Semanário Litúrgico | II Domingo da Páscoa (Domingo da Divina Misericórdia)

SEMANÁRIO LITÚRGICO
II DOMINGO DA PÁSCOA
«IN ALBIS»
DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIA

ANO A
Cor Litúrgica: Dourado
12/04/2026

RITOS INICIAIS

Reunido o povo, o sacerdote dirige-se ao altar com os ministros, durante o canto de entrada.
 
CANTO, I

DESEJAI COM A AVIDEZ DE UM PEQUENINO,
O LEITE SANTO DA PALAVRA,
QUE VOS FAZ CRESCER NA FÉ E NA SALVAÇÃO.
ALELUIA, ALELUIA.  

1. DAI GRAÇAS AO SENHOR, PORQUE ELE É BOM!  
'ETERNA É A SUA MISERICÓRDIA!'  
O SENHOR ESTÁ COMIGO, NADA TEMO;  
O QUE PODE CONTRA MIM UM SER HUMANO? 

2. É MELHOR BUSCAR REFÚGIO NO SENHOR,  
DO QUE PÔR NO SER HUMANO A ESPERANÇA;  
É MELHOR BUSCAR REFÚGIO NO SENHOR,  
DO QUE CONTAR COM OS PODEROSOS DESTE MUNDO! 

3. PELO SENHOR É QUE FOI FEITO TUDO ISSO:  
QUE MARAVILHAS ELE FEZ A NOSSOS OLHOS!  
ESTE É O DIA QUE O SENHOR FEZ PARA NÓS,  
ALEGREMO-NOS E NELE EXULTEMOS! 

CANTO, II

1. NA SUA DOR OS HOMENS ENCONTRARAM
UMA PURA SEMENTE DE ALEGRIA,
O SEGREDO DA VIDA E DA ESPERANÇA:
RESSUSCITOU O SENHOR JESUS!

RESSUSCITOU, RESSUSCITOU!
RESSUSCITOU, ALELUIA!

2. OS QUE CHORAVAM CESSARÃO O PRANTO.
BRILHARÁ NOVO SOL NOS CORAÇÕES.
PODE O HOMEM CANTAR O SEU TRIUNFO:
RESSUSCITOU O SENHOR JESUS!

3. OS QUE NOS DUROS CAMPOS TRABALHARAM
VOLTARÃO ENTRE VOZES DE ALEGRIA
ERGUENDO AO ALTO OS FRUTOS DA COLHEITA:
RESSUSCITOU O SENHOR JESUS!

Antífona da entrada
Como criancinhas recém-nascidas, desejai o leite legítimo e puro, que vos vai fazer crescer na salvação, aleluia. (1Pd 2, 2)
Ou então:
Acolhei a alegria da vossa glória dando graças a Deus, que vos chamou ao seu reino celestial, aleluia. (Cf. 4Esd 2, 36-37)

Chegando ao altar, faz com os ministros uma profunda inclinação, beija o altar em sinal de veneração e, se for oportuno, incensa a cruz e o altar. Depois se dirige com os ministros à cadeira.

SAUDAÇÃO

Terminado o canto de entrada, o sacerdote e os fiéis, todos de pé, fazem o sinal da cruz, enquanto o sacerdote, voltado para o povo, diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho  ✠ e do Espírito Santo.
Ass.: Amém.

2. Em seguida, o bispo, abrindo os braços, saúda o povo:
Pres.: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.
O povo responde:
Ass.: Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.

Bispo, nesta primeira saudação, em vez de O Senhor esteja convosco, diz:
Pres.: A paz esteja convosco.
E o povo responde:
Ass.: Bendito seja Deus, que nos reuniu no amor de Cristo.

3. O sacerdote, o diácono ou outro ministro, poderá, com brevíssimas palavras, introduzir os fiéis na Missa do dia.

ASPERSÃO

4. O sacerdote dirige as palavras aos fiéis:
Pres.: Irmãos e irmãs em Cristo, invoquemos o Senhor nosso Deus para que se digne abençoar esta água que vai ser aspergida sobre nós, recordando o nosso batismo. Que ele se digne ajudar-nos a permanecermos fiéis ao Espírito que recebemos.

Se a água for retirada da fonte batismal, da água abençoada na Vigília da Noite Santa, omite-se a bênção e asperge o povo. 

Em seguida profere a bênção sobre a água que está na caldeirinha. 

