SEMANÁRIO LITÚRGICO
1º DOMINGO DA QUARESMA
Cor litúrgica: Roxo
22/02/2026 - Ano A
22/02/2026 - Ano A
Neste domingo celebra-se o rito da «eleição» ou «inscrição do nome» dos catecúmenos que serão admitidos aos sacramentos da iniciação cristã na Vigília Pascal, utilizando as orações e intercessões próprias.
RITOS INICIAIS
ENTRADA
Reunido o povo, o sacerdote dirige-se com os ministros ao altar, enquanto se executa o canto de entrada.
CANTO
AO INVOCAR-ME O MEU SERVO HEI DE OUVI-LO,
E A SEU LADO EU ESTAREI EM SUAS DORES.
HEI DE LIVRÁ-LO E DE GLÓRIA COROÁ-LO,
E CONCEDER-LHE VIDA LONGA E DIAS PLENOS.
1. QUEM HABITA AO ABRIGO DO ALTÍSSIMO
E VIVE À SOMBRA DO SENHOR ONIPOTENTE,
DIZ AO SENHOR: "SOIS MEU REFÚGIO E PROTEÇÃO,
SOIS O MEU DEUS, NO QUAL CONFIO INTEIRAMENTE".
2. DO CAÇADOR E DO SEU LAÇO ELE TE LIVRA.
ELE TE SALVA DA PALAVRA QUE DESTROI.
COM SUAS ASAS HAVERÁ DE PROTEGER-TE,
COM SEU ESCUDO E SUAS ARMAS, DEFENDER-TE.
3. NENHUM MAL HÁ DE CHEGAR PERTO DE TI
NEM A DESGRAÇA BATERÁ À TUA PORTA;
POIS O SENHOR DEU UMA ORDEM A SEUS ANJOS
PARA EM TODOS OS CAMINHOS TE GUARDAREM.
Chegando ao altar, faz com os ministros uma profunda inclinação, beija o altar em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa a cruz e o altar. Depois se dirige com os ministros à cadeira.
ANTÍFONA
Nas Missas sem canto, o sacerdote recita a Antífona de Entrada:
cf. Sl 90, 15-16
Ele me invocará e eu o ouvirei; hei de livrá-lo e glorificá-lo, vou saciá-lo com longos dias.
SAUDAÇÃO
Terminado o canto de entrada, o sacerdote e os fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o sacerdote, voltado para o povo, diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
E o povo responde:
Ass.: Amém.
Em seguida, o sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo com a seguinte fórmula:
Pres.: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
O povo responde:
Ass.: Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.
O sacerdote, o diácono ou outro ministro, poderá, com brevíssimas palavras, introduzir os fiéis na Missa do dia.
ATO PENITENCIAL
O sacerdote convida os fiéis ao ato penitencial:
Pres.: Irmãos e irmãs, reconheçamos os nossos pecados, para celebrarmos dignamente dos santos mistérios.
Após um momento de silêncio, o sacerdote diz:
Pres.: Confessemos os nossos pecados.
E todos rezam:
Ass.: Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões,
e, batendo no peito, dizem:
por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos Anjos e Santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.
Segue-se a absolvição sacerdotal:
Pres.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
O povo responde:
Ass.: Amém.
Seguem as invocações Senhor, tende piedade de nós (Kýrie, eléison), caso já não tenham ocorrido no ato penitencial.
Pres.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende piedade de nós.
Pres.: Cristo, tende piedade de nós.
Ass.: Cristo, tende piedade de nós.
Pres.: Senhor, tende piedade de nós.
Ass.: Senhor, tende piedade de nós.
ORAÇÃO COLETA
Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos oram com o sacerdote, por algum tempo, em silêncio.
Então o sacerdote, de braços abertos, profere a oração Coleta:
Pres.: Deus todo-poderoso, através dos exercícios anuais do sacramento da Quaresma, concedei-nos progredir no conhecimento do mistério de Cristo e corresponder-lhe por uma vida santa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
O povo responde:
Ass.: Amém.
LITURGIA DA PALAVRA
PRIMEIRA LEITURA
Gn 2, 7-9; 3, 1-7
O leitor dirige-se ao ambão e proclama a primeira leitura, que todos ouvem sentados.
