Carta Pontifícia por ocasião do primeiro mês de pontificado

BONIFATIUS, EPISCOPUS
PONTIFEX MAXIMUS
SERVUS SERVORUM DEI

A quantos a esta minha carta lerem, saudação, paz e bênção apostólica.

Hoje completo um mês como Sumo Pontífice da Santa Igreja Romana no Habblet Hotel. Tem sido um período desafiador e, por vezes, exigente, especialmente diante daqueles que se opõem ao meu Pontificado e cujo único objetivo parece ser ferir a unidade da Igreja com atitudes constantes de divisão.

Não sou, talvez, a pessoa mais indicada ou a mais experiente para conduzir os destinos da Igreja; contudo, procuro, à luz dos ensinamentos recebidos de meus predecessores, seguir seus passos e dar continuidade ao legado que, pela Tradição Apostólica, permanece inquebrantável.

Quando somos chamados à Igreja, somos chamados por Cristo — e não por qualquer pessoa. É Jesus, fonte de misericórdia e salvação, quem nos une no caminho. Mesmo quando o percurso se torna árduo e exaustivo, devemos ser sempre gratos a Nosso Senhor por tudo o que já nos concedeu, pelo que ainda nos concederá e pelas oportunidades que virão para esta e para as futuras gerações.

Todos temos defeitos e limitações; nenhum de nós é perfeito. Somos como vasos nas mãos de Cristo, o Oleiro, que nos molda segundo a Sua vontade. Por isso, não devemos culpar os outros por suas imperfeições, mas aprender a amá-los e caminhar juntos — como o próprio Cristo caminha ao nosso lado, tal como fez com os discípulos de Emaús.

Entristece-me ver aqueles que se utilizam da Igreja como instrumento para defender ideais próprios. Se desejamos um apostolado sério, precisamos ser sérios em nossas atitudes. Por isso, renovo hoje o mesmo convite feito há um mês: “Sejam artífices da paz!”. Mesmo que a Igreja atravesse dias difíceis, não nos esqueçamos: “A Igreja vive porque Cristo está vivo, e o mal não prevalecerá!”

Ao completar este primeiro mês à frente da Sé Apostólica e sentado na Cátedra de Pedro, peço a todos que rezem por mim e pelo meu ministério. Reconheço nossas fragilidades humanas, mas confio que o amor de Cristo é imensurável e capaz de alcançar ainda muitos corações e terras. Por isso, peço que nos deixemos moldar pelo Senhor, nosso Oleiro, que conduz e forma a Sua Igreja segundo a Sua vontade.

Aos que resistem ou que, nestes dias, decidiram abandonar a Igreja, agradeço pelo serviço prestado e lamento a escolha feita. A Igreja não se estrutura segundo vontades humanas, mas segundo a vontade do Senhor, que a edifica e molda segundo Seu desígnio. Aos que permaneceram dentro dela apenas para criar ruído e depois saíram, traindo-a, não cabe a mim julgar; cada um responderá diante de Deus por suas ações.

Exorto, a todos, a buscarmos a paz. A paz na Igreja é essencial: sem paz, não há unidade; sem unidade, não há Igreja. Não sejamos uma Igreja preocupada com quantidade, mas com qualidade. E, se formos perseguidos, lembremo-nos de que é assim que se alcança a santidade.

Agradeço pela obediência e fidelidade de todos. Caminhemos juntos. O Senhor nos espera!

Dado em Castel Gandolfo, aos doze dias de agosto do ano jubilar da esperança de dois mil e vinte e cinco, primeiro do meu Pontificado e primeiro mês do meu Pontificado.

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