Subsídio Litúrgico - I Domingo da Quaresma


SUBSÍDIO LITÚRGICO 
I DOMINGO DA QUARESMA

 ENTRADA

Reunido o povo, o sacerdote dirige-se ao presbitério com os ministros, durante o canto de entrada.

CANTO DE ENTRADA

AO INVOCAR-ME O MEU SERVO HEI DE OUVI-LO
E A SEU LADO EU ESTAREI EM SUAS DORES.
HEI DE LIVRÁ-LO E DE GLÓRIA COROÁ-LO
E CONCEDER-LHE VIDA LONGA E DIAS PLENOS.


QUEM HABITA AO ABRIGO DO ALTÍSSIMO
E VIVE À SOMBRA DO SENHOR ONIPOTENTE,
DIZ AO SENHOR: "SOIS MEU REFÚGIO E PROTEÇÃO,
SOIS O MEU DEUS, NO QUAL CONFIO INTEIRAMENTE".

AO INVOCAR-ME O MEU SERVO HEI DE OUVI-LO
E A SEU LADO EU ESTAREI EM SUAS DORES.
HEI DE LIVRÁ-LO E DE GLÓRIA COROÁ-LO
E CONCEDER-LHE VIDA LONGA E DIAS PLENOS.

DO CAÇADOR E DO SEU LAÇO ELE TE LIVRA.
ELE TE SALVA DA PALAVRA QUE DESTROI.
COM SUAS ASAS HAVERÁ DE PROTEGER-TE,
COM SEU ESCUDO E SUAS ARMAS, DEFENDER-TE.

AO INVOCAR-ME O MEU SERVO HEI DE OUVI-LO
E A SEU LADO EU ESTAREI EM SUAS DORES.
HEI DE LIVRÁ-LO E DE GLÓRIA COROÁ-LO
E CONCEDER-LHE VIDA LONGA E DIAS PLENOS.

NENHUM MAL HÁ DE CHEGAR PERTO DE TI
NEM A DESGRAÇA BATERÁ À TUA PORTA;
POIS O SENHOR DEU UMA ORDEM A SEUS ANJOS
PARA EM TODOS OS CAMINHOS TE GUARDAREM.

AO INVOCAR-ME O MEU SERVO HEI DE OUVI-LO
E A SEU LADO EU ESTAREI EM SUAS DORES.
HEI DE LIVRÁ-LO E DE GLÓRIA COROÁ-LO
E CONCEDER-LHE VIDA LONGA E DIAS PLENOS.

Chegando ao altar e feita a devida reverência, beija-o em sinal de veneração e, se oportuno, incensa-o. Em seguida, todos se dirigem às cadeiras.

ANTÍFONA DE ENTRADA
(Sb 90,15s)

℣. Quando meu servo chamar, hei de atendê-lo, estarei com ele na tribulação. Hei de livrá-lo e glorificá-lo e lhe darei longos dias.

Terminado o canto de entrada, toda a assembleia, de pé, faz o sinal da cruz enquanto o sacerdote diz:
℣. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
O povo responde:
℞. Amém.

O sacerdote, voltado ao povo e abrindo os braços, saúda:
℣. A vós, irmãos, paz e fé da parte de Deus, o Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
O povo responde:
℞. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

ATO PENITENCIAL

Segue-se o Ato Penitencial. O sacerdote convida os fiéis à penitência.

℣. O Senhor Jesus que nos convida à mesa da Palavra e da Eucaristia, nos chama à conversão. Reconheçamos ser pecadores e invoquemos com confiança a misericórdia do Pai.

Após um momento de silêncio, o sacerdote diz:
℣. Confessemos os nossos pecados.
℞. Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, (batendo no peito) por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos, e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

Segue-se a absolvição sacerdotal:
℣. Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
O povo responde:
℞. Amém.

Segue-se as invocações Senhor tende piedade de nós, caso já não tenham ocorrido no ato penitencial.

℣. Senhor, tende piedade de nós.
℞. Senhor, tende piedade de nós.

℣. Cristo, tende piedade de nós.
℞. Cristo, tende piedade de nós.

℣. Senhor, tende piedade de nós.
℞.  Senhor, tende piedade de nós.

ORAÇÃO DO DIA

Terminado, de mãos unidas, o sacerdote diz:
℣. Oremos.
E todos oram em silêncio por um tempo.
Então, o sacerdote abrindo os braços reza a oração:
℣. Concedei-nos, ó Deus onipotente, que, ao longo desta Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
℞. Amém.

