reorganização dos Colégios, confiando responsabilidades àqueles que verdadeiramente desejam servir e afastando, com caridade, mas também com responsabilidade, quem já não demonstra disponibilidade para a missão. A igreja não se faz com pessoas rebeldes ou sedentas, mas de pessoas seriamente comprometidas;
Em segundo lugar, uma revitalização da ação pastoral, promovendo atividades regulares e reuniões semanais com todo o clero, de modo a definir um verdadeiro plano pastoral orientado para a formação, a organização interna e a procura ativa de novas vocações, uma vez que os seminários sequer ativos estão;
Por fim, encorajo Vossa Santidade a dialogar com os clérigos que estão eméritos, convidando-os a regressar e a colocar novamente os seus dons ao serviço desta missão. A Igreja não pode desperdiçar aqueles que, durante anos, lhe dedicaram tempo, esforço e amor, e esses deverão corresponder ao chamado em tempos de necessidade, porque a igreja também esteve para eles quando mais precisaram.
E este recado serve para alguns clérigos revoltados: A Igreja não se constrói porque gostamos de uns e rejeitamos outros por causa dos seus erros passados. A Igreja constrói-se quando aprendemos a perdoar, a reconciliar-nos e a voltar a confiar no próximo.
Não estamos aqui por interesses pessoais, mas pela missão que Cristo nos confiou: evangelizar sem fazer aceção de pessoas.
Infelizmente, por diversas ocasiões, irmãos que manifestaram vontade sincera de regressar foram impedidos de o fazer apenas porque alguns não conseguiram ultrapassar conflitos do passado. Se esse fosse também o meu critério, muitos dos que hoje integram o nosso clero nunca teriam regressado, sejamos transparentes.
Outrossim, acredito profundamente que a SICAR deve permanecer uma Igreja aberta, neutra e acolhedora, onde todos os que desejam servir com sinceridade possam encontrar o seu lugar e todos possam também ser escutados e compreendidos pelas suas fragilidades. Ninguém é dono da Igreja. O único Senhor da Igreja é Cristo, Seu fundador.
Lanço, por isso, este repto a Vossa Santidade e a todo o clero: unamo-nos e trabalhemos juntos.
Não podemos permitir que o apostolado virtual seja entregue à indiferença, ao oportunismo ou a pessoas que o utilizam apenas para satisfazer interesses pessoais, alimentar rivalidades ou procurar protagonismo. Também não podemos permitir que a identidade católica da nossa missão seja diluída por quem não respeita o Magistério da Igreja nem os seus ensinamentos fundamentais.
Não podemos permitir que a igreja seja entregue a quem sequer é católico; a membros da seita protestante, outros que são ateus e até mesmo adeptos do candomblé; ou a quem brinca com a natureza do apostolado e faz do apostolado um circo.
Não podemos permitir que a igreja seja entregue a quem sequer é católico; a membros da seita protestante, outros que são ateus e até mesmo adeptos do candomblé; ou a quem brinca com a natureza do apostolado e faz do apostolado um circo.
O apostolado não existe para alimentar egos nem para servir ambições humanas. Existe para evangelizar, amar, perdoar, acolher, ensinar e conduzir almas a Cristo.
É essa missão que recebemos. É essa missão que temos o dever de preservar. E a isto tudo, somasse a voz imperiosa de Cristo, que promete: As portas do inferno não prevalecerão contra Ela.
E, como prova da minha fidelidade à Igreja, professo publicamente o meu juramento de obediência à Igreja Católica e ao Papa Paulo VII e Leão XIV:
Eu Daniel Pedro Águeda creio firmemente e professo todas e cada uma das verdades que estão contidas no símbolo da fé, a saber: Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos céus. E encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e Se fez homem. Tambem por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai. De novo há-de vir em Sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adoraddo e glorificado: Ele que falou pelos Profetas. Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só baptismo para remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos, e a vida do mundo que háde vir. Amen. Creio também firmemente tudo o que está contido na palavra de Deus, escrita ou transmitida pela tradição, e é proposto pela Igreja, de forma solene ou pelo Magistério ordinário e universal, para ser acreditado como divinamente revelado. De igual modo aceito firmemente e guardo tudo o que, acerca da doutrina da fé e dos costumes, é proposto de modo definitivo pela mesma Igreja. Adiro ainda, com religioso obséquio da vontade e da inteligencia, aos ensinamentos que os Romanos Pontífices Paulo VII e Leão XIV ou o Colégio Episcopal propõem quando exercem o Magistério autêntico, ainda que não entendam proclamá-los com um acto definitivo
Roma, aos vinte sete dias de julho do ano do Senhor de dois mil e vinte seis.
✠ DANIEL PEDRO CARD. ÁGUEDA, OFM
✠ LEOPOLDO JORGE CARD. SCHERER
✠ PIETRO CARD. MENARDI
Aos interessados a somar-se a esta impugnação,
procure pelo Cardeal Daniel para que seja incluído nas assinaturas.
