Carta Universal - Aos cleros irmãos dos cleros ''ICAR'' do Habbo Hotel e Habblet Hotel


INNOCENTIUS, EPISCOPUS
SERVUS SERVORUM DEI

Aos meus irmãos vinculados a este apostolado e aos apostolados irmãos do Habbo Hotel e do Habblet Hotel, denominados como ''ICAR''.

POR UMA PAZ DESARMADA E DESARMANTE!
- Papa Leão XIV

É com estas palavras do nosso Pontífice da realidade, Leão XIV, proferidas no dia da sua eleição — «Por uma paz desarmada e desarmante» — que começo esta minha carta, dirigida aos nossos irmãos dos demais apostolados virtuais, nomeadamente ao Papa Bento VII, do Habbo, e ao Papa Inácio I, do Habblet.

Durante muitos anos, ocorreram discussões e conflitos entre as nossas comunidades. Muitas vezes, chamámo-nos mutuamente de «cismas», insultámo-nos, prejudicámo-nos e fomos intolerantes uns com os outros. Tivemos comportamentos que em nada correspondem àquilo que deveria caracterizar os membros da Igreja fundada por Cristo, nosso Senhor, que nos ensinou o caminho do amor, da reconciliação e da paz.

Muitas vezes, esses conflitos tiveram início da nossa parte. Fomos movidos pela ambição, procurando ocupar um lugar acima dos demais, e, em outras ocasiões, agimos em resposta a ataques que também partiram de outras comunidades. Contudo, a vingança nunca pode ser uma decisão coerente para quem renuncia ao mal e diz «sim» à vontade de Deus. A concorrência, o insulto e a hostilidade jamais podem constituir uma resposta adequada quando a nossa missão é anunciar o Evangelho e conduzir as almas a Cristo. É através do nosso próprio exemplo que muitas vocações nascem. E, se plantarmos o mal, que fruto poderemos esperar colher?

Por isso, enquanto Pontífice reinante deste clero denominado SICAR, dirijo publicamente o meu pedido de perdão a todos: aqueles que se sentiram magoados, insultados, perseguidos ou injustamente tratados. Peço perdão pelas atitudes dos meus predecessores quando impuseram restrições ao contacto e ao diálogo fraterno com outras comunidades. Peço perdão também por termos sido, em determinadas ocasiões, os primeiros a falhar no compromisso com a fraternidade, quando poderíamos ter escolhido compreender, dialogar e procurar juntos uma solução.

Dirijo igualmente um pedido de perdão àqueles que, tendo integrado o nosso apostolado, se viram atingidos por determinadas atitudes e imposições que, em alguns momentos, assumiram contornos incompatíveis com o espírito cristão que devemos professar.

Esta é, acima de tudo, uma mensagem de esperança e fraternidade. As portas estarão sempre abertas a todos. A Igreja deve ser uma casa aberta, acolhedora e disponível para todos, e nunca poderá ser reduzida à vontade ou à presença de uma única pessoa. Somos Igreja de Cristo; não somos a Igreja de uma pessoa só.

Mas, assim como não seria justo olhar apenas para as nossas próprias falhas, também não me compete tomar partido exclusivamente da nossa comunidade. Por isso, deixo igualmente uma palavra fraterna aos demais apostolados, especialmente àqueles que, em determinados momentos, dirigiram ataques contra membros da nossa comunidade.

Refiro-me, em particular, ao caso de Agnelo, cuja vida pessoal, fora deste ambiente virtual, acabou por ser profundamente afetada na sequência de mensagens enviadas para a sua paróquia e para a sua diocese. Temos conhecimento desses acontecimentos, que jamais deveriam ter ocorrido. Mas também sem esquecer, onde também defendo a dignidade de Dolezzio, que há anos também passou por uma situação semelhante pelo próprio Agnelo. A vingança jamais deve ser uma resposta certa para quem professa o Credo Católico e comunga da Santíssima Eucaristia.

Procurar atingir a dignidade pessoal de alguém por causa de conflitos ou divergências num ambiente virtual é uma atitude profundamente lamentável e incompatível com os princípios cristãos que dizemos defender. Numa Igreja onde o amor deveria reinar, não podemos permitir que o ódio, a vingança e o ressentimento ocupem o lugar da caridade.


Devemos perguntar a nós próprios: o que nos dirá Jesus no dia do nosso juízo? Poderemos considerar coerentes com o Evangelho atitudes destinadas a ferir a realidade pessoal de alguém por causa de conflitos ocorridos num jogo ou numa comunidade virtual? Poderemos justificar a tentativa de afastar, prejudicar ou perseguir alguém por causa de divergências que deveriam permanecer circunscritas a este espaço?

Creio que já passou o momento de continuarmos a alimentar discórdias e desavenças. Não existe necessidade de permanecermos presos a conflitos do passado. Sou, e desejo continuar a ser, um Papa aberto ao diálogo, à compreensão, ao respeito e à inclusão. Não tolerarei que a dignidade de qualquer pessoa seja ferida, seja ela quem for, e jamais poderei concordar com atitudes que ultrapassem os limites do respeito e da fraternidade.

Este ambiente deve servir para evangelizar, para construir, para formar e para aproximar as pessoas de Cristo. Não pode transformar-se num espaço onde descarregamos as nossas raivas, ressentimentos ou desejos de vingança. O amor fraterno deve prevalecer até nos momentos de maior dificuldade e diante das maiores divergências.

Aos demais apostolados, deixo uma palavra simples e fraterna: vivamos unidos como irmãos. Sim, vivamos unidos no amor de Deus, sem transformar a nossa missão numa competição, sem procurar retirar pessoas das comunidades umas das outras e sem alimentar rivalidades.

Respeitemos o campo de missão de cada comunidade. Respeitemos a dignidade de cada pessoa, independentemente das suas escolhas, das suas convicções ou das comunidades às quais decidiu pertencer. Cristo deixou-nos o mandamento do amor; não nos deixou um mandamento de vingança.

Por fim, dirijo uma palavra especial de saudação e amizade fraterna aos meus irmãos no ministério petrino, Bento VII e Inácio I.

Que os vossos ministérios sejam exercidos sob o conforto do Espírito Santo e sob o olhar materno de Nossa Senhora. Que possamos compreender a importância do diálogo, da fraternidade e do respeito mútuo, procurando construir uma Igreja cada vez mais unida, missionária e fraterna.

Que sejam derrubados os muros que fomos construindo entre nós e que possamos fazer jus à mensagem e à natureza desta missão que partilhamos.

Por isso, faço desde já o convite para que, muito em breve, possamos marcar um encontro entre nós, num espírito verdadeiramente fraterno, e rezarmos juntos pelos nossos apostolados e pelo ministério de todos aqueles que fazem parte das nossas comunidades: pelos nossos cardeais, bispos, presbíteros, diáconos e leigos.

Que possamos deixar para trás aquilo que nos dividiu e olhar para aquilo que nos une.

Que possamos, finalmente, concretizar o desejo de Cristo: «Que todos sejam um.» (Jo 17, 21)

Que Nossa Senhora, Mãe da Igreja, interceda por todos nós e nos ensine a caminhar pelo caminho da reconciliação, da humildade e da paz.

Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 07 de outubro do ano do Senhor de 2026, primeiro do nosso pontificado, na Festa de Nossa Senhora do Rosário.

Pontifex Maximus
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