Nota de Retratação - Ao Santo Padre António

CARTA DE RETRATAÇÃO
AO PAPA ANTÓNIO I

Santo Padre,

A nossa nota anterior e a postura que adotámos durante a Celebração da Santa Missa, na Basílica de São Pedro, nesta noite, configuraram atitudes e ações incoerentes com o nosso ministério, constituindo um ato de rebeldia e desobediência ao vosso ministério e primado.

Reconhecemos, igualmente, o erro em atacá-lo, desmerecê-lo e questionar o vosso ministério. Consideramos, Santidade, que tal conduta não esteve alinhada com o nosso dever e a seriedade que nos é exigida, enquanto príncipes da Igreja. Contudo, salientamos que não nos sentimos devidamente escutados e manifestamos o desejo de sermos ouvidos pelo Santo Padre.

A nossa intenção foi unicamente alertá-lo para o perigo de determinadas decisões que possam comprometer o futuro da Igreja. O desejo do vosso predecessor, Pio IX, visava garantir a unidade e afastar-nos de conflitos com outros apostolados, permitindo que cada um cumprisse o seu serviço.

Dessa forma, Santidade, retratamo-nos e pedimos perdão a vós e aos demais irmãos dos diversos ministérios, comprometendo-nos a não repetir tal atitude e ação. Reafirmamos o nosso apoio, obediência e fidelidade ao Santo Padre, e expressamos o desejo de caminhar convosco e estar ao vosso lado neste início de ministério, respeitando todos os trâmites e orientações que o Santo Padre determinar.

Renovo ainda eu, Agnelo Prevost Arns, a intenção de retornar à ativa e colaborar plenamente com os meus irmãos Cardeais, Bispos e Presbíteros, onde e quando vós, Santidade, o desejardes.

E para constar, lavramos a presente nota, que subscrevemos em testemunho da verdade.

Agnelo Prevost Card. Arns
Cardeal Emérito da Santa Igreja Romana

+ Leopoldo Jorge Card. Scherer
Decano do Colégio dos Cardeais
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