Leitura do Livro do Gênesis
O Senhor Deus formou o homem do pó da terra, soprou-lhe nas narinas o sopro da vida e o homem tornou-se um ser vivente. Depois, o Senhor Deus plantou um jardim em Éden, ao oriente, e ali pôs o homem que havia formado. E o Senhor Deus fez brotar da terra toda sorte de árvores de aspecto atraente e de fruto saboroso ao paladar, a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal. A serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor Deus tinha feito. Ela disse à mulher: “É verdade que Deus vos disse: ‘Não comereis de nenhuma das árvores do jardim?’” E a mulher respondeu à serpente: “Do fruto das árvores do jardim nós podemos comer. Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus nos disse: ‘Não comais dele, nem sequer o toqueis, do contrário, morrereis’”. A serpente disse à mulher: “Não, vós não morrereis. Mas Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão e vós sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal”. A mulher viu que seria bom comer da árvore, pois era atraente para os olhos e desejável para se alcançar conhecimento. E colheu um fruto, comeu e deu também ao marido, que estava com ela, e ele comeu. Então, os olhos dos dois se abriram; e, vendo que estavam nus, teceram tangas para si com folhas de figueira.
Para indicar o fim da leitura, o leitor aclama:
L.: Palavra do Senhor.
O povo responde:
Ass.: Graças a Deus.
SALMO RESPONSORIAL
O salmista ou o cantor canta ou recita o salmo, e o povo, o refrão.
— Misericórdia, ó Senhor, pois pecámos.
Ass.: Misericórdia, ó Senhor, pois pecámos.
— Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me!
— Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!
Ass.: Misericórdia, ó Senhor, pois pecámos.
— Eu reconheço toda a minha iniquidade, o meu pecado está sempre à minha frente.
— Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, pratiquei o que é mau aos vossos olhos!
Ass.: Misericórdia, ó Senhor, pois pecámos.
— Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido.
— Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
Ass.: Misericórdia, ó Senhor, pois pecámos.
— Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso!
— Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, e minha boca anunciará vosso louvor!
Ass.: Misericórdia, ó Senhor, pois pecámos.
SEGUNDA LEITURA
Rm 5, 12. 17-19
Se houver uma segunda leitura, o leitor proclama do ambão, como descrito acima.
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos
Irmãos: Consideremos o seguinte: O pecado entrou no mundo por um só homem. Através do pecado, entrou a morte. E a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram. homem, pela falta de um só homem, a morte começou a reinar. Muito mais reinarão na vida, pela mediação de um só, Jesus Cristo, os que recebem o dom gratuito e superabundante da justiça. Como a falta de um só acarretou condenação para todos os homens, assim o ato de justiça de um só trouxe, para todos os homens, a justificação que dá a vida. Com efeito, como pela desobediência de um só homem a humanidade toda foi estabelecida numa situação de pecado, assim também, pela obediência de um só, toda a humanidade passará para uma situação de justiça.
Para indicar o fim da leitura, o leitor aclama:
L.: Palavra do Senhor.
O povo responde:
Ass.: Graças a Deus.
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
Segue o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico.
LOUVOR E GLÓRIA A TI, SENHOR, CRISTO, PALAVRA DE DEUS.
O HOMEM NÃO VIVE SOMENTE DE PÃO, MAS DE TODA A PALAVRA DA BOCA DE DEUS
Ou, para recitação:
Mt 4, 4b
Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo, Palavra de Deus.
O homem não vive somente de pão, mas de toda a palavra da boca de Deus
Enquanto isso, o sacerdote, quando se usa incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono, que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se profundamente diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios, para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho ✠ e do Espírito Santo.
O diácono faz o sinal da cruz e responde:
Amém.
Se não houver diácono, o sacerdote, inclinando-se diante do altar, reza em silêncio:
Ó Deus todo-poderoso, purificai-me o coração e os lábios, para que eu possa anunciar dignamente o vosso santo Evangelho.
EVANGELHO
Mt 6, 1-6. 16-18
O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e velas, e diz:
℣.: O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ass.: Ele está no meio de nós.
O diácono ou o sacerdote diz, e, enquanto isso, faz o sinal da cruz sobre o livro e, depois, sobre si mesmo, na fronte, na boca e no peito.
℣.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus.
O povo responde:
Ass.: Glória a vós, Senhor.
