Carta aberta por ocasião da Morte do Papa Emérito Leão V

JOÃO PAULO, BISPO
SERVO DOS SERVOS DE DEUS

CARTA ABERTA
DO PAPA JOÃO PAULO
POR OCASIÃO DA MORTE
DO PAPA EMÉRITO LEÃO V.

A todos os que a minha carta lerem, saudação, paz e benção no Senhor.

Com o coração entristecido, mas firmemente ancorado na esperança da ressurreição, dirijo-me a toda a Igreja de Deus para partilhar o luto e a dor que hoje nos unem: o Senhor chamou a Si o nosso amado Papa Emérito Leão V, servo fiel e incansável do Evangelho.

Homem de profunda oração, pastor zeloso e mestre da caridade, Leão V viveu o seu ministério petrino como verdadeiro servo dos servos de Deus. Com amor paternal, guiou a Esposa de Cristo em tempos desafiadores, não temendo oferecer a própria vida ao cuidado das almas. Seu coração batia no compasso do Bom Pastor, e suas palavras, sempre enraizadas na Verdade, eram bálsamo para os aflitos e farol para os que buscavam a luz de Cristo.

Ao longo de sua vida e missão, o Papa Emérito Leão demonstrou um amor inabalável pela Igreja, corpo místico de Cristo. Nunca deixou de defender com coragem e ternura os mais vulneráveis, os pobres, os esquecidos, os que sofrem. Na mansidão do seu olhar e na firmeza das suas decisões, viam-se a presença de um pai e a mão de um guardião das promessas divinas.

Recordamos as palavras do apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé” (2Tm 4,7). Sim, o nosso irmão Leão terminou a sua corrida terrena, e temos confiança de que agora contempla, face a face, Aquele a quem serviu com fidelidade até o fim.

Neste momento de luto e oração, uno-me a todo o Povo de Deus, convocando cada fiel, em todas as dioceses e comunidades do mundo, a elevar súplicas ao Senhor pela alma do nosso amado Papa Emérito. Que as igrejas ressoem com orações, que os mosteiros se encham de silêncio intercessor, que os corações se unam num só clamor: “Dai-lhe, Senhor, o eterno descanso, e brilhe para ele a vossa luz perpétua” e os sinos soem em tom de luto.

A Palavra de Deus consola-nos com esperança: “E Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos. Não haverá mais morte, nem luto, nem clamor, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21,4). Confiamos que o nosso irmão repousa agora na paz que o mundo não pode dar.

Neste momento de dor, permaneçamos unidos na fé, sustentados pelo exemplo de santidade e dedicação que Leão V nos legou. Que Maria, Mãe da Igreja e consolo dos aflitos, acolha com ternura o seu filho devoto no regaço eterno da misericórdia divina.

Dadas em Latrão, Sé Diocesana, no 5 de maio do ano jubilar da esperança de 2025, primeiro do meu Pontificado.


JOÃO PAULO PP. IX
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