Vaticano, aos vinte e nove de abril de dois mil e vinte e cinco.
Excelentíssimo Senhor Presidente,
Com profunda consideração e espírito fraterno, dirijo-me a Vossa Excelência para expressar minha sincera gratidão por sua distinta presença no Vaticano por ocasião do início do meu ministério como Bispo de Roma e Sucessor de São Pedro.
A sua visita não apenas me honrou, mas também tocou profundamente o meu coração, ao trazer comigo a memória viva de um povo nobre, resiliente e provado, cuja esperança não se extingue diante das adversidades. A África do Sul ocupa um lugar especial no meu espírito pastoral — e diante dos clamores que dela chegam, não posso deixar de me comover e agir.
É com esse sentimento que comunico a Vossa Excelência que já destinei um auxílio financeiro destinado às necessidades mais urgentes, particularmente nas áreas da educação, da saúde e do cuidado com os mais vulneráveis. Além disso, delegarei um presbítero da Santa Igreja para que, em nome desta, administre os sacramentos e anime a vida espiritual nas comunidades que carecem da presença pastoral. A evangelização, que é expressão do amor de Cristo, deve alcançar todos os confins, especialmente os mais esquecidos.
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres...” (Lc 4,18). Estas palavras do Senhor Jesus guiam o coração da Igreja em sua missão universal, e inspiram também a minha decisão de realizar uma visita apostólica à África do Sul nos dias 3 e 4 de abril do corrente ano. Esta peregrinação será sinal de proximidade, solidariedade e renovada esperança para o vosso povo.
Peço ao Senhor que assista Vossa Excelência em sua elevada missão de governar, concedendo-lhe sabedoria e fortaleza. Ao querido povo sul-africano, endereço minha pia bênção apostólica e minha palavra de paz, com o anseio de poder encontrá-lo em breve, olhos nos olhos, coração com coração.
Com paternal estima e oração constante

