
P I V S ៸ E P I S C O P V S
S E R V U M S E R V O R V M D E I
A todos os que lerem estas minhas letras,
saúde, paz e bênção apostólica.
CARTA ABERTA
DO ROMANO PONTÍFICE
A TODA A IGREJA
O pedido de Nosso Senhor é direto: “Acautelai-vos!” (cf. Mt 7,15). Devemos estar atentos com quem cruza nosso caminho, aqueles que se passam por bons, mas por dentro são como sepulcros caiados.
Depois de alguns dias, decidi quebrar o silêncio para escrever esta carta diante de um momento que nos deixa cautelosos, imersos na dúvida sobre qual caminho seguir. Na última quarta-feira, percebi como o egoísmo, disfarçado de “amor fraterno”, pode agir sem que a gente se dê conta.
O diabo ataca com frequência durante a noite. Jesus nos alerta para estarmos atentos ao ladrão, que pode surgir a qualquer hora, seja à noite, de madrugada ou em outro momento. Após receber uma mensagem do agora leigo Frassati, que na época era Bispo, Prefeito da Casa Pontifícia e Prefeito do Dicastério para as Comunicações Sociais, formou-se um grupo de pessoas ingratas e egoístas, que mostraram ter interesses distantes da unidade ou da comunhão: queriam, na verdade, manipular o pontífice e impor-lhe suas ideias. O comunicado do ex-bispo, além de duvidoso e encorajador para os inimigos da nossa igreja, também revela contradições, pois, sendo responsável pelas Comunicações Sociais, nunca agiu para acabar com qualquer desentendimento existente.
É claro que a igreja não é perfeita, e também é evidente que há momentos bons e outros que nos deixam à margem. Não nego que a SICAR muitas vezes foi um clero voltado ao conflito, mas também não nego que serviu de abrigo para pessoas que só queriam subir, ganhar fama e se destacar. O episcopado foi confiado diversas vezes a quem não deveria recebê-lo e, como disse o grande filósofo Jean de La Fontaine: “Nem todo sorriso revela afeição; alguns escondem o veneno do engano.” Muitas vezes percebo isso em alguns integrantes que, quando não têm suas vontades atendidas, simplesmente batem o pé, saem, cismam e, se for preciso, inventam mentiras, caluniam e até cospem na face daqueles que sempre os trataram bem.
Como uma igreja pode viver unida e fortalecida na fraternidade se os clérigos se recusam a obedecer ao Papa? Se, ao encontrá-lo, não beijam seu anel nem pedem sua bênção? Se o tratam como qualquer pessoa comum? O Vigário de Cristo acaba sendo reduzido a uma caricatura nas mãos de quem defende valores próximos ao protestantismo, à semelhança de Martinho Lutero, diminuindo a sucessão apostólica da Igreja à recente história do “ecumenismo”, colocando-se acima da autoridade do próprio Romano Pontífice sob a justificativa de “evangelizar” dialogando com membros de outras organizações cismáticas que tanto feriram – e ainda ferem – esta Igreja.
É tão fácil falar sobre unidade... Mas esquecem que acabam defendendo os verdadeiros autores da desunião e do escândalo quando escolhem o “ecumenismo”. E não dá para negar que a desunião e a separação são obras diabólicas. Não sou eu quem afirma, mas o próprio São Paulo aos Coríntios (1 Coríntios 1,10-13).
Dessarte, também estamos às vésperas do início de mais uma divisão: isto porque um dos mais “aplaudidos” cardeais, decide desunir a igreja, após reconhecer que já não vai voltar assumir o pontificado, por isso, é conveniente estarmos preparados, porque aproximam-se tempos que nos colocará verdadeiramente à prova.
É exaustivo quando a autoridade do pontífice é desconsiderada, havendo quem queira mandar no próprio Papa. Cansa ver até cardeais que se apresentam como mansos cordeiros, mas que na verdade se comportam como lobos famintos, buscando apenas seus próprios interesses e prejudicando a Igreja. Ordens religiosas que deveriam ser símbolo de unidade, comunhão e obediência ao Romano Pontífice acabam, muitas vezes, sendo propagadoras da divisão e dos ataques, como ocorre com movimentos sedevacantistas, que questionam e atacam a autoridade do Papa.
É exaustivo quando a autoridade do pontífice é desconsiderada, havendo quem queira mandar no próprio Papa. Cansa ver até cardeais que se apresentam como mansos cordeiros, mas que na verdade se comportam como lobos famintos, buscando apenas seus próprios interesses e prejudicando a Igreja. Ordens religiosas que deveriam ser símbolo de unidade, comunhão e obediência ao Romano Pontífice acabam, muitas vezes, sendo propagadoras da divisão e dos ataques, como ocorre com movimentos sedevacantistas, que questionam e atacam a autoridade do Papa.
