Declaração Apostólica Servus Amoris - Pela qual se declara a magnitude de Alexandre II

PAULUS, EPISCOPUS
SERVUS SERVORUM DEI ET
PONTIFEX MAXIMUS

Aos diletos irmãos que lerem, saúde e benção apostólica.

1. O Senhor envia-nos bons e exemplares pastores para cuidar de sua Igreja. [...] Eles, para além de sofrer várias perseguições, foram fiéis e viveram em real sintonia em comunhão com o Rebanho lhes confiado por Deus, conduzindo-os à Salvação e aos caminhos mais certos. [1] E não somente nisso, também cumpriram com a sua missão enquanto Pastores, ao exemplo de Pedro, ajuntando o rebanho do Senhor. A presença do Espírito Santo na ação santificadora e evangelizadora da Igreja, faz confirmar os novos Apóstolos [os Bispos] nas suas regiões particulares em que estão confiados, a guiar a messe do Senhor. É autenticidade e corroborável a presença do Espírito Santo na Igreja e como a presença de um só Corpo e a presença de um só Batismo (Ef 4, 5) que valida e mais uma vez confirma, que somos o verdadeiro Corpo Místico edificado por Cristo, mais uma vez, lançando Pedro como sua primeira Pedra fundamental da Igreja (Mt 16, 18-20). [2]

2. As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração. Porque a sua comunidade é formada por homens, que, reunidos em Cristo, são guiados pelo Espírito Santo na sua peregrinação em demanda do reino do Pai, e receberam a mensagem da salvação para a comunicar a todos. [3] mesmo sofrendo as angústias, sabem dedicar-se pela Igreja e pelo rebanho de Deus. O rosto do Romano Pontífice enquanto Sucessor de Pedro e Vigário de Nosso Senhor, centra-se em três coisas: Ser Pastor, Ser Pescador e ser aquele que Une. 

3. No passado da nossa Igreja, muitos de meus antecessores que tiveram pontificados vastos, foram por sua vez, depostos por pessoas contraditórias às suas ordens. Outros, levado ao estresse e obrigados a abandonar a Cátedra de Pedro para cumprir a vontade dos clérigos. Em tudo, a oração faz com que o Filho de Deus habite no meio de nós: «Onde estiverem reunidos, em meu Nome, dois ou três, Eu estou no meio deles» (Mt 18, 20). Significativo é que, precisamente na oração e pela oração, o homem descubra, de modo tão simples e ao mesmo tempo profundo, a sua típica subjectividade: na oração, o «eu» humano percebe mais facilmente a profundidade do seu ser pessoa. [4] e nessa mesma oração, invocamos a presença do Espírito Santo que nos leva à futuras conclusões e a reconhecer o martírio dos demais clérigos e entre eles, os Papas.

4. No estudo do Anuário Pontifício, voltamos os nossos olhos para o meu estimado antecessor Alexandre II, reinante posteriormente a Alexandre I, o Magno. O Papa Alexandre II - até agora cardeal emérito, Mauro Baroni Moretti - foi eleito Papa durante um momento de paz e de grande unidade. Levado à longas perseguições por alguns cardeais (entre estes, o cismático Patrick McKenna e Carlos Montanna), Alexandre viu-se impossibilitado de continuar seu Pontificado, passando por fortes momentos de perturbação psicológica na realidade e apresentou a renúncia ao Governo Petrinum, abandonando a Cátedra de Pedro. Na época, em que existiu forte corrupção no Conclave de seu sucessor, levando ao erguimento da grande cisma contra a Igreja pelos que foram confrontados com as verdades e tentaram impor ditadura extrema. Quando o Colégio dos Cardeais, posteriormente à declaração da Sé Vacante com a renúncia de Alexandre II, realizado o conclave e vista a corrupção da compra de votos por McKenna - a altura Decano dos Cardeais -, decidiu o afastamento das suas funções e a realização de um novo Conclave, eleito Paulo III, iniciou um processo de análise ao Pontificado de Alexandre que foi tão julgado pelos cismáticos na altura.

5. Jamais poderemos de deixar reconhecer os grandes rostos que figuram o nosso Anuário Pontifício, entre eles, está Alexandre II. De estimável memória, João Paulo VII removeu a antipapia de Alexandre II no ano passado, após analises e de reconhecer a injustiça comprada por meus antecessores em declará-lo antipapa sem quais quiseres direitos ou provas contra o governo exercido por Alexandre. Assim, o Bispo é, simultaneamente, mestre e discípulo. É mestre quando, dotado duma assistência especial do Espírito Santo, anuncia aos fiéis a Palavra de verdade em nome de Cristo cabeça e pastor. Mas é também discípulo, quando ele, sabendo que o Espírito é concedido a cada batizado, se coloca à escuta da voz de Cristo que fala através de todo o Povo de Deus, tornando-o «infalível “in credendo”». [5]

6. Contudo, reconhecendo o martírio, a forte luta e também o árduo trabalho feito por Alexandre II, é com minha autoridade apostólica enquanto Sucessor de Pedro e Vigário de Cristo que DECLARO SOLENEMENTE a MAGNITUDE de Alexandre II, à de que modo, passe-se agora a chamar ALEXANDRE II, O MAGNO. Reconhecido pelos seus atos de justiça, luta e coragem com a Igreja. Da mesma forma, INSTITUIMOS o Título de ''Servus Amoris'' - Servo do Amor. Figure a partir deste Documento, com estas novas informações no Anuário Pontifício, conforme lhe compete.

7. Agradecemos por fim, á luta e justiça do Papa Alexandre II e do cardeal emérito Mauro Moretti. É sinal de orgulho e felicidade, para nós, e para toda a Igreja. Que Nossa Senhora continue enviando santos pastores para a messe do Senhor, para unir ainda mais o Seu rebanho.

Dado em Roma, junto de São Pedro no primeiro dia de agosto do ano do senhor de 2021, dia do Padre e primeiro de meu Pontificado.

+ Paulus Pp. VI
Romano Pontífice

 + Daniel Card. Águeda
Presidente da Equipa de Análise do Anuário Pontifício

[1] Bula Pontifícia Bonus Servus, do Papa Lucas II.
https://vaticano-blet.blogspot.com/2021/03/bula-pontificia-bonus-servus-declaracao.html
[2] Constituição Apostólica Tempus Edificandi, do Papa Paulo VI, ponto 5.
https://vaticano-blet.blogspot.com/2021/07/constituicao-apostolica-conciliar.html
[3] Constituição Pastoral Gaudium et spes, de São Paulo VI, ponto 1.
https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html
[4] Carta Apostólica Gratissimam Sane, de São João Paulo II, ponto 4.
https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/letters/1994/documents/hf_jp-ii_let_02021994_families.html
[5] Constituição Apostólica Episcopais Communio, do Papa Francisco, ponto 5.
https://www.vatican.va/content/francesco/pt/apost_constitutions/documents/papa-francesco_costituzione-ap_20180915_episcopalis-communio.html
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