PRIMEIRA LEITURA

O leitor dirige-se ao ambão para a primeira leitura, que todos ouvem sentados.

L. Leitura do livro do Gênesis.
L. Disse também Deus a Noé e as seus filhos: “Vou fazer uma aliança convosco e com vossa posteridade, assim como com todos os seres vivos que estão convosco: as aves, os animais domésticos, todos os animais selvagens que estão convosco, desde todos aqueles que saíram da arca até todo animal da terra. Faço esta aliança convosco: nenhuma criatura será destruída pelas águas do dilúvio, e não haverá mais dilúvio para devastar a terra.” Deus disse: “Eis o sinal da aliança que eu faço convosco e com todos os seres vivos que vos cercam, por todas as gerações futuras: Ponho o meu arco nas nuvens, para que ele seja o sinal da aliança entre mim e a terra. Quando eu tiver coberto o céu de nuvens por cima da terra, o meu arco aparecerá nas nuvens, e me lembrarei da aliança que fiz convosco e com todo ser vivo de toda espécie, e as águas não causarão mais dilúvio que extermine toda criatura.
Ao concluir, aquele que lê diz:
L. Palavra do Senhor.
A assembleia, responde:
℞. Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL

O salmista ou o cantor recita o salmo, e o povo o estribilho.

℞. Verdade e amor são os caminhos do Senhor.

1. Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos e fazei-me conhecer a vossa estrada! 
Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação.
℞.

2. Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão, que são eternas! 
De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia e sois bondade sem limite, ó Senhor!
℞.

3. O Senhor é piedade e retidão e reconduz ao bom caminho os pecadores. 
Ele dirige os humildes na justiça e aos pobres e ele ensina o seu caminho.
℞.


SEGUNDA LEITURA

Se houver segunda leitura, o leitor a fará no ambão, como acima.

L. Leitura da primeira carta de São Pedro.
L. Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados - o Justo pelos injustos - para nos conduzir a Deus. Padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito. É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes, quando Deus aguardava com paciência, enquanto se edificava a arca, na qual poucas pessoas, isto é, apenas oito se salvaram através da água. Esta água prefigurava o batismo de agora, que vos salva também a vós, não pela purificação das impurezas do corpo, mas pela que consiste em pedir a Deus uma consciência boa, pela ressurreição de Jesus Cristo. Esse Jesus Cristo, tendo subido ao céu, está assentado à direita de Deus, depois de ter recebido a submissão dos anjos, dos principados e das potestades.
Ao concluir, aquele que lê diz:
L. Palavra do Senhor.
A assembleia, responde:
℞. Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Omite-se o Aleluia, canta-se outra Antífona apropriada para este Tempo.

GLÓRIA Á VÓS, CRISTO PALAVRA DE DEUS
CRISTO PALAVRA DE DEUS!

O HOMEM NÃO VIVE SOMENTE DE PÃO, 
MAS DE TODA A PALAVRA DA BOCA DE DEUS!

Enquanto isso, o sacerdote, se usar incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.
O diácono responde:
Amém.

Se não houver diácono, o sacerdote, inclinado diante do altar, reza em silêncio;
Ó Deus todo-poderoso, purificai-me o coração e os lábios, para que eu anuncie dignamente o vosso santo Evangelho.

EVANGELHO

O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e as velas, e diz:
℣. O Senhor esteja convosco.
℞. Ele está no meio de nós.

O diácono, ou o sacerdote, fazendo o sinal da cruz no livro e, depois, na fronte, na boca e no peito, diz:
℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
℞. Glória a vós, Senhor.

Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.
℣. E logo o Espírito impeliu Jesus para o deserto. Aí esteve quarenta dias. Foi tentado pelo demônio e esteve em companhia dos animais selvagens. E os anjos o serviam. Depois que João foi preso, Jesus dirigiu-se para a Galileia. Pregava o Evangelho de Deus, e dizia: "Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho."
Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote diz:
℣. Palavra da Salvação.
O povo aclama:
℞. Glória a vós, Senhor.

O sacerdote beija o livro, rezando em silêncio:
Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.

HOMILIA

Nos domingos e festas de preceito, faça-se a homilia, também recomendável nos outros dias.

PROFISSÃO DE FÉ

Terminada a homilia, seja feita, quando prescrita, uma das seguintes profissões de fé:
℣. Professemos a nossa fé:
℞. Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu na Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

PRECES DA ASSEMBLÉIA

℣. Caríssimos irmãos e irmãs: Voltemo-nos para Deus, que salvou Noé e os seus filhos do dilúvio com que submergiu a terra, e oremos pela Igreja e pelo mundo, dizendo, cheios de confiança:
℞. Senhor, tende piedade de nós.