Se a água não estiver abençoada, diz:
Senhor Deus todo-poderoso, fonte e origem de toda a vida, abençoai † esta água que vamos usar, confiantes para implorar o perdão dos nossos pecados, e alcançar a proteção da vossa graça contra toda doença e cilada do inimigo. Concedei, ó Deus, que, por vossa misericórdia, jorrem sempre para nós as águas da salvação para que possamos nos aproximar de Vós com o coração puro e evitar todo perigo do corpo e da alma. Por Cristo Nosso Senhor. 

Enquanto asperge o povo, canta-se:

CANTO

VI A ÁGUA SAINDO 
DO LADO DIREITO DO TEMPLO, ALELUIA!
E TODOS AQUELES A QUEM CHEGOU ESTA ÁGUA 
FORAM SALVOS, ALELUIA, ALELUIA!

1. A MÃO DIREITA DO SENHOR FEZ MARAVILHAS, 
A MÃO DIREITA DO SENHOR ME LEVANTOU.

2. NÃO MORREREI, MAS AO CONTRÁRIO, 
VIVEREI PARA CANTAR AS GRANDES OBRAS DO SENHOR.

3. A PEDRA QUE OS PEDREIROS REJEITARAM, 
TORNOU-SE AGORA A PEDRA ANGULAR.

4. PELO SENHOR É QUE FOI FEITO TUDO ISSO 
QUE MARAVILHAS ELE FEZ A NOSSOS OLHOS.

5. DESTA CASA DO SENHOR VOS BENDIZEMOS. 
QUE O SENHOR E NOSSO DEUS NOS ILUMINE

Terminada a aspersão, de braços abertos, o sacerdote diz:
Pres.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
O povo responde:
Ass.: Amém.

HINO DE LOUVOR

8. Quando for prescrito, canta-se ou recita-se em seguida o hino, tocam-se os sinos. 

GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS, GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS!
GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS, GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS!
GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS, GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS!
GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS, GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS!

E PAZ NA TERRA AOS HOMENS POR ELE AMADOS!
SENHOR DEUS, REI DOS CÉUS, DEUS PAI TODO PODEROSO,
NÓS VOS LOUVAMOS, NÓS VOS BENDIZEMOS,
NÓS VOS ADORAMOS, NÓS VOS GLORIFICAMOS,
NÓS VOS DAMOS GRAÇAS
POR VOSSA IMENSA GLÓRIA.

GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS, GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS!
GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS, GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS!

SENHOR JESUS CRISTO, FILHO UNIGÊNITO
SENHOR DEUS, CORDEIRO DE DEUS, FILHO DE DEUS PAI
VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO, TENDE PIEDADE DE NÓS
VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO, ACOLHEI A NOSSA SÚPLICA
VÓS QUE ESTAIS À DIREITA DO PAI, TENDE PIEDADE DE NÓS

GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS, GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS!
GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS, GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS!

SÓ VÓS SOIS SANTO, SÓ VÓS O SENHOR,
SÓ VÓS O ALTÍSSIMO, JESUS CRISTO,
COM O ESPÍRITO SANTO NA GLÓRIA DE DEUS PAI.

GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS, GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS!
GLÓRIA, GLÓRIA, GLÓRIA A DEUS, GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS!

AMÉM! AMÉM!

Ou para recitação:
Ass.: Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por ele amados. Senhor Deus, rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso. Nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor, só vós, o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.

COLETA

Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos oram em silêncio, por algum tempo. Então o sacerdote, abrindo os braços, reza a oração:
Pres.: Ó Deus de eterna misericórdia, na festa anual da Páscoa reacendeis a fé do povo a vós consagrado. Aumentai a graça que destes, para que todos compreendam melhor o Batismo que os lavou, o Espírito que os regenerou, e o sangue que os redimiu. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos
Ass.: Amém.

LITURGIA DA PALAVRA

PRIMEIRA LEITURA
At 2, 42-47

Todos os que abraçavam a fé 
viviam unidos e colocavam tudo em comum.

10. O leitor dirige-se ao ambão e proclama a primeira leitura, que todos ouvem sentados. 

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Os que haviam se convertido eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. E todos estavam cheios de temor por causa dos numerosos prodígios e sinais que os apóstolos realizavam. Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum; vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um. Diariamente, todos frequentavam o Templo, partiam o pão pelas casas e, unidos, tomavam a refeição com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E, cada dia, o Senhor acrescentava ao seu número mais pessoas que seriam salvas.

Para indicar o fim da leitura, o leitor aclama:
Leitor: Palavra do Senhor.
E todos respondem:
Ass.: Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL

11. O salmista ou o cantor canta ou recita o salmo, e o povo, o refrão.

— Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom; eterna é a sua misericórdia!
Ass.: Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom; eterna é a sua misericórdia!