Então o diácono ou o sacerdote, se for o caso, incensa o livro, e proclama o Evangelho.
✠ Naquele tempo, o Espírito conduziu Jesus ao deserto, para ser tentado pelo diabo. Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites, e, depois disso, teve fome. Então, o tentador aproximou-se e disse a Jesus: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães!” Mas Jesus respondeu: “Está escrito: ‘Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus’”. Então o diabo levou Jesus à Cidade Santa, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo, e lhe disse: “Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo! Porque está escrito: ‘Deus dará ordens aos seus anjos a teu respeito, e eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’”. Jesus lhe respondeu: “Também está escrito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus!’” Novamente, o diabo levou Jesus para um monte muito alto. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua glória, e lhe disse: “Eu te darei tudo isso, se te ajoelhares diante de mim, para me adorar”. Jesus lhe disse: “Vai-te embora, Satanás, porque está escrito: ‘Adorarás ao Senhor, teu Deus, e somente a ele prestarás culto’”. Então o diabo o deixou. E os anjos se aproximaram e serviram a Jesus.
Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote aclama:
℣.: Palavra da Salvação.
O povo responde:
Ass.: Glória a vós, Senhor.
Depois beija o livro, dizendo em silêncio:
Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.
HOMILIA
Em seguida, faz-se a homilia, que compete ao sacerdote ou diácono; ela é obrigatória em todos domingos e festas de preceito e recomendada também nos outros dias.
CREDO
Nos domingos e solenidades, ou quando se prescreve, reza-se o credo:
Ass.: Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor,
Às palavras seguintes, até Virgem Maria, todos se inclinam.
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.
ORAÇÃO UNIVERSAL
Terminada a imposição das cinzas e tendo lavado as mãos, faz-se a oração universal ou dos fiéis.
Pres.: Irmãos e irmãs, oremos por todos aqueles que se preparam para celebrar a Páscoa, conduzidos pela Palavra e pelo Espírito, dizendo:
E todos dizem:
Ass.: Dai-nos, Senhor, um coração novo.
1. Pela santa Igreja, pelos seus fiéis e catecúmenos, para que a vitória de Jesus sobre o Maligno lhes dê a graça de vencer as tentações, rezemos.
2. Pelos homens e mulheres de todo o mundo, para que saibam descobrir a dignidade que Deus lhes deu, ao criá-los à sua imagem e semelhança, rezemos.
3. Por aqueles que o Demónio tenta enganar, para que encontrem nas palavras de Jesus a força para escolher sempre a vontade de Deus, rezemos.
4. Pelos que não têm paz ou estão doentes, para que os discípulos de Jesus sejam para eles testemunhas diligentes do Evangelho, rezemos.
5. Por nós próprios e pela nossa comunidade (paroquial), para que o caminho de conversão que iniciámos nos conduza à vida em Cristo e à sua Páscoa, rezemos.
(Outras intenções…)
O sacerdote conclui, dizendo:
Pres.: Senhor, que nos ensinastes pela palavra de Jesus que o homem não vive só de pão, conduzi-nos pelo Espírito ao deserto, para escutarmos sempre mais a sua voz. Por Cristo, nosso Senhor.
O povo responde:
Ass.: Amém.
LITURGIA EUCARÍSTICA
OFERTÓRIO
Inicia-se o canto da preparação das oferendas, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice, a pala e o Missal.
1. PELA COMPAIXÃO TOCADOS,
COMPAIXÃO DO DEUS VIVENTE,
SIM, A ELE APRESENTEMOS
NOSSA VIDA EM SACRIFÍCIO.
A TI, Ó DEUS, TODA GRAÇA E LOUVOR;
HOJE MANIFESTAS O TEU AMOR!
2. EIS O CULTO AGRADÁVEL,
CONSONANTE COM A VIDA:
VIDA QUE SE FAZ VONTADE
DO ETERNO PAI DE TODOS.
3. FRENTE AO MUNDO NÃO QUEDEMOS
EM VIVERMOS CONFORMADOS,
MAS SEJAMOS TRANSFORMADOS
NO PENSAR E ENTENDIMENTO.
Convém que os fiéis expressem sua participação trazendo uma oferenda, seja pão e vinho para a celebração da Eucaristia, seja outro donativo para auxílio da comunidade e dos pobres.