1. Pelos ministros da Igreja, pelos fiéis e catecúmenos, para que escutem o apelo feito a todos: “Arrependei-vos e acreditai no Evangelho”, oremos.

2. Pelos homens que governam as nações, para que não se deixem tentar pelo poder e estejam sempre ao lado dos mais fracos, oremos.

3. Pelos que vivem na solidão e na tristeza e pelos humilhados, desprezados e esquecidos, para que em Deus encontrem o que procuram, oremos.

4. Pelos cristãos que iniciaram a Quaresma, para que, na oração, na partilha e no jejum, se preparem para celebrar a santa Páscoa, oremos.

5. Pelos doentes e por todos os que sofrem da COVID-19, pelos pobres, pelos pecadores e pelos famintos, para que tenham quem os socorra e alivie, oremos.

℣. Senhor, nosso Deus, que fizestes uma aliança por todas as gerações com a descendência de Noé e com os seres vivos, concedei-nos a graça de descobrir que só em Vós se encontra a fonte do amor e da vida. Por Cristo nosso Senhor.
℞. Amém.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Inicia-se o canto do ofertório, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho , o cálice e o missal.

CANTO DE OFERTÓRIO

RECEBE, DEUS AMIGO, ESTES DONS QUE AQUI TRAZEMOS,
E FELIZES ENTRE TODOS, A PARTILHA NÓS FAREMOS

Ó DEUS PAI, A TI TRAZEMOS PÃO E VINHO UMA VEZ MAIS.
UM SÓ CORPO NÓS SEREMOS COM JESUS E PELA PAZ!

RECEBE, DEUS AMIGO, NOSSOS PÉS E NOSSOS BRAÇOS,
QUE ENCONTRAM NA UNIDADE O ALENTO PRO CANSAÇO.

Ó DEUS PAI, A TI TRAZEMOS PÃO E VINHO UMA VEZ MAIS.
UM SÓ CORPO NÓS SEREMOS COM JESUS E PELA PAZ!

RECEBE, DEUS AMIGO, OS PROJETOS QUE ALIMENTAM
O CONVÍVIO E O RESPEITO ENTRE OS POVOS QUE SE ENFRENTAM.

Ó DEUS PAI, A TI TRAZEMOS PÃO E VINHO UMA VEZ MAIS.
UM SÓ CORPO NÓS SEREMOS COM JESUS E PELA PAZ!

RECEBE, DEUS AMIGO, OS ESFORÇOS DO TEU POVO,
QUE TRABALHA COM CARINHO PRA CRIAR UM MUNDO NOVO.

Ó DEUS PAI, A TI TRAZEMOS PÃO E VINHO UMA VEZ MAIS.
UM SÓ CORPO NÓS SEREMOS COM JESUS E PELA PAZ!

Convém que os fiéis manifestem a sua participação, trazendo o pão e o vinho para a celebração da Eucaristia, ou outros dons para auxílio da comunidade e dos pobres.

O sacerdote, de pé, toma a patena com o pão e, elevando-a um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.

Se não houver canto ao ofertório, poderá o sacerdote recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Bendito seja Deus para sempre!

O diácono ou o sacerdote derrama o vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio.
Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.

Em seguida, o sacerdote toma o cálice e, elevando-o um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos e que para nós se vai tornar vinho da salvação.
Coloca o cálice sobre o corporal.

Se não houver canto ao ofertório, poderá o sacerdote recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Bendito seja Deus para sempre!

O sacerdote, inclinando, reza em silêncio:
De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.

Se for oportuno, incensa as oferendas e o altar. 
Depois, o diácono ou o ministro incensa o sacerdote e o povo.

O sacerdote, de pé, ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados.

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

No meio do altar e voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, o sacerdote diz:
℣. Orai, irmãos e irmãs, para que esta nossa família, reunida em nome de Cristo, possa oferecer um sacrifício que seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
O povo responde:
℞. Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para a glória do seu nome, para o nosso bem e de toda a santa Igreja.

Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote reza a oração sobre as oferendas; 
℣. Fazei, ó Deus, que o nosso coração corresponda a estas oferendas com as quais iniciamos nossa caminhada para a Páscoa. Por Cristo, nosso Senhor.
℞. Amém.