— A casa de Israel agora o diga: “Eterna é a sua misericórdia!” A casa de Aarão agora o diga: “Eterna é a sua misericórdia!” Os que temem o Senhor agora o digam: “Eterna é a sua misericórdia!”
Ass.: Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom; eterna é a sua misericórdia!

— Empurraram-me, tentando derrubar-me, mas veio o Senhor em meu socorro. O Senhor é minha força e o meu canto, e tornou-se para mim o Salvador. “Clamores de alegria e de vitória ressoem pelas tendas dos fiéis”.
Ass.: Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom; eterna é a sua misericórdia!

— “A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se agora a pedra angular”. Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: Que maravilhas ele fez a nossos olhos! Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!
Ass.: Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom; eterna é a sua misericórdia!

SEGUNDA LEITURA
1Pd 1, 3-9

Isto é motivo de alegria para vós.

12. Se houver uma segunda leitura, o leitor proclama do ambão, como descrito acima.

Leitura da Primeira Carta de São Pedro

Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, para uma herança incorruptível, que não se mancha nem murcha, e que é reservada para vós nos céus. Graças à fé, e pelo poder de Deus, vós fostes guardados para a salvação que deve manifestar-se nos últimos tempos. Isto é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que agora fiqueis por algum tempo aflitos, por causa de várias provações. Deste modo, a vossa fé será provada como sendo verdadeira — mais preciosa que o ouro perecível, que é provado no fogo — e alcançará louvor, honra e glória no dia da manifestação de Jesus Cristo. Sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação.

Consoante o fim de uma das leituras, para indicar o fim, o leitor aclama:
Leitor: Palavra do Senhor.
E todos respondem:
Ass.: Graças a Deus.

CANTO

13. Segue o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico.
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA, 
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA, 
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA, 
ALELUIA, ALELUIA!

1. ACREDITASTE, TOMÉ, PORQUE ME VISTE. 
FELIZES OS QUE CRERAM SEM TER VISTO.

14. Enquanto isso, o sacerdote, quando se usa incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono, que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se profundamente diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
℣.: Dá-me a tua bênção.
O sacerdote diz em voz baixa:
Pres.: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios, para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
O diácono faz o sinal da cruz e responde:
℣.: Amém.

Se não houver diácono, o sacerdote, inclinando-se diante do altar, reza em silêncio:
Ó Deus todo-poderoso, purificai-me o coração e os lábios, para que eu possa anunciar dignamente o vosso santo Evangelho.

EVANGELHO
 Jo 20, 19-31

“A paz esteja convosco. 
Como o Pai me enviou, também eu vos envio”.

15. O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e velas, e diz:
℣.: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.

O diácono ou o sacerdote diz, e, enquanto isso, faz o sinal da cruz sobre o livro e, depois, sobre si mesmo, na fronte, na boca e no peito.
℣.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
Ass.: Glória a vós, Senhor.

Então o diácono ou o sacerdote, se for o caso, incensa o livro, e proclama o Evangelho.
℣.: Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”. Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

16. Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote aclama:
℣.: Palavra da Salvação.
Ass.: Glória a vós, Senhor.

Depois beija o livro, dizendo em silêncio:
Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.

HOMILIA

17. Em seguida, faz-se a homilia, que compete ao sacerdote ou diácono; ela é obrigatória em todos domingos e festas de preceito e recomendada também nos outros dias.

CREDO
18. Terminada a homilia, quando for prescrito, canta-se ou recita-se o símbolo ou profissão de fé.
Ass.: Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus
Às palavras seguintes, até e se fez homem, todos se inclinam:
e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem.
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só Batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

ORAÇÃO DOS FIÉIS

O leitor dirige-se ao ambão para proclamar a Oração Universal. O sacerdote, convida o povo à oração com estas palavras:
Pres.: Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo: À semelhança da primeira comunidade cristã, que orava num só coração e numa só alma, oremos nós também pela Igreja e pelo mundo inteiro, dizendo, numa só voz:
E todos dizem:
Ass.: Pela ressurreição do vosso Filho, ouvi-nos, Senhor.

O leitor então diz:
1. Para que os fiéis da santa Igreja se reúnam em cada Páscoa semanal, para escutar a Palavra, partir o pão e orar juntos, rezemos.

2. Para que todos os novos baptizados vençam a prova a que é submetida a sua fé, mais preciosa do que o ouro perecível, rezemos.

3. Para que todos os cristãos alcancem a graça de acreditar sem terem visto e se encontrem no seu íntimo com Jesus, rezemos.

