BENEDICTUS, EPISCOPUS
SERVUM SERVORUM DEI
PONTIFEX MAXIMUS
AD PERPERTUAM REI MEMORIAM
Aos estimados irmãos que esta minha DECLARAÇÃO APOSTÓLICA lerem, saúde, paz e benção do Senhor.
«EU SOU O BOM PASTOR, O BOM PASTOR DÁ A VIDA PELAS SUAS OVELHAS» (Cfr. Jo 10, 11) somos chamados a ser Pastores ao serviço do rebanho do Senhor. Esta proclamação que revela o coração de Jesus Cristo oferece uma força abrangente para toda a procura humana. Por isso ele afirma que é o Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas, mas diz também que tem outras ovelhas que ainda não pertencem ao Seu redil e que necessita de as procurar e conduzir para que haja um só rebanho e um só Pastor.
Igualmente significativa e desafiante é a distinção que faz entre o Bom Pastor e os salteadores. O Bom Pastor conhece as suas ovelhas, elas conhecem a Sua voz e Ele dá a vida por elas. Já o salteador despreza as suas ovelhas e apodera-se delas e quando ameaçadas foge. Esta imagem do Bom Pastor é de tal modo expressiva e significativa que ela desafia a Igreja em todo o seu ser e na sua atuação. Cada um dos baptizados não se reconhece tão só como rebanho que conhece o Bom Pastor e se sente acarinhado por Ele, mas igualmente transporta em si as marcas do Bom Pastor que o envia a realizar a missão de testemunhar a Boa Noticia da Salvação com os mesmos traços do Bom Pastor.
Importa ter a lucidez necessária para, como Pedro, afirmar que a autêntica transformação e a respectiva realização profunda do ser humano, são operadas com a cooperação do homem, da sua inteligência e pela sua criatividade, mas não se realiza sem a atuação de Jesus Cristo presente na história dos homens através da ação do Seu Espirito. Por isso, importa proclamar com coragem, sem medo dos obstáculos que se colocam hoje à mensagem do Evangelho, perante tantas mentes obscurecidas e corações atrofiados, que não há outro salvador que não seja Jesus Cristo.
Eis a lucidez com que devemos olhar-nos a nós mesmos, com humildade, com simplicidade e abertura para o mistério da revelação de Deus, mas também como devemos aceitar a realidade do mundo, conhecendo-o, amando-o para o transformar.
Recordamos necessariamente nestas palavras aqui incumbidas o papado de meu predecessor, Bento VI. Devo e todos devemos como Igreja, saber reconhecer que nosso antecessor «VIU, SENTIU COMPAIXÃO E CUIDOU» (Cf. Lc 10, 33) e foi nessa compaixão que ele disse «Sim» naquela noite de 03 de dezembro de 2019. Vivi e pude acompanhar todos os passos de meu antecessor, mesmo assim, nunca desistiu de cuidar da Igreja, mesmo no último momento tendo sido abandonado e atentado pelas forças malignas. Meus antecessores por terem sentimentos negativos, fizeram uso de um título que só figura no Anuário Pontifício à pessoas que realmente fizeram qualquer mal e destruiu a Igreja.
Devemos reconhecer as virtudes de Bento VI diante da Igreja, seu reerguimento e sua força de vontade que nunca o fez desistir de sua piedosíssima missão. Portanto, com minha autoridade Apostólica, REMOVO a ANTIPAPIA de BENTO VI do Anuário Pontifício e destarte, reconhecendo todas as suas virtudes, DECLARO-O como MAGNO e sendo a partir de agora figurado ao anuário este título e removido o título de Antipapa.
Que a missão do Pastor seja sempre focado nas ovelhas e nunca na avareza; que a luz Pascal do Mestre possa brilhar sobre nós e Seu Espírito Santo descer e iluminar a nossa barca.
Dado em Roma, junto de São Pedro em 25 de março de 2021, na Festa da Anunciação do Senhor e primeiro de meu Pontificado.
+ Benedictus PP. VII
Svmmvs Pontifex
Seções:
Bento VI
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Papa Bento VI
Papa Bento VII
Remoção de antipapia
Retirada de Antipapia