PREFÁCIO DO I DOMINGO DA QUARESMA
A Tentação do Senhor
ORAÇÃO EUCARÍSTICA VII

Nos Domingos da Quaresma.

O sacerdote, de braços abertos, começa a Oração eucarística, dizendo:
℣. O Senhor esteja convosco.
℞. Ele está no meio de nós.

Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
℣. Corações ao alto.
℞. O nosso coração está em Deus.

O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
℣. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
℞. É nosso dever e nossa salvação.

O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.
℣. Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Jejuando quarenta dias no deserto, Jesus consagrou a observância quaresmal. Desarmando as ciladas do antigo inimigo, ensinou-nos a vencer o fermento da maldade. Celebrando agora o mistério pascal, nós nos preparamos para a páscoa definitiva. Enquanto esperamos a plenitude eterna, com os anjos e todos os santos, nós vos aclamamos, cantando (dizendo) a uma só voz...
Todos dizem em voz alta ou se oportuno, cantam.
℞.  Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

De braços abertos, diz:
℣. Ó Deus, desde a criação do mundo, fazeis o bem a cada um de nós para sermos santos como vós sois santo. Olhai vosso povo aqui reunido e 
O sacerdote une as mãos e as estende sobre as oferendas dizendo:
derramai a força do Espírito, para que estas oferendas se tornem
Une as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo:
Corpo e o Sangue do Filho muito amado, no qual também somos vossos filhos. 
Une as mãos e prossegue:
Enquanto estávamos perdidos e incapazes de vos encontrar, vós nos amastes de modo admirável, pois vosso filho – o justo e santo – entregou-se em nossas mãos, aceitando ser pregado na cruz.

℞. Como é grande, ó Pai, a vossa misericórdia!

De braços abertos, prossegue:
℣. Antes, porém, de seus braços abertos traçarem entre o céu e a terra o sinal permanente da vossa aliança, Jesus quis celebrar a Páscoa com seus discípulos. 
toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar,inclina-se levemente, e prossegue:
Ceando com eles, tomou o pão e pronunciou a bênção de ação de graças. Depois, partindo o pão, o deu aos seus discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la.

Então prossegue:

℣. Ao fim da ceia, Jesus, sabendo que ia reconciliar todas as coisas pelo sangue a ser derramado na cruz, 
toma o cálice nas mãos, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, inclina-se levemente, e prossegue:
tomou o cálice com vinho. Deu graças novamente e passou o cálice aos seus discípulos.
Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e faz genuflexão para adorá-lo.

Em seguida diz:

℣. Eis o mistério da fé!
℞. Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

De braços abertos, prossegue:
℣. Lembramo-nos de Jesus Cristo, nossa páscoa e certeza da paz definitiva. Hoje celebramos sua morte e ressurreição, esperando o dia feliz de sua vinda gloriosa. Por isso, vos apresentamos, ó Deus fiel, a vítima de reconciliação que nos faz voltar à vossa graça.

℞. Esperamos, ó Cristo, vossa vinda gloriosa!

De braços abertos, prossegue:
℣. Olhai com amor, Pai misericordioso, aqueles que atraís para vós, fazendo-os participar no único sacrifício de Cristo. Pela força do Espírito Santo, todos se tornem um só corpo bem unido, no qual todas as divisões sejam superadas.

℞. Esperamos, ó Cristo, vossa vinda gloriosa!

De braços abertos, prossegue:
1C. Conservai-nos, em comunhão de fé e amor, unidos ao papa Lucas e ao nosso bispo N.*, Ajudai-nos a trabalhar juntos na construção do vosso reino, até o dia em que, diante de vós, formos santos com os vossos santos, ao lado da virgem Maria e dos apóstolos, com nossos irmãos e irmãs já falecidos que confiamos à vossa misericórdia. Quando fizermos parte da nova criação, enfim libertada de toda maldade e fraqueza, poderemos cantar a ação de graças de Cristo que vive para sempre.

* Aqui pode-se fazer a menção dos Bispos Coadjutores ou Auxiliares, conforme vem indicado na Instrução Geral sobre o Missal Romano, n. 109.

℞. Esperamos, ó Cristo, vossa vinda gloriosa!

Ergue o cálice e a patena com a hóstia, dizendo:
℣. Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

℞. Amém!

Para o canto, pode-se usar a seguinte aclamação:
Amém, louvor e glória ao Pai que em Cristo nos dá seu perdão.