4. Para que o Senhor Jesus ressuscitado dê a paz e a alegria aos que andam tristes, aos pobres, aos infelizes e aos doentes, rezemos.

5. Para que a nossa comunidade aqui presente, que recebeu o perdão dos seus pecados, adore o Pai, se entregue a Cristo e viva do Espírito, rezemos.
Outras intenções...
Então o sacerdote diz a oração conclusiva, de braços abertos:
Pres.: Senhor, nosso Deus e nosso Pai, abri o coração dos vossos filhos ao grande dom de Jesus ressuscitado e dai-nos a graça de O encontrar, cada domingo, na Palavra proclamada e na fracção do Pão. Ele que vive e reina por todos os séculos dos séculos.
E todos dizem:
Ass.: Amém.

LITURGIA EUCARÍSTICA

PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS

21. Inicia-se o canto da preparação das oferendas, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho, o cálice, a pala e o Missal.

22. Convém que os fiéis nesta missa expressem sua participação trazendo uma oferenda, seja pão e vinho para a celebração da Eucaristia, seja outro donativo para auxílio da comunidade e dos pobres.

CANTO

1. BENDITO SEJAS, Ó REI DA GLÓRIA,
RESSUSCITADO, SENHOR DA IGREJA
AQUI TRAZEMOS AS NOSSAS OFERTAS.

VÊ COM BONS OLHOS 
NOSSAS HUMILDES OFERTAS,
TUDO QUE TEMOS, 
SEJA PRA TI, Ó SENHOR!

2. VIDAS SE ENCONTRAM NO ALTAR DE DEUS,
GENTE SE DOA, DOM QUE SE IMOLA.
AQUI TRAZEMOS AS NOSSAS OFERTAS.

3. MAIOR MOTIVO DE OFERENDA,
POIS, O SENHOR RESSUSCITOU.
PARA QUE TODOS TIVESSEM VIDA.

4. IRMÃOS DA TERRA, IRMÃOS DO CÉU,
JUNTOS CANTEMOS GLÓRIA AO SENHOR.
AQUI TRAZEMOS AS NOSSAS OFERTAS.

23. O sacerdote, de pé junto ao altar, recebe a patena com o pão em suas mãos e, levantando-a um pouco sobre o altar, diz em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.
Em seguida, coloca a patena com o pão sobre o corporal.
Se o canto da preparação das oferendas não continuar, o sacerdote poderá recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Bendito seja Deus para sempre!

24. O diácono ou o sacerdote coloca vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio:
Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.

25. Em seguida, o sacerdote recebe o cálice em suas mãos e, elevando-o um pouco sobre o altar, diz em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar vinho da salvação.
Coloca o cálice sobre o corporal.
Se o canto da preparação das oferendas não continuar, o sacerdote poderá recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Bendito seja Deus para sempre!

26. Em seguida o sacerdote, profundamente inclinado, reza em silêncio:
De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.

27. E, se for oportuno, incensa as oferendas, a cruz e o altar. Depois, o diácono ou outro ministro incensa o sacerdote e o povo.

28. Em seguida, o sacerdote, de pé ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Lavai-me, Senhor, de minhas faltar e purificai-me do meu pecado.

CONVITE À ORAÇÃO

29. Estando, depois, no meio do altar a voltado para o povo, o sacerdote estende e une as mãos e diz:
—  ORAI, IRMÃOS E IRMÃS, 
—  PARA QUE O MEU E VOSSO SACRÍFICIO 
—  SEJA ACEITE POR DEUS PAI TODO-PODEROSO.
E todos respondem:
—  RECEBA O SENHOR POR TUAS MÃOS ESTE SACRIFÍCIO, 
—  PARA GLÓRIA DO SEU NOME, 
—  PARA NOSSO BEM E DE TODA A SUA SANTA IGREJA.

Ou, para recitação:
Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que esta nossa família, reunida em nome de Cristo, possa oferecer um sacrifício que seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.
Ass.: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a sua santa Igreja.

26. Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote profere a oração sobre as oferendas.
Pres.: Senhor, nós vos pedimos: aceitai as oferendas do vosso povo e dos que renasceram nesta Páscoa, para que, renovados pela confissão do vosso nome e pelo Batismo, alcancem a felicidade eterna. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass.: Amém.

PREFÁCIO DA PÁSCOA, I
(O mistério Pascal)

Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz ou canta:
Pres.: — O SENHOR ESTEJA CONVOSCO.
Ass.: — ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS.

Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
Pres.: — CORAÇÕES AO ALTO.
Ass.: — O NOSSO CORAÇÃO ESTÁ EM DEUS.