O sacerdote, de pé junto ao altar, recebe a patena com o pão em suas mãos e, levantando-a um pouco sobre o altar, diz em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.
Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corporal.
Se o canto da preparação das oferendas não continuar, o sacerdote poderá recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Bendito seja Deus para sempre!
O diácono ou o sacerdote coloca vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio:
Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.
Em seguida, o sacerdote recebe o cálice em suas mãos e, elevando-o um pouco sobre o altar, diz em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar vinho da salvação.
Coloca o cálice sobre o corporal.
Se o canto da preparação das oferendas não continuar, o sacerdote poderá recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Bendito seja Deus para sempre!
Em seguida o sacerdote, profundamente inclinado, reza em silêncio:
De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.
E, se for oportuno, incensa as oferendas, a cruz e o altar. Depois, o diácono ou outro ministro incensa o sacerdote e o povo.
Em seguida, o sacerdote, de pé ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Lavai-me, Senhor, de minhas faltar e purificai-me do meu pecado.
ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS
Estando, depois, no meio do altar a voltado para o povo, o sacerdote estende e une as mãos e diz:
Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que o meu e vosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
O povo responde:
Ass.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.
Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote profere a oração sobre as oferendas.
Pres.: Nós vos pedimos, Senhor, fazei que o nosso coração corresponda a estas oferendas com as quais iniciamos nossa caminhada para a Páscoa. Por Cristo, nosso Senhor.
O povo responde:
Ass.: Amém.
ORAÇÃO EUCARÍSTICA
PREFÁCIO
A tentação do Senhor
Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz ou canta:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ass.: Ele está no meio de nós.
Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
Pres.: Corações ao alto.
O povo responde:
Ass.: O nosso coração está em Deus.
O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres.: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
O povo responde:
Ass.: É nosso dever e nossa salvação.
O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.
Pres.: Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, nosso Senhor. Jejuando quarenta dias, Jesus consagrou a observância quaresmal e, desarmando as ciladas da antiga serpente, ensinou-nos a vencer o fermento da maldade, para que, pela digna celebração do mistério pascal, passemos, um dia, à Páscoa eterna. Por isso, hoje e sempre, com a multidão dos anjos e dos santos com um hino de louvor, nós vos aclamamos, cantando (dizendo) a uma só voz:
Une as mãos e com o povo recita o Santo, Santo, Santo...
CANTO
1. SANTO, SANTO, SANTO,
SENHOR DEUS DO UNIVERSO.
O CÉU E A TERRA,
PROCLAMAM A VOSSA GLÓRIA.
HOSANA NAS ALTURAS!
2. BENDITO O QUE VEM,
EM NOME DO SENHOR!
HOSANA NAS ALTURAS!
Ou, para recitação:
Ass.: Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo. O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!
ORAÇÃO EUCARÍSTICA
SOBRE RECONCILIAÇÃO II
O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Pai onipotente, louvado sois por vosso Filho Jesus Cristo, que veio em vosso nome. Ele é a Palavra de salvação para a humanidade, a mão que estendeis aos pecadores e o caminho pelo qual nos é concedida a vossa paz. Quando vos abandonamos por nossos pecados, vós nos reconduzistes à reconciliação por vosso Filho, que por nós entregastes à morte, para que voltássemos a vós e nós amássemos uns aos outros.
Une as mãos e, estendendo-as sobre as oferendas, diz:
E agora, celebrando a reconciliação que Cristo nos trouxe, vos pedimos: santificai estas oferendas pela efusão do vosso Espírito,
une as mãos e traça o sinal da cruz, ao mesmo tempo sobre o pão e o cálice, dizendo:
a fim de que se tornem o Corpo e ✠ o Sangue de vosso Filho que nos mandou celebrar estes mistérios.
Une as mãos.
A assembleia aclama:
Ass.: Enviai o vosso Espírito Santo.
O relato da instituição da Eucaristia seja proferido de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
Pres.: Antes de dar a vida para nos libertar, estando a mesa,
toma o pão
e, mantendo-o m pouco acima do altar, prossegue:
Jesus tomou o pão em suas mãos, pronunciou a bênção de ação de graças, partiu e o deu a seus discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, colocando-a na patena e genuflete em adoração.
