A todos aqueles que esta lerem,
saudação, paz e bênção em Cristo vivo e Ressuscitado.
Do alto da Cátedra de Pedro, de onde volto o meu olhar sobre toda a orbe, chamado a ser pastor e guardião da Igreja, bem como a confirmá-la na verdade, incumbe-me o dever de recordar aqueles que nos precederam e que a confirmaram na unidade.
No dia 24 de agosto de 2024, após o pontificado de Mariano V, foi eleito Sumo Pontífice Tiago I. A escolha do nome refletiu motivações pessoais do eleito, desde a memória de seu irmão até a sua devoção ao Apóstolo Santiago Maior, venerado em Santiago de Compostela, bem como a consciência do peso histórico que o nome Tiago viria a assumir na Igreja, após um breve período de interregno que a marcou por inatividade e ausência.
Já em meados do pontificado de Tiago I, um grupo de indivíduos, aliados a uma facção de caráter maquiavélico e perturbador, infiltrou-se na Igreja com a intenção de a desunir, como em ocasiões passadas. Tais indivíduos intimidaram o Pontífice reinante, Tiago I, instando-o a abandonar a Cátedra de Pedro, chegando inclusive a proferir ameaças diretas contra a sua vida real. Este grupo viria, por fim, a ser expurgado e afastado da Igreja durante o pontificado de seu sucessor, Romano Magno II.
Tiago I foi acusado de ser um papa manipulador, corrupto e de ter vilipendiado a Cátedra de Pedro. Contudo, na verdade, foi alvo de intimidação e perseguição por parte de membros da própria Cúria Romana. Eu mesmo, à época como Bispo Auxiliar de Roma, acompanhei tais pressões. As acusações infundadas que recaíram sobre o meu antecessor foram instrumentalizadas para favorecer esse grupo, posteriormente expurgado, o qual ainda tentou regressar durante o pontificado do antipapa Sisto I.
Portanto, à luz dos fatos analisados e diante das injustiças difamatórias e caluniosas dirigidas ao meu antecessor, as quais não correspondem à verdade, hei por bem remover-lhe o título de antipapa que até agora lhe era atribuído e proclamá-lo Magno, tornando-o, assim, um dos pontífices exemplares e de grande relevância para a história recente da Igreja.
Por conseguinte, DECLARO a remoção do título de antipapa atribuído a Tiago I e, outrossim, PROCLAMO a sua Magnitude, devendo tal título ser-lhe conferido em reconhecimento à sua dedicação, sacrifício e quase martírio enquanto Sucessor de Pedro, ao padecer nas mãos de homens corruptos, vândalos, ávidos de poder e promotores da divisão na Igreja, os quais se comportaram à semelhança do seu precursor, o diabo, pai da mentira.
Ademais, convoco todos para uma Santa Missa em ação de graças pela proclamação deste título, cuja data será oportunamente definida. Durante a celebração, será solenemente proclamada a Magnitude de Tiago I, em memória do seu testemunho heroico e do seu governo humilde e sacrificial à frente da Igreja, à semelhança de São Pedro, primeiro dos Pontífices.
Dessa forma, é igualmente restabelecida a Muito Venerável Ordem de Tiago I, instituída por seu sucessor, Romanus II, por meio do Decreto de Criação da Muito Venerável “Ordem Equestre de Tiago I”.
Dado em Roma, junto a São Pedro, no 1º de maio do ano do Senhor de dois mil e vinte e seis, primeiro do meu Pontificado, memória de São José Operário.
+ GREGORIUS PP. VII
Servus Servorum Dei
Servus Servorum Dei
Seções:
Bula
Declaração
Decreto de Revogação
Muito Venerável Ordem Equestre de Tiago I
Papa Gregório VII
Papa Tiago I