O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres.: — DEMOS GRAÇAS AO SENHOR, NOSSO DEUUS.
Ass.: — É NOSSO DEVER E NOSSA SALVAÇÃO.

O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.
Pres.: Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação proclamar vossa glória, ó Pai, em todo tempo, mas por maior júbilo, louvar-vos neste tempo, porque Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. É ele o verdadeiro Cordeiro, que tirou o pecado do mundo; morrendo, destruiu a nossa morte e, ressurgindo, restaurou a vida. Por isso, transbordando de alegria pascal, exulta a criação por toda a terra; também as Virtudes celestes e as Potestades angélicas proclamam um hino à vossa glória, cantando (dizendo) alegres a uma só voz:

CANTO

SANTO, SANTO, SANTO, 
SENHOR, DEUS DO UNIVERSO.
SANTO, SANTO, SANTO,
SENHOR, DEUS DO UNIVERSO. 
O CÉU E A TERRA,
PROCLAMAM A VOSSA GLÓRIA. 
HOSANA, HOSANA, HOSANA NAS ALTURAS! 
HOSANA, HOSANA, HOSANA NAS ALTURAS! 

BENDITO O QUE VEM, EM NOME DO SENHOR!
EM NOME DO SENHOR!  
HOSANA, HOSANA, HOSANA NAS ALTURAS! 
HOSANA, HOSANA, HOSANA NAS ALTURAS! 

 Ou, para recitação:
Ass.: Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo. O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

ORAÇÃO EUCARÍSTICA, I
CANON ROMANUM

84. O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Pai de misericórdia, a quem sobem os nossos louvores, suplicantes, vos rogamos e pedimos, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso
une as mãos e traça o sinal da cruz, ao mesmo tempo sobre o pão e o cálice, dizendo:
que aceiteis e abençoeis ✠ estes dons, estas oferendas, este sacrifício puro e santo,
de braços abertos, prossegue:
que oferecemos, antes de tudo, pela vossa Igreja santa e católica: concedei-lhe paz e proteção, unindo-a num só corpo e governando-a por toda a terra, em comunhão com o vosso servo o Papa Gregório, com todos os que guardam a fé católica que receberam dos Apóstolos.
A assembleia aclama:
Ass.: Abençoai nossa oferenda, ó Senhor!

85. Memento dos vivos
1C. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas N. N.
Une as mãos e reza por alguns momentos em silêncio por aqueles que quer recordar.
De braços abertos, prossegue:
e de todos os que circundam este altar, dos quais conheceis a fé e a dedicação ao vosso serviço. Por eles nós vos oferecemos e também eles vos oferecem este sacrifício de louvor por si e por todos os seus, e elevam a vós as suas preces, Deus eterno, vivo e verdadeiro, para alcançar o perdão de suas faltas, a segurança em suas vidas e a salvação que esperam.
A assembleia aclama:
Ass.: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!

86. "Infra actionem"
2C. Em comunhão com toda a Igreja, celebramos o dia santíssimo da Ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo segundo a carne. Veneramos em primeiro lugar a memória da Mãe de nosso Deus e Senhor Jesus Cristo, a gloriosa sempre Virgem Maria, a de seu esposo São José, e também a dos Santos Apóstolos e Mártires: Pedro e Paulo, André, Tiago e João, Tomé, Tiago e Filipe, Bartolomeu e Mateus, Simão e Tadeu, Lino, Cleto, Clemente, Sisto, Cornélio e Cipriano, Lourenço e Crisógono, João e Paulo, Cosme e Damião e a de todos os vossos Santos. Por seus méritos e preces concedei-nos sem cessar a vossa proteção. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
A assembleia aclama:
Ass.: Em comunhão com vossos Santos vos louvamos!

87. O sacerdote, com os braços abertos, continua:
Pres.: Aceitai, ó Pai, com bondade, a oblação dos vossos servos e de toda a vossa família; nós a oferecemos também por aqueles que vos dignastes regenerar pela água e pelo Espírito Santo, concedendo-lhes a remissão de todos os pecados. Dai aos nossos dias a vossa paz, livrai-nos da condenação eterna e acolhei-nos entre os vossos eleitos.
Une as mãos.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
88. Estendendo as mãos sobre as oferendas, diz:
Dignai-vos, ó Pai, aceitar, abençoar e santificar estas oferendas; recebei-as como sacrifício espiritual perfeito, a fim de que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de vosso amado Filho, nosso Senhor Jesus Cristo.
Une as mãos.
A assembleia aclama:
Ass.: Enviai o vosso Espírito Santo!

