Carta aberta ao Clero em virtude do cismático Artur Philip Scherer

DOM AGNELO PREVOST CARDEAL ARNS
POR MERCÊ DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA,
CARDEAL-BISPO DE ALBANO E ÓSTIA
PREFEITO DO DICASTÉRIO PARA O CLERO

Aos que lerem esta carta de admoestação, saudação, paz e bênção do Senhor.

Cumpre a este Dicastério dirigir-se a todos os clérigos e fiéis leigos em virtude da Excomunhão ferendae sententiae, emitida ontem pelo Santo Padre Bonifácio III.

O Dicastério para a Justiça, illo tempore presidido por Bruno Martini, emitiu o Decreto de Excomunhões - 008/25 pelo qual se impôs tal pena ao senhor José Ludovico Soares Martins e ao então senhor Artur Philip Scherer, que poucas horas depois aderiu ao cisma do antipapa de nome Pio III.

O referido Bispo, dias após haver sido excomungado e ter incorrido em cisma, começou a manifestar, diretamente a mim e ao ex-Cardeal Everton Silva Arns — que também presidiu o Dicastério para a Justiça —, o desejo de retorno, chegando a declarar que traria consigo cinco (5) presbíteros caso fosse realocado ao Colégio Episcopal.

Tal processo foi levado ao tribunal, por vontade expressa do Santo Padre, e analisado por Everton Arns, resultando na emissão do Resultado de Julgamento Canônico RR.P.003_2025, no qual se decretou a permanência da excomunhão do mesmo, pelos seguintes motivos: conversão ainda instável; risco de escândalo; provas insuficientes. Seguia-se, no mesmo documento, uma série de recomendações para um caminho justo em ordem à remissão.

No dia seguinte, tendo Everton Arns renunciado ao Dicastério para a Justiça, por opor-se ao retorno deste, e assumido Gaspar Bruch, foi publicada a Remissão de Excomunhão, pela qual se levantou a excomunhão do referido clérigo. Foi então submetida à audiência de juízes a análise sobre o status em que Artur Philip Scherer retornaria, visto que o Decreto que lhe impôs a excomunhão estabelecia que apenas poderia regressar ao segundo grau da Ordem, sendo-lhe vedado o terceiro.

Aconteceu, porém, que foi favorável a sua reintegração como Bispo, em razão da audiência que teve com o Papa e com Gaspar Bruch. Com essa reintegração, erigiu-se a Arquidiocese de São Paulo, correndo-se o risco de quase encerramento, pois Artur Scherer não dava sinal de vida e nem indicava aquilo a que havia se comprometido.

A justificativa de Artur Scherer foi a seguinte: “Bruno Martini está difamando a SICAR no cisma e é por este motivo que ninguém quer vir para a SICAR; porém, já trouxe o Carlo Cafarra” (sic). A essa declaração, contestei expressando meu pensamento inicial desde o seu retorno, que passo a citar: “Ele apenas usou essa proposta sobre vir com padres para ver se ganhava o episcopado. E agora, arrumou essa desculpa esfarrapada de acusar Bruno Martini de falar mal da SICAR” (sic). Pois conheço muito bem Bruno Martini — não é de hoje que nos conhecemos — e, apesar de eventuais desavenças, mantenho minha estima por ele, como meu irmão.

Assim que retornou, Artur Philip Scherer afirmou com todas as palavras: “Eu não serei como antes. Direi as coisas, doa a quem doer” (sic). E, desde então, iniciou uma perseguição contra alguns clérigos, como, por exemplo, nosso irmão epíscopo Demétrio Fernandez e também o Monsenhor Molski, chegando inclusive a ordenar-me que expulsasse Dom Demétrio da Basílica de São Pedro por este não lhe ser favorável, sendo, portanto, Artur, em minha presença, arrogante para com Dom Demétrio.

Diversas mensagens começaram a chegar ao meu WhatsApp em desfavor de Artur Scherer: ora porque não concelebrava, ora porque não se conectava, ora porque não assumia compromissos e, além disso, criticava abertamente os clérigos no grupo do WhatsApp e até mesmo no próprio Habblet Hotel, criando uma atmosfera de desmotivação. Alguns clérigos chegaram a apelar pela própria emeritação, em discordância com sua reintegração ao Colégio Episcopal e em razão de sua conduta incoerente e desrespeitosa para com o próximo.