Com isso, o que quero dizer?
O que quero dizer a vocês, meus irmãos e irmãs, é que, por muitos anos, a Igreja passou por várias traições. Muitos se aproveitaram dela para tentar subir e ganhar posição. E quando algo não lhes agrada, saem, seguindo o exemplo de seu pai espiritual, Judas Iscariotes, que também “abandonou” quando preferiu as riquezas à obediência.
O que quero dizer a vocês, meus irmãos e irmãs, é que, por muitos anos, a Igreja passou por várias traições. Muitos se aproveitaram dela para tentar subir e ganhar posição. E quando algo não lhes agrada, saem, seguindo o exemplo de seu pai espiritual, Judas Iscariotes, que também “abandonou” quando preferiu as riquezas à obediência.
O que querem é a minha renúncia: não a vão conseguir. Mesmo que a Igreja volte a ser apenas um pequeno grupo. Aprendi com meu antecessor, João Paulo VI, que na homilia de sua Missa Inaugural afirmou em alto e bom som: "A Igreja não se guia por maiorias: define-se pela qualidade, não pela quantidade". Assim viveu Leão V e assim também pode viver Pio IX. Mas a unidade da Igreja e a autoridade do Pontífice jamais serão subjugadas por quem tenta usurpá-las.
Atacam aqueles que sempre foram fiéis à igreja, com a velha e repetitiva narrativa que mais parece um disco riscado: “os mesmos de sempre e os aliados do Abel são todos fakes do Abel”. Uma história cansativa, típica de quem foi colocado por mim de lado ao ser confrontado com sua realidade decadente.
A igreja precisa de pessoas fiéis, dispostas a colaborar e a caminhar junto com ela. Não precisa de vândalos ou traidores que aparentam tranquilidade, mas cujo coração carrega ódio e busca apenas superioridade e poder, inclusive o de um certo cardeal que sonha em voltar ao pontificado para se vingar.
Por outro lado, há membros envolvidos em outros apostolados que, sem terem seu próprio rebanho para cuidar, preferem se intrometer, gerando discórdia no trabalho alheio e se ocupando do que não lhes pertence. Em dois mil e vinte e três, agindo às escondidas e na calada da noite, tentaram depor meu predecessor, João XII, Magnus, do seu pontificado. Como não tiveram sucesso, romperam com a comunhão da igreja e criaram um novo clero, onde pudessem inserir clérigos não ordenados e sem disciplina, além de aceitar pessoas cujo histórico as compromete em outros espaços virtuais. Muitos deles vieram da Igreja do Habbo Hotel, sendo membros da extinta família Canto e Mello que, junto aos Médici, levaram o apostolado do Habbo Hotel ao “golpe da espada”, mergulhando-o na maior crise de sua história, comparável à dos tempos atuais.
Assim como aconteceu com essas famílias, houve quem tentasse se infiltrar na nossa igreja, em algumas ocasiões, para continuar o que já haviam iniciado em outro lugar. Porém, enquanto eu estiver aqui, mesmo que voltemos a ser apenas seis, não conseguirão derrubá-la nem colocá-la em crise.
Encerro esta carta para dizer a vocês, clérigos, meus irmãos, fiéis e leigos, que não tenham medo. Não deem ouvidos ao que chamo de “vozes da divisão e da discórdia”, que tentam convencer e justificar. Cristo disse várias vezes: “Não é o servo maior do que o seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão vocês.” (cf. Jo 15, 20). A perseguição é um caminho para a santificação. Se somos perseguidos, isso é um bom sinal: significa que estamos fazendo o que é certo e combatendo o que é errado.
Não me vejam como um ditador, um inimigo ou algo parecido, mas sim como um irmão na fé. Podem contar comigo, mesmo que eu falhe às vezes, pois estarei sempre pronto a caminhar ao lado de vocês nesse compromisso de evangelizar e defender a unidade e a fé da Igreja, enfrentando seus inimigos e conspiradores.
Por fim, encerro com estas palavras de Jesus a São Pedro: "As portas do inferno não prevalecerão contra ela." (cf. Mt 16,18).
Dado em Roma, junto a São Pedro, no dia vinte e cinco de janeiro do ano jubilar da esperança de dois mil e vinte seis e primeiro do meu Pontificado.
✠ PIVS PP. IX
Pontifex Maximvs