Carta Pontifícia de Natal

V I C E N T I U S, E P I S C O P V S
SERVUS SERVORUM DEI

AOS CARDEAIS, ARCEBISPOS, BISPOS E PADRES,
AOS LEIGOS, POVO SANTO DE DEUS,
QUE ESTA CARTA LEREM,
SAÚDE, PAZ E BÊNÇÃO APOSTÓLICA.

'Porque nasceu para nós um menino' (cf. Is 9, 5) celebramos a vinda desse Rei nascido, o Príncipe da Paz, que veio para governar e estabelecer a Paz ao mundo. Celebramos mais uma vez a Festa do Natal do Senhor; Nas casas ouve-se o povo cantar, muitos de nós nos reunimos em Família para celebrar a vinda do Menino Deus que vem habitar no meio de nós.

Em um mundo flagelado pelas Guerras… ou também pela perseguição aos Cristãos, de modo especial os ataques contra os ministros da Igreja, agora, tão atual. Ainda vivemos o ''cochilo'' da pandemia COVID-19. Mesmo assim comemoramos o Natal! Alguns… longe das suas famílias, outros perto, e até alguns sem família, a quem se voltam nossos olhares.

Porém, pior guerra que atravessamos no mundo tem a sua longa duração, esta que nunca terminará, pelo menos enquanto não olharmos ao nosso interior e ver que todos somos pecadores: É a guerra do ódio e da desunião; é a guerra da exclusão, da condenação e da humilhação. É triste saber que até dentro do próprio Corpo Místico de Cristo existe esta secessão.

É a este sinal forte, que é mágoa, mas que também se cura a que chamo aos fiéis Cristãos a viverem neste Natal, através do perdão mútuo, a viver em comunhão e pela palavra da unidade, a abrir os vossos corações para se tornar uma manjedoura humilde, acolhedor, para que o Menino Deus possa descansar nas palhas do nosso coração e nos ensine o que é o perdão, o amor e a humildade.

Por essa razão 'A graça de Deus se manifestou trazendo a salvação para todos os homens.' (cf. Tt 2, 11) e é por essa graça que devemos viver, saber saborear, para que, ao consumar das nossas vidas terrenas, mereçamos o prêmio do Céu. Por isso é tempo de perdoar, deixar mágoas por ''águas passadas'' e renovar os nossos corações.

Porque como dizia anteriormente, um príncipe nasceu […] e é Ele o da Paz. Por isso comunguemos dessa Paz que vêm habitar nos nossos corações. Este seja o Natal da Paz… o Natal onde nos unimos aos mais necessitados, que sofrem o frio pelas ruas e passam fome; o Natal aonde parte o Pão ou despejamos os bens alimentares e saímos para a rua a saciar quem vive o Natal sem família, sem o aconchego.

Renunciemos as nossas regalias e deixemos que a Humildade do Menino Deus invade o nosso coração, amando o nosso próximo e reconhecendo as nossas faltas! Celebremos o Natal Cristão que é isto mesmo: dar-se e ser doado; servir-se na humildade… porque é dando que recebe, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a vida eterna — como dizia São Francisco de Assis.

Rezemos pela Paz nos Países em Guerra: na Ucrânia e Rússia; não esqueçamos de que nada está bem. Pois, se estivesse 'tudo bem' — expressão tão usada pelo povo cotidiano — não havia tanta fome, guerra, separação, perseguição e até mortes injustas. Que a vinda do Menino Deus supere todas as mágoas dos nossos corações e nos santifique!

Não se esqueçam de abraçar os que tanto precisam do nosso amor, de agregar quem se encontre excluído e de amar quem não se sente amado. É este o sentido do nosso Natal.

Desejo a todos um Santo e Feliz Natal! Que a vinda do Deus Menino aos nossos corações suscite em nós a vontade de voltarmos a ser Humildes, Sorridentes e Graciosos como uma criança.

Dado em Roma junto a São Pedro, no dia vinte e três de dezembro do ano do senhor de dois mil e vinte e dois, primeiro do meu Pontificado.

+ Vicentius, Pp.
Servus Servorum Dei
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