Folheto Celebrativo - Missa de Imposição do Pálio ao Cardeal Decano



SUBSÍDIO LITÚRGICO 
III DOMINGO DA QUARESMA
IMPOSIÇÃO DO PÁLIO PASTORAL À DOM ENRICO CARDEAL ORSINI

 ENTRADA

Reunido o povo, o sacerdote dirige-se ao presbitério com os ministros, durante o canto de entrada.

CANTO DE ENTRADA

VOLTA, MEU POVO, AO TEU SENHOR
E EXULTARÁ TEU CORAÇÃO.
ELE SERÁ TEU CONDUTOR,
TUA ESPERANÇA DE SALVAÇÃO!:


SE CONFESSAS TEU PECADO,
ELE É JUSTO E COMPASSIVO.
CANTARÁS PURIFICADO
OS LOUVORES DO DEUS VIVO.

NOSSAS VIDAS TÃO DISPERSAS
NOSSO DEUS AS JUNTARÁ!
E SEREMOS NOVO POVO,
ELE NOS RENOVARÁ!

SE VOLTARES AO SENHOR,
ELE A TI SE VOLTARÁ!
POIS IMENSO É SEU AMOR
E JAMAIS SE ACABARÁ!

Chegando ao altar e feita a devida reverência, beija-o em sinal de veneração e, se oportuno, incensa-o. Em seguida, todos se dirigem às cadeiras.

ANTÍFONA DE ENTRADA
(Sl 24,15s)
℣. Tenho os olhos sempre fitos no Senhor, porque livra os meus pés da armadilha. Olhai para mim, tende piedade, pois vivo sozinho e infeliz.

Terminado o canto de entrada, toda a assembleia, de pé, faz o sinal da cruz enquanto o sacerdote diz:
℣. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
O povo responde:
℞. Amém.

O sacerdote, voltado ao povo e abrindo os braços, saúda:
℣. O Senhor que encaminha nossos corações para o amor de Deus e a constância de Cristo, esteja convosco.
O povo responde:
℞. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

ATO PENITENCIAL

Segue-se o Ato Penitencial. 
O sacerdote convida os fiéis à penitência.

℣. Em Jesus Cristo, o Justo, que intercede por nós e nos reconcilia com o Pai, abramos o nosso espírito ao arrependimento para sermos menos indignos de aproximar-nos da mesa do Senhor.

Após um momento de silêncio, o sacerdote diz:
℣. Senhor, que nos mandaste perdoar-nos mutuamente antes de nos aproximar do vosso altar, tende piedade de nós.
℞. Senhor, tende piedade de nós.

℣. Cristo, que na cruz destes o perdão aos pecadores, tende piedade de nós.
℞. Cristo, tende piedade de nós.

℣. Senhor, que confiastes à vossa Igreja o ministério da reconciliação, tende piedade de nós.
℞. Senhor, tende piedade de nós.

Segue-se a absolvição sacerdotal:
℣. Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
O povo responde:
℞. Amém.

RITO DE BÊNÇÃO E ENTREGA DO PÁLIO PASTORAL

O Santo Padre se assenta na sede e recebe a mitra.

O Cardeal designado para este efeito, apresenta ao papa o arcebispo, dizendo: 

Dom Cícero Cardeal Segneri-Ricci: Beatíssimo Pai, o reverendíssimo padre Bispo de Óstia aqui presente, com reverência fiel e obediente diante de Vossa Santidade e da Sé Apostólica, pede humildemente que vossa Santidade que lhe conceda o pálio, tomado da Confissão do Bem-aventurado Pedro, como sinal da autoridade de que os Metropolitas, em comunhão com a Igreja Romana, são investidos em suas próprias circunscrições.

O Decano de pé, profere sua fórmula de juramento:
Dom Enrico Cardeal Orsini:  Eu, Enrico Montini Cardeal Orsini Bispo de Óstiaprometo que serei sempre fiel e obediente ao Bem-aventurado Apóstolo Pedro, à Santa e Apostólica Igreja de Roma, a ti, Sumo Pontífice, e a teus legítimos sucessores. Assim me ajude Deus Onipotente.

