Bula Frater Naturae | Convocação para o Ano Jubilar Franciscano 2026

BULA APOSTÓLICA
FRATER NATURAE
DO SUMO PONTÍFICE
PIO
PELA QUAL SE CONVOCA O ANO JUBILAR FRANCISCANO

PIO, BISPO
SERVO DOS SERVOS DE DEUS
PARA A PERPÉTUA MEMÓRIA

Aquele que é princípio e fim de todas as coisas, Criador do céu e da terra, dignou-Se revelar na harmonia da criação e na humildade da Encarnação. À Igreja, peregrina no tempo e guardiã da esperança eterna, confiou o ministério da reconciliação, para que, em tempos oportunos, ofereça aos fiéis abundância de graça, remissão das penas e renovação do coração.

Entre os santos que, com singular esplendor, refletiram a beleza do Evangelho, resplandece São Francisco de Assis, homem de paz, amante da pobreza, arauto da fraternidade universal e irmão de toda criatura. Nele, a Igreja contempla um espelho vivo da conformidade com Cristo pobre e crucificado, e na sua herança espiritual encontra perene fonte de conversão, penitência e louvor.

Considerando, pois, que é justo e salutar conceder tempos sagrados nos quais a misericórdia divina seja mais amplamente anunciada e acolhida; desejando favorecer nos irmãos franciscanos um renovado ardor evangélico e, em todo o povo de Deus, um mais profundo amor à criação, à paz e à vida fraterna; acolhendo ainda os piedosos rogos da Família Franciscana espalhada por toda a terra, pela plenitude da autoridade apostólica que nos foi confiada, DECRETOPROCLAMO INSTITUO um ANO JUBILAR FRANCISCANO, que terá início no dia dezoito de janeiro do ano do Senhor de dois mil e vinte e seis e se concluirá no dia dez de janeiro do ano de dois mil e vinte e sete, como tempo de graça singular, de penitência fecunda e de reconciliação abundante.

Estabelecemos e determinamos que a Basílica Menor de São Francisco de Assis, venerável por suas origens, santificada pela presença do Seráfico Pai e enriquecida pela oração ininterrupta dos fiéis ao longo dos séculos, seja designada PORTA-SANTA deste Ano Jubilar. Ordenamos que a referida Porta-Santa seja solenemente aberta no dia dezoito de janeiro de dois mil e vinte e seis, pelos irmãos franciscanos, com os devidos ritos sagrados, inaugurando assim o caminho jubilar de conversão e esperança.

Concedemos misericordiosamente, confiando nos méritos infinitos de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Bem-Aventurada Virgem Maria e de todos os santos, e pela autoridade dos Bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, a INDULGÊNCIA PLENÁRIA, aplicável segundo as normas da Igreja, a todos os fiéis verdadeiramente arrependidos que, durante o tempo do referido Ano Jubilar: Devidamente reconciliados e perdoados pelo sacramento da Penitência, fortalecidos pela Comunhão Eucarística e elevados pela oração segundo as intenções do Romano Pontífice, visitarem piedosamente a Basílica de São Francisco de Assis e atravessarem a Porta-Santa, professando a fé católica, rejeitando todo apego ao pecado e oferecendo a Deus obras de misericórdia, penitência e caridade.

Exortamos, com particular solicitude pastoral, os irmãos franciscanos, de todas as Ordens e observâncias, a viverem este Ano Jubilar como verdadeiro kairós do Espírito: tempo de retorno às fontes, de fidelidade radical ao Evangelho, de amor concreto aos pobres, aos marginalizados e aos que sofrem, e de cuidado humilde e responsável pela criação, que geme à espera da redenção.

Desejamos que este Jubileu seja para a Igreja e para o mundo um testemunho luminoso de que a fraternidade não é utopia, mas vocação; de que a natureza não é objeto de dominação, mas dom a ser acolhido; e de que a paz nasce de corações reconciliados com Deus, consigo mesmos e com os irmãos.

Determinamos que esta nossa carta seja lida, promulgada e fielmente observada, não obstante quaisquer disposições em contrário, mesmo dignas de menção especial.

Dado em Roma, junto a São Pedro, no dia treze de janeiro do ano jubilar da esperança de dois mil e vinte seis, primeiro do meu Pontificado.

✠ PIVS PP. IX
Pontifex Maximvs
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