89. O relato da instituição da Eucaristia seja proferido de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
— NA VÉSPERA DE SUA PAIXÃO,
toma o pão e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossegue:
— ELE TOMOU O PÃO,
— EM SUAS SANTAS E VENERÁVEIS MÃOS, 
eleva os olhos,
— ELEVOU OS OLHOS AO CÉU, 
— A VÓS, Ó PAI TODO-PODEROSO,
— PRONUNCIOU A BÊNÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS,
— PARTIU O PÃO 
— E O DEU A SEUS DISCÍPULOS, DIZENDO:
inclina-se levemente
— TOMAI, TODOS, E COMEI:
— ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena e genuflete em adoração.

90. Então prossegue:
— DO MESMO MODO,
— NO FIM DA CEIA,
toma o cálice nas mãos e, mantendo-o um pouco elevado acima do altar, prossege:
— ELE TOMOU ESTE PRECIOSO CÁLICE
— EM SUAS SANTAS E VENERÁVEIS MÃOS,
— PRONUNCIOU NOVAMENTE A BÊNÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS
— E O DEU A SEUS DISCÍPULOS,
— DIZENDO:
inclina-se levemente
— TOMAI, TODOS, E BEBEI:
— ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE,
— O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA,
— QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS
— E POR TODOS
— PARA REMISSÃO DOS PECADOS.
— FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.
Mostra o cálice ao povo, colocando-o sobre o corporal e genuflete em adoração.

91. Em seguida, diz:
— MISTÉRIO DA FÉ!
A assembleia aclama: 
— ANUNCIAMOS, SENHOR, A VOSSA MORTE E PROCLAMAMOS A VOSSA RESSURREIÇÃO. VINDE, SENHOR JESUS. ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA!

Ou, para recitação:
Pres.: Mistério da fé!
A assembleia aclama: 
Ass.: Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa Ressurreição. Vinde Senhor Jesus. Aleluia!

92. O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Celebrando, pois, a memória da bem-aventurada paixão do vosso Filho, da sua ressurreição dentre os mortos e gloriosa ascensão aos céus, nós, vossos servos, e também vosso povo santo, vos oferecemos, ó Pai, dentre os bens que nos destes, o sacrifício puro, santo e imaculado, Pão santo da vida eterna e Cálice da perpétua salvação. Recebei, ó Pai, com olhar benigno, esta oferta, como recebestes os dons do justo Abel, o sacrifício de nosso patriarca Abraão e a oblação pura e santa do sumo sacerdote Melquisedeque.
A assembleia aclama: 
Ass.: Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!

94. Une as mãos, e inclinando-se, diz:
Pres.: Suplicantes, vos pedimos, ó Deus onipotente, que esta nossa oferenda seja levada à vossa presença, no altar do céu, pelas mãos do vosso santo Anjo, para que todos nós, participando deste altar pela comunhão do santíssimo Corpo e Sangue do vosso Filho,
ergue-se e faz sobre si o sinal da cruz, dizendo:
sejamos repletos de todas as graças e bênçãos do céu.
Une as mãos.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
A assembleia aclama:
Ass.: O Espírito nos una num só corpo!

95. Memento dos mortos.
De braços abertos diz:
3C. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas que nos precederam com o sinal da fé e dormem o sono da paz.
Une as mãos e, em silêncio, reza brevemente pelos defuntos que deseja recordar.
De braços abertos, prossegue:
A eles, e a todos os que descansam no Cristo, concedei o repouso, a luz e a paz.
Une as mãos.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
A assembleia aclama:
Ass.: Concedei-lhes, ó Senhor, a luz eterna!

96. Bate no peito, dizendo:
4C. E a todos nós pecadores,
e, de braços abertos, prossegue:
que esperamos na vossa infinita misericórdia, concedei, não por nossos méritos, mas por vossa bondade, o convício dos Apóstolos e Mártires: João Batista e Estêvão, Matias e Barnabé, Inácio, Alexandre, Marcelino e Pedro, Felicidade e Perpétua, Águeda e Luzia, Inês, Cecília, Anastácia e todos os vossos Santos.
Une as mãos:
Por Cristo, nosso Senhor.

97. E prossegue:
Pres.: Por ele não cessais de criar, santificar, vivificar, abençoar estes bens e distribuí-los entre nós.

114. Ergue a patena com a hóstia e o cálice, dizendo:
— POR CRISTO, COM CRISTO, E EM CRISTO,
— A VÓS, DEUS PAI TODO-PODEROSO, 
— NA UNIDADE DO ESPÍRITO SANTO, 
— TODA HONRA E TODA GLÓRIA, 
— POR TODOS OS SÉCULOS 
— DOS SÉCULOS.
A assembleia aclama: 
 AMÉM!