Segue-se a bênção do pálio pelo Santo Padre, sem mitra e em pé, de braços abertos, tendo o pálio diante de si, diz:
℣. Ó Deus, Pastor eterno das almas, a ti chamaste, por meio do teu Filho Jesus Cristo, com o nome de ovelhas do rebanho os que quisestes confiar ao governo, sob a imagem do Bom Pastor, do Bem-aventurado Pedro e de seus Sucessores, infunde, pelo nosso ministério, a graça da tua bênção sobre estes pálios, escolhidos pala simbolizar a realidade da cura pastoral. Acolhe benigno a oração que humildemente te dirigimos e concede, pelos méritos e pela intercessão dos Apóstolos, àqueles que, por teu dom, endossarem este pálio, reconhecerem-se como pastores do teu rebanho  e traduzirem na vida a realidade significada no nome. Tomem sobre si o jugo evangélico imposto sobre seus ombros, e seja para eles assim leve e suave poder preceder os outros na via dos teus mandamentos com o exemplo de uma fidelidade perseverante, até merecerem ser introduzidos na Páscoa eterna do teu reino. Por Cristo, nosso Senhor.
℞. Amém.

Abençoado o pálio, o Santo Padre recita uma vez a fórmula de imposição:

℣. Para glória de Deus Omnipotente e louvor da Bem-aventurada sempre Virgem Maria e dos Bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, para decoro da Sé a ti confiada, como sinal do poder de metropolita, a ti entregamos o pálio tomado da Confissão do Bem-aventurado Pedro, para que o uses dentro dos limites de tua província eclesiástica. Que este pálio seja para ti símbolo de unidade e sinal de comunhão com a Sé Apostólica; seja vínculo de caridade e estímulo à fortaleza, a fim de que no dia da vinda e da revelação do grande Deus e do príncipe dos pastores, Jesus Cristo, possa obter, com o rebanho a ti confiado, a veste da imortalidade e da glória. Em nome do Pai e do Filho  e do Espírito Santo.
℞. Amém.

Em seguida, o Decano aproxima-se do Papa, recebe dele o pálio e é saudado com o abraço da paz.


ORAÇÃO DO DIA

Terminado, de mãos unidas, o sacerdote diz:
℣. Oremos.
E todos oram em silêncio por um tempo.
Então, o sacerdote abrindo os braços reza a oração:
℣. Ó Deus, fonte de toda misericórdia e de toda bondade, vós nos indicastes o jejum, a esmola e a oração como remédio contra o pecado. Acolhei esta confissão da nossa fraqueza para que, humilhados pela consciência de nossas faltas, sejamos confortados pela vossa misericórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
℞. Amém.

PRIMEIRA LEITURA

O leitor dirige-se ao ambão para a primeira leitura, que todos ouvem sentados.

L. Leitura do livro do Êxodo.
L. Então Deus pronunciou todas estas palavras: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te fez sair do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de minha face. Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto. Eu sou o Senhor, teu Deus, um Deus zeloso que vingo a iniqüidade dos pais nos filhos, nos netos e nos bisnetos daqueles que me odeiam, mas uso de misericórdia até a milésima geração com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. “Não pronunciarás o nome de Javé, teu Deus, em prova de falsidade, porque o Senhor não deixa impune aquele que pronuncia o seu nome em favor do erro. Lembra-te de santificar o dia de sábado.  Trabalharás durante seis dias, e farás toda a tua obra. Mas no sétimo dia, que é um repouso em honra do Senhor, teu Deus, não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem tua serva, nem teu animal, nem o estrangeiro que está dentro de teus muros. Porque em seis dias o Senhor fez o céu, a terra, o mar e tudo o que contêm, e repousou no sétimo dia; e por isso. o Senhor abençoou o dia de sábado e o consagrou. Honra teu pai e tua mãe, para que teus dias se prolonguem sobre a terra que te dá o Senhor, teu Deus. Não matarás. Não cometerás adultério. Não furtarás. Não levantarás falso testemunho contra teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem nada do que lhe pertence.”
Ao concluir, aquele que lê diz:
L. Palavra do Senhor.
A assembleia, responde:
℞. Graças a Deus.


SALMO RESPONSORIAL

O salmista ou o cantor recita o salmo, e o povo o estribilho.

℞. SENHOR, TENS PALAVRAS DE VIDA ETERNA!

1. A lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! 
O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes.
℞.

2. Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração. 
O mandamento do Senhor é brilhante, para os olhos é uma luz.
℞.

3. É puro o temor do Senhor, imutável para sempre. 
Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente.
℞.

3. Mais desejáveis do que o outro são eles, do que o ouro refinado. 
Suas palavras são mais doces que o mel, que o mel que sai dos favos.
℞.

SEGUNDA LEITURA

Se houver segunda leitura, o leitor a fará no ambão, como acima.

L. Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios.
L. Os judeus pedem milagres, os gregos reclamam a sabedoria; mas nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos; mas, para os eleitos - quer judeus quer gregos -, força de Deus e sabedoria de Deus.  Pois a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.
Ao concluir, aquele que lê diz:
L. Palavra do Senhor.
A assembleia, responde:
℞. Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Omite-se o Aleluia, canta-se outra Antífona apropriada para este Tempo.

GLÓRIA E LOUVOR A VÓS, Ó CRISTO!
GLÓRIA E LOUVOR A VÓS, Ó CRISTO!

TANTO DEUS AMOU O MUNDO QUE LHE DEU SEU FILHO ÚNICO, 
TODO AQUELE QUE CRER NELE HÁ DE TER A VIDA ETERNA.

Enquanto isso, o sacerdote, se usar incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.
O diácono responde:
Amém.

Se não houver diácono, o sacerdote, inclinado diante do altar, reza em silêncio;
Ó Deus todo-poderoso, purificai-me o coração e os lábios, para que eu anuncie dignamente o vosso santo Evangelho.

EVANGELHO

O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e as velas, e diz:
℣. O Senhor esteja convosco.
℞. Ele está no meio de nós.

O diácono, ou o sacerdote, fazendo o sinal da cruz no livro e, depois, na fronte, na boca e no peito, diz:
℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo João.
℞. Glória a vós, Senhor.

Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.
℣. Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. Encontrou no templo os negociantes de bois, ovelhas e pombas, e mesas dos trocadores de moedas. Fez ele um chicote de cordas, expulsou todos do templo, como também as ovelhas e os bois, espalhou pelo chão o dinheiro dos trocadores e derrubou as mesas. Disse aos que vendiam as pombas: Tirai isto daqui e não façais da casa de meu Pai uma casa de negociantes. Lembraram-se então os seus discípulos do que está escrito: “O zelo da tua casa me consome”. Perguntaram-lhe os judeus: "Que sinal nos apresentas tu, para procederes deste modo?" Respondeu-lhes Jesus: "Destruí vós este templo, e eu o reerguerei em três dias". Os judeus replicaram: "Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu hás de levantá-lo em três dias?!" Mas ele falava do templo do seu corpo. Depois que ressurgiu dos mortos, os seus discípulos lembraram-se destas palavras e creram na Escritura e na palavra de Jesus. Enquanto Jesus celebrava em Jerusalém a festa da Páscoa, muitos creram no seu nome, à vista dos milagres que fazia. Mas Jesus mesmo não se fiava neles, porque os conhecia a todos. Ele não necessitava que alguém desse testemunho de nenhum homem, pois ele bem sabia o que havia no homem.
Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote diz:
℣. Palavra da Salvação.
O povo aclama:
℞. Glória a vós, Senhor.

O sacerdote beija o livro, rezando em silêncio:
Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.

HOMILIA

Nos domingos e festas de preceito, faça-se a homilia, também recomendável nos outros dias.

PROFISSÃO DE FÉ

Terminada a homilia, seja feita, quando prescrita, uma das seguintes profissões de fé:
℣. Professemos a nossa fé:
℞. Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu na Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.


LITURGIA EUCARÍSTICA

Inicia-se o canto do ofertório, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho , o cálice e o missal.

CANTO DE OFERTÓRIO

PELA COMPAIXÃO TOCADOS,
COMPAIXÃO DO DEUS VIVENTE,
SIM, A ELE APRESENTEMOS
NOSSA VIDA EM SACRIFÍCIO.

A TI, Ó DEUS, TODA GRAÇA E LOUVOR;
HOJE MANIFESTAS O TEU AMOR! (BIS)


EIS O CULTO AGRADÁVEL,
CONSONANTE COM A VIDA:
VIDA QUE SE FAZ VONTADE
DO ETERNO PAI DE TODOS.

A TI, Ó DEUS, TODA GRAÇA E LOUVOR;
HOJE MANIFESTAS O TEU AMOR! (BIS)

FRENTE AO MUNDO NÃO QUEDEMOS
EM VIVERMOS CONFORMADOS,
MAS SEJAMOS TRANSFORMADOS
NO PENSAR E ENTENDIMENTO.

A TI, Ó DEUS, TODA GRAÇA E LOUVOR;
HOJE MANIFESTAS O TEU AMOR! (BIS)

Convém que os fiéis manifestem a sua participação, trazendo o pão e o vinho para a celebração da Eucaristia, ou outros dons para auxílio da comunidade e dos pobres.

O sacerdote, de pé, toma a patena com o pão e, elevando-a um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.