RITO DA COMUNHÃO

Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz unindo as mãos:
℣. Guiados pelo Espírito de Jesus e iluminados pela sabedoria do Evangelho, ousamos dizer:
O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
℞. Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade,  assim na terra como no céu;  o pão nosso de cada dia nos daí hoje,  perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
℣. Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador.
O sacerdote une as mãos. O povo conclui a oração aclamando:
℞. Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
℣. Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
℞. Amém.

O sacerdote, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
℣. A paz do Senhor esteja sempre convosco.
O povo responde:
℞. O amor de Cristo nos uniu.

Omite-se o Gesto de saudação até à Vigília Pascal

Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
℣. Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.

Enquanto isso, canta-se ou recita-se:
℞. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

Essas palavras podem ser repetidas várias vezes, se a fração do pão se prolonga. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.

O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
℣. Senhor Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tonem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento e remédio para a minha vida.

O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia, elevando-a sobre a patena, diz em voz alta, voltado para o povo:
℣. Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. 
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
℞. Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

ANTÍFONA DE COMUNHÃO
(Mt 4,4)
℣. Não só de pão vive o homem, as de toda palavra que sai da boca de Deus. 

COMUNHÃO

O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Sangue de Cristo.

Toma a patena ou o cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão comungar e diz a cada um:
O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
Amém.
O diácono, ao distribuir a sagrada comunhão, procede do mesmo modo.

Se houver comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito.

Enquanto o sacerdote comunga do Corpo de Cristo, inicia-se o canto da comunhão.

CANTO PARA COMUNHÃO

NÃO SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM,
MAS DE TODA A PALAVRA QUE SAI DA BOCA DE DEUS.


DAI GRAÇAS AO SENHOR, PORQUE ELE É BOM!
“ETERNA É A SUA MISERICÓRDIA!”
A CASA DE ISRAEL AGORA O DIGA:
“ETERNA É A SUA MISERICÓRDIA!”

NÃO SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM,
MAS DE TODA A PALAVRA QUE SAI DA BOCA DE DEUS.


O SENHOR ESTÁ COMIGO, NADA TEMO;
O QUE PODE CONTRA MIM UM SER HUMANO?
O SENHOR ESTÁ COMIGO, É O MEU AUXÍLIO,
HEI DE VER MEUS INIMIGOS HUMILHADOS.

NÃO SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM,
MAS DE TODA A PALAVRA QUE SAI DA BOCA DE DEUS.


É MELHOR BUSCAR REFÚGIO NO SENHOR,
DO QUE PÔR NO SER HUMANO A ESPERANÇA;
É MELHOR BUSCAR REFÚGIO NO SENHOR,
DO QUE CONTAR COM OS PODEROSOS DESTE MUNDO!”

NÃO SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM,
MAS DE TODA A PALAVRA QUE SAI DA BOCA DE DEUS.

Terminada a comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.
Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Fazei, Senhor,que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal e transforme para nós em remédio eterno.

AÇÃO DE GRAÇAS

O sacerdote pode voltar a cadeira. É aconselhável guardar um momento de silêncio ou recitar algum salmo ou canto de louvor.

ORAÇÃO PÓS COMUNHÃO

De pé, junto à cadeira ou ao altar, o sacerdote diz:
℣. Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo de silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida o sacerdote abrindo os braços diz:
℣. Ó Deus, que nos alimentastes com este pão que nutre a fé, incentiva a esperança e fortalece a caridade, dai-nos desejar Cristo, pão vivo e verdadeiro, e viver de toda palavra que sai de vossa boca. Por Cristo, nosso Senhor.
℞. Amém.

RITOS FINAIS

Se necessário, façam-se breves comunicações ao povo.

Segue-se o rito de despedida. 

O sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo:
℣. O Senhor esteja convosco.
℞. Ele está no meio de nós.

O diácono diz:
Inclinai-vos para receber a bênção.

E estendendo os braços diz:
℣.  Deus pai de misericórdia, conceda a todos vós, como concedeu ao filho prodigo a alegria do retorno a casa.
℞. Amém!

℣.  O senhor Jesus Cristo, modelo de oração e de vida, vos guie nesta caminhada quaresmal a uma verdadeira conversão.
℞. Amém!

℣.  O espirito de sabedoria e fortaleza vos sustente na luta contra o mal, para poderdes com Cristo, celebrar a vitória da pascoa.
℞. Amém!

O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
℣. Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho + e Espírito Santo.
℞. Amém!

Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
℣. Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
℞. Graças a Deus.

Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. 

Feita a devida reverência, retira-se com os ministros. 

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