Carta Pastoral ''Comunionem et Missio cum Ecclesiam'' | Congregação para o Clero


CONGREGATIO PRO CLERICIS

CARTA PASTORAL
COMUNHÃO E MISSÃO COM A IGREJA
DE SUA EMINÊNCIA REVERENDÍSSIMA
DOM ENRICO MANCINI CARDEAL MONTINI
POR MERCÊ DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA
CARDEAL-BISPO DI ALBANO
CAMERLENGO DA CÂMARA APOSTÓLICA
PREFEITO PARA A CONGREGAÇÃO DO CLERO

Aos estimados irmãos e irmãs que lerem, saúde, paz e bênção apostólica.

1. Aprouve em missiva, à congregação para o Clero redigir uma Carta Pastoral acerca da Comunhão e Missão que todos nós, enquanto ministros ordenados da messe do Senhor, detemos, para a salvação do mundo. Expressar, em primeiro lugar, a importância do dever da Evangelização.

2. Toda a Evangelização brota da pessoa e da obra de Cristo, é Ele que a conduz. Em Cristo, a Igreja é um só corpo com muitos membros (cf. 1Cor. 12, 12), ''sacramento, isto é, sinal e instrumento a íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano''[1]. Deste ministério, derivam simultaneamente a unidade e a catolicidade da Igreja de Deus, que, como um ó povo reunido ''na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo''[2], está presente entro todos nós, juntando-nos na comunhão recíproca e nas riquezas das diversas nações [3].

3. Através de uma escuta mutua e fraterna, que permitiu o acolhimento, com íntima alegria e participação cordial, das autênticas experiências das outras igrejas, o atual concílio é quotidianamente a experiência da diversidade e da unidade das nossas Igrejas Particulares e do intercâmbio dos seus dons.

4. A Igreja atormentada pela opressão, recebeu do Senhor dádivas de que, todos agora, tomamos consciência de modo particular: o testemunho de uma fé viva, a fidelidade nos sofrimentos e as perseguições, a admirável concórdia com a Sé Apostólica.

5. Em algumas circunstâncias, entre nós, existe um grande número de vocações, quer sacerdotais, quer religiosas, manifestam ambas as riquezas espiritais até agora ocultas. Na realidade, devemos fazer crescer a cooperação entre as nossas Igrejas, sobretudo, entre os irmãos dos demais colégios: A importância do sacerdócio e do episcopado, sobre tudo, a importância do laicato.

6. Isso, exige meios, mesmo materiais, e empenhamento das pessoas que possam favorecer a edificação (ou reedificação) do Corpo Místico de Cristo e que devem ser oferecidos segundo as prioridades estabelecidas pela igreja que os recebem.

7. O afeto colegial dos Bispos, com o Sucessor de Pedro e entre si, que caracterizou sempre a unidade dos apóstolos, deve ser alimentado por meio de encontros pessoais, pela amizade e pela comunhão colegial. Na plena observância do vínculo de união com a Santa Sé e, das tarefas de cada Bispo, o cuidado pastoral da igreja, convida-nos a conjugar esforços em ordem a favorecer a evangelização e o ecumenismo, e procurar os caminhos para outras forças de cooperação entre as igrejas particulares de todo mundo.

Em união com a Santa Sé, devemos fazer crescer entre nós também, as vocações, já citada no ponto cinco. 

8. Também hoje, em nenhuma circunstância, a igreja pode fechar-se sobre si própria, ainda que atribulada com dificuldades e carências internas, em particular e da diminuição das vocações sacerdotais e religiosas. 

É preciso, ao contrario, alargar os próprios horizontes, confiando na promessa do Senhor: ''dai e dar-se-vos-á'' (Lc. 6, 38). De fato, ''é dando a fé que ela se fortalece. A nova evangelização dos povos Cristãos, encontrará inspiração e apoio no empenho pela missão universal.''[3].

9. O ardor missionário deve, por isso, alimentar e penetar toda a obra pastoral e formativa das comunidades, para que cresça sempre mais, quer nos sacerdotes e religiosos, quer nos leigos, a disponibilidade a partir para onde a Igreja tem mais necessidade da sua ação de evangelização e de promoção humana.

Com confiança pedimos, por isso, ao Senhor da messe que mande operários para a Sua vinha, especialmente chamando jovens ao sacerdócio e à vida religiosa, fazendo nossa dócil missão de ''Ide... ensinai a todas as nações'' (Mt. 28, 19).

Dado em Roma, no gabinete da Congregação para o Clero, no dia 15 de setembro do ano do Senhor de 2021, na memória de Nossa Senhora das Dores e primeiro de nosso Pontificado.

+ Enrico Mancini Card. Montini
Prefeito da Congregação para o Clero

[1] CONCÍLIO VATICANO II, Constituição dogmática Lumen Gentium, 1.
[2] CONCÍLIO VATICANO II, Constituição dogmática Lumen Gentium, 4.
[3] CONCÍLIO VATICANO II, Constituição dogmática Lumen Gentium, 13.
[4] S. JOÃO PAULO II, Encíclica Redemptoris Missio, 2.
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