Se não houver canto ao ofertório, poderá o sacerdote recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Bendito seja Deus para sempre!

O diácono ou o sacerdote derrama o vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio.
Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.

Em seguida, o sacerdote toma o cálice e, elevando-o um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos e que para nós se vai tornar vinho da salvação.
Coloca o cálice sobre o corporal.

Se não houver canto ao ofertório, poderá o sacerdote recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Bendito seja Deus para sempre!

O sacerdote, inclinando, reza em silêncio:
De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.

Se for oportuno, incensa as oferendas e o altar. 
Depois, o diácono ou o ministro incensa o sacerdote e o povo.

O sacerdote, de pé, ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados.

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

No meio do altar e voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, o sacerdote diz:
℣. Orai, irmãos e irmãs, para que esta nossa família, reunida em nome de Cristo, possa oferecer um sacrifício que seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
O povo responde:
℞. Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para a glória do seu nome, para o nosso bem e de toda a santa Igreja.

Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote reza a oração sobre as oferendas; 
℣. Ó Deus de bondade, concedei-nos, por este sacrifício, que, pedindo perdão de nossos pecados, saibamos perdoar a nossos semelhantes. Por Cristo, nosso Senhor.
℞. Amém.

PREFÁCIO DA QUARESMA III
Os frutos da abstinência

O sacerdote, de braços abertos, começa a Oração eucarística, dizendo:
℣. O Senhor esteja convosco.
℞. Ele está no meio de nós.

Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
℣. Corações ao alto.
℞. O nosso coração está em Deus.

O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
℣. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
℞. É nosso dever e nossa salvação.

O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.
℣. Na verdade é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Vós acolheis nossa penitência como oferenda à vossa glória. O jejum e a abstinência que praticamos, quebrando nosso orgulho, nos convidam a imitar vossa misericórdia, repartindo o pão com os necessitados. Unidos à multidão dos anjos e dos santos nós vos aclamamos, cantando a uma só voz:
Todos dizem em voz alta ou se oportuno, cantam.
℞.  Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

ORAÇÃO EUCARÍSTICA II

De braços abertos, diz:
O sacerdote, de braços abertos, diz:
℣. Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade.
Une as mãos e as estende sobre as oferendas, dizendo:
Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito,
une as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo:
a fim de que se tornem para nós o Corpo e  o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.
O povo aclama:
℞. Santificai nossa oferenda, ó Senhor.
O sacerdote une as mãos.

Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
℣. Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão,
toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue:
ele tomou o pão, deu graças, e o partiu e deu a seus discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la.

Então prossegue:
℣. Do mesmo modo, ao fim da ceia,
toma o cálice nas mãos, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue:
ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos.
Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal, e faz a genuflexão para adorá-lo.

Em seguida, diz:
℣. Eis o mistério da fé!
O povo aclama:
℞. Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

O sacerdote, de braços abertos, diz:
℣. Celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agradecemos por que nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir.
O povo aclama:
℞. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!

℣. E nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo.
℞. Fazei de nós um só corpo e um só espírito!

1C. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade com o papa Lucas(com o nosso bispo N.*) e todos os ministros do vosso povo.
℞. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!
* Aqui pode-se fazer a menção dos Bispos Coadjutores ou Auxiliares, conforme vem indicado na Instrução Geral sobre o Missal Romano, n.109.

Nas missas pelos fiéis defuntos pode-se acrescentar:
2C. Lembrai-vos do vosso filho (da vossa filha) N., que (hoje) chamastes deste mundo à vossa presença. Concedei-lhe que, tendo participado da morte de Cristo pelo batismo, participe igualmente de sua ressurreição.
℞. Concedei-lhe contemplar a vossa face!

2C. Lembrai-vos também dos nossos (outros) irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei-os junto a vós na luz da vossa face.
℞. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!

3C. Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a virgem Maria, mãe de Deus, com os santos apóstolos e todos os que neste mundo vos serviram, a fim de vos louvarmos e glorificarmos por Jesus Cristo, vosso Filho.
℞. Concedei-nos o convívio dos eleitos!

Ergue o cálice e a patena com a hóstia, dizendo:
℣. Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.
℞. Amém!

RITO DA COMUNHÃO

Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz unindo as mãos:
℣. Guiados pelo Espírito de Jesus e iluminados pela sabedoria do Evangelho, ousamos dizer:
O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
℞. Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade,  assim na terra como no céu;  o pão nosso de cada dia nos daí hoje,  perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
℣. Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador.
O sacerdote une as mãos. 
O povo conclui a oração aclamando:
℞. Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
℣. Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
O povo responde:
℞. Amém.

