Livreto Celebrativo - Missa de Posse Pontifícia em Latrão


CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA
POSSE NA CÁTEDRA DE LATRÃO
PRESIDIDA POR SUA SANTIDADE
LUCAS II
ARQUIBASÍLICA DE SÃO JOÃO DE LATRÃO
05/02/2021 - 20h

1. Reunido o povo, o sacerdote dirige-se ao altar com os ministros, durante o canto de entrada.

CANTO
VENHAM, VENHAM TODOS
PARA A CEIA DO SENHOR!
CASA ILUMINADA
MESA PREPARADA
COM PAZ E AMOR
PORTA SEMPRE ABERTA
PAI AMIGO, AGUARDANDO, ACOLHEDOR
VEM DO ALTO, POR MARIA
ESTE PÃO QUE VAI NOS DAR
PÃO DOS ANJOS, QUEM DIRIA!
NOS FARÁ RESSUSCITAR!

CANTA A IGREJA: O SACRIFÍCIO
QUE, NA CRUZ, FOI SEU INÍCIO!
E, ANTES, JESUS QUIS ENTREGAR
CORPO E SANGUE EM ALIMENTO
PRECIOSO TESTAMENTO!
COMO NÃO NOS ALEGRAR?!

PARA A FONTE EUCARISTIA
VAI SEDENTA A ROMARIA
VOLTA EM MISSÃO DE TRANSFORMAR
CADA UM E TODO O POVO
CONSTRUINDO UM MUNDO NOVO
COMO NÃO NOS ALEGRAR?!

FAZEI ISTO, FOI A ORDEM
MORTE E VIDA NOS RECORDEM
PROVA DE AMOR É PARTILHAR!
HÁ MAIOR FELICIDADE
NO SERVIÇO E NA HUMILDADE
COMO NÃO NOS ALEGRAR?!

COM A SOLIDARIEDADE
RENOVAR A SOCIEDADE
PELA JUSTIÇA E PAZ LUTAR
VENDO O PÃO EM CADA MESA
VIDA HUMANA COM NOBREZA
COMO NÃO NOS ALEGRAR?!

PÃO É CARNE VERDADEIRA
VINHO É SANGUE DA VIDEIRA!
POSSA TAL FÉ SE APROFUNDAR!
SE O MISTÉRIO É INCOMPREENSÍVEL
NOSSA FÉ DIZ QUE É POSSÍVEL
COMO NÃO NOS ALEGRAR?!

SAUDAÇÃO

2. Chegando ao altar e feita a devida reverência, beija-o em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa-o. Em seguida, todos dirigem-se às cadeiras.

Terminado o canto de entrada, toda a assembleia, de pé, faz o sinal da cruz, enquanto o sacerdote diz:
Pres: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Ass: Amém.

O sacerdote, voltado para o povo e abrindo os braços, saúda-o:

Pres: A paz esteja convosco.
Ass: O amor de Cristo nos uniu.

3. O sacerdote, diácono ou outro ministro devidamente preparado poderá, em breves palavras, introduzir os fiéis na missa do dia.

ATO PENITENCIAL

Segue-se o Ato Penitencial. O sacerdote convida os fiéis à penitência.

Pres: O Senhor Jesus que nos convida à mesa da Palavra e da Eucaristia, nos chama à conversão. Reconheçamos ser pecadores e invoquemos com confiança a misericórdia do Pai.

Pres: Kýrie Eléison
Ass: Kýrie Eléison 

Pres: Christé Eléison
Ass: Christé Eléison

Pres: Kýrie Eléison
Ass: Kýrie Eléison
Segue-se a absolvição sacerdotal:
Pres: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
Ass: Amém.

POSSE DA CÁTEDRA

O Santo Padre recebe a mitra. O vigário geral de Sua Santidade para a Diocese de Roma, diz:
Beatíssimo Pai, a Santa Igreja que está em Roma hoje exulta na glória do Senhor e acolhe o seu bispo, sucessor do Apóstolo Pedro, que vem tomar posse de sua cátedra. Este é o lugar escolhido e abençoado, do qual, fielmente no decurso dos séculos, a rocha sobre a qual a Igreja é fundada confirma todos os irmãos na verdade da fé, preside a caridade todas as Igrejas e com firmeza, a todos orienta nos caminhos da santidade. À Santíssima Trindade, surge o nosso hino de louvor, gratidão e nossa suplica, para que, de uma fronteira a outra da terra, haja apenas um rebanho se forma sob um único Pastor. Santo Padre, com devoção filial, nos professamos obedientes e dóceis a seus ensinamentos e orientações. 