Depois prossegue:
Pres.: Do mesmo modo, naquela noite,
toma o cálice nas mãos
e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:
ele tomou o cálice da bênção em suas mãos e, proclamando a vossa misericórdia, o deu a seus discípulos.
Mostra o cálice ao povo, colocando-o sobre o corporal e genuflete em adoração.
Em seguida, diz:
Pres.: Mistério da fé!
A assembleia aclama:
Ass.: Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus.
O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Fazendo, pois, memória da morte e ressurreição do vosso Filho que nos deixou esta prova de amor, nós vos oferecemos aquilo que nos destes: o sacrifício da perfeita reconciliação.
A assembleia aclama:
Ass.: Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!
Pres.: Pai santo, neste banquete salvífico, suplicantes, vos pedimos: aceitai-nos também com vosso Filho e dai-nos o seu Espírito para que nos liberte de tudo que nos separa uns dos outros.
A assembleia aclama:
Ass.: O Espírito nos una num só corpo!
1C.: Ele faça da vossa Igreja sinal de unidade do gênero humano e instrumento da vossa paz, e nos conserve em comunhão com o Papa Pio, o nosso Bispo N.*, os Bispos do mundo inteiro e todo o vosso povo.
A assembleia aclama:
Ass.: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!
2C.: Ó Pai, que agora nos reunistes, à mesa do vosso Filho, congregai-nos também na Ceia da comunhão eterna nos novos e nova terra, onde brilha a plenitude da vossa paz, junto com a gloriosa Virgem Maria, Mãe de Deus, os Apóstolos e todos os Santos, os nossos irmãos e as pessoas de todos os povos e línguas que morreram na vossa amizade,
Une as mãos
em Cristo Jesus, Senhor nosso.
Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:
Pres.: Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos.
A assembleia aclama:
Ass.: Amém.
RITOS DA COMUNHÃO
PAI-NOSSO
Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, de mãos unidas:
Pres.: Somos chamados filhos de Deus e realmente o somos, por isso, podemos rezar confiantes:
E todos juntos rezam:
Ass.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
O sacerdote une as mãos.
O povo conclui a oração, aclamando:
Ass.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.
O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos.
O povo responde:
Ass.: Amém.
O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
O povo responde:
Ass.: O amor de Cristo nos uniu.
CORDEIRO DE DEUS
Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos faça participar da vida eterna.
CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
TENDE PIEDADE DE NÓS.
CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
TENDE PIEDADE DE NÓS.
CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
DAI-NOS A PAZ.
Ou, para recitação:
Ass.: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
Essas palavras podem ser repetidas ainda mais vezes, se a fração do pão se prolongar. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.
Em seguida, o sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que, cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me por este vosso santíssimo Corpo e Sangue dos meus pecados e de todo mal; dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.
Ou:
Senhor Jesus Cristo, vosso Corpo e vosso Sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam proteção e remédio para minha vida.
O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia na mão:
Pres.: Quem come minha carne e bebe meu sangue permanece em mim e eu nele.
E, elevando-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice, diz em voz alta, voltado para o povo:
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
Ass.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.
COMUNHÃO
O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
O Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
E reverentemente comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
O Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
E reverentemente comunga o Sangue de Cristo.
ANTÍFONA
Nas Missas sem canto, o sacerdote recita a Antífona de Comunhão:
Mt 4, 4
Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.
Ou:
cf. Sl 90, 4
O Senhor te cobrirá com sua sombra, sob suas asas encontrarás abrigo.
Em seguida, toma a patena ou o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:
O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
Amém.
E comunga.
O diácono ou o ministro extraordinário da distribuição da sagrada Comunhão, o distribuir a sagrada Comunhão, procede do mesmo modo.
Se houver Comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito na Instrução Geral sobre o Missal Romano, n. 281-287.
Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da Comunhão.
ELE TE COBRIRÁ COM SUA SOMBRA,
ENCONTRARÁS ABRIGO EM SUAS ASAS
1. QUEM HABITA AO ABRIGO DO ALTÍSSIMO
E VIVE À SOMBRA DO SENHOR ONIPOTENTE,
DIZ AO SENHOR: ‘SOIS MEU REFÚGIO E PROTEÇÃO,
SOIS O MEU DEUS,
NO QUAL CONFIO INTEIRAMENTE’.