Ou, para recitação:
Pres.: Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, por todos os séculos dos séculos.
A assembleia aclama: 
Ass.: Amém.

RITO DA COMUNHÃO

ORAÇÃO DO SENHOR

124. Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, de mãos unidas:
— OBEDIENTES À PALAVRA DO SALVADOR
— E FORMADOS POR SEU DIVINO ENSINAMENTO OUSAMOS DIZER:
E todos cantam:
— PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS, 
— SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME; 
— VENHA A NÓS O VOSSO REINO, 
— SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, 
— ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU.
— O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE; 
— PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS, 
— ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO; 
— E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO,
— MAS LIVRAI-NOS DO MAL.

Ou, para recitação:
Pres.: Rezemos, com amor e confiança, a oração que o Senhor Jesus nos ensinou:
Ass.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

Embolismo
125. O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
— LIVRAI-NOS DE TODOS OS MALES, Ó PAI,
— E DAI-NOS HOJE A VOSSA PAZ.
— AJUDADOS PELA VOSSA MISERICÓRDIA,
— SEJAMOS SEMPRE LIVRES DO PECADO
— E PROTEGIDOS DE TODOS OS PERIGOS,
— ENQUANTO AGUARDAMOS A FELIZ ESPERANÇA
— E A VINDA DO NOSSO SALVADOR,
— JESUS CRISTO.
E o povo responde:
— VOSSO É O REINO, O PODER E A GLÓRIA PARA SEMPRE.

Ou recitado:
Pres.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda do nosso Salvador, Jesus Cristo.
O sacerdote une as mãos.
O povo conclui a oração, aclamando:
Ass.: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

126. O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós que sois Deus com o Pai e o Espírito Santo.
O povo responde:
Ass.: Amém.

127. O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
O povo responde:
Ass.: O amor de Cristo nos uniu.

128. Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote diz:
Pres.: Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.
E, todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz, a comunhão e a caridade; o sacerdote dá a paz ao diácono e aos outros ministros.

129. Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos faça participar da vida eterna.

130. Enquanto isso, canta-se ou recita-se:

CANTO

CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO, 
TENDE PIEDADE DE NÓS. TENDE PIEDADE DE NÓS.

CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO, 
TENDE PIEDADE DE NÓS. TENDE PIEDADE DE NÓS.

CORDEIRO DE DEUS, QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO, 
DAI-NOS A PAZ, A PAZ! DAI-NOS A PAZ, A PAZ! 

Ou, para recitação:
Ass.: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

Essas palavras podem ser repetidas ainda mais vezes, se a fração do pão se prolongar. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.

131. Em seguida, o sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que, cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me por este vosso santíssimo Corpo e Sangue dos meus pecados e de todo mal; dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.
Ou:
Senhor Jesus Cristo, vosso Corpo e vosso Sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam proteção e remédio para minha vida.

132. O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia na mão e, elevando-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres.: Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
E acrescenta, com o povo, uma só vez:
Ass.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

COMUNHÃO

Antífona da comunhão
Coloca aqui a tua mão e reconhece o lugar dos cravos, e não sejas incrédulo, mas fiel, aleluia. (cf. Jo 20, 27)

133. O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
O Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
E reverentemente comunga o Corpo de Cristo.

Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
O Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
E reverentemente comunga o Sangue de Cristo.

134. Em seguida, toma a patena ou o cibório, aproxima-se dos que vão comungar e mostra a hóstia um pouco elevada a cada um deles, dizendo:
O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
Amém.
E comunga.

O diácono ou o ministro extraordinário da distribuição da sagrada Comunhão, o distribuir a sagrada Comunhão, procede do mesmo modo.

135. Se houver Comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito na Instrução Geral sobre o Missal Romano, n. 281-287.

136. Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, inicia-se o canto da Comunhão.

CANTO, I

ESTENDE A TUA MÃO, 
TOCA O LUGAR DOS CRAVOS, 
E NÃO SEJAS INCRÉDULO, 
MAS FIEL, ALELUIA!

1. DAI GRAÇAS AO SENHOR, PORQUE ELE É BOM! 
‘ETERNA É A SUA MISERICÓRDIA!’ 

2. A CASA DE ISRAEL AGORA O DIGA:
‘ETERNA É A SUA MISERICÓRDIA!’ 

3. NA MINHA ANGÚSTIA EU CLAMEI PELO SENHOR,
E O SENHOR ME ATENDEU E LIBERTOU!

4. ‘É MELHOR BUSCAR REFÚGIO NO SENHOR,
DO QUE PÔR NO SER HUMANO A ESPERANÇA.

