Homilia | Missa de Início do Ministério Petrino - Papa Gregório VII


III DOMINGO DA PÁSCOA

MISSA INAUGURAL DO MINISTÉRIO PETRINO
COM RITO DE COROAÇÃO PONTÍFICIA

HOMILIA DO PAPA GREGÓRIO VII

Praça de São Pedro
Domingo, 19 de abril de 2026

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Eminentíssimos Senhores Cardeais,
Excelentíssimos Senhores Bispos,
Reverendíssimos Senhores Padres e Diáconos,
Queridos irmãos e irmãs dos apostolados, chefes de estado e demais diplomatas.

Meus amados irmãos e irmãs em Cristo.

Neste III Domingo da Páscoa, a Palavra de Deus conduz-nos pelo caminho luminoso da Ressurreição, abrindo diante de nós o sentido mais profundo da nossa fé: Cristo vive, caminha connosco e permanece no meio do seu povo.

Hoje, ao iniciar humildemente o ministério petrino que me foi confiado, o meu coração une-se ao de todos vós, povo santo de Deus, nesta peregrinação de fé, esperança e caridade.

Não venho como senhor, mas como servo; não como dono da vinha, mas como trabalhador chamado a cuidar dela com amor, fidelidade e vigilância. 

Na primeira leitura, ouvimos o apóstolo Pedro levantar a voz diante do povo e anunciar, com coragem, que Jesus Cristo, morto e ressuscitado, é o Senhor. 

Esta é a essência do ministério petrino: confirmar os irmãos na fé, proclamar sem medo a verdade do Evangelho e conduzir o rebanho à salvação. 

Pedro não fala por si mesmo, mas como testemunha viva da Ressurreição. Assim também o Sucessor de Pedroé chamado a desaparecer para que Cristo apareça, a diminuir para que Ele cresça. 

Na segunda leitura, somos exortados a viver com temor santo, conscientes de que fomos resgatados não por bens passageiros, mas pelo precioso sangue de Cristo.  Este chamado à santidade não é opcional: é a vocação de todo o batizado. 

A Igreja não existe para si mesma,  mas para formar santos, homens e mulheres que, no meio do mundo, testemunham a vida nova que brota do túmulo vazio. 

E no Evangelho, contemplamos os discípulos de Emaús. Caminham tristes, desiludidos, incapazes de reconhecer o Senhor. Mas Ele aproxima-se, escuta-os, explica-lhes as Escrituras e, finalmente, revela-Se ao partir do pão. 

Este é o retrato da Igreja: um povo em caminho, muitas vezes ferido e confuso, mas sempre acompanhado por Cristo, que se revela na Palavra e na Eucaristia. 

Caríssimos, o ministério de Pedro é, antes de tudo, este: caminhar com o povo, escutar as suas dores, iluminar com a verdade do Evangelho e conduzir todos ao encontro vivo com Cristo na Eucaristia.  Não há outro programa, não há outro caminho. 

Vivemos tempos em que a fé é desafiada, em que muitos corações se afastam, seduzidos por promessas vazias e verdades passageiras. Por isso, torna-se ainda mais urgente a missão da evangelização. 

Evangelizar não é impor, mas propor; não é adaptar a verdade ao mundo, mas levar o mundo à verdade que liberta.  A Igreja deve ser firme e fiel à doutrina, clara na moral e ardente na caridade. 

Peço-vos: não tenhais medo de ser testemunhas. Nas vossas famílias, nos vossos trabalhos,  nas vossas comunidades, sede sinais vivos de Cristo ressuscitado. 

O mundo precisa de ver cristãos que vivem aquilo que professam, que amam aquilo que creem e que anunciam aquilo que esperam. 

A mim, confiado este ministério, peço as vossas orações. Que eu seja fiel. Que eu não ceda ao espírito do mundo. Que eu saiba guardar o depósito da fé com coragem e transmiti-lo com amor.  Que eu seja, como Pedro, uma rocha não por mérito próprio, mas pela graça de Deus. 

Hoje, como os discípulos de Emaús, também nós dizemos: "Fica connosco, Senhor".
Fica connosco nas alegrias e nas provações, nas luzes e nas sombras da história. Fica connosco, porque sem Ti nada podemos fazer. 

E que Maria Santíssima, Mãe da Igreja, nos acompanhe neste caminho, para que, firmes na fé, possamos um dia contemplar, face a face, Aquele que hoje reconhecemos ao partir do pão!

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