2. DO CAÇADOR E DO SEU LAÇO ELE TE LIVRA.
ELE TE SALVA DA PALAVRA QUE DESTRÓI.
POIS O SENHOR DEU UMA ORDEM A SEUS ANJOS
PARA EM TODOS OS CAMINHOS TE GUARDAREM.
Terminada a Comunhão, o sacerdote, o diácono ou o acólito purifica a patena e o cálice.
Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno.
Então o sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou preferir um salmo ou outro cântico de louvor.
DEPOIS DA COMUNHÃO
Em seguida, junto ao altar ou à cadeira, o sacerdote, de pé, voltado para o povo, diz de mãos unidas:
Pres.: Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo em silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida, o sacerdote abrindo os braços, profere a oração Depois da comunhão.
Pres.: Ó Deus, que nos alimentastes com este pão que nutre a fé, incentiva a esperança e fortalece a caridade, dai-nos desejar Cristo, pão vivo e verdadeiro, e viver de toda palavra que sai de vossa boca. Por Cristo, nosso Senhor.
O povo responde:
Ass.: Amém.
Se necessário, fazem-se breves comunicados ao povo.
RITOS FINAIS
BÊNÇÃO FINAL
Em seguida, faz-se a despedida. O sacerdote, voltado para o povo, abre os braços e diz:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ass.: Ele está no meio de nós.
O diácono ou, na falta dele, o próprio sacerdote pode fazer o convite com estas ou outras palavras:
℣.: Inclinai-vos para receber a bênção.
Em seguida, o sacerdote, estendendo as mãos sobre o povo, profere a bênção:
Pres.: Desça, Senhor, sobre o vosso povo copiosa bênção, para que, na tribulação, cresça a esperança; na tentação, confirme-se a virtude; e lhe seja concedida a eterna redenção. Por Cristo, nosso Senhor.
O povo responde:
Ass.: Amém.
O sacerdote abençoa o povo dizendo:
Pres.: E a bênção de Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre.
O povo responde:
Ass.: Amém.
Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, de mãos unidas:
℣.: Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
O povo responde:
Ass.: Graças a Deus.
ANTÍFONA
AVE, RAINHA DO CÉU;
AVE, DOS ANJOS SENHORA;
AVE, RAIZ, AVE, PORTA;
DA LUZ DO MUNDO ÉS AURORA.
EXULTA, Ó VIRGEM TÃO BELA;
AS OUTRAS SEGUEM-TE APÓS;
NÓS TE SAUDAMOS: ADEUS!
E PEDE A CRISTO POR NÓS!
VIRGEM MÃE, Ó MARIA!
Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita com os ministros a devida reverência, retira-se.
CANTO
LEMBRA, SENHOR, O TEU AMOR FIEL PARA SEMPRE!
QUE OS INIMIGOS NÃO TRIUNFEM SOBRE O POVO!
DE SUAS ANGÚSTIAS, Ó SENHOR, LIVRA TUA GENTE!
1. SENHOR, DEUS, A TI ELEVO A MINHA ALMA,
EM TI CONFIO: QUE EU NÃO SEJA ENVERGONHADO.
NÃO SE ENVERGONHE QUEM EM TI PÕE SUA ESPERANÇA,
MAS, SIM, QUEM NEGA POR UM NADA SUA FÉ!
2. MOSTRA-ME, SENHOR, OS TEUS CAMINHOS,
E FAZ-ME CONHECER A TUA ESTRADA!
TUA VERDADE ME ORIENTE E ME CONDUZA,
PORQUE ÉS O DEUS DA MINHA SALVAÇÃO!
3. RECORDA, SENHOR MEU DEUS, TUA TERNURA
E A TUA COMPAIXÃO QUE SÃO ETERNAS.
NÃO RECORDES MEUS PECADOS QUANDO JOVEM,
NEM TE LEMBRES DE MINHAS FALTAS E DELITOS
4. O SENHOR É PIEDADE E RETIDÃO,
E RECONDUZ AO BOM CAMINHO OS PECADORES.
ELE DIRIGE OS HUMILDES NA JUSTIÇA,
E AOS POBRES ELE ENSINA O SEU CAMINHO.
Seções:
1º Domingo da Quaresma
Dicastério para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos
I Domingo da Quaresma
Livreto Celebrativo
Semanário Litúrgico