O Santo Padre toma a férula e se assenta na cátedra. É então saudado pelos Cardeais e clérigos pertencentes à Diocese de Roma.

Enquanto isso, canta-se um canto apropriado.

CANTO
SOU BOM PASTOR OVELHAS GUARDAREI
NÃO TENHO OUTRO OFICIO NEM TEREI
QUANTAS VIDAS EU TIVER EU LHES DAREI

MAUS PASTORES, NO DIA DE SOMBRA
NÃO CUIDARAM E O REBANHO SE PERDEU
VOU SAIR PELO CAMPO REUNIR O QUE É MEU
CONDUZIR E SALVAR

VERDES PRADOS E BELAS MONTANHAS
HÃO DE VER O PASTOR, REBANHO ATRÁS
JUNTO A MIM, AS OVELHAS TERÃO MUITA PAZ
PODERÃO DESCANSAR

HINO DE LOUVOR

5. Quando for prescrito, canta-se ou recita-se o Hino de Louvor.

Pres: GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS!

Ass: E PAZ NA TERRA AOS HOMENS
POR ELE AMADOS
SENHOR DEUS
REI DOS CÉUS
DEUS PAI TODO-PODEROSO

Ass: NÓS VOS LOUVAMOS,
NÓS VOS BENDIZEMOS,
NÓS VOS ADORAMOS,
NÓS VOS GLORIFICAMOS,
NÓS VOS DAMOS GRAÇAS,
POR VOSSA IMENSA GLÓRIA.

Ass: SENHOR JESUS CRISTO,
FILHO UNIGÊNITO,
SENHOR DEUS,
CORDEIRO DE DEUS,
FILHO DE DEUS PAI.
VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
TENDE PIEDADE DE NÓS.

Ass: VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
ACOLHEI A NOSSA SÚPLICA.
VÓS QUE ESTAIS À DIREITA DO PAI,
TENDE PIEDADE DE NÓS.
SÓ VÓS SOIS O SANTO,
SÓ VÓS O SENHOR,
SÓ VÓS O ALTÍSSIMO,
JESUS CRISTO,
COM O ESPÍRITO SANTO,
NA GLÓRIA DE DEUS PAI.

 
ORAÇÃO DO DIA 
 
6. Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz: 
Pres: Oremos. 
E todos oram em silêncio, por algum tempo. 
Então o sacerdote abrindo os braços reza a oração; 
Senhor nosso Deus, concedei-nos sempre saúde de alma e corpo, e fazei que, pela intercessão da Virgem Maria, libertos das tristezas presentes, gozemos as alegrias eternas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Ass: Amém. 

PRIMEIRA LEITURA

7. O leitor dirige-se ao ambão para a primeira leitura, que todos ouvem sentados.

L: Leitura da carta aos Hebreus.
L: Ainda não tendes resistido até o sangue, na luta contra o pecado. Estais esquecidos da palavra de animação que vos é dirigida como a filhos: “Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes, quando repreendido por ele; pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho”. Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige? E verdade que toda correção parece, de momento, antes motivo de pesar que de alegria. Mais tarde, porém, granjeia aos que por ela se exercitaram o melhor fruto de justiça e de paz. 12 “Levantai, pois, vossas mãos fatigadas e vossos joelhos trêmulos”. Dirigi os vossos passos pelo caminho certo. Os que claudicam tornem ao bom caminho e não se desviem. Procurai a paz com todos e ao mesmo tempo a santidade, sem a qual ninguém pode ver o Senhor. Estai alerta para que ninguém deixe passar a graça de Deus, e para que não desponte nenhuma planta amarga, capaz de estragar e contaminar a massa inteira.
Ao fim, aquele que lê diz.
L: Palavra do Senhor.
No fim, o povo aclama:
Ass: Graças a Deus.