O sacerdote, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
℣. A paz do Senhor esteja sempre convosco.
O povo responde:
℞. O amor de Cristo nos uniu.

Omite-se o Gesto de saudação até à Vigília Pascal

Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
℣. Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.

Enquanto isso, canta-se ou recita-se:
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

Essas palavras podem ser repetidas várias vezes, se a fração do pão se prolonga. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.

O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
℣. Senhor Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tonem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento e remédio para a minha vida.

O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia, elevando-a sobre a patena, diz em voz alta, voltado para o povo:
℣. Felizes os convidados para a Ceia do Senhor.  Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
℞. Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

ANTÍFONA DE COMUNHÃO
(Sl 83,4s)
℣. Até o pássaro encontra um abrigo e a andorinha um ninho para pôr os seus filhotes: nos vossos altares, Senhor do universo, meu rei e meu Deus! Felizes os que habitam em vossa casa: sem cessar podem louvar-Vos.
COMUNHÃO

O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Sangue de Cristo.

Toma a patena ou o cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão comungar e diz a cada um:
O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
Amém.
O diácono, ao distribuir a sagrada comunhão, procede do mesmo modo.

Se houver comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito.

Enquanto o sacerdote comunga do Corpo de Cristo, inicia-se o canto da comunhão.

CANTO PARA COMUNHÃO

O PÃO DO CÉU, ÉS TU JESUS.
VIA DE AMOR, NOS TRANSFORMAS EM TI. (BIS)


1. NÃO, TU NÃO DEIXASTE FRIA A TERRA,
TU PERMANECESTE ENTRE NÓS
NOS ALIMENTA DE TI, ÉS O PÃO DA VIDA,
INFLAMAS COM O TEU AMOR TODA A HUMANIDADE.

O PÃO DO CÉU, ÉS TU JESUS.
VIA DE AMOR, NOS TRANSFORMAS EM TI.


2. SIM, TROUXESTE O CÉU SOBRE ESTA TERRA,
TU PERMANECESTE ENTRE NÓS,
E NOS LEVA CONTIGO A TUA CASA
ONDE ESTAREMOS JUNTO A TI TODA A ETERNIDADE.

O PÃO DO CÉU, ÉS TU JESUS.
VIA DE AMOR, NOS TRANSFORMAS EM TI.


3. NÃO, A MORTE NÃO PODE NOS CAUSAR MEDO,
TU PERMANECESTE ENTRE NÓS,
E QUEM VIVE DE TI, VIVE PARA SEMPRE
DEUS ENTRE NÓS, DEUS PARA NÓS, DEUS EM MEIO A NÓS.

O PÃO DO CÉU, ÉS TU JESUS.
VIA DE AMOR, NOS TRANSFORMAS EM TI. (BIS)

Terminada a comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.
Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio.

AÇÃO DE GRAÇAS

O sacerdote pode voltar a cadeira. É aconselhável guardar um momento de silêncio ou recitar algum salmo ou canto de louvor.

ORAÇÃO PÓS COMUNHÃO

De pé, junto à cadeira ou ao altar, o sacerdote diz:
℣. Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo de silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida o sacerdote abrindo os braços diz:
℣. Ó Deus, tendo recebido o penhor do vosso mistério celeste, e já saciados na terra com o pão do céu, nós vos pedimos a graça de manifestar em nossa vida o que o sacramento realizou em nós. Por Cristo, nosso Senhor.
℞. Amém!

RITOS FINAIS

Se necessário, façam-se breves comunicações ao povo.
Segue-se o rito de despedida. 

O sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo:
℣. O Senhor esteja convosco.
℞.  Ele está no meio de nós.

O diácono diz:
Inclinai-vos para receber a bênção.

E estendendo os braços diz:
℣.  Deus pai de misericórdia, conceda a todos vós, como concedeu ao filho prodigo a alegria do retorno a casa.
℞. Amém!

℣.  O senhor Jesus Cristo, modelo de oração e de vida, vos guie nesta caminhada quaresmal a uma verdadeira conversão.
℞. Amém!

℣.  O espirito de sabedoria e fortaleza vos sustente na luta contra o mal, para poderdes com Cristo, celebrar a vitória da pascoa.
℞. Amém!

O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
℣. Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho  e Espírito Santo.
℞. Amém!

Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
℣. Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
℞. Graças a Deus.

Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início.
Feita a devida reverência, retira-se com os ministros.
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