CANTO, II

PÕE A TUA MÃO NO LUGAR DOS CRAVOS, ALELUIA.
NÃO SEJAS INCRÉDULO, MAS TEM FÉ. ALELUIA.

1. BENDIZE, Ó MINHA ALMA, AO SENHOR.
E TODO O MEU SER O SEU SANTO NOME.
BENDIZE, Ó MINHA ALMA, AO SENHOR.
NÃO TE ESQUEÇAS DE NENHUM DE SEUS FAVORES.

2. POIS ELE TE PERDOA TODA A CULPA,
E CURA TODA A TUA ENFERMIDADE.
O SENHOR É INDULGENTE, É FAVORÁVEL.
É PACIENTE, É BONDOSO E COMPASSIVO.

137. Terminada a Comunhão, o sacerdote, o diácono ou  o acólito purifica a patena e o cálice.

Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno.

138. Então o sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar algum tempo de silêncio sagrado ou preferir um salmo ou outro cântico de louvor.

DEPOIS DA COMUNHÃO

139. Em seguida, junto ao altar ou à cadeira, o sacerdote, de pé, voltado para o povo, diz de mãos unidas:
Pres.: Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo em silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida, o sacerdote abrindo os braços, profere a oração Depois da comunhão.
Pres.: Nós vos pedimos, Deus todo-poderoso: concedei que permaneça sempre em nossos corações o sacramento pascal que recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass.: Amém.


RITOS FINAIS

141. Se necessário, façam-se breves comunicações ao povo.

BENÇÃO SOLENE 

O sacerdote abrindo os braços, saúda o povo:
Pres: O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
Ass: 
Ele está no meio de nós.
O sacerdote diz:
Inclinai-vos para receber a bênção.
 
Em seguida, o sacerdote, com as mãos estendidas sobre o povo, diz a oração:
Pres: Deus todo-poderoso vos abençoe nesta solenidade pascal e vos proteja contra todo pecado.
Ass: Amém.
 
Pres: Aquele que vos renova para a vida eterna, pela ressurreição do seu Filho, vos enriqueça com o dom da imortalidade.
Ass: Amém.
 
Pres:  E vós que, transcorridos os dias da paixão do Senhor, celebrais com júbilo a festa da Páscoa, possais chegar, pela graça de Deus, com o coração exultante, à festa das alegrias eternas.
Ass: Amém.
 
O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
Pres: 
E a bênção de Deus todo-poderoso, Pai e Filho  e Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre.
Ass: Amém.
 
56. À despedida, o diácono, ou o próprio sacerdote diz unindo as mãos:
A alegria do Senhor seja a vossa força; ide em paz, e o Senhor vos acompanhe, Aleluia, Aleluia.
O povo responde:
Ass: Graças a Deus, Aleluia, Aleluia!

CANTO

MISERICORDIOSOS COMO O PAI.
MISERICORDIOSOS COMO O PAI.

1. DEMOS GRAÇAS AO PAI, PORQUE É BOM
É ETERNA A SUA MISERICÓRDIA
CRIOU O MUNDO COM SABEDORIA
É ETERNA A SUA MISERICÓRDIA
CONDUZ SEU POVO NA HISTÓRIA
É ETERNA A SUA MISERICÓRDIA
PERDOA E ACOLHE OS SEUS FILHOS
É ETERNA A SUA MISERICÓRDIA

2. DEMOS GRAÇAS AO FILHO, LUZ DAS GENTES
É ETERNA A SUA MISERICÓRDIA
AMOU-NOS COM UM CORAÇÃO DE CARNE
É ETERNA A SUA MISERICÓRDIA
DELE RECEBEMOS, A ELE NOS DOAMOS
É ETERNA A SUA MISERICÓRDIA
O CORAÇÃO SE ABRA A QUEM TEM FOME E SEDE
É ETERNA A SUA MISERICÓRDIA

3. PEDIMOS AO ESPÍRITO OS SETE SANTOS DONS
É ETERNA A SUA MISERICÓRDIA
FONTE DE TODO BEM, DULCÍSSIMO ALÍVIO
É ETERNA A SUA MISERICÓRDIA
POR ELE CONFORTADOS, OFEREÇAMOS CONFORTO
É ETERNA A SUA MISERICÓRDIA
O AMOR ESPERA E TUDO SUPORTA
É ETERNA A SUA MISERICÓRDIA
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