RESPONSÓRIO

8. O salmista ou o cantor recita o salmo, e o povo o estribilho.

Ass: O amor do Senhor por quem o respeita é de sempre e para sempre.

1. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome!
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores! R.

2. Como um pai se compadece de seus filhos, o Senhor tem compaixão dos que o temem. 
Porque sabe de que barro somos feitos e se lembra que apenas somos pó. R.

3. Mas o amor do Senhor Deus por quem o teme é de sempre e perdura para sempre;
e também sua justiça se estende por gerações até os filhos de seus filhos,
aos que guardam fielmente sua aliança. R.

SEGUNDA LEITURA

9. Se houver segunda leitura, o leitor a fará no ambão, como acima. 


ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

10. Segue-se o Aleluia ou outro canto.

ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA!
MINHAS OVELHAS ESCUTAM MINHA VOZ EU AS CONHEÇO E ELAS ME SEGUEM!

11. Enquanto isso, o sacerdote, se usar incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
Diác: Dá-me a tua bênção.

O sacerdote diz em voz baixa:
Pres: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.
O diácono responde:
Diác: Amém.

EVANGELHO

12. O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e as velas, e diz:

Diác ou Sac: 
O Senhor esteja convosco.
Ass: Ele está no meio de nós.

O diácono, ou o sacerdote, fazendo o sinal da cruz no livro e, depois, na fronte, na boca e no peito, diz:

Diác ou Sac: 
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
Ass: Glória a vós, Senhor.

Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.

Diác ou Sac: Naquele tempo, depois, Jesus partiu dali e foi para a sua pátria, seguido de seus discípulos. 2 Quando chegou o dia de sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos o ouviam e, tomados de admiração, diziam: “Donde lhe vem isso? Que sabedoria é essa que lhe foi dada, e como se operam por suas mãos tão grandes milagres? Não é ele Carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs?” E ficaram perplexos a seu respeito. Mas Jesus disse-lhes: “Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e na sua própria casa”. Não pôde fazer ali milagre algum. Curou apenas alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. Admirava-se ele da desconfiança deles. E ensinando, percorria as aldeias circunvizinhas.
13. Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote diz:
Diác ou Sac: 
Palavra da Salvação.
Ass: Glória a vós, Senhor.

O sacerdote beija o livro, rezando em silêncio:
Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.

HOMILIA

14. Nos domingos e festas de preceito, faça-se a homilia, também recomendável nos outros dias.

PROFISSÃO DE FÉ

15. Terminada a homilia, seja feita, quando prescrita, uma das seguintes profissões de fé:

Pres: Professemos a nossa fé.
Ass: Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai.  Por ele todas as coisas foram feitas.  E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus:
(Todos se inclinam)
e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem.
(Todos se erguem)
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado.  Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim.  Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

PRECES DA ASSEMBLEIA

16. Em seguida, faz-se a oração universal ou dos fiéis.

Pres: Irmãos, elevemos ao Senhor as nossas preces, clamando:
Ass: Nós te pedimos, Senhor!

1. Vós que nos destes a alegria de fazer parte de vossa Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica, fortalecei o Santo Padre Lucas em seu bispado na Diocese de Roma e em seu ministério universal e conservai-nos fiéis aos seus ensinamentos. Te clamamos:

2. Tornai sempre viva no coração de vossos sacerdotes, especialmente os que residem em Roma, a certeza de que a eficácia de seu apostolado não está tanto nos seus esforços humanos, mas na força de vossa Cruz. Te clamamos:

3. Vós, que chamastes vossos primeiros discípulos no meio de suas ocupações profissionais, concedei a todos os cristãos condições dignas de trabalho, para que vos encontrem, vos amem e sirvam em seus trabalhos realizados com perfeição. Te clamamos:

4. Enchei de esperança verdadeira todos os que vivem na escuridão do sofrimento e da angústia, de modo especial aqueles que sofrem com a praga do COVID-19, e fazei brilhar para eles a luz de vossa graça. Te clamamos:

Pres: Ouvi, Senhor, nossos pedidos e atendei-nos no que, em nossa humanidade, ousamos pedir. Por Cristo, Senhor nosso.
Ass: Amém.