Na passada sexta-feira, dia vinte e dois de agosto, o referido Bispo chegou à Missa celebrada por seu Arcebispo, o Cardeal Gaspar Bruch, já após a proclamação do Evangelho. Entrou na sacristia e paramentou-se. Admoestei-o, em sussurro, por três vezes, de que não poderia concelebrar, por existirem normas estabelecidas acerca da entrada de clérigos atrasados na concelebração, conforme decretos emitidos pelos Prefeitos do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

Não acatando as minhas instruções, entrou ainda assim no altar e eu, em sinal de desagrado, retirei-me. Sempre fui fiel às leis da Igreja e não seria naquele momento que iria contra elas. Durante o cântico do Sanctus, Artur Philip Scherer, admoestado pelo Santo Padre, retirou-se do altar e saiu do local revoltado.

Horas após a Missa, Artur Scherer iniciou uma série de ataques no grupo da Arquidiocese de São Paulo, após dupla correção da minha parte e do Arcebispo Gaspar Bruch, quando havia declarado que iria “encher a Catedral da Sé de São Paulo de flores e depois retirá-las; entupir as Igrejas dele de flores” (sic), afirmando ainda que não seguiria minhas determinações, sendo eu Prefeito do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

Admoesto-o o Cardeal Gaspar Bruch e eu, frisando as normas prescritas na Instrução Geral do Missal Romano (IGMR) acerca da ornamentação floral, à qual o próprio ainda disse: “Se o templo for na minha conta, eu faço dela uma estufa floral”. E, ao receber minha advertência, respondeu com ironia: “Levo (a advertência) e continuo fazendo. Vocês levam isso como se fosse coisa de outro mundo” (sic), concluindo com uma indireta dirigida a mim: “Não tô falando desse tipo de entupir, mas o outro (referindo-se a mim) se dói com tudo” (sic).

Iniciou-se, então, por parte de Artur Philip Scherer, uma série de críticas e ameaças contra mim, Cardeal Decano do Colégio dos Cardeais e Prefeito do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, bem como contra Dom Demétrio Fernandez e outros irmãos clérigos. Entre tais ataques, chegou a chamar a Arquidiocese de Fátima de “grupo de portugueses loucos e surtados, começando pelo Decano e acabando no Arcebispo autoritário que não faz nada” (sic), insinuando que o Arcebispo Cardeal Gonçalo Jorge Mendes não possuía condições suficientes para exercer o seu ministério.

Ademais, enviou mensagem via spam no Habblet Hotel, afirmando: “Aqueles que não aceitarem a minha volta ao Episcopado, o choro é livre!” (sic), espalhando tais provocações, dirigindo diretamente ao Santo Padre, via Discord e Instagram, mensagens as quais me ameaçava de fazer minha vida um inferno.

Ontem, tivemos ciência de que Artur Philip Scherer estaria erguendo um novo cisma. Conscientes dessa situação, o Santo Padre decidiu emitir o Decreto de Excomunhão Ferendæ Sententiæ, proibindo-o de retornar à comunhão com a Igreja até o início do próximo ano civil, ou seja, 2026.

Mediante tal situação, cumpre ao Dicastério para o Clero notificar todos os clérigos sobre o perigo de acompanhar Artur Scherer. Tendo sido aceito com misericórdia e clemência no Colégio Episcopal, demonstrou agir sem maturidade, desrespeitando o próximo e comprometendo a unidade da Igreja. Àqueles que estiverem sendo manipulados por ele, aconselhamos que o bloqueiem e evitem qualquer contacto, visto que sua tendência é fomentar um novo cisma e atacar duramente a Igreja com mentiras e falsas acusações. Temos ainda ciência de que este está roubando os ADS de Diofante.

O Dicastério para o Clero solidariza-se com a Arquidiocese de São Paulo e com seu Arcebispo, Dom Gaspar Cardeal Bruch; com a Arquidiocese de Fátima e seu Arcebispo, Dom Gonçalo Jorge Cardeal Mendes; bem como com todos os clérigos insultados, em especial o epíscopo Dom Demétrio Fernandez e o Monsenhor Molski Wal. Solidarizamo-nos igualmente com os leigos injustamente atingidos: os senhores Bruno Martini e Everton Silva Arns.

Estamos plenamente cientes da gravidade das acusações mentirosas e das estratégias perpretadas por este cismático, Artur Philip Scherer, que procura novamente tomar poder e encaminhar clérigos ao cisma.

Toda a Igreja se entristece com atitudes desta natureza. É gravíssimo! Ainda mais quando se trata de alguém que afirmara haver mudado, mas que revelou condutas repudiáveis, incoerentes e imaturas.

Imploramos ao Espírito Santo que ilumine toda a Igreja neste momento de provação.

        Dado em Roma, junto a São Pedro, no dia vinte e cinco de agosto do ano jubilar de esperança de dois mil e vinte cinco, no primeiro do nosso Pontificado.

        DOM AGNELO MARIA PREVOST CARD. ARNS, CP.
        PREFEITO DO DICASTÉRIO PARA O CLERO
        Postagem Anterior Próxima Postagem

        نموذج الاتصال