CANTO 
TOMA A MINHA VIDA, ACEITA SENHOR
QUE A TUA CHAMA ARDA NO MEU PEITO.
TODO O MEU SER ANSEIA POR TI
TU ÉS MEU MESTRE, Ó DIVINO REI.

FONTE DE VIDA, DE PAZ E AMOR
POR TI EU CLAMO SEMPRE SENHOR
GUIA A MINHA ALMA, ENCHE-A TAMBÉM
SÊ MEU REFÚGIO E SUPREMO BEM.

DE TODO O MAL, GUARDA-ME SENHOR
SÓ TU ME GUIAS, MEU REI E MEU DEUS.
SE A NOITE ESCONDE A LUZ AOS MEUS OLHOS
ÉS MINHA ESTRELA A BRILHAR NOS CÉUS.

OFERTÓRIO

17. Inicia-se o canto do ofertório, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho , o cálice e o missal.

18. Convém que os fiéis manifestem a sua participação, trazendo o pão e o vinho para a celebração da Eucaristia, ou outros dons para auxílio da comunidade e dos pobres.

19. O sacerdote, de pé, toma a patena com o pão e, elevando-a um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.

20. O diácono ou o sacerdote derrama o vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio.
Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.

21. Em seguida, o sacerdote toma o cálice e, elevando-o um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos e que para nós se vai tornar vinho da salvação.
Coloca o cálice sobre o corporal.

22. O sacerdote, inclinando, reza em silêncio:
De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.

23. Se for oportuno, incensa as oferendas e o altar. Depois, o diácono ou o ministro incensa o sacerdote e o povo.

24. O sacerdote, de pé, ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados.

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

25. No meio do altar e voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, o sacerdote diz:
Pres: Orai, irmãos e irmãs, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
Ass: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para a glória do seu nome, para o nosso bem e de toda a santa Igreja.

26. Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote reza a oração sobre as oferendas.
Pres: Socorra-nos, ó Pai, a humanidade do vosso Filho, que, ao nascer da Virgem Mãe, não diminuiu, mas consagrou a sua integridade. E fazei que ele, apagando os nossos pecados, vos torne agradáveis nossas oferendas. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass: Amém.

ORAÇÃO EUCARÍSTICA IV

117. Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz:
Pres: O Senhor esteja convosco.
Ass: Ele está no meio de nós.

Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
Pres: Corações ao alto.
Ass: O nosso coração está em Deus.

O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
Ass: É nosso dever e nossa salvação.

O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.
Pres: Na verdade, ó Pai, é nosso dever dar-vos graças, é nossa salvação dar-vos glória: só vós sois o Deus vivo e verdadeiro que existis antes de todo o tempo e permaneceis para sempre, habitando em luz inacessível. Mas, porque sois o Deus de bondade e a fonte da vida, fizestes todas as coisas para cobrir de bênçãos as vossas criaturas e a muitos alegrar com a vossa luz.

Pres: Eis, pois, diante de vós todos os anjos que vos servem e glorificam sem cessar, contemplando a vossa glória. Com eles, também nós e, por nossa voz, tudo o que criastes celebramos o vosso nome, cantando a uma só voz.


CANTO

SANTO, SANTO, SANTO, SENHOR DEUS DO UNIVERSO! 
O CÉU E A TERRA PROCLAMAM A VOSSA GLÓRIA. 
HOSANNA IN EXCELSIS, HOSANNA IN EXCELSIS.
BENDITO O QUE VEM EM NOME DO SENHOR! HOSANA NAS ALTURAS!
HOSANNA IN EXCELSIS, HOSANNA IN EXCELSIS.



118. O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres: Nós proclamamos a vossa grandeza, Pai santo, a sabedoria e o amor com que fizestes todas as coisas criastes o homem e a mulher à vossa imagem e lhes confiastes todo o universo, para que, servindo a vós, seu criador, dominassem toda criatura. E, quando pela desobediência perderam a vossa amizade, não os abandonastes ao poder da morte, mas a todos socorrestes com bondade, para que, ao procurar-vos, vos pudessem encontrar.

Pres: E, ainda mais, oferecestes muitas vezes aliança aos homens e às mulheres e os instruístes pelos profetas na esperança da salvação. E de tal modo, Pai santo, amastes o mundo, que, chegada a plenitude dos tempos, nos enviastes vosso próprio Filho para ser o nosso salvador.

Pres: Verdadeiro homem, concebido do Espírito Santo e nascido da virgem Maria, viveu em tudo a condição humana, menos o pecado; anunciou aos pobres a salvação, aos oprimidos, a liberdade, aos tristes, a alegria. E, para realizar o vosso plano de amor, entregou-se à morte e, ressuscitando dos mortos, venceu a morte e renovou vida.

Pres: E, a fim de não mais vivermos para nós, mas para ele, que por nós morreu e ressuscitou, enviou de vós, ó Pai, o Espírito Santo, como primeiro dom aos vossos fiéis para santificar todas as coisas, levando à plenitude a sua obra.

119. Une as mãos e as estende sobre as oferendas, dizendo:
Pres: Por isso, nós vos pedimos que o mesmo Espírito Santo santifique estas oferendas, 
une as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo:
a fim de que se tornem o Corpo e + o Sangue Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, para celebrarmos este grande mistério que ele nos deixou em sinal da eterna aliança.


120.  Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
Pres: Quando, pois, chegou a hora em que por vós, ó Pai, ia ser glorificado, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Enquanto ceavam, 
Toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, se inclina, e prossegue:
ele tomou o pão, deu graças, e o partiu e deu a seus discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la.


121. Então prossegue:
Do mesmo modo, 
Toma o cálice nas mãos, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, se inclina, e prossegue:
ele tomou em suas mãos o cálice com vinho, deu graças novamente e o deu a seus discípulos.
Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal, e faz genuflexão para adorá-lo.

122. Em seguida, diz:
Pres: Eis o mistério da fé.
Ass: Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

123. O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres: Celebrando, agora, ó Pai, a memória da nossa redenção, anunciamos a morte de Cristo e sua descida entre os mortos, proclamamos a sua ressurreição e ascensão à vossa direita e, esperando a sua vinda gloriosa, nós vos oferecemos o seu corpo e Sangue, sacrifício do vosso agrado e salvação do mundo inteiro.

Pres: Olhai, com bondade, o sacrifício que destes à vossa Igreja e concedei aos que vamos participar do mesmo pão e do mesmo cálice que, reunidos pelo Espírito Santo num só corpo, nos tornemos em Cristo um sacrifício vivo para o louvor da vossa glória.

1C: E agora, ó Pai, lembrai-vos de todos pelos quais vos oferecemos este sacrifício: o vosso servo o papa Lucas, os bispos do mundo inteiro, os presbíteros e todos os ministros, os fiéis que, em torno deste altar, vos oferecem este sacrifício, o povo que vos pertence e todos aqueles que vos procuram de coração sincero.

2C: Lembrai-vos também dos que morreram na paz do vosso Cristo e de todos os mortos, dos quais só vós conhecestes a fé.

3C: E a todos nós, vossos filhos e filhas, concedei, ó Pai de bondade, que, com a virgem Maria, mãe de Deus, e seu beato esposo São José com os apóstolos e todos os santos, possamos alcançar a herança eterna no vosso reino, onde, com todas as criaturas, libertas da corrupção do pecado e da morte, vos glorificaremos 

Une as mãos
por Cristo, Senhor nosso.

3C: Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.

124. Ergue o cálice e a patena com a hóstia, dizendo:
Pres: Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.
Ass: Amém!



RITO DA COMUNHÃO


125. Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz unindo as mãos:
Pres: O Senhor nos comunicou o seu Espírito. Com a confiança e a liberdade de filhos, digamos juntos:
Ass: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade,  assim na terra como no céu;  o pão nosso de cada dia nos daí hoje,  perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

126. O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador.
O sacerdote une as mãos. O povo conclui a oração aclamando:
Ass: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

127. O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
O povo responde:
Ass: Amém.

128. O sacerdote, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
O povo responde:
Ass: O amor de Cristo nos uniu.

130. Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
Pres: Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.

131. Enquanto isso, canta-se ou recita-se:
Ass: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
Essas palavras podem ser repetidas várias vezes, se a fração do pão se prolonga. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.

132. O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Pres: Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me dos meus pecados e de todo mal; pelo vosso Corpo e pelo vosso Sangue, dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.

133. O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia, elevando-a sobre a patena, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres: Quem come minha Carne e bebe meu Sangue permanece em mim e eu nele. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
Ass: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

COMUNHÃO

134. O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Sangue de Cristo.

135. Toma a patena ou o cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão comungar e diz a cada um:
O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
Amém.
O diácono, ao distribuir a sagrada comunhão, procede do mesmo modo.

136. Se houver comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito.

137. Enquanto o sacerdote comunga do Corpo de Cristo, inicia-se o canto da comunhão.

CANTO 
TU ÉS MINHA VIDA, OUTRO DEUS NÃO HÁ
TU ÉS MINHA ESTRADA, A MINHA VERDADE
EM TUA PALAVRA EU CAMINHAREI
ENQUANTO EU VIVER E ATÉ QUANDO TU QUISERES
JÁ NÃO SENTIREI TEMOR, POIS ESTÁS AQUI
TU ESTÁS NO MEIO DE NÓS

CREIO EM TI, SENHOR, VINDO DE MARIA
FILHO ETERNO E SANTO, HOMEM COMO NÓS
TU MORRESTE POR AMOR, VIVO ESTÁS EM NÓS
UNIDADE TRINA COM O ESPÍRITO E O PAI
E UM DIA, EU BEM SEI, TU RETORNARÁS
E ABRIRÁS O REINO DO CÉU

TU ÉS MINHA FORÇA, OUTRO DEUS NÃO HÁ
TU ÉS MINHA PAZ, MINHA LIBERDADE
NADA NESTA VIDA NOS SEPARARÁ
EM TUAS MÃOS SEGURAS, MINHA VIDA GUARDARÁS
EU NÃO TEMEREI O MAL, TU ME LIVRARÁS
E NO TEU PERDÃO VIVEREI

Ó, SENHOR DA VIDA, CREIO SEMPRE EM TI
FILHO SALVADOR, EU ESPERO EM TI
SANTO ESPÍRITO DE AMOR, DESCE SOBRE NÓS
TU DE MIL CAMINHOS NOS CONDUZES A UMA FÉ
E POR MIL ESTRADAS ONDE ANDARMOS NÓS
QUAL SEMENTE NOS LEVARÁ

138. Terminada a comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.
Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Fazei, Senhor,que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal e transforme para nós em remédio eterno.

139. O sacerdote pode voltar a cadeira. É aconselhável guardar um momento de silêncio ou recitar algum salmo ou canto de louvor.

ORAÇÃO PÓS COMUNHÃO

140. De pé, junto à cadeira ou ao altar, o sacerdote diz:
Pres: Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo de silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida o sacerdote abrindo os braços diz a oração: 
Recebemos, ó Deus, o sacramento celeste, alegrando-nos nesta memória da Virgem Maria. Concedei-nos a graça de imitá-la, servindo ao mistério da nossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass: Amém.

BÊNÇÃO APOSTÓLICA

141. Se necessário, façam-se breves comunicações ao povo.

142. Segue-se o rito de despedida. O sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo:

Pres: O Senhor esteja convosco.
Ass: Ele está no meio de nós.

Pres: Bendito seja o nome do Senhor.
Ass: Agora e para sempre.

Pres: A nossa proteção está no nome do Senhor.
Ass: Que fez o céu e a terra.

Pres: Abençoe-vos o Deus todo-poderoso: Pai e Filho e Espírito Santo.
Ass: Amém.

143. Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
Pres ou Diác: Levai a todos a alegria do Senhor; ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
Ass: Graças a Deus.

144. Neste momento o celebrante beija o altar, e todos voltam-se à Imagem de Nossa Senhora enquanto se canta a ''Antífonia Mariana'':

ANTÍFONIA MARIANA
À VOSSA PROTEÇÃO RECORREMOS 
SANTA MÃE DE DEUS. 
NÃO DESPREZEIS AS NOSSAS SÚPLICAS 
EM NOSSAS NECESSIDADES, 
MAS LIVRAI-NOS DE TODOS OS PERIGOS, 
Ó VIRGEM GLORIOSA E BENDITA!

145. Feita a devida reverência, retira-se com os ministros. 
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